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12/07/2017

Diário Matinal Coinvalores - 12 de julho de 2017

 

Bom dia,

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Apoio à Reforma Trabalhista surpreende, mas não traz alento a Temer. Em meio a uma sessão bastante tumultuada, a Reforma Trabalhista foi aprovada no plenário do Senado com 50 votos favoráveis, 26 contrários e apenas uma abstenção. Entretanto, esse resultado representa muito mais a independência da agenda de reformas do que a melhora na governabilidade de Temer, a nosso ver. A dificuldade em determinados partidos, inclusive do próprio PMDB, em fechar a questão em torno da denúncia contra o presidente corrobora essa percepção. De toda forma, na Comissão de Constituição e Justiça, onde o debate deve começar hoje, a estimativa é que o governo já tenha os votos necessários para rejeitar o parecer do relator, mas isso não muda nada, na prática, na ida da denúncia para o plenário da Câmara, onde o cenário é mais incerto para o atual presidente.

Vendas no varejo se retraem em maio. O volume vendido no varejo caiu 0,1% na comparação com abril, a queda foi puxada por itens de vestuário e calçados, que caíram 7,8% e livros, jornais, revistas e papelaria, com queda de 4,5%. Por outro lado, supermercados, farmácias, lojas de móveis e combustíveis mostraram elevação na demanda no mês de maio. Quando olhamos para o varejo ampliado, que inclui veículos, autopeças e materiais de construção, a queda foi ainda maior, de 0,7% sobre o mês imediatamente anterior. No acumulado do ano, o varejo apresenta retração de 0,8% na demanda e em doze meses a queda é de 3,6%.

Estabilidade na 1ª quadrissemana de julho no IPC. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) do município de São Paulo teve estabilidade na primeira quadrissemana de julho, ficando em zero, após variação positiva de 0,05% em junho, segundo dados da Fipe. Cinco das sete classes de despesas que compõem o índice registraram taxas menores no período, com destaque para alimentação, que vem intensificando a queda.

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Yellen no Congresso, mas com cargo ameaçado. Após um início de semana de agenda bem morna, a quarta-feira traz o Livro Bege no meio da tarde e discurso da (por enquanto?) chair do Fed no Congresso americano. E além de repercutir a fala de Janet Yellen, o mercado também deve começar a precificar as notícias de que o presidente americano não pretende indicá-la para mais um mandato como chefe do Federal Reserve e que o favorito de Trump seria Gary Cohn, atual diretor do Conselho Econômico Nacional, nomeado pelo presidente em janeiro desse ano. Anteriormente, Cohn foi executivo do Goldman Sachs. O mandato de Yellen termina em 1º fevereiro de 2018. Além dos assuntos relativos ao Fed, os mercados devem ficar de olho na divulgação semanal do departamento de energia americano sobre estoques de petróleo, que devem ajudar a balizar o preço da commodity no decorrer do pregão de hoje.

Produção industrial supera expectativa na Zona do Euro. A produção industrial da zona do euro avançou 1,3% em maio, ficando acima da projeção de mercado que apontava para uma alta de 1%. E na comparação anual, o indicador aumentou em 4,0%, mais do que os 3,5% estimados pelo mercado. Todos os países que compõem a Zona do Euro apresentaram elevação na produção industrial acima que o esperado, refletindo o aumento na fabricação de bens de capital, como maquinário e equipamentos; e para bens duráveis ao consumidor, como carros e eletrodomésticos, segundo dados da Eurostat.

Mercado de trabalho melhor no Reino Unido. A taxa de desemprego no Reino Unido ficou em 4,5%, melhor que o projetado pelo mercado que esperava manutenção da taxa em 4,6%. Do total de 1,49 milhão de desempregados, nos últimos três meses de 2017, o desemprego registrou uma redução de 64.000 pessoas, segundo informações do escritório nacional de estatísticas britânico. No entanto, o salário médio caiu 0,5%, quando ajustado pela inflação, registrando o terceiro mês consecutivo de queda, já que a renda média apresentou elevação de apenas 1,8%, enquanto a inflação subiu 2,9% no período de 12 meses concluído em maio.

Bolsas aguardando Yellen. Com a agenda de indicadores mais amena, o evento principal desta quarta-feira será o discurso da presidente do Fed, destacamos isso acima. A sessão já é de alta nos mercadores europeus por conta dos dados da produção industrial que também comentamos. Na China, o pregão foi de leve realização após os ganhos recentes, assim como em reflexo das expectativas quanto à política monetária norte-americana. No mercado de commodities, ressalta-se o terceiro dia de avanço nos preços do petróleo, fato que associado à aprovação da Reforma Trabalhista (detalhamos isso na seção "Mercado Interno") sugere a abertura no campo positivo aqui no Brasil.
 

   

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Petrobras (PETR4) no radar, com vitória na CVM e abertura de capital da BR. Duas notícias positivas para a companhia e que devem favorecer o desempenho de suas ações no pregão de hoje. A primeira novidade é a decisão do colegiado da CVM, que reverteu à determinação da área técnica da autarquia de republicação das demonstrações financeiras, do período entre 2013 a 2016, em razão de uma suposta prática indevida na contabilidade de hedge. Esse veredito é importante, sobretudo porque a republicação dos balanços, sem a utilização de hedge, poderia impulsionar o lucro contábil, acarretando na necessidade de distribuição de proventos. Já o Conselho de Administração da estatal aprovou, em reunião realizada ontem, a abertura de capital de sua subsidiária integral Petrobras Distribuidora S.A., a BR, e sua listagem no Novo Mercado da B3. Todavia, a oferta pública secundária de ações está sujeita a aprovações dos órgãos reguladores, bem como de "condições favoráveis dos mercados de capitais nacional e internacional".

Ferbasa (FESA4) distribuirá proventos. A companhia deliberou a distribuição de R$ 24,6 milhões em JCP, o que corresponde ao valor líquido de 0,2532 para as PNs e de 0,2302 para as ONs. Os acionistas posicionados no final da próxima segunda-feira terão direito aos proventos, sendo que na terça-feira (18/07) os papéis já amanhecem ex. O yield da operação, com base no fechamento de ontem, é de 2,32% para FESA4 e de 1,93% para FESA3. O pagamento será efetuado ainda esse mês, no dia 25.

Prumo Logística (PRML3) suspende assembleia sobre OPA.
O encontro dos acionistas que iria deliberar a contratação de um novo laudo de avaliação no âmbito da Oferta Pública de Ações (OPA) foi suspenso ontem após o pedido do Itaú Unibanco que tem participação de 4,75% no capital da empresa. O pleito foi aceito pela maioria dos demais acionistas presentes e uma nova convocação foi marcada para amanhã. Após a controladora EIG concordar em elevar o preço da OPA de R$ 10,53 para R$ 11,50, o mercado reagiu positivamente. No entanto, os investidores pretendem solicitar um novo laudo de avaliação da companhia por considerarem que a oferta deverá ficar entre R$ 12 e R$ 14 por ação. O que pode trazer ganhos para os papéis que ainda estão abaixo dessa faixa.

Senior Solution (SNSL3) já tem data para a migração ao Novo Mercado. A companhia informou que a B3 deferiu o pedido de mudança de segmento de listagem, aprovado em assembleia no início deste mês. Dessa forma, a partir de 17/ago/17 as ações SNSL3 passarão a ser negociadas no Novo Mercado, segmento com os mais elevados padrões de governança corporativa da bolsa paulista. Por consequência desta migração, suas ações integrarão três índices teóricos da B3: IGC; ITAG; e IGC-NM. Acreditamos que seus papéis se mantenham no campo positivo no curto prazo em bolsa, lembrando que nosso preço alvo é de R$ 26,00 por ação SNSL3, o que ainda representa um upside próximo de 40% aos investidores frente à cotação de fechamento de ontem.

Mesmo com proposta para alongar a dívida, rating da Contax (CTAX3) é rebaixado. A agência de rating Fitch cortou a nota de crédito da companhia de CC para C e deixou a perspectiva em aberto. Isso porque, a Contax está em negociação com seus credores, sobretudo com os debenturistas, para estender de forma substancial o cronograma do endividamento atual. A proposta inclui mudanças nas datas de vencimento que passariam de 2021 para além de 2030, bem como prorrogação no período de carência, flexibilização dos covenants e criação de mecanismos para conversão da dívida em ações da companhia. Diante disso, a Fitch esclareceu que se a proposta for aprovada irá reclassificar o rating da empresa, enquanto que se for reprovada pelos credores levaria a nota corporativa para D, com possibilidade de um pedido de recuperação judicial da empresa. Estamos acompanhando de perto a renegociação das dívidas da Contax e avaliamos que os inúmeros riscos ainda não sugerem a exposição dos investidores aos ativos CTAX3.

O Grupo Pão de Açúcar (PCAR4) reportou prévia de suas vendas. O Grupo apresentou elevação de 9% em suas vendas líquidas neste 2T17 em relação ao 2T16, sustentada pela continuidade do forte crescimento do Assaí, que aumentou em 29,2% sua receita. No segmento de supermercados as vendas líquidas vieram 1,5% menores na mesma base de comparação, entretanto, a aceleração da bandeira Extra, com destaque para o Hiper, elevaram as vendas 'mesmas lojas', cujo crescimento saiu de 5,4% no 1T17 para 7,6% neste 2T17. Consideramos que a prévia do resultado veio boa mas nada surpreendente, desta forma, não enxergamos forte ganhos para suas ações em bolsa, hoje.
 

AGENDA DE DIVIDENDOS
 

 

Bons negócios.


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