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Notícias

14/07/2017

Diário Matinal Coinvalores - 14 de julho de 2017

 

Bom dia,

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O IBC-Br apresentou queda de 0,51% em maio. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) caiu 0,51% em maio na comparação com abril e na comparação anual o indicador ficou em 1,40% positivo. O resultado mensal veio bem pior que o resultado anterior, que trouxe alta de 0,28% e muito abaixo das expectativas de mercado, que esperava que o "sinalizador do PIB", ficasse no campo positivo. Nos 12 meses encerrados em maio, houve queda de 2,23% na série sem ajuste e de 2,22% no dado ajustado.

Temer tem vitória simbólica na CCJ, mas votação no Plenário só no próximo mês. A Comissão de Constituição e Justiça derrubou, por 40 a 25 votos, o parecer do relator Sergio Zveiter, que recomendava a continuidade da abertura de inquérito contra Temer. Todavia, como adiantamos na edição de ontem, essa votação é mais simbólica, haja vista que é a votação no Plenário que vai definir sobre o rumo da denúncia. Apesar da pressa do governo em liquidar a questão, diante da falta de quórum esperada para as vésperas do recesso parlamentar, a votação foi adiada para o dia 02 de agosto. A expectativa é que a denúncia contra o presidente não siga adiante, mas a hipótese de novos episódios da operação lava jato, que enfraqueça a base aliada, não pode ser descartada.

Congresso aprova a Lei de Diretrizes Orçamentárias. Foi aprovada ontem a Lei de Diretrizes Orçamentárias, após os deputados chegarem a um acordo para evitar o contingenciamento de gastos, ao tornar o Fundo Partidário uma despesa obrigatória em 2018. De toda forma, o projeto foi adaptado às exigências que limita o crescimento dos gastos, proibindo o aumento das despesas obrigatórias sem a devida compensação orçamentária. A meta proposta pelo governo é de um déficit primário de R$ 132,5 bilhões para a União em 2018, o que representa uma redução de R$ 10 bilhões frente a meta desse ano.
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Agenda carregada nos EUA. Atenções voltadas para a agenda de hoje nos EUA a começar com os dados de inflação ao consumidor (CPI), às 9h30, com o mercado estimando inflação no mês em 0,1% e no ano em 1,7%. E também serão divulgadas as vendas no varejo de junho, com projeções melhores tanto no comparativo do mês quanto para o ano.  E às 10h15, será divulgada a produção industrial do país, expectativa é de elevação de 0,3% no mês e, às 11h, o índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan e os estoques empresariais. Além dos diversos indicadores teremos o discurso do presidente do FED de Dallas, Robert Kaplan, às 10h30.

Balança Comercial da Zona do Euro trouxe superávit de 21,4 bilhões de euros. As exportações da zona do euro para o resto do mundo em maio registraram € 189,6 bilhões e as importações atingiram € 168,1 bilhões, consequentemente, gerou um superávit de € 21,4 bilhões. Este resultado ficou abaixo dos 23,4 bilhões de euros apresentados no mesmo período de 2016.

Bolsas em stand by. As Bolsas asiáticas fecharam no campo positivo, mas sem grandes variações. As Bolsas europeias também orbitam a estabilidade, mas essas mais no campo negativo. A bateria de indicadores nos EUA deve balizar o comportamento do mercado no decorrer do dia.
 

 

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Distratos continuam altos na Eztec (EZTC3). A companhia divulgou sua prévia operacional do 2T17, com números ainda pressionados pelo nível de distratos, que somaram R$ 109 milhões, cerca de metade sendo de unidades prontas e metade em obras. Nesse número uma notícia ruim e uma que pode ser boa. A ruim é que a relação entre os distratos de unidades prontas e as unidades entregues ainda continua pesando. O ideal é sempre analisar os distratos de um trimestre com as entregas de um período anterior, pois leva-se alguns meses até a concretização da maior parte dos distratos. Então pegamos os R$ 57 milhões de distratos de unidades prontas desse 2T17 e comparamos com os R$ 192 milhões de entregas de unidades já vendidas do 1T17 e aí vemos que o nível de distratos ainda está bem elevado. Vale lembrar que a companhia também tem trabalhado para se antecipar ao problema dos distratos, tentando negociar com compradores antes da entrega, oferecendo um downgrade no apartamento, por exemplo. E é aí que pode surgir a boa notícia. O nível de entregas no 2º semestre ainda é alto. Mas, além de poder trazer alguma surpresa positiva em relação aos distratos pelo trabalho da companhia, deve marcar o final dessa safra de empreendimentos lançados em 2013 e 2014, que tem sofrido mais com esse problema. Portanto 2018 deve ser um ano muito mais favorável nesse sentido, o que é ótima notícia para a geração de caixa da companhia, que sofre bastante com os distratos. As vendas líquidas da companhia passaram de R$ 9 milhões no 1T17 para R$ 40 milhões, patamar ainda baixo, em nossa visão. Os números devem ter pouco impacto nos papéis, mas a Eztec continua sendo nossa top pick no setor, por conta da sua posição de caixa líquido e rentabilidade bem acima da média dos pares.

Boa prévia da MRV (MRVE3) com boa geração de caixa e distratos sob controle. A companhia tem conseguido destoar das demais incorporadoras listadas, por conta da sua atuação em um segmento que vem sofrendo menos com a conjuntura econômica doméstica. Além disso, vale comentar o bom trabalho, com foco em redução de distratos, de fazer uma pré-aprovação do cliente com o banco no momento da venda. No gráfico abaixo vemos que a distância entre vendas e distratos vem abrindo bem nos últimos anos. Os lançamentos avançaram 18,6% na comparação com o 2T16 e as vendas líquidas 11,9%. Outro destaque do trimestre foi a boa geração de caixa de R$ 105 milhões. Acreditamos que os papéis devem responder de maneira positiva.


 

Bradesco (BBDC4) anunciou plano de demissão voluntária. O banco anunciou ontem o plano e hoje algumas notícias dão conta de que o plano pode ser aderido por algo entre 5 mil e 10 mil colaboradores. A notícia é positiva, em nossa visão, para readequar o tamanho do quadro do banco, após a aquisição do HSBC, mesmo que o nível de informação sobre o plano ainda seja pequena.

Energias do Brasil (ENBR3) reporta fraca prévia operacional. A distribuição de energia ao mercado cativo neste 2T caiu 10,7% frente ao 2T16, puxado principalmente pela queda na demanda da classe industrial, devido a migração desses clientes para o mercado livre. Levando em consideração esse mercado e o maior volume de vendas as concessionárias, a retração foi de 0,8% na comparação anual. Já no segmento de geração houve queda anual de 2,4% no volume vendido, tanto em razão da sazonalidade adotada pela companhia quanto pela menor geração hídrica. Esse desempenho operacional não suscita ânimo com o resultado financeiro, que será divulgado no próximo dia 26/07 (após o fechamento do mercado), e pode trazer pressão marginalmente negativa para seus papéis no pregão de hoje.

Shell saindo da Comgás (CGAS5)? Segundo matéria do Estadão, a Shell colocou sua participação de 17% no capital social da Comgás a venda, o que pode valer até R$ 1 bilhão. A empresa não confirmou a proposta e, ainda segundo o jornal, a companhia conta com uma opção de venda válida até o final do terceiro trimestre, contra a Cosan (CSAN3), grupo controlador que possui 62,66% de participação. A Shell e a Cosan são parceira desde 2010 e esse movimento, se confirmado, pode suscitar especulações em torno da alienação de suas ações nos outros negócios. Dessa forma, tanto CGAS5 quanto CSAN3 podem ficar pressionadas no curtíssimo prazo.

Trump pode aumentar restrições à importação de aço nos EUA, boa notícia para Gerdau (GGBR4). Donald Trump reiterou sua estratégia de limitar a importação de aço no mercado norte americano, por entender que as empresas sofrem com dumping. O presidente norte-americano ainda declarou que "há duas maneiras (de reduzir as importações) - cotas e tarifas. Talvez eu use as duas". Ainda que não existam grandes detalhes sobre o plano, tampouco sobre seu prazo de implementação, a notícia pode favorecer o desempenho dos papéis da Gerdau, pois parte significativa de sua produção e seus resultados advêm do mercado norte-americano.
 

AGENDA DE DIVIDENDOS
 

 

Bons negócios.


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