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Notícias

19/07/2017

Diário Matinal Coinvalores - 19 de julho de 2017

 

Bom dia,

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IGP-M cai 0,71% na 2ª prévia de julho. O IGP-M novamente apresentou recuo, ficando em 0,71% na 2º prévia de julho, abaixo da deflação de 0,61% no mesmo período de junho. Destaque para os preços agropecuários que caíram 2,53%. Vale destacar que o INCC, índice de preços da construção, também veio menor nesta avaliação, ainda que positivo, saindo de 1,33% na segunda prévia de junho para 0,13% na segundo prévia de julho.

Inflação ao Consumidor desacelera. O IPC-FIPE recuou 0,15% na 2ª quadrissemana de julho, com resultado abaixo das projeções de mercado, com mediana em 0,02%. Das oito categorias que compõem o índice, cinco delas apresentaram desaceleração, habitação, educação, transportes e vestuário.

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Nos EUA, dados da construção devem vir um pouco melhores. Já às 9h30, o departamento do comércio americano divulga os dados de novas construções residenciais e de concessões de alvará, ambos de junho, que devem mostrar aceleração em relação a maio, o que pode ajudar a trazer os índices acionários para o campo positivo, após dois dias mais pressionados pelo cenário político mais conturbado, com nova derrota do projeto de Trump para substituir o Obamacare. Pouco mais tarde, às 11h30, o departamento de energia divulga os dados semanais de estoque de petróleo bruto, que devem balizar a cotação da commodity.

Bolsas se recuperando lá fora. Em dia fraco de indicadores na Ásia e na Europa, os mercados locais se recuperam após pregões mais pressionados, puxados pelas cotações das commodities que avançam nessa quarta-feira. Na Europa, o clima de cautela também vem da expectativa em relação à reunião do BCE, amanhã.
 

 

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Prévia da Gafisa (GFSA3) não traz grandes novidades. Vendas um pouco melhores que o trimestre imediatamente anterior, com distratos ainda bem elevados. Em mais um trimestre sem lançamento, esses foram os destaques da divulgação. O nível de entregas dos dois trimestres anteriores, 1T17 e 4T16, foram parecidos (R$ 265 mi e R$ 292 mi, respectivamente), assim como os distratos nos trimestres imediatamente posteriores, R$ 113 mi agora no 2T17 contra R$ 118 mi no 1T17. Um ponto de atenção é que no 2T17 foram entregues o equivalente a R$ 479 mi, o que deve impactar os distratos do 3T17. Ou seja, podemos ter um repique de distratos no próximo trimestre.

Revisão do acordo de acionistas na Braskem (BRKM5). A companhia informou que a Petrobras (PETR4) e a Odebrecht iniciaram tratativas para promover revisão dos termos e condições do acordo de acionistas vigente na Braskem desde 2010, a fim de "aprimorar a governança e o relacionamento societário entre as partes". No acordo atual, a Petrobras, que detém 47% do capital votante, possui poder no bloco de controle, podendo indicar executivos e vetar investimentos, porém esse direito não pode ser transferido para um eventual comprador de sua participação. Portanto, a expectativa é que esse seja um dos pontos a ser revisto, pois a estatal já declarou seu interesse em sair do setor petroquímico, e as condições atuais reduzem o valor potencial do negócio. A notícia deve ter impacto marginalmente positivo para as ações BRKM5 e PETR4.

Weg (WEGE3) reporta números mais resilientes. Apesar do contexto ainda bastante desafiador, a Weg conseguiu apresentar resultados melhores neste segundo trimestre, revertendo a trajetória de compressão de margens para um ganho anual de 2,2 pontos na margem EBITDA do trimestre. Nos segmentos de equipamentos eletrônicos industriais e de motores para uso doméstico, houve uma leve recuperação, sobretudo na demanda por produtos de menor porte, tanto no mercado doméstico quanto no exterior, em países como EUA e China. Todavia, os esforços da companhia para ajuste de capacidade e ganho de eficiência começaram a dar resultados, enquanto a valorização do real frente ao dólar minimizou parcialmente o impacto da contínua alta no preço de suas principais matérias-primas. Do lado negativo, a geração operacional de caixa registrou expressiva queda no primeiro semestre desse ano, frente ao mesmo período de 2016. Junto aos resultados, a companhia anunciou a distribuição de dividendos em R$ 0,053 por ação, equivalente a um yield de 0,3%. A data ex-dividendos é na próxima segunda-feira (24/07). Essa divulgação deve trazer influência marginalmente positiva para os papéis da companhia.
 

AGENDA DE DIVIDENDOS
 

 

Bons negócios.


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