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Notícias

20/07/2017

Diário Matinal Coinvalores - 20 de julho de 2017

 

Bom dia,

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Governo deve anunciar aumento de imposto hoje. Com a frustração de algumas receitas extraordinárias esperadas para esse ano, o governo deve lançar mão de um aumento no PIS e na Cofins sobre gasolina, óleo diesel e etanol. O impacto nas contas públicas é estimado em R$ 10 bi para esse ano e o dobro em 2018, já para as empresas do setor, impacto esperado é apenas marginal. A queda mais acentuada na inflação abriu a possibilidade desse aumento pelo governo que viu o programa de repatriação desse ano bem aquém do esperado, além da mudança nos projetos, no Congresso, sobre a reoneração da folha de pagamento e o Refis. Se por um lado, a notícia é negativa por ser mais um fator jogando contra a recuperação econômica, a decisão reafirma o compromisso da equipe econômica com o ajuste fiscal.

IPCA tem expressiva deflação. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo registrou queda de 0,18% em julho, denotando expressivo recuo frente a alta de 0,16% apresentada no mês anterior e atingindo o nível mais baixo desde 1998. Houve deflação nos grupos alimentos e bebidas, artigos para residência e transportes, além de significativa desaceleração em saúde, habitação e vestuário. No acumulado do ano o índice acumula alta de 1,44% e em doze meses de 2,78%.  Essa deflação, maior do que a estimada pelo mercado, deve aumentar as apostas em torno de um corte mais agressivo na taxa Selic.

Prévia da Confiança da Indústria veio melhor. A prévia da Sondagem da Indústria de julho veio com uma alta de 1,2 ponto em relação ao número final de junho, ficando em 90,7 pontos, depois de ter apresentado queda de 2,8 pontos no mês passado, por conta das incertezas envolvendo a área política. Tanto o Índice da Situação Atual quanto o de Expectativas aumentaram. 1,4 ponto e 1,2 ponto, respectivamente. Já a prévia do nível de utilização da capacidade instalada indicou avanço de 0,7 p.p., ficando em 74,9%, compensado a queda de 0,5 p.p. reportada no mês de junho.

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BCE mantém política monetária. Acabou de sair o comunicado com a decisão do conselho do BCE que manteve as taxas de juros por lá, além de afirmar que a recompra de ativos vai se manter no mesmo patamar pelo menos até o final de dezembro, podendo ser prorrogado. A autoridade monetária europeia ainda afirmou que o conselho pode aumentar o montante recomprado ou o prazo do programa, dependendo das condições macroeconômicas. O comunicado deve ser bem recebido, especialmente por sinalizar que o ritmo de recompra de títulos se mantém ao menos até dezembro. Agora o mercado aguarda a fala do presidente do Banco Central Europeu, agora às 9h30.

Agenda fraca nos EUA. Hoje a agenda nos EUA não deve trazer volatilidade para os mercados, contando com os dados de seguro desemprego às 9h30 e a sondagem da indústria do Fed da Filadélfia que será apresentada às 10h30. Por outro lado o noticiário político ainda permenece no radar, com destaque para a queda de braço de Donald Trump no Senado e para o desenrolar da polêmica envolvendo seu filho.

Banco do Japão mantém estímulos. O banco central do Japão manteve sua política monetária e ainda fez a revisão de sua projeção para a inflação, que passou de 1,4% para 1,1% neste ano fiscal e de 1,7% para 1,5% no próximo, com expectativa de convergência à meta de 2%. Segundo o presidente do BoJ, a nova revisão foi feita pois "os recentes movimentos dos preços foram relativamente fracos, já que as empresas permaneceram cautelosas ao aumentar os salários e os preços".

Bolsas no campo positivo. Com a decisão do BCE (comentada acima) no centro do radar dos mercados, a quinta-feira é de ganhos para as Bolsas europeias.  Na Ásia, a manutenção dos estímulos pelo BoJ (também comentada acima) e principalmente a revisão da inflação para baixo, anima os mercados, pois essa revisão distancia a inflação da meta de 2%, o que pode levar a novos estímulos por lá. Por aqui, além do bom humor do mercado externo, o IBOV deve digerir as notícias mais não tão positivas do mercado interno, relativas a aumento de impostos.
 

 

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Vendas avançam na Cyrela (CYRE3). A companhia divulgou sua prévia operacional do 2T17 com bom avanço de 35,9% nas vendas líquidas (contando apenas a participação da Cyrela, sem permutas) na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. Como a companhia não abre o volume de vendas brutas e de distratos, não há como saber o efeito dos cancelamentos nesse aumento de vendas líquidas, mas o trimestre passado não foi muito forte em entregas, quando comparado a trimestres anteriores, o que pode ter influenciado bastante o volume de cancelamentos, favorecendo as vendas líquidas desse trimestre. Para efeito de comparação, no 1T17 foi entregue R$ 1,0 bi de VGV (valor geral de vendas), no 4T16 foram R$ 1,9 bi e no 1T16, que influencia o 2T16, R$ 2,3 bi. O mercado deve receber os números de maneira positiva, mas ainda é cedo para cravar uma tendência favorável no volume de vendas, pois este ainda é muito dependente da redução dos distratos.

Consumo de energia recua na Light (LIGT3). O volume faturado da elétrica recuou 4,1% nesse segundo trimestre, frente ao 2T16, em razão, principalmente, da queda no consumo do mercado cativo, puxada pelas temperaturas mais amenas e pela menor demanda na classe industrial. Já os indicadores de qualidade operacional, que medem a duração (DEC) e frequência (FEC) das interrupções no fornecimento apresentaram expressiva melhora, atingindo o patamar mais baixo dos últimos anos. No segmento de geração e comercialização, além do maior volume vendido houve alta de cerca de 9% no preço médio líquido de venda. Em suma, apesar da surpresa negativa com a retração nas vendas da distribuidora, a prévia trouxe alguns indícios positivos. Entretanto, vislumbramos que essa divulgação não deve ter impacto relevante sobre seus papéis, pois é a expectativa com relação a troca de controle acionário que vai continuar balizando o desempenho da LIGT3 em bolsa.

Produção da Vale (VALE5) segue em trajetória ascendente. Conforme esperávamos, a minerado anunciou bom desempenho operacional nesse segundo trimestre, com a produção de minério de ferro crescendo 5,8% na comparação anual e 6,6% frente ao trimestre anterior, principalmente, em função do ramp up do S11D no Sistema Norte. De toda a forma, a companhia anunciou que no ano a produção deve ficar próxima ao limite inferior da meta de 360 - 380 mil toneladas, em virtude da estratégia de maximização de margens. O segmento de carvão também apresentou melhora, enquanto a produção de níquel e cobre recuou, devido à parada programada para manutenção e expansão nas operações do Canadá. Esse desempenho corrobora as perspectivas positivas quanto ao desempenho financeiro da Vale, que será divulgada na próxima quinta-feira, e deve trazer influência positiva para suas ações.
 

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Bons negócios.


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