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Notícias

24/07/2017

Diário Matinal Coinvalores - 24 de julho de 2017

 

Bom dia,

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IPC-S reverte tendência. O índice quebrou a sequência de queda partindo para uma alta de 0,09% na terceira quadrissemana de julho. Das oito categorias de despesas do índice, seis delas vieram maiores se comparado com a segunda quadrissemana. Onde a Habitação foi a que apresentou a maior contribuição, saindo de 0,17% para 0,58%.

Mercado espera elevação da inflação. A alta nos preços dos combustíveis já surtiu efeito, tanto que as projeções de mercado para a inflação já tiveram elevação. Segundo o Boletim Focus, os agentes já revisaram para cima o IPCA, se mostrando preocupados não apenas com a elevação dos combustíveis e o seu impacto na inflação, mas com a possível elevação em outros tributos. Já a projeção para o crescimento do PIB e taxa Selic ficaram inalteradas frente aos dados da última leitura, tanto para este ano quanto para 2018.
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PMIs em destaque nos EUA. Após uma semana morna, o noticiário em torno da economia norte-americana volta ao radar, com a reunião do FOMC entre amanhã e quarta-feira e a primeira divulgação do PIB do 2T, na sexta-feira. Hoje, o destaque fica com a divulgação prévia de julho dos PMIs industrial, do setor de serviços e o composto (que agrega os dois segmentos), ambos com perspectiva de leve arrefecimento na margem, mas que devem continuar acima da marca dos 50 pontos, que indica expansão da atividade. Para o volume de venda de moradias usadas, em junho, que será divulgado às 11h, a expectativa também é de desaceleração frente à última leitura.

Nível da atividade na Alemanha tem expansão menor. Entre os dados divulgados, a economia alemã apresentou desaceleração em julho, com o Markit mostrando que o índice PMI industrial veio bem menor se comparado com o último dado divulgado, ficando em 58,3 ante os 59,6. E o de serviços também recuou ficando em 53,5 pontos, quando a projeção de mercado era de 54,3. Já o PMI composto da região caiu para 55,8 em julho, ante 56,3 em junho, abaixo da leitura de 56,2 esperada pelos economistas.

Bolsas mundiais sem direção única. Os indicadores mais fracos de atividade na Alemanha, como mencionamos acima, pressionam os índices europeus nesta manhã. Em sentido contrário, o destaque na Ásia fica com a valorização das Bolsas chinesas, após as autoridades do país anunciar medidas para desenvolver o programa de Parceria Público Privada no setor de infraestrutura. Por aqui, os investidores devem ficar atentos a repercussão do aumento de impostos divulgado na sexta-feira sobre  contexto político, na expectativa das reuniões do FOMC e do COPOM.
 

 

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Triunfo (TPIS3) entra com pedido de recuperação extrajudicial. A companhia entrou com pedido de recuperação judicial abrangendo créditos no valor de R$ 2,46 bilhões. Todo esse montante diz respeito a dívidas financeiras, não há dívidas com fornecedores ou funcionários, por exemplo, sendo renegociadas. Desse montante, a companhia anunciou que entrou em acordo com os titulares de cerca de 60%, os bancos Itaú, Santander e Banco do Brasil. Esses bancos aceitaram os termos da renegociação descritos no plano de recuperação judicial, que preveem duas opções de pagamento, uma antecipada com deságio e outra com carência de 48 meses. A notícia de acordo com esses bancos é bem positiva, porém, ainda há a questão do saldo com o BNDES, que já vinha sendo o principal entrave nessa renegociação. Adicionalmente, a companhia foi notificada pela ANAC do não pagamento da outorga referente a 2017. A companhia também tem negociado os valores do contrato de concessão do aeroporto, não só por mudanças no cenário macroeconômico, mas por redução tarifa de armazenamento temporário das cargas aéreas importadas. Dessa forma, a notícia de Viracopos tem impacto neutro nos papéis, em nossa visão.

Paranapanema (PMAM3) segue com fracos resultados, e anuncia acordo para capitalização. Diante da falta de capital de giro para compra de matéria-prima, a produção da companhia caiu mais de 44% em um ano, enquanto o nível de utilização médio de sua capacidade instalada em cobre primário ficou em apenas 48%, acarretando em um custo de R$ 48,5 milhões com ociosidade neste 2T. Houve redução tanto nas exportações quanto no volume de vendas ao mercado doméstico, além de aumento nos gastos com provisão para contingências, levando o EBITDA ao campo negativo e a um prejuízo trimestral de R$ 73,2 milhões. Visando reverter esse cenário, a companhia celebrou um acordo com a Glencore, uma das maiores produtoras de commodities do mundo, onde se compromete a comprar 180 mil toneladas de concentrado de cobre e a vender o mesmo volume em cobre refinado, ambos até janeiro de 2018 e com a mesma data de liquidação financeira. Além disso, no âmbito do processo de reestruturação de seu endividamento, foi firmado um acordo, também com a Glencore, para aporte de até R$ 66 milhões no capital da Paranapanema, mediante a emissão de novas ações. Há outras tratativas em andamento para eventual aporte de recursos, segundo a própria metalúrgica. De toda forma, seguimos recomendando cautela na exposição aos ativos PMAM3.
 

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Bons negócios.


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