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Notícias

25/07/2017

Diário Matinal Coinvalores - 25 de julho de 2017

 

Bom dia,

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PDV e possível revisão da meta agitam noticiário. O Ministro do Planejamento, Dyogo de Oliveira, declarou que o governo prepara um programa de demissão voluntária - PDV para os servidores públicos federais, com intuito de gerar uma economia de cerca de R$ 1 bilhão por ano. O programa deve ficar aberto até 2022, e anualmente deve ser definido o valor liberado do Orçamento para pagar as adesões autorizadas. Além disso, a licença não remunerada e redução da jornada também podem ser incentivos para a redução dos gastos com executivo federal, que chega a mais de R$ 130 bilhões, sem contar os inativos. Todavia, mesmo se essas propostas evoluírem, e o plano for aberto ainda esse ano, o impacto financeiro só deve ocorrer a partir de 2018. No radar dos investidores hoje fica também a possibilidade do governo revisar a meta de déficit primário de R$ 139 bilhões, conforme noticiado no O Globo, medida que não teria o apoio do Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. A primeira novidade é marginalmente positiva, porém, o aumento da meta de déficit, que não é o cenário base, deve pesar no mercado de capitais, ainda mais se for realizado sem o suporte da atual equipe econômica.

Confiança do Consumidor segue em retração. O índice de confiança do consumidor caiu 0,3 ponto em julho, mesmo após já ter recuado 1,9 ponto na leitura anterior. Esse desempenho, em boa medida, é atribuído ao aumento da instabilidade política, que tem deteriorado as perspectivas econômicas. Houve retração de 0,3 ponto no índice de expectativas e de 0,4 no índice de situação atual.
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Alguns indicadores nos EUA, mas expectativa recai sobre reunião do FOMC, que começa hoje.Serão divulgados os preços residenciais de maio, pela agência federal de financiamento imobiliário e pela S&P, ambos às 10h, que não devem mostrar grandes novidades sobre publicações anteriores. Às 11h, mais dois indicadores, a confiança do consumidor do Conference Board, que deve trazer leve piora, e a sondagem industrial do Fed de Richmond, na Virginia. Porém, o mercado deve permanecer em ritmo de cautela, à espera da conclusão da reunião do FOMC, amanhã, que pode dar indicações de quando o Fed pretende iniciar a redução de seu balanço.

Clima de negócios em alta na Alemanha. O índice de clima de negócios atingiu 116 pontos nesse mês, frente aos 115,2 registrados em junho, batendo recorde pelo terceiro mês consecutivo. Segundo o instituto de pesquisa econômica do país, essa melhora decorre tanto do maior otimismo da indústria, que viu o nível de utilização da capacidade instalada saltar 0,7 pontos, para 86,7%, quanto pela percepção mais positiva do atacado e na construção. Em sentido contrário, ficou apenas o setor de varejo, porém, trata-se mais de uma acomodação, haja vista que o índice permanece em patamar historicamente alto. No consolidado, houve alta de 1,2 pontos no índice de situação atual e de 0,5 pontos no índice de expectativas.

Bolsas europeias avançam, com dados positivos na Alemanha. Os índices europeus avançam na esteira da publicação do índice de clima de negócios na Alemanha, comentado acima, enquanto na Ásia, as Bolsas fecharam em leve queda mais cedo, a despeito do avanço das commodities, em dia sem indicadores relevantes por lá. Por aqui, além do compasso de espera para as reuniões de FOMC e Copom, os mercados devem repercutir as notícias relativas ao ajuste fiscal, que também comentamos acima.
 

 

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Via Varejo (VVAR3) reporta bons resultados neste 2T17. A companhia apresentou melhora representativa em seus números, com crescimento na receita líquida, EBITDA e em seu resultado final.  Além disso, vem obtendo ganhos de market share e redução em sua alavancagem, fechando o período em análise com caixa líquido. O crescimento da receita líquida ajustada nas lojas físicas foi de 11,1%, enquanto o negócio online apresentou aumento de 9,5%. Apesar do trimestre com um cenário desafiador, com muitos feriados, as datas comemorativas como o Dia das Mães e dos Namorados ficaram acima das expectativas. A companhia também obteve expressivos ganhos de margens, decorrente principalmente do negócio online, que apresentou EBITDA positivo, além de um rigoroso controle nas despesas e redução da alavancagem operacional. Por fim, no período em análise a Via Varejo, apresentou prejuízo líquido, refletindo os impactos do termo do acordo entre o GPA e os acionistas Klein, no entanto, se excluirmos este efeito, a companhia teria reportado Lucro Líquido de R$ 19 milhões, frente a um prejuízo proforma de R$ 488 milhões no 2T16. Consideramos que o resultado da empresa veio positivo, entretanto dada as recentes valorizações de suas ações neste mês aguardamos uma valorização mais moderada em seus títulos no pregão de hoje.

A Locamerica (LCAM3) apresentou sólido desempenho. A companhia finalizou o 2T17 com receita líquida total crescendo 13,2% se comparado ao mesmo período do ano anterior. Este resultado reflete a forte expansão dos seminovos, cujo crescimento foi de 30,3%. Já a receita líquida de locação apresentou queda de 1,4% na mesma base de comparação. Está redução advém principalmente da queda de 1,3% no número de diárias, devido principalmente à incorporação dos carros da frota oriunda da Panda de Itu. Já o EBITDA ajustado ficou 4,4% maior, resultado da expansão de margens e rentabilidade, apresentando margem EBITDA 3,6 p.p. maior, frente ao mesmo período do ano anterior. Vale destacar que no 2T17 a companhia teve despesas não recorrentes de R$ 3,2 milhões, todas atreladas à aquisição da Auto Ricci. Contudo o lucro líquido em bases comparáveis, que desconsidera todos os impactos da aquisição da Auto Ricci S.A., bem como as despesas não recorrentes do período totalizou R$ 12,6 milhões no 2T17, crescimento de 66,4% em relação ao 2T16. Consideramos que os números da Locamerica vieram satisfatórios mesmo com os impactos não recorrentes referentes aos encargos com a aquisição da Ricci. Entendemos que a companhia tem um plano de integração bem definido com ganhos de sinergias, que foi concluído em junho, sendo assim, os números do 3T17 já devem contemplar essas melhoras. Vale comentar que a companhia concluiu a captação de R$ 450 milhões em debêntures, que serão utilizadas para pré-pagamento das dívidas da Ricci, que além de melhorar as taxas e prazos. Além disso, a Fitch Ratings atribuiu à Locamerica o rating nacional de longo prazo 'AA-(bra)', com perspectiva estável, reafirmando a sua sólida estrutura de capital. O desempenho trimestral foi positivo, porém os papéis da companhia já vinham refletindo a expectativa de bons números, o que deve reduzir o ímpeto das ações da companhia no pregão de hoje.

Fibria (FIBR3) divulga resultado em linha com as projeções. A produtora de celulose trouxe números bem alinhados com a expectativa média de mercado para esse 2T17, com EBITDA de R$ 1,07 bilhão. O resultado da companhia nesse trimestre foi favorecido pela ausência de paradas programadas, o que reduziu o custo de produção e elevou o volume produzido. O custo caixa foi 12% inferior ao 1T17 e a produção 11% superior ao mesmo trimestre. O efeito da variação cambial no endividamento levou o resultado líquido da companhia para o campo negativo, mas nossa visão para os números é positiva. Como a expectativa já era de números mais fortes, o impacto positivo nos papéis da companhia pode ser mitigado.
 

AGENDA DE DIVIDENDOS
 


AGENDA DE RESULTADOS
 

Bons negócios.


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