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Notícias

28/07/2017

Diário Matinal Coinvalores - 28 de julho de 2017

 

Bom dia,

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Taxa de desocupação fica abaixo da mediana de mercado. Hoje pela manhã, o IBGE divulgou a PNAD Contínua com taxa de desocupação de 13,0% no trimestre finalizado em junho (abril, maio e junho), bem abaixo da mediana de 13,4% estimada pelo mercado e também do resultado do trimestre imediatamente anterior, de janeiro a março, que era 13,7%. No mês passado, o IBGE divulgou os dados do trimestre finalizado em maio (março, abril e maio), que haviam ficado em 13,3%, denotando algum sinal de melhora também em relação à leitura passada. Contudo, a trajetória de recuperação do mercado de trabalho tende a ser bastante gradual ao longo dos próximos anos.

IGP-M apresenta deflação. O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) apresentou deflação de 0,72% em julho após uma retração de 0,67% em junho, também ficando fora da projeção de mercado que esperava uma queda de 0,63%. No acumulado dos 12 meses, o índice ampliou a redução ficando em 1,66% ante os 0,78% também negativos de junho. No ano, a deflação já alcança 2,65%. Entre os três indicadores que compõem o IGP-M, todos apresentaram deflação, com destaque para os custos da construção que saíram de uma alta de 1,36% para uma queda de 0,22%. Já os preços ao atacado e ao consumidor mesmo apresentando queda, tiveram desaceleração comparados ao mês anterior.
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Dia agitado nos EUA. Muitos indicadores programados no decorrer do dia, mas os principais saem logo pela manhã, divulgados pelo escritório de análise econômica do Departamento do Comércio americano. São eles o PIB e o deflator do PCE. Para o PIB a expectativa é de bom avanço na comparação trimestral. Já para o índice de preços favorito do FOMC, o mercado espera desaceleração, o que pode mitigar o dia mais negativo nos índices acionários, com a leitura de que o Fed deve se manter bastante parcimonioso na elevação de juros e na retirada de estímulos por lá.

Confiança na economia europeia avança. A Comissão Europeia divulgou seus dados de confiança na manhã de hoje e o principal deles, o de confiança na economia do bloco, mostrou leve avanço indo de 111,1 pontos para 111,2 quando a expectativa era de declínio para 110,8 pontos. A confiança da indústria e do setor de serviços foram os responsáveis pelo bom resultado. Já o sentimento do consumidor caiu em linha com as estimativas.

Inflação alemã fica ligeiramente acima do previsto. O principal índice de variação de preços foi divulgado na manhã de hoje e o dado preliminar de julho veio além da mediana das projeções de mercado. Em relação ao mês imediatamente anterior houve avanço de 0,4%, ante a estimativa de +0,3%, enquanto que na comparação com jul/16 a alta foi de 1,7%, frente aos 1,4% esperados pelo mercado. Embora a aceleração da inflação na maior economia na Zona do Euro possa ser uma boa sinalização, a variação de preços ainda está abaixo da meta do BCE de 2% a.a., o que reforça a visão da autoridade monetária europeia de que a dinâmica econômica por lá ainda não está tão vigorosa ao ponto de se iniciar o corte dos estímulos.

Maioria dos mercados acionários em baixa. O dia foi de forte queda na cotação do minério que levou as bolsas de Hong Kong e do Japão para o campo negativo nesta sexta-feira. As bolsas na Europa vão ao mesmo sentido, pois reagem também ao fracasso do governo Trump no Senado norte-americano que rejeitou a proposta de reforma da saúde. A cena internacional mais desfavorável deverá influenciar a abertura por aqui, mesmo em meio a agitada temporada de resultados corporativos que destacamos mais abaixo.
 

    

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Resultado sólido, mas sem grandes surpresas da Ecorodovias (ECOR3). A companhia continuou sofrendo com os números vindos do Ecoporto, mas que foram compensados pelo bom resultado em suas rodovias, que mostraram evolução na comparação com o 2T16 por conta do aumento das exportações de commodities agrícolas nos portos de Santos e Paranaguá. Além disso, a tarifa média dos seus pedágios cresceu 8,8% em doze meses. Adicionalmente, o BNDES aprovou recentemente o financiamento de longo prazo para a Ecoponte no valor de R$ 417 milhões, ao custo de TJLP+3,48% a.a. e prazo de 15 anos. Consideramos que a companhia deve manter uma tendência positiva em Bolsa, mas os números do Ecoporto seguem sendo um fator de preocupação.

Em linha com prévia, Embraer (EMBR3) tem 2T17 mais forte. A companhia mostrou boa evolução no resultado nesse trimestre, dentro do que havia sido antecipado com a prévia operacional já divulgada, que trouxe uma melhora no nível de entregas em relação aos trimestres anteriores. Isso resultou em evolução na receita e nas margens da companhia. A notícia ruim do trimestre foi a retração de sua carteira de pedidos firmes, que chegou a US$ 18,5 bilhões, contra US$ 21,9 bilhões no 2T16 e US$ 19,2 bilhões no 1T17. O endividamento da Embraer também mostrou melhora, indo de R$ 2,55 bilhões há três meses para R$ 2,18 bilhões. Consideramos os números do trimestre positivos e esperamos reação positiva do mercado a eles.

Sólido resultado do Santander (SANB11). Mesmo em um cenário bastante desafiador, o banco conseguiu mostrar evolução em seus números na comparação com os últimos trimestres. Contra o 1T17, o Santander viu seu lucro líquido avançar 2,4%, vindo dentro da expectativa do mercado, o que pode mitigar o efeito dos números bem sólidos nos papéis do banco. A carteira de crédito do banco ficou praticamente estável em três meses e as receitas de prestação de serviços e de tarifas evoluíram 2,2% na mesma base. O índice de inadimplência teve leve melhora, mas as despesas com PDD avançaram, por conta de queda na receita com recuperação de crédito. Vale destacar os números da Getnet, que teve 36% de evolução na sua receita em doze meses e atingiu 11,4% de market share, 2,5 p.p. de elevação no mesmo período. Como dissemos, nossa visão para os números do banco é positiva, mas como o resultado veio dentro do esperado, não esperamos grande impacto em Bolsa.

Bom resultado da Multiplan (MULT3). A companhia de shopping centers viu seus números melhorarem nesse trimestre, com destaque para as vendas nas mesmas lojas, indicador muito utilizado no varejo, que avançou 6,7% em doze meses. Com isso, o aluguel nas mesmas lojas também apresentou boa variação, que somado a melhora na taxa de ocupação dos shoppings da companhia, levou a elevação de margens. O FFO, espécie de indicador de fluxo de caixa operacional do setor, saltou 14,2% em doze meses, com melhora de 4,5 p.p. na margem FFO. A companhia inaugura o ParkShoppingCanoas em novembro e ele já está 88,4% locado. Recentemente, a Multiplan anunciou a expansão do VillageMall, que vai adicionar 11% de ABL (área bruta locável) ao shopping. Com números positivos, consideramos que o resultado deve fazer os papéis da companhia manterem a tendência positiva observada nesse mês.

Triunfo (TPIS3) e sócios em Viracopos definem futuro hoje. A companhia informou em fato relevante que os acionistas de Viracopos vão se reunir em AGE hoje para definir se devolvem a concessão para o poder concedente, se pedem recuperação extrajudicial ou mesmo recuperação judicial da concessionária. Os papéis devem ficar pressionados no pregão de hoje, à espera de uma resolução para essa questão.

Números do Fleury (FLRY3) vieram acima das estimativas. O desempenho no 2T17 do grupo de medicina diagnóstica nos surpreendeu positivamente ao registrar crescimento de 13,8% na receita líquida, de 24,1% no EBITDA e pelo lucro líquido ter praticamente dobrado em relação ao reportado no segundo trimestre de 2016. Adicionalmente, foi aprovado o pagamento de juros sobre o capital próprio (JCP) no montante bruto de R$ 58,9 milhões (equivalentes à R$ 0,18/ação, aproximadamente) aos acionistas posicionados ao fim do pregão de 01/ago/17. As ações ficam ex-JCP no dia seguinte (02/ago) e o pagamento será feito no próximo dia 15/ago. O yield considerando a cotação dos papéis FLRY3 no fechamento de ontem está em 0,6%.

Controle de custos da Estácio (ESTC3) surpreendeu nesse 2º Trim/17. Em virtude de ajustes contábeis pontuais no 2º Trim/16, nossa análise comparativa será feita sob o balanço comparável divulgado pela empresa, no qual a receita líquida avançou 9,3%, o EBITDA subiu 74,9% e o lucro líquido saltou 93,8% entre os períodos. Grande parte desse bom desempenho pode ser creditada a redução anual de 5,2% na linha de custos operacionais em função do corte de 8,6% nos gastos com pessoal e de expressivos 53,3% em material didático. Acreditamos que as ações ESTC3 devem reagir positivamente diante do resultado apresentado.

Engie Brasil (EGIE3) volta a apresentar sólidos resultados e distribuirá proventos. Apesar da queda anual de quase 30% na produção de energia, em razão das condições hidrológicas mais desfavoráveis, a Engie reportou bom desempenho. O aumento de 4,6% no volume de vendas, ante o 2T16, puxado principalmente pela demanda de consumidores livres, compensou a queda de 1,1% no preço médio de venda, mas o destaque positivo ficou com a rubrica de custos e despesas. Além dos menores dispêndios com royalties, energia comprada para revenda e pessoa, também houve o impacto positivo, não recorrente, da reversão de uma provisão para contingência. A margem EBITDA aumentou 3,3 pontos percentuais e o lucro líquido saltou quase 50% em doze meses, favorecido pela menor despesa financeira no período em análise. Junto aos resultados, a geradora anunciou a distribuição de 100% do lucro distribuível do primeiro semestre, equivalente a R$ 1,43842 por ação e a um yield de 4,1%. A data ex-dividendos é no próximo dia 10/08. Vislumbramos que seus papéis tendem a reagir de forma positiva a tais divulgações. 

Copasa (CSMG3) tem resultados resilientes e redução da alavancagem. A Copasa apresentou resultados resilientes nesse trimestre, com o crescimento mais acentuado em novas ligações de água e esgoto compensando a queda anual de 3,5% no volume medido de água e esgoto por unidade. A linha de custos foi impactada pelo maior dispêndio com energia elétrica, materiais de tratamento, pessoal e serviços de terceiros, o que levou a margem EBITDA a recuar 0,5 pontos percentuais frente ao 2T16. Como destaque positivo houve melhora na geração de caixa das atividades operacionais e nova redução de sua alavancagem, com a relação dívida líquida/ EBITDA saindo dos 2,8x registrados doze meses atrás para 1,9x nesse trimestre. Os números não trouxeram grandes novidades, portanto, devem influenciar apenas de forma marginalmente positiva no desempenho de suas ações.

Reajuste de preços e não recorrente impulsiona resultado da Usiminas (USIM5). A siderúrgica apresentou significativo crescimento de EBITDA, margem e lucro neste trimestre, tanto na comparação anual quanto na trimestral, todavia, boa parte dessa alta decorre do reconhecimento líquido de R$ 201,1 milhões referente ao Acordo com a Porto Sudeste. Em termos operacionais, houve alta de 2% no volume de aço vendido ao mercado externo e de 43% nas exportações, ambos na comparação com o trimestre imediatamente anterior, fato que aliado ao aumento de preços impulsionou o faturamento do período. Por outro lado, o aumento do custo das matérias primas e a maior provisão para devedores duvidosos pressionaram os custos. Expurgando o efeito não recorrente, os números da companhia ficaram em linha com as expectativas, o que deve mitigar o efeito da divulgação sobre seus papéis.

Grendene (GRND3) reporta números em linha com o esperado. Segundo a Grendene, as dificuldades enfrentadas para manter os bons resultados continuam, dado o nível de desemprego, a volatilidade do câmbio e os impostos. O lucro líquido deste período veio 1% menor se comparado com o 2T16 basicamente por conta da mudança de estratégia na Argentina, ocasionando uma despesa de variação cambial, não recorrente e não caixa, e por maiores tributos. No entanto, o ano de 2017, está sendo mais positivo, mostrando elevação na receita tanto no mercado interno quanto no externo e apresentando ganhos de market share. Para o ano, a companhia manteve sua perspectiva de crescimento. A Grendene também anunciou distribuição de proventos e recompra de ações. Os dividendos serão no valor de R$ 0,184841673 por ação ON, com pagamentos a partir de 16/08 e, as ações ficarão ex-dividendos a partir de 04/08. Yield da operação é de 0,64%. Já a recompra, será de até 2,38% das ações em circulação, com prazo máximo de aquisição de até 545 dias. Contudo, dado o resultado satisfatório, mas sem grandes novidades, acreditamos que a divulgação não deve ter grande impacto nos papéis da companhia.

Resultados da RD (RADL3) vieram satisfatórios. Os números do 2T17 da companhia vieram satisfatórios, mas nada de muito especial, com incremento na receita líquida em relação ao 2T16. Os genéricos foram o destaque do trimestre. Já o crescimento nas mesmas lojas mostraram desaceleração, penalizadas pelas fracas vendas no mês de abril, devido a uma base de comparação forte no ano anterior dado o surto de zika vírus e a um efeito calendário negativo com muitos feriados prolongados. A margem bruta veio pressionada em função de um menor ganho inflacionário sobre os estoques de medicamentos. O EBITDA ajustado também veio menor temabém em função de um ganho inflacionário inferior nos estoques, bem como pelas despesas referentes à abertura de lojas. Desta forma, o lucro líquido apresentou retração na comparação anual. Acreditamos que como o resultado não foi nada especial como os anteriores, suas ações tendem a ficarem pressionadas no pregão de hoje.

Copel (CPLE6) reporta fraco volume de venda. Em prévia operacional do segundo trimestre, a elétrica não trouxe números animadores. A venda total de energia teve retração de 5,1% frente ao 2T16, com a migração de clientes para o mercado livre e a demanda ainda fraca na indústria e no comércio pressionando demasiadamente as vendas no mercado cativo. Esse contexto corrobora perspectivas menos favoráveis para a divulgação de seus resultados, fato que pode pressionar o desempenho da CPLE6.

Sabesp (SBSP3) solicita nova postergação da Revisão Tarifária. A Sabesp solicitou que Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo - ARSESP postergue por até sete dias a etapa 06 e 07 do processo de revisão tarifária. Essas etapas visam definir o preço preliminar da tarifa e o custo médio ponderado de capital e a posterior abertura de consulta e audiência pública. Segundo a concessionária, o prazo adicional "servirá para a interação entre as equipes técnicas, com vista a garantir a correta interpretação dos dados fornecidos pela companhia e mitigar eventual risco de divulgação de resultados preliminares inconsistentes e unilaterais". A novidade pode pressionar seus papéis no pregão de hoje.

Vila Velha solicita adiamento da OPA da Unipar (UNIP6). A Vila Velha solicitou o prazo adicional de três dias para a realização da OPA da Unipar, em razão de um desinvestimento aprovado ontem pelo conselho de administração da Unipar. O desinvestimento na participação acionária da Tecsis, de 17,8%, iá acarretar no desembolso de até R$ 110 milhões, devido ao passivo descoberto da Tecsis. Como a transação supera  percentual de 5% do lucro da companhia e não houve tempo hábil para ofertante analisar o impacto de tal transação na Unipar, a Vila Velha solicitou o prazo adicional, onde deve decidir se irá ou não dar continuidade a oferta. Caso a CVM não aceite a solicitação, a oferta atual será revogada.
 

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Bons negócios.


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