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Notícias

01/08/2017

Diário Matinal Coinvalores - 1º de agosto de 2017

 

Bom dia,

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IPC-S acelera. O índice de preços ao consumidor semanal registrou alta de 0,38%, bem acima da variação de 0,09% da última leitura. Os grupos habitação e transportes foram os principais propulsores desse desempenho, principalmente por conta do aumento na tarifa residencial de eletricidade e no preço da gasolina. Houve decréscimo em apenas duas classes de despesas nessa leitura, em saúde e educação.

Confiança empresarial tem leve recuperação. O índice de confiança empresarial, que agrega a sondagem da indústria, do setor de serviços, do comércio e da construção, avançou 0,6 ponto em julho, mostrando ligeira recuperação frente a queda de 2,0 pontos registrada no mês anterior. A melhora ocorreu em 53% dos 49 segmentos pesquisados e foi puxada principalmente pelo índice de situação atual, já que o índice de expectativas ficou estagnado no período. Esse resultado corrobora a perspectiva de que as incertezas em âmbito político continuam tirando ímpeto da recuperação econômica interna.

Produção Industrial fica estável em junho. Segundo dados do IBGE, a produção industrial não teve variação em junho, com o sútil crescimento em bens de capital e intermediários sendo compensado pela retração mais acentuada em bens de consumo duráveis. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o índice teve alta de 0,5%, mesma variação do que a registrada no acumulado do ano. Os dados ficaram um pouco acima das estimativas, porém não devem trazer grande ânimo para o mercado, tampouco devem acarretar em revisão positiva das projeções, haja vista o cenário ainda bastante nebuloso à frente.
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Inflação é destaque na agenda norte-americana. Os investidores devem ficar atentos à divulgação da evolução dos gastos com consumo nos EUA, um dos índices acompanhado de perto pelo comitê do FED. A expectativa é que, em junho, tanto a renda quanto o gasto pessoal avancem no mesmo ritmo registrado na última leitura, com alta de 0,4% e 0,1% respectivamente. Para o deflator do PCE, a estimativa também é de estabilidade na comparação mensal, com o índice mantendo alta anual de 1,4%, bem aquém da meta de 2% do banco central norte americano. Além disso, também haverá a divulgação de dados da indústria, ISM e PMI, ambos referentes a julho, cuja expectativa é de desaceleração, enquanto os gastos com construção devem registrar alguma melhora em junho.

Dados da China surpreendem. O PMI industrial Caixin da China, medido pelo Markit, avançou para 51,1 pontos em julho, frente aos 50,4 pontos registrados no mês anterior e a expectativa de estabilidade. Esse resultado reflete principalmente a alta mais acentuada das exportações, e mostra que a desaceleração no gigante asiático tem sido menos intensa do que a esperada neste 2T, o que deve dar novo fôlego as commodities.

Economia da Zona do euro tem seu bom momento. Neste 2T17, a Zona do Euro reportou crescimento do PIB de 0,6% ante os 0,5% do 1T17 e também elevação no ano, com 2,1% ante os 1,9% do último resultado. Este crescimento mais forte, mas dentro das expectativas de mercado, reforça a visão que a econômica da zona do euro vem se recuperando e aumentam as chances do BCE efetivamente reduzir seu programa de compras de ativos para 2018.

Setor industrial da zona do euro recua. O índice de gerentes de compras (PMI) do setor industrial da zona do euro recuou para 56,6 em julho, ante os 57,4 em junho, também ficando abaixo das projeções de mercado que esperavam 56,8 pontos. Mesmo com um ritmo mais lento, a indústria do bloco vem mostrando crescimento em todos os países analisados, ficando acima da marca de 50 pontos. Segundo o relatório do Markit, as empresas neste período foram beneficiadas pelos sólidos ganhos de novos negócios de clientes internos e estrangeiros.

Taxa de desemprego na Alemanha se mantém estável. A taxa de desemprego ajustada da Alemanha ficou em 5,7% em julho, inalterada ante o mês anterior e ficando também em linha com a projeção de mercado. Já os pedidos de auxílio-desemprego caíram 9 mil em julho, após subirem 6 mil em junho, também ficando melhor que a expectativa de mercado que era de 5,5 mil.

Bolsas em alta lá fora. Na Ásia, os dados mais fortes que o esperado na China, comentado acima, animam os mercados. Na Europa, além dos indicadores, que também comentamos acima, os números corporativos impulsionam as ações, com destaque para a gigante BP, em Londres, que subiu quase 3%.
 

    

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Resultado acima do esperado do Itaú (ITUB4). O banco, ao contrário dos seus pares que já divulgaram os números referentes ao 2T17, viu suas despesas com PDD diminuírem bastante, tanto na comparação com o 2T16, quanto com o trimestre imediatamente anterior. Apenas em relação ao reportado há três meses, houve redução de R$ 444 milhões. O índice de inadimplência continuou melhorando, chegando a 3,9% no Brasil e 3,2% no consolidado. A carteira de crédito no banco no Brasil ficou praticamente estável, com leve retração em três meses, como esperado. Abaixo do esperado nesse trimestre veio o resultado de seguros, previdência e capitalização, com redução de 8,5% em relação ao trimestre anterior. O banco anunciou R$ 0,33915 por ação (valor já líquido) em JCP, com base na posição acionária do dia 14/8, papel fica ex dia 15. Pagamento dia 25/8.

Suzano (SUZB5 - por enquanto) vai migrar para o novo mercado. A companhia anunciou que seu conselho de administração aprovou a migração da companhia para o nível mais alto de governança na B3. As suas ações preferenciais de qualquer classe serão convertidas em ações ordinárias na proporção de 1 para 1. Vale mencionar que hoje há uma gap de 22% entre as PNA e PNB da companhia, que fecharam o pregão de ontem a R$ 14,02 e R$ 17,18, respectivamente. Porém, a liquidez da PNB é quase nula.

Banco Pan (BPAN4) anuncia resultado sólido, apesar da queda na originação. Em relação ao 1T17, houve queda na originação tanto de consignado, por conta do reajuste dos salários no 1T17, o que aumenta a margem e infla a base de comparação, quanto em veículos, por conta da decisão da companhia de descontinuar a originação de financiamento de veículos junto às concessionárias. Isso, e a cessão de carteiras para a Caixa, ocasionaram uma queda na carteira de crédito do banco, na sua margem financeira, mas também nas despesas com PDD. No bottom line, o banco mostrou evolução, saindo de um lucro líquido de R$ 3,7 milhões no 1T17 para R$ 42,8 milhões no trimestre em análise. Os papéis do banco mostraram forte valorização nos últimos dias, o que pode mitigar o efeito do resultado, que vemos como positivo.

Porto Seguro (PSSA3) reporta números sem muitas novidades. A seguradora teve um bom trimestre operacionalmente, com evolução nos prêmios, ao contrário do 1T17. Porém, o resultado financeiro foi bastante impactado pela redução das taxas de juros no mercado interno, o que acabou compensando essa melhora operacional. O lucro líquido ainda mostrou evolução, mas baseada em uma redução de R$ 120 milhões na linha de imposto de renda e contribuição social. Sem isso, a companhia reportaria lucro bem inferior ao mesmo trimestre do ano anterior, por conta do resultado financeiro. Com as revisões das projeções para Selic, não consideramos que seja o momento ideal para se posicionar no setor.

Magazine Luiza (MGLU3) reporta mais um excelente trimestre. O crescimento veio em todos os seus negócios, com receita líquida se expandindo 25,7%, EBITDA 44,5% e lucro líquido 594,5% se comparado ao 2T16. Mesmo com um cenário econômico complicado a companhia continua reportando grandes números, além disso, conseguiu ganho consistente de participação de mercado, em todos os canais e nas principais categorias de produtos. As vendas mesmas lojas consolidada ficou 23,7% maior, com o e-commerce contribuindo com o aumento de 55,4% em suas vendas e as lojas físicas em 14,5%. Outro destaque foi a melhora em seu capital de giro e a redução do endividamento, passando de uma relação dívida líquida ajustada/EBITDA ajustado de 1,5x para 0,3x. Para os próximos períodos, a companhia continua bem confiante de seguir reportando resultados positivos, para isso, mantém sua estratégia de multicanalidade e integração total do varejo online e off-line. Consideramos que suas ações irão performar positivamente no pregão de hoje dado o forte resultado apresentado.

Proventos da Totvs (TOTS3). A companhia aprovou o pagamento de juros sobre o capital próprio (JCP) no montante bruto de R$ 32,9 milhões (equivalentes à R$ 0,20/ação, aproximadamente) aos acionistas posicionados ao fim do pregão de 03/ago/17. As ações ficam ex-JCP no dia seguinte (04/ago) e o pagamento será feito em 06/out/17. O yield considerando a cotação dos papéis TOTS3 no fechamento de ontem está em 0,7%.

Possíveis mudanças nos planos da Rumo Logística (RAIL3). Três reportagens de hoje do jornal Valor Econômico dão conta das dificuldades enfrentadas pela companhia com os órgãos reguladores em relação à renovação antecipada de suas concessões ferroviárias. A Rumo já apresentou a proposta de investir cerca de R$ 4,7 bilhões na Malha Paulista em troca de mais trinta anos nessa concessão que vence em 2028. Entretanto, o Tribunal de Contas da União, bem como o Ministério Público Federal apontam que há trechos administrados pela empresa que estão atualmente em desuso e que não foram incorporados em seu plano de investimentos. No mesmo sentido a ANTT está analisando a oferta da companhia de ampliar em 600 km a Malha Norte, da cidade de Rondonópolis que fica ao sul do Mato Grosso até o centro do estado. A Rumo trabalha com a perspectiva de investimentos na casa dos R$ 7,5 bilhões para essa operação, mas a definição desse trajeto não está fechada pelo regulador, com possibilidades de traçados ainda em estudo. Essas notícias apenas reforçam nossa visão de que os papéis RAIL3 continuarão muito voláteis em bolsa até que haja as definições regulatórias para as concessões da companhia.
 

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Bons negócios.


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