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Notícias

02/08/2017

Diário Matinal Coinvalores - 2 de agosto de 2017

 

Bom dia,

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IPC de julho registra deflação. O índice de preços ao consumidor da Fipe registrou em julho baixa de 0,01%, após avanço de 0,05% no mês anterior. A principal contribuição para está queda veio do grupo alimentação, que apresentou redução de 0,26%, e habitação, cujo recuo foi de 0,20% na mesma base de comparação.

Ata do Copom sinaliza novas reduções. A ata mostrou que o Banco Central está dando mais atenção ao cenário de inflação do que aos fatores na seara política. Segundo o relatório, as recentes quedas dos índices de inflação, principalmente com IPCA abaixo da meta em 2018, vêm prevalecendo sobre as incertezas em torno das reformas, com isso, o ritmo atual de queda da taxa Selic pode permanecer.

Denúncia contra Temer. Começa hoje a votação na Câmara dos Deputados para autorizar o julgamento pelo STF, da primeira denúncia contra o presidente Michel Temer. A expectativa do governo é de vitória tranquila, o que pode animar o mercado quanto ao seguimento das votações das reformas, como a da Previdência. Uma margem apertada, pode sinalizar que o governo não tem o capital político necessário para aprovar as reformas, o que seria mal recebido. Uma derrota do governo, cenário visto com pouquíssimas chances de acontecer, também não seria mal recebido, pois a visão é de que um governo provisório de Rodrigo Maia, poderia dar prosseguimento às votações das reformas.

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Agenda americana. Dois dados importantes esperados para hoje, começando pelos números da ADP sobre a criação de empregos no setor privado em julho, com expectativa de aceleração em relação ao mês anterior. Um pouco mais tarde, o dado semanal de estoque de petróleo bruto deve balizar o desempenho da commodity no decorrer da sessão de hoje. À tarde, dois discursos de presidentes regionais do FED, mas ambos sem direito a voto nesse ano.

Agenda fraca na Zona do Euro. Hoje somente o PPI abriu a agenda da Zona do Euro, apresentando queda de 0,1% em junho ante maio, mas na comparação anual, acabou subindo 2,5%. Os resultados ficaram em linha com o projetado pelo mercado. E o núcleo do PPI, que exclui os preços de energia, ficou estável em junho ante o mês maio, já no comparativo anual mostrou elevação de 2,2%, segundo dados a Eurostat.

Bolsas em dia de realização. Após um início de semana mais positivo, a quarta traz realização para os principais índices acionários europeus e também para os chineses (Shanghai e Shenzhen), na esteira da queda de algumas commodities, destaque para o minério. Japão e Hong Kong destoam desse cenário mais negativo, fechando com leves altas. Por aqui, olho na votação da denúncia da PGR contra o presidente Temer na Câmara, que comentamos mais acima.
 

    

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Cielo (CIEL3) divulga resultado sem novidades. A companhia tem enfrentado um ambiente bem desafiador nesse ano, especialmente no tocante à concorrência, o que vem pressionando preços. Além disso, nos últimos trimestres, temos visto uma concentração um pouco maior das transações em grandes clientes e na modalidade débito, segmentos que traz receita menor para a companhia. Isso resultou em queda de 7,8% na receita líquida na comparação com o 2T16. Por outro lado, vale destacar o bom controle de custos da companhia, em parte por conta da queda no número de pontos de vendas ativos, que resultou em uma queda nos gastos totais (custos + despesas operacionais) de 8,9%, na mesma comparação, com o 2T16. Ainda vemos um cenário bastante complicado para a companhia no futuro, com os desafios regulatórios se somando ao aumento da competição no setor e o risco de disrupção, aí olhando mais para o médio/longo prazo. Ainda assim, a divulgação pode trazer algum ânimo de curto prazo para os papéis da companhia, pois a Cielo revisou seu guidance de custos e despesas totais e de Capex desse ano para baixo. Além disso, a empresa vai pagar dividendos de R$ 0,369244845 por ação. Ações ficam ex só no dia 18 de setembro, uma segunda-feira, então os acionistas tem até 15 de setembro para se posicionar. O pagamento será em 29 de setembro, mesmo dia do pagamento do JCP anunciado em junho. O yield dos dividendos anunciados hoje é de 1,4%.

Resultado abaixo do esperado do BTG (BBTG11). O banco viu suas receitas caírem fortemente, tanto na comparação trimestral quanto na anual. Os principais motivos foram a reversão de R$ 37 milhões de fees recebidos por uma operação de M&A que não foi aprovada pelo Cade (provavelmente operação entre a Estácio e a Kroton, apesar do banco não abrir) e a forte redução das receitas das mesas de juros e de câmbio, impactadas pelas incertezas trazidas pelo campo político. Por outro lado, a carteira de empréstimos do banco e a sua área de gestão apresentaram números positivos, mas que não foram capazes de compensar a queda mencionada anteriormente. Esperamos uma reação negativa do mercado à divulgação.

Hering (HGTX3) anuncia distribuição de proventos. A companhia aprovou a distribuição de R$ 0,3100 por ação na forma de dividendos. O pagamento será efetuado em 17/08, com as ações sendo negociadas na condição "ex" dividendos, a partir de 09/08. O dividendo yield está em torno de 1,41% no fechamento de ontem. Além disso, a Hering também aprovou o novo Programa de Recompra, que permite a aquisição de até cinco milhões de ações, correspondendo a 4,02% do total de ações em circulação (free float), com vigência até 01 de fevereiro de 2019.

Arezzo (ARZZ3) reporta bom desempenho. A companhia reportou bom desempenho neste 2T17 com receita líquida crescendo 11,2%, EBITDA se elevando 22,8% e lucro líquido 30% maior, se comparado ao 2T16. Este bom resultado reflete a melhora de todas as categorias da empresa, com destaque para o crescimento de 35,7% do canal web commerce, da receita no mercado externo que ficou 24,7% maior e pela elevação de 20,3% do canal Multimarca, com destaque para as marcas Arezzo, Anacapri, Schutz e Fiever. Além disso, a companhia conseguiu reduzir seus custos e despesas melhorando suas margens no período em analise. Desta forma, o lucro líquido ficou maior em 30% se comparado ao mesmo período de 2016.  Acreditamos que seus papéis irão performar positivamente no pregão de hoje, dado o seu forte desempenho neste 2T17.

Movida (MOVI3) conclui primeira captação. O braço do rent a car do grupo JSL (JSLG3) teve sucesso na primeira emissão de debêntures, que não serão conversíveis em ações da empresa, levantando R$ 400,0 milhões. Os títulos de dívidas foram divididos em duas séries: a primeira de R$ 150,0 milhões que vencerá em 15/07/2020 e terão juros indexados a variação da taxa CDI acrescido de 1,55% ao ano; e a segunda série no montante de R$ 250,0 milhões com custo da dívida de CDI mais 2,70% a.a. e que vence somente em 2022. Vemos com bons olhos essa primeira emissão de debêntures da Movida, sobretudo porque o custo de captação está bastante inferior que as demais linhas de financiamento do grupo JSL. Recentemente nos reunimos com o CFO da companhia que nos passou as perspectivas para essa operação no rent a car da empresa. Fizemos um relatório abordando esse e outros temas relevantes que pode ser acessado aqui.

Outra que planeja captar é a Alliar (AALR3). O grupo de medicina diagnóstica informou que fará sua primeira emissão de debêntures que também não serão conversíveis em ações. Pretende-se captar R$ 270,0 milhões através de duas séries com juros máximos de 116% e de 118% do CDI, respectivamente, mas que serão definidas somente ao fim do procedimento de bookbuilding. No fato relevante divulgado ao mercado não foi informado qual será a destinação dos recursos dessa emissão. Em termos operacionais, entendemos que a companhia ainda está ligeiramente abaixo de seus pares em bolsa, reforçando nossa predileção pelos ativos PARD3 no setor.

Anatel pede à Oi (OIBR4) para refazer seu plano. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) pediu à Oi que refaça seu plano de recuperação judicial que será levado à assembleia de credores prevista para setembro ou outubro deste ano. Em nota, a Anatel ressaltou que, apesar de se tratar de "versão ainda passível de reexame", o plano de recuperação deve conter "margem para questionamento sobre sua fiabilidade temporal e de garantias de aporte de capital". A operadora já indicou que estima obter R$ 8 bilhões, seja por aporte financeiro direto, seja por meio de aumento de capital. Por enquanto, a Anatel não considera a possibilidade de intervir na gestão da tele ou cassar sua concessão pelo fato da operadora ainda ter condições de indicar caminhos para resolver o seu futuro. De toda forma, os ativos OIBR4 deverão continuar voláteis em bolsa.
 

AGENDA DE DIVIDENDOS
 


AGENDA DE RESULTADOS
 

Bons negócios.


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