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Notícias

03/08/2017

Diário Matinal Coinvalores - 3 de agosto de 2017

 

Bom dia,

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Os dois lados da vitória de Temer. Se por um lado, podemos esperar uma aceleração na tramitação das reformas, especialmente a da previdência, após a aprovação do relatório que rejeitava a denúncia contra o presidente, destacamos dois fatores de preocupação decorrentes da votação. O primeiro, e mais claro, é o placar da votação, bem abaixo do placar da votação da PEC do teto dos gastos, por exemplo, o que denota o enfraquecimento do governo e não garante, de forma alguma, vitória a reforma da previdência na Câmara. Outro fator, também relevante, é o custo decorrente da votação. Para angariar o apoio necessário para se livrar da denúncia, o governo lançou mão de um "pacote de bondades" que pode afetar o cumprimento da meta fiscal. Essa dualidade entre concessões para manter a governabilidade e esforços no sentido do ajuste fiscal pode resultar em uma letargia perigosa para uma economia ainda claudicante como a nossa.

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BoE mantém taxa de juros e corta projeções. O Banco da Inglaterra manteve a política monetária inalterada, com taxa de juros a 0,25% a.a. e volume de recompra de títulos em 435 bilhões de libras. A decisão, porém, não foi unânime, com dois dos oito membros do comitê votando pela elevação de juros. Porém, no comunicado a autoridade monetária britânica comenta que todos os membros concordam que aumentos na taxa devem ser graduais e limitadas. A projeção de crescimento para a economia britânica, antes em 1,9% para esse ano e 1,7% para o ano que vem, foi revisada para 1,7% e 1,6%, respectivamente, com comentários sobre as incertezas que o Brexit traz para o crescimento. Tanto a manutenção da política monetária, quanto a revisão das projeções, não fugiram muito do esperado pelo mercado.

PMI composto tem leve desaceleração na Zona do Euro. O PMI composto, que agrega o setor de serviços e indústria, desacelerou para 55,7 pontos em julho, frente à prévia de 55,8  e aos 56,3 pontos registrados no mês anterior. O arrefecimento no volume de entrada de novos pedidos foi um dos principais motivos para tal desempenho. Já o PMI do setor de serviços ficou estável em 55,4 pontos, valor historicamente alto. A Alemanha foi um dos países que contribuiu para tal desaceleração. De toda forma, todos os membros do bloco apresentaram tendência de crescimento (com o índice acima da marca dos 50 pontos) nessa leitura.

Na Alemanha, desaceleração foi mais contundente. A atividade na Alemanha arrefeceu mais do que o esperado em julho, com o PMI composto saindo dos 56,4 registrados em junho para 54,7 pontos no mês passado. No setor de serviços, o PMI de julho recuou para 53,1 dos 54,0 pontos registrados anteriormente. O volume de novos negócios foi o mais fraco desde janeiro, apesar da confiança dos agentes continuar em trajetória positiva. Contudo, esse resultado, por ora, não altera as perspectivas de crescimento mais robusto da economia alemã neste ano.

Já no Reino Unido, atividade ganha fôlego. O PMI do setor de serviços avançou para 53,8 pontos em julho, superando as estimativas de 53,6 e os 53,4 pontos registrados na última leitura. A despeito do maior nível de incertezas, houve forte crescimento no número de novos negócios, com as vendas sendo puxadas pelo lançamento de produtos e promoções.

PMI desacelera na China. O PMI de serviços Caixin, divulgado pela Markit, apresentou pequena desaceleração no mês de julho, ficando em 51,5, ante os 51,6 em junho. Já o PMI composto, veio com avanço, ficando em 51,9 no mês em análise, contra os 51,1 de junho. Com este resultado a China mostra que seus números ainda estão fortes, surpreendendo as projeções de mercado para o mês de julho.

Destaque nos EUA para os dados de pedidos de seguro-desemprego. As atenções nos EUA ficam com a divulgação às 9h30 dos pedidos de seguro-desemprego, com expectativa de queda, projetando 240 mil pedidos contra os 244 mil pedidos no último levantamento. E na agenda também tem os indicadores PMI de serviços da Markit às 10h45, com projeções em linha com a reportada em junho e às 11h00 será divulgado o ISM de serviços, com expectativa de elevação.

Bolsas mundiais recuam nesta quinta-feira. Repercutindo a iniciativa do banco central chinês de retirar liquidez dos mercados e a desaceleração do PMI do país, conforme mencionamos acima, as principais Bolsas asiáticas fecharam em queda nesta manhã. Na Europa, os índices acionários também respondem a divulgação dos PMIs, também comentados, com destaque para o FTSE, do Reino Unido, que avança quase 0,7%, na contramão dos demais mercados.
 

     

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Números da Suzano (SUZB5) superam expectativa. Na esteira dos reajustes de preço da celulose no decorrer desse ano, a companhia reportou boa evolução de receita e (principalmente) de EBITDA, que superaram a projeção média do mercado para os números do trimestre. Vale destacar também queda no custo caixa da produção de celulose, o que também ajudou as margens da companhia. Olhando para frente, pontos positivos e negativos. Do lado positivo, a migração da companhia para o novo mercado e o início da produção de tissue (papéis voltados para produtos de higiene) em Mucuri. Do lado negativo, para o ano de 2018 esperamos compressão nos preços da celulose no mercado internacional em virtude da entrada em operação de plantas relevantes. Por isso, a nossa recomendação de manutenção dos papéis da companhia para o longo prazo.

Mais um resultado sólido do Banco ABC (ABCB3). O banco reportou números em linha com o que já vinha apresentando nos últimos trimestres. A carteira de crédito do banco ficou estável em três meses, mas a qualidade da carteira apresentou ligeira piora, de acordo com a classificação do banco. Ainda assim, as despesas com PDD ficaram flat na comparação trimestral. Vale destacar a evolução da margem financeira do banco, mesmo em meio a esse ambiente desafiador. O lucro líquido do banco foi de R$ 107 milhões, leve queda frente aos R$ 111 milhões do 1T17, muito por conta do avanço de cerca de R$ 3 milhões na linha de despesas de pessoal. Mantemos nossa visão positiva para os papéis do banco.

Fraco resultado da TOTVS (TOTS3) já estava na conta. Os números reportados pela TOTVS no 2º Trim/17 vieram em linha com as expectativas de mercado, sendo que a receita líquida ficou praticamente estável (+1,0%) sobre o 2º Trim/16, o EBITDA caiu 15,4% e o lucro líquido tombou 29,5% na mesma base de comparação. Em meio à transição de modelo de comercialização de softwares, da incorporação da Bematech e diante do ambiente macroeconômico interno desfavorável, esse desempenho já era aguardado. Com isso, não acreditamos em uma forte reação negativa no pregão de hoje.

Ser Educacional (SEER3) avança na operação de EAD. A companhia informou que o MEC autorizou a sua universidade UNINASSAU de Maceió-AL a adicionar 27 novos polos de ensino a distância (EAD). Com esse credenciamento, o grupo educacional passa a ter em sua rede 45 polos EAD atualmente. Além disso, a instituição poderá expandir sua rede EAD em até 550 polos por ano, conforme determinou o marco regulatório do segmento (Portaria Normativa 11 de 21/jun/17 do MEC), sendo 150 polos por meio da UNINASSAU de Maceió-AL, 150 polos através da UNINASSAU de Recife-PE e 250 polos pela UNG/UNIVERITAS de Guarulhos-SP. Adicionalmente, a Ser anunciou ainda que a UNAMA já teve seu processo de credenciamento de EAD aprovado pelo MEC, com 10 polos autorizados e aguarda a definição do órgão regulador para a abertura de mais 250 polos de EAD a serem ofertados por essa instituição. Em suma, todas as autorizações do MEC permitirão ao grupo Ser Educacional a consolidação imediata de 55 polos de EAD em operação e a capacidade total de criação de 800 polos por ano, o que, em nossa visão, trará bons resultados às suas operações.

Hering (HGTX3) reporta bom desempenho no 2T17. A companhia apresentou neste 2T17 crescimento de 7% em sua receita líquida, elevação de 19,5% no EBITDA e aumento de 42,9% no lucro líquido, se comparado ao 2T16. Este bom desempenho nas vendas refletiu o aumento do nível de confiança, das melhorias efetuadas na oferta de produto a partir da coleção Inverno, além do ambiente concorrencial mais brando. Com isso, todas as marcas apresentaram crescimento. No período em análise a empresa também conseguiu melhorar suas margens, dado o menor volume de peças vendidas de coleções anteriores, fruto da melhoria de qualidade dos estoques e pela diluição de custos fixos. Com a melhora operacional e ao aumento da receita financeira, principalmente por conta de ação judicial relativa, o lucro líquido do período veio 42,9% maior. Vale comentar que a empresa anunciou distribuição de dividendos e recompra de ações, conforme comunicado em nosso diário de ontem. Consideramos que suas ações irão performar positivamente no pregão de hoje, por conta de recuperação em suas vendas e da melhoria de margens, além disso, a companhia também apresentou um ROIC maior.

Duratex (DTEX3) ainda sofre com menores volumes. A companhia reportou, neste 2T17, queda em sua receita líquida. Menores volumes expedidos em ambas as divisões de negócios foram determinantes para a retração de 9,5% da receita em relação ao mesmo período do ano anterior. Apesar do menor volume expedido, as operações estão mostrando melhor rentabilidade, por conta de ganhos de produtividade e aumentos nos preço praticados, refletindo assim, na melhora de sua margem. Neste trimestre a companhia conseguiu reverter o prejuízo do trimestre passado e melhorar a comparação com o 2T16, também por conta do aumento em seu resultado financeiro, que foi impactado positivamente pelo reconhecimento de crédito dado aos incentivos referente o Programa de Incentivo à Exportação. A companhia está apresentando melhoras em seu negócio, entretanto, a recuperação ainda vem bem lenta sendo comprovado em seus volumes expedidos em todas as suas categorias de produtos e mercados. Desta forma, não esperamos que suas ações venham a apresentar desempenho positivo no pregão de hoje.

Governo encaminha proposta para reorganização da Sabesp (SBSP3). O governo do estado de São Paulo enviou à Assembleia Legislativa o projeto de lei que dispõe sobre a reorganização societária. O projeto, como já havia sido adiantado, prevê a criação de uma holding que irá exercer o controle acionário da Sabesp e de outras subsidiárias. O governo continuará como sócio controlador e poderá alienar as ações excedentes. Ademais, a proposta também prevê a possibilidade de aumento de capital, "inclusive mediante oferta pública de ações". Como essa medida já era esperada, a novidade não deve trazer impacto relevante para o desempenho dos papéis da companhia.
 

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Bons negócios.


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