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Notícias

04/08/2017

Diário Matinal Coinvalores - 4 de agosto de 2017

 

Bom dia,

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Aumento do déficit não afetará rating, diz Moody's. O vice-presidente da Moody's no Brasil, Samar Maziad, afirmou que uma elevação da meta de déficit primário de R$ 139 bilhões para R$ 159 bilhões não afetaria a classificação do rating soberano, pois, como proporção do PIB esse alta significaria apenas 0,1%. De toda forma, se o aumento da meta em si não gera uma preocupação, a credibilidade da equipe econômica e a capacidade do governo em dar celeridade as propostas de ajuste fiscal são fundamentais para manutenção da nota de crédito do país.

Governo volta a focar na agenda de reformas. Após o Congresso derrubar a denúncia contra Temer ontem, o governo voltou a articular a agenda de aprovação das reformas e, segundo notícia da Folha, Maia teria concordado em colocar a Reforma da Previdência para votação no início de setembro, como solicitado por Meirelles. Todavia, ainda há muita incerteza sobre a possibilidade do governo angariar os 308 votos necessários, o que, certamente, pode atrasar tal cronograma. É justamente esse imbróglio político que deve ficar no radar hoje, aliado aos balanços corporativos, haja vista a agenda macro bastante enxuta.

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Mercado de Trabalho em destaque nos EUA. A taxa de desemprego deve manter trajetória positiva em Julho, ao recuar dos últimos 4,4% para 4,3%, segundo estimativa média do mercado. Já o número de criação de novos postos de trabalhos deve arrefecer, saindo das 222 mil vagas criadas na leitura anterior para algo próximo de 180 mil, e o ganho médio por hora deve manter crescimento bastante modesto. Portanto, ainda que relevantes, os indicadores de hoje não trarão grandes novidades, reforçando as expectativas de que o FED se manterá parcimonioso na condução da política monetária. Ademais, a agenda econômica desta sexta-feira também conta com a divulgação da balança comercial de junho, às 09h30, que deve registrar déficit ligeiramente menor na comparação mensal.

Bolsas mundiais no compasso de espera. As bolsas asiáticas fecharam essa sexta-feira sem direção definida, com Shanghai e Shenzhen em queda repercutindo os balanços corporativos chineses. Já os mercados europeus abriram em alta e as bolsas americanas, estão com futuro também em leve elevação, em compasso da espera dos indicadores de taxa de desemprego e balança comercial dos EUA (conforme texto acima), além dos balanços corporativos. E por aqui, os balanços corporativos e as incertezas na ala política vão ditar o tom do mercado.
 

  

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Resultados sólidos de Smiles (SMLE3) e Multiplus (MPLU3), sem surpresas. As companhias continuaram mostrando evolução na emissão e no resgate de pontos na comparação com o mesmo período do ano anterior, mas sofreram um pouco pelos mesmos fatores. As duas tiveram alguma compressão de margens por conta do custo do resgate evoluindo além da receita, que foi negativamente impactada pelo fortalecimento do real médio, lembrando que parte relevante da receita, aquela que vem dos emissores de cartões, é cotada em dólar. Além disso, o resultado financeiro das duas foi menor, por conta da queda de juros por aqui e por efeito da variação cambial. Ainda assim, a Smiles conseguiu mostrar boa expansão de 18,3% no lucro líquido na comparação com o 2T16, enquanto a Multiplus teve queda de 7,7% na mesma base de comparação. Nossa predileção no setor continua sendo por Smiles que segue apresentando margens maiores e nesse ano ainda vai se beneficiar da incorporação pela Webjet, que vai turbinar seu lucro. A Multiplus anunciou dividendos de R$ 0,7002 mais JCP (já líquido) de R$ 0,0313, yield de 1,9% se somarmos as duas distribuições. Papéis ficam ex na quarta, dia 9 de agosto. Pagamento em 13 de setembro.
   
Desempenho dentro do esperado da SulAmérica (SULA11). A companhia reportou crescimento de top line, com destaque para a contínua evolução em sua principal linha de negócios, saúde e odonto. Por outro lado, a sinistralidade foi o ponto negativo do trimestre, piorando 3,3 p.p. na comparação com o 2T16. Isso comeu parte das margens da companhia e o resultado financeiro também veio menor, por conta da queda de juros, o que levou a uma retração no lucro líquido, mas nada fora do esperado. Sem grandes surpresas, não esperamos grande impacto dos resultados nos papéis da SulAmérica.

JBS (JBSS3) vende Vigor. Mais um ativo vendido, pelos irmãos Batista. A bola da vez foi a Vigor Alimentos. O grupo mexicano Lala adquiriu a participação de aproximadamente 19,43% do capital da Vigor por R$ 780 milhões. O restante continua com a holding J&F. Em fato relevante, a JBS afirma que os recursos serão usados para reduzir sua dívida. Consideramos que as ações da JBS irão performar positivamente com mais esta entrada de recursos em seu caixa. Entretanto, ainda não recomendamos o posicionamento em seus ativos por acreditarmos que os riscos ainda são muito elevados.

Magazine Luiza (MGLU3) nega oferta pública. Em comunicado ao mercado, no final do dia de ontem, a companhia informou que não tem intenção de fazer uma oferta pública de ações, conforme foi veiculado pelo Estadão. A empresa já havia comunicado em 22 de junho de 2017, a suspensão dos estudos quanto à possibilidade de realização de uma oferta pública de distribuição de ações.

Forte resultado da Ser Educacional (SEER3). No contexto atual de restrições no FIES e de ambiente macroeconômico desfavorável, a companhia reportou bons números nesse segundo trimestre do ano. Na comparação com o 2º Trim/16, a receita líquida cresceu 12,7%, enquanto que o EBITDA e o lucro normalizados aumentaram 19,2% e 13,7%, respectivamente. Acreditamos que seus ativos deverão reagir positivamente ao desempenho.

Posse da nova gestão da Advanced Digital Health (ADHM3). O CEO Daniel Lindenberg e o CFO Plinio de Lucca Jr. tomaram posse dos cargos que foram eleitos em 28/jun/17. Os executivos vão conduzir a companhia no momento em que sua plataforma de medicina preventiva torna-se operacional e terão que "correr atrás" do guidance apresentado pela empresa que prevê um faturamento entre R$ 15,0 milhões e R$ 22,0 milhões já neste ano de 2017. Estamos acompanhando de perto o desenvolvimento das atividades da ADH, mas permanecemos reticentes em recomendar aos investidores o posicionamento nos ativos em razão dos inúmeros riscos de execução e de cumprimento do guidance da companhia.
 

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Bons negócios.


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