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Notícias

09/08/2017

Diário Matinal Coinvalores - 9 de agosto de 2017

 

Bom dia,

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IPCA acelera por eventos pontuais. Agora cedo saiu o índice oficial de inflação do país referente ao mês de jul/17 que registrou alta de 0,24% em relação ao mês imediatamente anterior, acima da mediana das projeções de mercado que apontava para +0,16%. O maior impacto individual, de 0,20 ponto percentual na variação mensal, veio do grupo de energia elétrica que se elevou 6,0% em função da entrada em vigor da bandeira tarifária amarela em julho. Ainda assim, a inflação em 2017 está em 1,43% e em doze meses acumulados a variação nos preços é de +2,71%, bastante abaixo do centro da meta do Banco Central (4,5%), bem como da própria estimativa do Boletim Focus de 3,45% neste ano.

Indicador da FIPE também veio no mesmo sentido. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) do município de São Paulo da primeira quadrissemana de agosto também reverteu o sinal da última leitura. O IPC ficou em +0,04% ante a deflação de 0,11% da apuração passada, sendo influenciado, principalmente, pela aceleração dos preços dos grupos de saúde (+1,31%) e transportes (+0,66%). De toda forma, essa variação não fugiu muito das previsões de mercado.
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Nos EUA, destaque hoje para os dados do mercado de trabalho. Um dos focos de atenção do Fed, a recuperação consistente do mercado de trabalho norte-americano fica em evidência hoje pela divulgação da produtividade do trabalhador que deverá apurar avanço nesse segundo trimestre do ano. Isso associado à forte abertura de vagas de empregos apresentadas ontem pode reforçar que a tese de mais uma alta nos juros americanos pelo Fed ainda neste ano é apropriada. Além desses indicadores há também a divulgação do estoque no atacado referente à jun/17 e o estoque de petróleo bruto da última semana que pode movimentar a cotação da commodity.

Bolsas pressionadas lá fora. A promessa de Trump de reagir com "fogo e fúria jamais vistos" a novas ameaças norte-coreanas, aumenta a aversão ao risco nos mercados internacionais, que cedem nessa quarta-feira. Por aqui, a tendência é que o mercado também abra em queda por conta do acirramento das tensões envolvendo EUA e Coreia do Norte.
 

 

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Sólido resultado da Iguatemi (IGTA3) com ganhos de margem sobre o 2T16. A companhia reportou melhora em seus números na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, com destaque para a aceleração das vendas nas mesmas lojas nos shoppings da Iguatemi e para a queda no custo de ocupação. A evolução dos aluguéis mesmas lojas veio em linha com o 2T16. Essa melhora operacional resultou em bom aumento nas margens EBITDA e FFO. Em relação ao guidance para o ano, a companhia está entregando crescimento de receita na faixa média do guidance e margem EBITDA na faixa superior. Em nossa visão, os números vieram dentro do esperado, porque consideramos o guidance de margem EBITDA bem conservador. Mantemos nossa visão positiva para os papéis da companhia, nossa top pick no setor.

Números da Mills (MILS3) seguem muito pressionados. A companhia conseguiu mostrar uma pequena evolução na receita frente ao 1T17, mas muito por conta de venda de ativos, já que o cenário para os segmentos de atuação da companhia continuaram muito pressionados e a receita de locação ficou estável na comparação entre os trimestres. Inadimplência continua sendo um fator, com as despesas com PDD representando quase 7,3% da receita líquida. Esse cenário resultou em um EBITDA recorrente negativo em R$ 6,1 milhões. Os números ainda bem negativos já eram largamente esperados, o que pode mitigar o seu efeito nos papéis da companhia, mas continuamos vendo um nível de risco que não incita a compra desses ativos.

Resultado mais pressionado da BR Properties (BRPR3). A companhia entregou queda de 13% na receita líquida, parte por mudanças em seu portfólio, mas parte (6% de queda) decorre de aumento na vacância e redução do valor dos aluguéis em alguns contratos. A vacância financeira, que é calculada pelo potencial de receita das propriedades, chegou a 22,9%, alta de 10 p.p. em doze meses. Parte por conta da aquisição de um empreendimento no Rio, parte por aumento da vacância nos outros edifícios. As despesas com vacância saltaram 23% em doze meses. Mesmo com queda de 4% no G&A, essas despesas corresponderam a 12% da receita líquida, contra 10% no 2T16. Todos esses fatores acabaram pressionando as margens da BR Properties. A margem FFO caiu 9 p.p. na mesma base de comparação. Mesmo tendo em vista o cenário complicado para o setor, vemos os números um pouco abaixo do esperado, o que pode deixar os papéis da companhia pressionados no pregão de hoje.

Resultado da Gol (GOLL4) melhora. A companhia já havia divulgado um guidance apenas para o resultado do 2T17 e os números efetivos do trimestre não diferiram muito dessa prévia. As margens recorrentes vieram em linha e a receita por passageiro veio até um pouco acima. Essa melhora é resultado da readequação da malha da Gol à atual demanda, já que a demanda ficou praticamente estável na comparação com o 2T16, em um nível ainda baixo. A evolução da tarifa média, 6,7% maior, também ajudou as margens da Gol. Mesmo considerando os números positivos, não vemos grande impacto deles nos papéis da companhia, por conta da valorização desses ativos após a divulgação do guidance para o 2T17.

Queda na rentabilidade é novamente destaque do resultado da Movida (MOVI3). A companhia de locação de veículos tem se beneficiado da retomada do setor, porém não tem conseguido transformar o crescimento de volume em ganho de margem em suas operações. Apesar do forte crescimento de 26,9% na receita líquida sobre o 2º Trim/16, a margem EBITDA nesta mesma base de comparação se contraiu cinco pontos percentuais, fechando em 29,7% este trimestre, bem abaixo de seus pares em bolsa. Por fim, o lucro líquido saiu de R$ 5,6 milhões a doze meses atrás para R$ 11,1 milhões em reflexo da redução nas despesas financeiras, bastante indexadas à taxa básica de juros doméstica. Esperamos uma reação negativa para suas ações no pregão de hoje.

Fruto da reestruturação, desempenho da Tegma (TGMA3) foi bom. Com alta de 15,9% na receita líquida, o ponto positivo desse trimestre foram as reduções de gastos operacionais que levaram ao avanço de 66,6% no EBITDA ajustado e a reversão do prejuízo registrado no 2º Trim/16 para lucro líquido de R$ 24,1 milhões neste segundo trimestre do ano. Os números da companhia vieram superiores às expectativas, o que deve levar suas ações para o campo positivo.

Contax (CTAX3) consegue reabertura das assembleias com os debenturistas. Após uma longa postergação, ontem a companhia conseguiu o aval de seus credores para convocar as novas assembleias que discutiram a renegociação das suas debêntures. Serão nos dias 14/ago e 30/ago em que o tema volta à mesa de negociações e a decisão favorável dos credores da companhia poderá dar um fôlego para os ativos CTAX3 em bolsa. No entanto, ainda consideramos bastante complicado o momento atual da Contax e, inclusive, o atingimento do guidance para os próximos anos. Desta forma, seguimos cautelosos ao recomendar o posicionamento aos investidores no momento.

Equatorial (EQTL3) reporta margens menores e queda de lucro neste 2T. A elétrica apresentou melhora em praticamente todos os indicadores de qualidade operacional neste trimestre, porém em termos financeiros seu resultado ficou pressionado, com  o avanço anual de 20,1% no faturamento consolidado sendo sobreposto pelo aumento no custo com compra de energia e nos custos gerenciáveis. Assim, a margem EBITDA ficou em 19,7%, recuo de 2,4 pontos percentuais frente ao 2T16, enquanto a maior despesa financeira culminou em queda mais significativa do lucro líquido. O resultado não fugiu muito das expectativas, portanto, seu impacto deve ser apenas marginalmente negativo sobre os papéis da companhia.

Gerdau (GGBR4) controla custos e ganha rentabilidade. Frente a um contexto ainda bastante desafiador, com queda de 12,6% no volume vendido frente ao 2T16, a companhia registrou ganho de 0,5 p.p. na margem EBITDA em doze meses e de 2,1 p.p. frente ao trimestre imediatamente anterior. As vendas foram prejudicadas principalmente pela alienação da unidade de aços especiais na Espanha e pelo fraco dinamismo do mercado doméstico. Já o rígido controle sobre despesas com vendas, gerais e administrativas foi o principal propulsor da rentabilidade no período. O endividamento da siderúrgica ficou praticamente estável, mas a valorização do real frente ao dólar trouxe forte impacto para a despesa financeira, pressionando o lucro líquido do trimestre. Junto aos resultados, a companhia anunciou a distribuição de dividendos no valor de R$ 0,02 por ação, com data ex-dividendos em 22/08 e pagamento no início de setembro. Suas ações podem reagir de forma positiva a tal divulgação.

Comgás (CGAS5) tem sólido desempenho operacional. A companhia apresentou bom desempenho neste trimestre, a despeito do impacto da redução das tarifas, aplicado em setembro de 2016, sobre o faturamento do trimestre. O volume distribuído aumentou 4,6% em comparação com o 2T16, puxado principalmente pela ligação de novos clientes e pela gradual retomada na atividade industrial. Já a rubrica de custos foi afetada pelo maior custo unitário do gás, em razão da alta na cotação do petróleo no mercado internacional, todavia, as despesas ficaram bem controladas, compensando parcialmente esse efeito. Com isso, o EBITDA normalizado da companhia teve bom crescimento, assim como a margem EBITDA e o lucro líquido normalizado, que cresceu 66,5% em doze meses. Suas ações podem responder de forma positiva a tal divulgação.

Engie Brasil (EGIE3) está em negociação avançada com a Renova (RNEW11). A Engie Brasil anunciou que está em fase avançada de negociação para aquisição de 100% do capital social das empresas que compõem o Complexo Eólico Umburanas, cuja capacidade instalada total é de 605 MW. A novidade deve favorecer o desempenho dos papéis da Renova, pois o negócio pode trazer um fôlego de caixa importante para suas operações. Já para a Engie o impacto é bem marginal, tendo em vista a magnitude pequena do complexo frente a sua capacidade atual.

Resultado da Fras-le (FRAS3) segue pressionado. Apesar do maior volume de venda neste trimestre, com alta de 10,8% em materiais de fricção e de 36,2% em freios e polímeros, ambos na comparação com o 2T16, a companhia apresentou números ainda mais fracos neste trimestre, com expressiva queda de EBITDA e retração anual de 4,8 p.p. na margem EBITDA. O câmbio mais valorizado e o aumento das despesas com assessoria tributária e jurídica, pela adesão ao programa de regularização tributária, foram os principais responsáveis por tal desempenho.

Paranapanema (PMAM3) renegocia dívidas. A companhia anunciou a celebração de um acordo global de reestruturação com seus principais credores, para renegociação de dívidas existentes no montante de aproximadamente US$ 616 milhões. Esse acordo prevê a realização de um aumento de capital mediante oferta pública de ações, com esforços restritos de colocação, que ainda deve ser aprovado pelo Conselho de Administração da companhia, no montante mínimo de R$ 290 milhões e máximo de R$ 450 milhões. Ademais, a companhia deverá emitir debentures conversíveis em  ações e distribuir também por meio de oferta pública com esforços restritos, no montante equivalente a R$ 360 milhões. Ainda que a oferta pública de ações traga alguma pressão, o acordo é importante para dar fôlego a sua delicada situação financeira e possibilitar a retomada, ainda que gradual, de suas operações.

Metal Leve (LEVE3) anuncia proventos. A companhia irá distribuir JCP no valor líquido de R$ 0,3376 por ação, o que equivale a um yield de quase 2%. Os papéis ficaram ex a partir do próximo dia 14/08 e o pagamento deve ocorrer em 15/09.
 

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Bons negócios.


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