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Notícias

11/09/2017

Diário Matinal Coinvalores - 11 de setembro de 2017

 

Bom dia,

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Mercado já prevê SELIC a 7%. No Boletim Focus divulgado hoje cedo o destaque foi novamente a projeção para a taxa básica de juros que recuou 0,25% frente à última semana, para 7,00% a.a. no fim de 2017. A revisão ocorre após o corte de 1 p.p. feito pelo COPOM na semana passada e a sinalização que o ritmo do próximo corte deverá ser mais moderado, porém sustentado pela desaceleração da inflação corrente e com foco em dar impulso à atividade econômica. Esses potenciais efeitos da SELIC ainda mais baixa também foram refletidos nas previsões de mercado, sendo que a estimativa mediana para o IPCA passou de +3,38% para +3,14% para este ano e a expectativa para o PIB de 2017 subiu para +0,6% ante os +0,5% previstos pela mediana da semana anterior. Dessa form a, acreditamos que a curva de juros futuros poderá se ajustar as novas previsões e o mesmo pode ocorrer no mercado de ações, com as empresas que são bastante afetadas pela SELIC, tanto positivamente quanto negativamente, buscando uma nova precificação.

IGP-M registra aceleração. O índice registrou taxa de variação de 0,34%, na apuração referente ao início de setembro, ante o mesmo período de apuração do mês de agosto, que registrou variação negativa de 0,03%. Este resultado reflete a elevação do índice de preços ao produtor amplo que registrou variação de 0,55%, ante queda de 0,19% em agosto. Já o índice de preços ao consumidor apresentou taxa de variação negativa de 0,12%. E o índice nacional de custo da construção ficou praticamente estável em relação a agosto, saindo de 0,18% para 0,19%.

IPC-S reporta desaceleração. O índice registrou variação de 0,10%, ficando 0,03 p.p. menor se comparado à taxa anterior. Nesta apuração, cinco das oito classes de despesa do índice apresentaram reduções, com a maior contribuição partindo do grupo habitação que saiu de 0,23% para 0,04%.
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Bolsas em alta. Após uma semana de muita tensão, que começou com o teste nuclear norte coreano e terminou à espera do furacão Irma, as Bolsas abriram essa nova semana em alta em um dia sem indicadores relevantes esperados lá fora. A aversão ao risco causada pelos movimentos de Kim Jong-un parece se dissipar um pouco. Além disso, o furacão Irma perdeu força nos últimos dias e as estimativas do custo com estragos causados por ele devem ser menores que o previsto inicialmente, apesar do estrago e das perdas serem enormes. Por aqui, os últimos desdobramentos da Lava Jato enfraqueceram o procurador geral da República em seus últimos dias no cargo, e, consequentemente, a segunda denúncia contra Temer, o que também deve trazer uma pressão positiva no índice paulista.
 

 

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Fim do acordo de acionistas da Rumo (RAIL3). Como já era esperado desde o anúncio da possível nova oferta de ações, que destacamos na publicação matinal da última sexta-feira, o acordo celebrado entre a Cosan Logística (RLOG3) e o BNDESPAR, controladores da companhia, foi rescindido pelas partes. Isso porque o braço de participações societárias do banco de fomento estaria obrigado a fazer aportes no âmbito da oferta de ações para manter sua parcela do capital da Rumo, o que no contexto atual do banco não seria viável. Em nossa avaliação, era questão de tempo para o distrato do acordo de acionistas ser anunciado, reforçando a tese de que a Rumo fará uma nova capitalização de mercado e, em razão disto, acreditamos que seus papéis ficarão pressi onados no curto prazo em bolsa.

Petrobras (PETR4) celebra acordo com a Shell. As companhias firmaram acordo para estabelecer a colaboração mútua de longo prazo, com foco operacional e em ativos onde as duas já atuam em parceria (atualmente em 10 consórcios de exploração e produção). O objetivo desse acordo "é o compartilhamento de experiências e melhores práticas, visando redução de custos nas atividades de construção de poços, logística e segurança de aviação" e, portanto, será formado um comitê de representantes de ambas as companhias para avaliação conjunta das atividades que levem a possíveis desenvolvimentos nos processos operacionais. Além disso, a Petrobras também anunciou a prorrogação do prazo para assinatura dos termos de confidencialidade e m sete conjuntos de campos em águas rasas (que somam 30 concessões) para o próximo dia 29/09, tendo em vista "o interesse do mercado em participar do processo". Essas novidades devem favorecer o desempenho das ações PETR4.

Magnesita (MAGG3) vende negócios de tijolos de magnésia. A companhia celebrou acordo definitivo com a Intocast AG para vender seus ativos relacionas à produção e fornecimento de tijolos de magnésia carbono, produzidos em Oberhausen, na Alemanha, por € 20,3 milhões, ou cerca de R$ 75,3 milhões. Essa transação está relacionada com a fusão com a austríaca RHI, anunciada em outubro de 2016, sendo a venda condição precedente para aprovação do negócio pela Comissão Europeia. A expectativa é que a conclusão dessa venda ocorra no último trimestre desse ano, após a admissão das ações da RHI Magnesita no segmento Premium da Bolsa de Valores de Londres, prevista para outubro. De toda forma, a notícia não deve trazer influência significativa sobre seus papéis no pregão de hoje.
 

AGENDA DE DIVIDENDOS
 

Bons negócios.


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