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Notícias

13/09/2017

Diário Matinal Coinvalores - 13 de setembro de 2017

 

Bom dia,

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IPC apresenta desaceleração. O índice de preços ao consumidor de São Paulo registrou leve alta de 0,05% na primeira quadrissemana de setembro, abaixo do resultado anterior. Este desempenho reflete o recuo nos preços de alimentos e combustíveis.

Setor de serviços recua em julho. O setor de serviços recuou 0,8% contra junho. No mês passado o setor cresceu 1,3%. Já no comparativo anual de jul/17 contra jul/16, o setor de serviços apresentou queda de 3,2%, número pior que o reportado em junho que já havia apresentado redução de 3,0%. O único segmento que apresentou elevação foi o de serviços prestados às famílias.
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Dados sem grandes surpresas na Europa. Na Alemanha, o CPI de agosto veio em linha com o esperado, em 0,1% na comparação mensal e 1,8% na anual. A inflação na maior economia da zona do euro segue um pouco abaixo da meta, apesar do crescimento econômico robusto no primeiro semestre do ano. A dúvida é em relação a uma desaceleração desse crescimento por lá nesse final de ano. No Reino Unido, apesar da queda na taxa de desemprego de julho, que ficou em 4,3%, contra resultado anterior e projeção de 4,4%, a notícia negativa é que o rendimento dos trabalhadores cresceu abaixo do esperado em agosto, abaixo da inflação do período, adicionando um novo ingrediente à reunião do comitê de política monetária do BoE, amanhã. A expectativa ainda é de manutenção dos juros, mas com sinalização mais forte de alta nas próximas reuniões. Por fim, saíram os dados de emprego no 2T17 e de produção industrial de julho na zona do euro. O número de empregados no bloco subiu 0,4% em relação ao 1T17, dentro do esperado. Da mesma forma, a produção industrial não trouxe grandes surpresas, trazendo alta de 0,1% na comparação mensal e 3,2% na anual, apenas levemente abaixo do esperado.

Inflação em destaque nos EUA. Isso porque os dados de agosto sobre a inflação ao produtor devem balizar as apostas em torno da postura do FED na reunião da próxima semana, a despeito do consenso na expectativa de manutenção dos juros, pois ainda há incertezas sobre o timing do início do programa de desmobilização de ativos. A mediana das estimativas do mercado aponta para uma aceleração no PPI, tanto na comparação mensal quanto na anual. O núcleo, que exclui itens de maior volatilidade, também deve avançar, com alta de cerca de 1,9% em doze meses. Além disso, a agenda norte-americana ainda conta com a divulgação do resultado fiscal de agosto e do estoque de petróleo bruto na primeira semana de setembro.
   
China apresentara os dados de produção industrial. O destaque da agenda na China são os dados da produção industrial que serão divulgado somente à noite, com expectativa de leve melhora, chegando a alta de 6,6% no ano, ante o último resultado de 6,4%. E também sairá as vendas no varejo com projeção de alta de 10,5% em agosto.

Bolsas sem direção definida. Na Europa, repercutindo os dados divulgados mais cedo (comentados acima), a Bolsa londrina opera em leve queda, enquanto o DAX de Frankfurt abriu em leve alta, com os dados sem surpresas na Alemanha. Na Ásia, sem grandes indicadores na agenda, o dia também foi misto, sem uma direção definida.
 

 

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Azul (AZUL4) anuncia oferta secundária de ações. Alguns acionistas da cia aérea vão vender cerca de 40 milhões de ações da Azul em uma oferta com esforços restritos. O montante equivale a cerca de 12,8% das PNs da Azul. Considerando o fechamento de ontem, a oferta pode movimentar pouco mais de R$ 1 bilhão. Como a oferta é secundária (não há diluição) e com esforços restritos, não esperamos grande impacto dela nos papéis da companhia.

Península revisa seus contratos de locação para o Grupo Pão de Açúcar (PCAR4). O Grupo Pão de Açúcar foi notificado pela Câmara de Comércio Brasil-Canadá acerca de pedido de instauração de arbitragem em seus contratos de locação de imóveis, por parte da família Diniz. O processo visa revisar o cálculo do valor locatício, assim como outras questões operacionais relacionadas às lojas de propriedade da Península, no decorrer do ano de 2005. Segundo a GPA os contratos asseguram à companhia o uso e a exploração comercial dos referidos imóveis por 20 anos a contar da sua celebração, renováveis por mais 20 anos, a critério exclusivo da GPA, e regulam o cálculo dos valores de locação. A família Diniz tem hoje 62 imóveis alugados ao GPA. Também foi mencionado que esta avaliação não afetará a continuidade das locações, contratualmente asseguradas. Ainda, a GPA declara que as pretensões da Península são infundadas, e acredita que conseguirá anular este processo. Contudo, não acreditamos que as ações do Pão de Açúcar possam sofrer com esta avaliação, mesmo assim vamos manter a atenção.

Déficit da Petros e gestão da dívida no radar da Petrobras (PETR4). A estatal pré-pagou um financiamento de US$ 1,13 bilhão obtido com JP Morgan, cujo vencimento era entre junho de 2019 e março de 2020, e, em contrapartida, contratou outra linha de crédito, com a mesma instituição, no valor de US$ 847,5 milhões e vencimento em 2022. Esse movimento está alinhado com sua estratégia de alongar os prazos e reduzir os custos da dívida. Entretanto, o destaque dessa quarta-feira recai, principalmente, sobre o plano de equacionamento do déficit da Petros, que será distribuído entre as patrocinadoras (Petrobras, BR Distribuidora e Petros) e os participantes e assistidos do Plano Petros do Sistema Petrobras. Dessa forma, a Petrobras terá que desembolsar R$ 12,8 bilhões e a BR outros R$ 0,9 bilhão, de forma decrescente ao longo de 18 anos, sendo o total de R$ 1,489 bilhão no primeiro ano. Esse déficit já esta contemplando nas demonstrações financeiras da companhia, não impactando o resultado de 2017, ainda assim, a novidade deve pressionar suas ações no pregão de hoje.

Ser Educacional (SEER3) fará oferta privada de ações e assina due diligence para aquisição. Ontem, o conselho de administração da companhia aprovou o aumento de capital social mediante subscrição privada de ações, isto é, os atuais acionistas da companhia terão direito de preferência na oferta ao preço de R$ 28,80 por ação, bem abaixo da cotação de fechamento de ontem R$ 31,90 e, portanto, nossa recomendação é para que os investidores exercerem seu direito de subscrição. Essa oferta que poderá chegar, no máximo, a R$ 400,0 milhões, já conta com compromisso firme de R$ 236,6 milhões por meio do acordo celebrado entre o acionista controlador, José Janguiê Diniz, e o banco Credit Suisse. Segundo a empresa, os recursos oriundos da oferta serão destinados ao financiamento da expansão dos seus negócios, seja via aquisições ou crescimento orgânico que engloba a expansão dos polos de ensino à distância (EAD) e investimentos em novas unidades presenciais. Além dessa oferta primária, o acionista majoritário (detentor de 70% do capital) e fundador da Ser comunicou sua intenção de vender cerca de 11,1% do total de ações da companhia no mercado secundário, o que tende a colocar pressão vendedora nos ativos SEER3, mas também aumentar a liquidez nas negociações em bolsa. Concomitantemente à divulgação dessa oferta privada, a Ser informou que assinou recentemente o compromisso que lhe assegura exclusividade para realizar diligência (due diligence) com uma empresa que atua no ensino superior que, de acordo com o jornal Valor Econômico de hoje, é o grupo Uniasselvi. Como destacamos no diário de ontem, a instituição de EAD tem mais de 120 mil alunos distribuídos em cerca de 70 polos ativos e recentemente obteve autorização do MEC para abrir mais 150 polos de EAD por ano. Para efeitos de comparação, a Ser tem 158 mil alunos, sendo que somente 8,7 mil são estudantes de EAD. Ou seja, se as negociações de fato ocorrerem e tiverem um desfecho positivo, sobretudo em relação ao preço da aquisição, será uma incorporação transformacional, uma vez que a Ser praticamente dobraria de tamanho. Estamos acompanhando de perto o noticiário e analisando os desdobramentos dessa possível transação. Contudo, seguimos recomendando o posicionamento nas ações SEER3.

CVC (CVCB3) prepara emissão de debêntures. Os papéis não serão conversíveis em ações da empresa. Pretende-se levantar R$ 600,0 milhões com os títulos de dívidas que terão vencimento em 2021, sendo que a companhia espera pagar juros correspondentes à 107,5% da variação anual do CDI. De acordo com a CVC, os recursos serão totalmente destinados ao reforço do capital de giro e, eventualmente, ao pagamento de dívidas. A companhia possui confortável situação financeira, com o indicador dívida líquida/EBITDA em 1,5x neste 2º Trim/17, e acreditamos que a captação da empresa ocorra sem grandes dificuldades.
 

AGENDA DE DIVIDENDOS
 

Bons negócios.


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