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21/09/2017

Diário Matinal Coinvalores - 21 de setembro de 2017

 

Bom dia,

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RTI sinaliza uma redução mais moderada na SELIC. No Relatório Trimestral de Inflação, o Banco Central elevou a projeção de crescimento de 0,5% para 0,7% do PIB para este ano, justificando que os "indicadores de maior frequência, recentemente divulgados, têm mostrado surpresas positivas, ensejando perspectivas favoráveis para o crescimento da atividade". No que se refere às projeções de inflação, no cenário de mercado do BC, o IPCA encerrará 2017 em torno de +3,2%, ante +3,8% no RTI de junho. Com isso, entende-se que a queda na taxa básica de juros deverá continuar nas duas próximas reuniões deste ano, porém que "em razão do estágio do ciclo de flexibilização monetária, o Comitê vê, neste momento, como adequada uma redução moderada na magnitude de flexibilização monetária". Deixando claro que a tendência é de que o corte nos juros fique em 0,75 p.p., ao invés do 1%, mas reforçando a visão que a taxa encerre o ano em 7%.

IPCA-15 veio exatamente nesse mesmo sentido. Agora pela manhã saiu o dado de inflação preliminar de setembro que continuou a apurar desaceleração, até mesmo sobre as estimativas de mercado. O indicador avançou 0,11%, ligeiramente abaixo da mediana das projeções (+0,12%), mas bem inferior aos +0,35% registrados na leitura do mês passado. A deflação no grupo de alimentos e bebidas, bem com o arrefecimento na variação dos preços dos grupos de habitação e transportes explicam, em boa medida, a desaceleração desse resultado.
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Decisão do FOMC e discurso de Yellen não trouxeram surpresas. O FOMC decidiu na reunião finalizada ontem que os juros permanecem no intervalo entre 1,0% e 1,25%, em decisão unânime. E como já era esperado, anunciou o início do processo de redução do balanço patrimonial, em outubro. Vale ressaltar que tanto o comunicado quanto a fala da chair, vieram em linha com o cenário de mais um aumento nos juros ainda este ano. Esta avaliação está ancorada nos últimos dados do cenário econômico que vieram com melhoras no mercado de trabalho e no consumo das famílias, além disso, os efeitos negativos da passagem dos furações sobre a economia foram menores que o esperado. Ainda assim, em seu discurso, Yellen afirmou que o Fed continuará monitorando os próximos dados de inflação, para só então ajustar a política monetária, o que deixa ao menos uma janela aberta para alta dos juros só em 2018. A agenda americana começa hoje com os números de pedidos de desemprego do Departamento do Trabalho e a sondagem industrial do Fed da Filadélfia, os principais do dia.

Bolsas em leve alta nessa quinta. As principais Bolsas do mundo operam em leve alta hoje, na esteira da decisão sem surpresas do FOMC, ontem. Na China, o dia é de queda moderada, repercutindo o downgrade do país pela S&P, que citou elevação dos riscos com a alta do crédito por lá. Por aqui, também devem movimentar a Bolsa o relatório trimestral de inflação e o IPCA-15 divulgado há pouco.
 

 

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São Carlos (SCAR3) vende empreendimento em SP. A companhia anunciou a venda do Centro Empresarial do Aço por R$ 296 milhões. O centro tem duas torres classe A, na região do Jabaquara, em SP, e a companhia tinha cerca de 33 mil m² de área locável lá. Calculamos um cap rate normalizado (considerando vacância zero) para a operação em torno de 8,9%, número que consideramos muito bom, especialmente no atual cenário. Continuamos a recomendar os papéis da companhia, presentes já há alguns meses em nossas carteiras recomendadas, que se beneficiam do movimento de queda de juros e da perspectiva de recuperação econômica para os próximos anos.

Multiplan (MULT3) compra participação em shopping. A companhia anunciou que o Conselho Deliberativo do Atlético Mineiro (sim, o clube de futebol) aprovou a proposta da companhia pela participação do clube no DiamondMall, em Belo Horizonte por R$ 250 milhões. O empreendimento foi desenvolvido pela Multiplan, nos anos 90, em um terreno que é do clube, por isso, o Galão da Massa tinha a participação de 50,1% no shopping. O terreno era arrendado até 2026, contrato que foi prorrogado até 2030. O shopping tem a segunda maior venda por m² do portfólio da companhia e está 98,7% ocupado. Consideramos a aquisição favorável para a companhia, especialmente pela qualidade do ativo.

Even (EVEN3) vende torre corporativa. A venda da torre de um empreendimento lançado em 2013 foi por R$ 204,5 milhões, que serão pagos em até 30 dias. A Even tem participação de 50% no empreendimento. Notícia positiva para a companhia que deve ter seu resultado do 3T17 muito beneficiado pela operação, já que boa parte da venda deve ser reconhecida como receita "na veia" já que o empreendimento está em fase avançada.

Demanda de investidores surpreende no leilão de ações do Fleury (FLRY3). Ontem, a Advent pretendia alienar apenas 5,87% do total das ações do Grupo Fleury que detinha pelo preço de R$ 27,25, porém a demanda dos investidores pelos papéis do grupo de medicina diagnóstica foi tão superior à oferta que a gestora private equity se desfez de toda sua posição (14,5% do capital social) ao preço final de R$ 28,61, totalizando R$ 1,3 bilhão de recursos para a Advent. O otimismo dos acionistas tende a se manter no curto prazo com as ações FLRY3.

Locamerica (LCAM3) antecipa vencimento de dívida. Seguindo a estratégia de reduzir o custo de seu endividamento, a companhia anunciou que quitou antecipadamente as debêntures emitidas ano passado no montante de R$ 190,0 milhões. Cabe destacar que esses títulos seriam remunerados através da variação do CDI mais 3% a.a., encargo financeiro bastante acima da captação feita no mês passado pela companhia que ficou com CDI mais 1,4% de taxa anual. Vemos com bons olhos essa antecipação que deverá reduzir as despesas financeiras nos próximos resultados da Locamerica.

Oi (OIBR4) deve divulgar novo plano dia 27. O presidente da operadora, Marco Schroeder, anunciou ontem que a nova versão do plano de recuperação judicial da empresa será apresentada no próximo dia 27 e que deverá incluir o aumento de capital de R$ 8 bilhões. O plano será submetido à votação na assembleia geral de credores no dia 9 de outubro, em meio às negociações para ajustar os termos da dívida, especialmente com os bondholders e a Anatel. A confirmação da eminente capitalização de mercado no montante superior ao previsto anteriormente (cerca de R$ 4 bilhões) poderá pressionar os ativos da companhia no pregão de hoje.
 

AGENDA DE DIVIDENDOS
 

Bons negócios.


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