Menu

Notícias

22/09/2017

Diário Matinal Coinvalores - 22 de setembro de 2017

 

Bom dia,

1

A prévia da Sondagem da Indústria apresenta ligeira alta. O indicador de setembro apresentou ligeira alta de 0,1 ponto em relação ao número final de agosto, ficando em 92,3 pontos. Com o propulsor desta alta sendo o índice de expectativa que aumentou em 0,7 ponto, ficando em 95,1 pontos, já o índice de situação atual caiu para 0,4 ponto, ficando em 89,6 pontos. E o nível de utilização da capacidade instalada da indústria apresentou queda de 0,1 p.p., ficando em 74%.

Sondagem do consumidor avança. O índice de confiança do consumidor apresentou elevação de 1,4 ponto em setembro, atingindo 82,3 pontos, em comparação com o último resultado. O indicador que mais contribuiu para este desempenho foi o índice de expectativas, já que o índice de situação atual ficou praticamente estável. Este resultado vem refletindo a percepção de melhora no mercado de trabalho e o menor temor quanto à crise política.
a

PMIs da zona do euro apresentam crescimento. O índice composto da zona do euro subiu para 56,7 em setembro, ante os 55,7 de agosto, ficando também bem acima da expectativa de mercado que aguardava uma queda do indicador, esperando que ficasse em 54,8 pontos. Este é o maior nível em quatro meses, segundo dados da IHS Markit. E o PMI industrial também veio maior que o reportado anteriormente e que a projeção de mercado, ficando em 58,2 em setembro, ante os 57,4 de agosto, alcançando o maior patamar em 79 meses. Já o PMI de serviços do bloco apresentou elevação, ficando em 55,6 na prévia de setembro, ante agosto que veio em 54,7 pontos. Neste caso, a projeção do mercado era de uma alta marginal do indicador, a 54,8 pontos. E na Alemanha, os PMIs também apresentaram elevação, com destaque para o PMI de serviços que ficou em 55,6 pontos, ante os 53,5 em agosto.

Nos EUA, atenções voltadas para os membros do Fed e indicadores de atividade. Depois das decisões do Fed e do discurso de sua presidente, Janet Yellen, na quarta, hoje outros dirigentes regionais deverão indicar os próximos passos da autoridade monetária norte americana. O presidente de San Francisco, John Williams, fala durante esta manhã em Zurique, enquanto Esther George, presidente do Fed de Kansas, fala às 10h30 e, por fim, Robert Kaplan, faz discurso às 14h30. Já a agenda macroeconômica reserva a divulgação das sondagens preliminares para o mês de setembro, em que se espera certa estabilidade em relação à leitura anterior.

Coréia do Norte volta ao radar. As novas ameaças do líder norte-coreano, Kim Jung-un, nesta sexta-feira afetam um pouco os rumos do mercado bursátil. Na Ásia, a sessão foi de leve perdas nos principais índices de ações. Já na Europa, as bolsas operam próximas da estabilidade, com pequena tendência de alta, na esteira dos dados econômicos divulgados hoje cedo e que comentamos acima. Por fim, cabe destacar a forte queda, novamente, na cotação do minério de ferro que também deverá influenciar os mercados hoje.
 

 

a
Eztec (EZTC3) anuncia venda da segunda torre das EzTowers. A companhia anunciou o negócio com a Brookfield no valor de R$ 650 milhões, a serem pagos à vista. Boa notícia para a EzTec, por considerarmos o valor bem favorável. Vale lembrar que a São Carlos (SCAR3) pagou R$ 564 milhões pela torre A do mesmo empreendimento, o que pode trazer até um impacto positivo indireto para os papéis da administradora de propriedades, tendo em vista que a venda atual afeta a precificação do seu ativo. A operação ainda depende de alguns fatores, como a finalização da operação que vai financiar a aquisição pela Brookfield.

Sócio da BrMalls (BRML3) quer exercer opção de venda. Em 2011, a BrMalls comprou 70% de uma companhia que detém quatro shoppings no Paraná. Os sócios que têm os 30% restantes têm uma opção de venda dessa participação, no valor de R$ 520 milhões (valor atualizado). Os 70% foram adquiridos por R$ 792 milhões. A opção de venda, porém, só pode ser exercida caso os papéis da BrMalls estejam acima de R$ 18,28, sendo que os papéis fecharam em R$ 14,70, ontem. Consideramos o preço elevado. A BrMalls, em fato relevante, divulgou o NOI (que é a receita bruta menos os custos dos shoppings - sem considerar depreciação) desses ativos em 2016 e o projetado para o centro em construção, totalizando R$ 35,7 milhões (ajustado pelos 30%). Então o valor da opção de venda sobre o NOI dos shoppings é de cerca de 15x. O mercado hoje paga, pela BrMalls, cerca de 10x o NOI de 2016. Ainda assim, o fato que a opção depende do preço da ação bater R$ 18,28 pode diminuir a pressão sobre os papéis da companhia no curto prazo.

Multiplan (MULT3) vai pagar JCP. A companhia anunciou proventos de R$ 0,276 (valor já líquido) por ação. Os acionistas têm até o dia 26 de setembro para se posicionarem no papel, já que estes acordam ex-JCP no dia 27. O pagamento, no entanto, só ocorrerá em 31 de maio do ano que vem. Yield da operação também é pequeno, 0,3%.

RD (RADL3) anuncia distribuição de proventos. A companhia comunicou que irá distribuir JCP no valor líquido de R$ 0,131478 por ação. Farão jus aos proventos os acionistas que estiverem posicionados até o dia 27 de setembro, com o pagamento programado somente para o ano que vez, dia 31 de maio. O yield da operação é de 0,2%.

Novamente, Receita Federal autua B3 (BVMF3). O caso já é bastante conhecido pelo mercado, pois se refere ao ágio gerado quando a BM&F incorporou as ações da Bovespa em maio de 2008, amortizando, para fins fiscais, esse ágio nos exercícios de 2012 e 2013, anos que a Receita Federal questiona através desse auto de infração. Em valores corrigidos, incluindo multas e juros, o total da autuação é de R$ 3,0 bilhões. A B3 já informou que apresentará o pedido de impugnação ao referido auto de infração e que reafirma que o ágio foi constituído regularmente, além de que continuará a amortizar esse ágio na forma da legislação vigente. De todo modo, o recebimento dessa autuação deverá refletir negativamente em seus papéis em bolsa.

Rumo (RAIL3) fará nova capitalização com suporte da Cosan Logística (RLOG3). Ontem, o conselho de administração da companhia aprovou a realização da oferta pública primária de, inicialmente, 220,0 milhões de ações, o que com o fechamento de ontem (R$ 10,39) equivale a um aumento de capital na ordem de R$ 2,3 bilhões, mas o preço por ação será determinado pelo procedimento de bookbuilding. Cabe destacar que a sua controladora, a Cosan Logística, já aprovou também um aumento de capital privado no montante de R$ 750,0 milhões que serão integralmente alocados na capitalização da Rumo. Os ativos RAIL3 deverão ficar pressionados em bolsa em meio à nova capitalização de mercado.

JSL (JSLG3) pretende fazer nova abertura de capital de subsidiária. Após a reorganização societária feita em 2016 que culminou no IPO da Movida (MOVI3) em fevereiro deste ano, o grupo logístico anunciou que está avaliando a possibilidade de uma oferta pública inicial de ações de sua empresa que concentra as atividades de locação e comercialização de ativos pesados (caminhões e máquinas), operação de extrema relevância para a companhia. No nosso entendimento, essa possível transação poderá destravar significante valor para a JSL, o que pode ser bem recebido pelo mercado já no pregão de hoje.

JCP da Locamerica (LCAM3). A companhia distribuirá juros sobre o capital próprio no montante de R$ 5,4 milhões, aproximadamente R$ 0,07 bruto por ação e correspondente a um yield de 0,5%. Os acionistas posicionados ao fim do pregão de 26 de setembro terão direito aos proventos, as ações ficam ex-JCP a partir da próxima quarta-feira e o pagamento será feito em 06/10/2017.

O Carrefour Brasil (CRFB3) aprovou emitir R$ 2 bilhões e ainda elegeu o novo diretor- presidente. Em comunicado na manhã de hoje o Carrefour anunciou que o atual diretor-Presidente, Charles André Pierre Desmartis foi substituído por Noël Prioux. Esta mudança aconteceu, depois da renúncia do antigo presidente, em 21 de setembro, porém com efeitos a partir de 2 de outubro de 2017. Além disso, também foi anunciada a aprovação da 2ª emissão de notas promissórias no valor total de R$ 2,0 bilhões.
 

AGENDA DE DIVIDENDOS
 

Bons negócios.


« Voltar