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Notícias

26/09/2017

Diário Matinal Coinvalores - 26 de setembro de 2017

 

Bom dia,

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Nova tentativa de leitura do processo contra Michel Temer. A agenda de hoje, além de alguns indicadores, que sairão a partir das 10h30, como os dados de contas externas, com perspectiva de mercado para um déficit de US$ 1,2 bilhão a superávit de US$ 623 milhões nas transações correntes e uma projeção mais positiva para os investimentos diretos, teremos mais uma tentativa de leitura na Câmara dos Deputados da segunda denúncia contra o presidente Temer. A nova tentativa de leitura está marcada para às 11h30 já que ontem a leitura foi suspensa por não ter quórum mínimo de 51 parlamentares para abertura da sessão.

INCC reporta redução em relação ao mês anterior. O índice nacional de custo da construção apresentou variação de 0,14%, abaixo do resultado do mês anterior, que foi de 0,40%. O grande propulsor deste desempenho foi o índice de mão de obra que veio negativo em 0,04%, ante a variação positiva de 0,56% do mês anterior. Já o índice relativo a materiais, equipamentos e serviços registrou variação de 0,37%, em setembro, ante os 0,20% de agosto. E entre as capitais, três delas apresentaram desaceleração em suas taxas, Recife, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Em contrapartida, Salvador, Brasília, Belo Horizonte e São Paulo registraram aceleração.
   
Sondagem da Construção avança em setembro. O índice de confiança da construção apresentou aumento de 1,4 ponto em setembro, ficando em 77,5 pontos. Esta melhora reflete tanto a percepção sobre o momento presente do empresário quanto às perspectivas de curto prazo. Com o índice de expectativas avançando em 1,8 ponto, ficando em 89,2 pontos. E o índice de situação atual que apresentou elevação de 1,1 pontos, para 66,2 pontos. O nível de utilização da capacidade vem apresentando consecutivos avanços nestes últimos três meses, alcançando 65,6%, alta de 3,5 p.p., em relação ao mês anterior. Vale comentar que, mesmo com essa forte elevação no nível de utilização da capacidade, ainda é muito cedo para traçar um panorama de forte recuperação da atividade, já que o NUCI ainda está abaixo da média histórica.
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Atenções voltadas à Yellen nos EUA. O dia é de agenda um pouco mais carregada nos EUA, especialmente no tocante a discursos de representantes do Fed. O principal deles se dará no começo da tarde, quando a chair do banco central americano, Janet Yellen, se pronunciará em uma conferência econômica em Cleveland. Entre os indicadores, às 10h saem os preços de residências, que devem mostrar aceleração, assim como as vendas de novas moradias, que sai às 11h. Mais tarde teremos a confiança do consumidor que deve trazer leve desaceleração e a sondagem industrial do Fed de Richmond, na Virginia, que também deve vir menor. O mercado, porém, deve ser movimentado mesmo pelo discurso de Yellen, que pode dar um pouco mais de cor quanto ao timing da elevação dos juros por lá.

Bolsas próximas da estabilidade. A terça-feira é de pequenas variações nas Bolsas ao redor do mundo. Ontem, os mercados operaram pressionados pela retórica beligerante de Pyongyang, o que ainda influencia os mercados hoje. O principal destaque é a queda de 0,33% em Tóquio, após um pregão positivo por conta dos anúncios do primeiro-ministro japonês, comentados ontem. Por aqui, ainda que a aversão ao risco global continue abrindo espaço para realização de lucros, a alta do minério pode dar um fôlego a alguns setores.
 

 

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CADE aprova pequena aquisição da Movida (MOVI3). O órgão antitruste brasileiro aprovou a transação que envolve a compra da Fleet Services, empresa do segmento de locação corporativa de veículos premium, pela Movida. Após essa aprovação regulatória, a companhia convocará os acionistas para aprovar os termos da operação. Cabe, então, lembrar que o preço da transação será de R$ 22,0 milhões, sendo que a Movida vai assumir as dívidas da Fleet Services, que são estimadas em R$ 17,0 milhões, desta forma, o desembolso pela compra será de aproximadamente R$ 5,0 milhões. A transação corresponde a R$ 143,7 mil por carro (de acordo com a frota total de 153 veículos informada em ago/17), mas a comparação com outras operações no setor é desequilibrada já que a frota da Fleet Services é composta por carros de luxo como Land Rovers, BMWs e Porsches. A Movida contava em jun/17 com uma frota total de mais de 70 mil veículos, portanto, essa operação representará muito pouco no consolidado da companhia neste momento. Embora seja uma pequena aquisição, abre-se uma oportunidade para a Movida expandir sua oferta de veículos para um segmento de mercado com maior ticket médio e, com isso, consideramos que suas ações podem reagir positivamente no pregão de hoje.

Grupo CVC (CVCB3) reorganiza empresas adquiridas. A companhia de viagens comunicou que irá incorporar as suas subsidiárias recém-compradas, Read e Reserva, visando melhorar sua estrutura organizacional e redução de custos operacionais. Os gastos com a incorporação estão estimados em R$ 500,0 mil, bastante pequeno frente os potenciais ganhos que o grupo deverá ter adiante. Nesse sentido, as ações CVCB3 podem reagir positivamente no curto prazo.

Alongamento da dívida da Tegma (TGMA3). A companhia conseguiu a aprovação dos seus debenturistas para reestruturar parte importante do seu endividamento. Haverá a antecipação do vencimento de R$ 50,0 milhões de principal somado aos juros do período de dez/17 para o próximo dia 28, enquanto que a amortização de R$ 50,0 milhões prevista para dez/18 será postergada, parte para jul/20 e outra parte para jul/21, com elevação da taxa de juros original de CDI mais 1,75% a.a. para CDI mais 2,00% por ano. Com essa operação, a Tegma consegue alongar relevante parcela de seu endividamento e endereçar suas necessidades de caixa pelos próximos dois anos, pois quase 70% do principal da dívida vencerão somente em 2020. Os ativos TGMA3 tendem a responder positivamente à reestruturação da dívida.

Algar Telecom analisa fazer seu IPO na B3 (BVMF3). Diante da melhora na percepção dos investidores sobre mercado de ações brasileiro, a companhia do setor de telecomunicações informou que contratou instituições financeiras para assessorá-la na análise de uma eventual oferta inicial de ações na Bovespa, o que certamente contribuirá para os resultados financeiros da B3. A operadora possui concessão de telefonia fixa em 87 municípios de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul, bem como atua em regime de autorização em telefonia móvel por todo o país. Com o IPO, a Algar será mais uma integrante do setor de Telecom em bolsa, o que poderá deixar voláteis as ações das companhias (OIBR4/TELB4/VIVT4/TIMP3) no curto prazo.

Paranapanema (PMAM3) conclui reestruturação financeira. Ao cumprir todas as condições necessárias para a reestruturação de sua dívida, inclusive a captação de R$ 712 milhões por meio de oferta pública restrita de ações e debêntures, a companhia conseguiu reduzir sua dívida financeira em 28%. Também houve melhora no cronograma de amortização de cerca de 94% de sua dívida, que passa a ter prazo médio de 4,5 anos. A novidade, ainda que já esperada, deve trazer influência positiva para seus papéis no curtíssimo prazo.

AES Tietê (TIET11) realiza aquisições em energia solar. A geradora firmou acordo com a Cobra do Brasil, a fim de adquirir participação societária em cinco sociedades de propósito específico de usinas de fonte solar fotovoltaica, localizadas no município de Guaimbê - SP, que formam o Complexo Bauru Solar. O investimento pode chegar a R$ 650 milhões e inclui a aquisição e todos os custos envolvendo a implementação e entrada em operação comercial do negócio, prevista para maio de 2018. Ademais, a companhia também anunciou a conclusão da aquisição de outras três SPEs, detentoras de autorizações para a construção de usinas de fonte fotovoltaica, por R$ 75 milhões. Essas aquisições não têm grande relevância frente a capacidade instalada atual da companhia, porém estão alinhadas com sua estratégia de diversificação da matriz produtiva e do portfólio de contratação. Seus papéis podem reagir de forma marginalmente positiva.

Cemig (CMIG4) propõe aumento de capital. A oferta de cerca de R$ 1 bilhão prevê a subscrição de 200 milhões de novas ações, pelo preço de R$ 6,57 por ação preferencial. A proposta deve ser aprovada em Assembleia Geral Extraordinária marcada para o próximo dia 26/10, sendo que os acionistas posicionados no final desse dia poderão exercer o direito de preferência na subscrição entre 30/10 e 29/11, na proporção de cerca de 15,8% para cada ação da mesma espécie. O potencial de diluição dos acionistas é de 13,7% e o acionista controlador (Governo do Estado de MG) já manifestou que deve participar da oferta. Essa proposta decorre da delicada situação financeira da companhia, que encontra "restrições em sua capacidade de captar recursos de terceiros", podendo os recursos serem utilizados para redução de sua alavancagem, ou então para dar suporte para a elétrica tentar reaver parte das usinas hidrelétricas que devem ir a leilão nessa semana. De toda forma, a notícia deve pressionar suas ações no curto prazo.
 

AGENDA DE DIVIDENDOS
 

Bons negócios.


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