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Notícias

28/09/2017

Diário Matinal Coinvalores - 28 de setembro de 2017

 

Bom dia,

1IGP-M apresenta alta em setembro. O índice geral de preços de mercado apresentou elevação, variando em 0,47% em setembro, contra 0,10% de agosto, levemente acima da previsão de mercado de 0,46%. Já a variação acumulada em 2017, até setembro, é de -2,10% e, em 12 meses, o IGP-M registrou taxa de -1,45%. A grande contribuição para esta subida, no mês, foi o índice de preços ao produtor amplo que apresentou taxa de variação de 0,74%, quando no mês anterior trouxe taxa negativa. Já o índice de preços ao consumidor e o índice nacional de custo da construção ficaram no campo negativo.
   
Incerteza na economia recua. O indicador de incerteza da economia apresentou queda de 10,8 pontos em setembro, se comparado com o mês anterior, ficando em 119,3 pontos. Com três quedas consecutivas, o indicador chega à menor pontuação após a divulgação dos áudios da JBS, no entanto, ainda está acima da média histórica. Este forte recuo, tem como destaque a melhora na expectativa quanto à política econômica e a menor incerteza no campo político.

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Agenda americana. Ainda com o mercado repercutindo o plano de corte de impostos de Trump, a agenda americana já começa antes da abertura do mercado aqui, com a última revisão do PIB do 2T17, que deve vir um pouco acima da leitura anterior e pode manter o bom humor no pregão de hoje lá fora. Sobre o plano de Trump, não tivemos grandes novidades, impostos corporativos foram de 35% para 20% e todo o investimentos em novos equipamentos serão integralmente dedutíveis do lucro tributável. Esse ponto é bem relevante, especialmente pensando em efeitos no curtíssimo prazo. Porém, o fim de algumas outras deduções e benefícios fiscais, que irá compensar esse plano de corte de impostos, não foi acertado ainda entre os dois principais partidos americanos e pode ser uma dor de cabeça mais à frente. Entre os destaques da agenda de hoje, ainda temos os dados semanais de pedidos de auxílio desemprego e a balança comercial de agosto. No final da manhã, a presidente do Fed de Kansas City vai discursar, mas ela não tem direito a voto esse ano, nem terá no ano que vem, portanto o mercado não deve ser movimentado pela fala.

Confiança avança na Zona do Euro. O índice atingiu 113 pontos em setembro, nível que não era observado desde meados de 2007. O resultado anterior foi de 111,9 pontos e a expectativa era de um avanço marginal para os 112. O avanço se deu em praticamente todos os setores, com destaque para indústria e exceção em serviços financeiros. Em termos regionais, o maior avanço ocorreu nos Países Baixos, que avançou 1,9 pontos, seguidos pela Itália (+1,8) e Espanha (+0,5).

Já na Alemanha, inflação fica dentro do esperado. O índice de preços ao consumidor da maior economia da zona do euro avançou 1,8% na prévia de setembro, em doze meses, ficando estável na comparação com o mês anterior. Os preços de alimentos e energia foram os principais propulsores desse resultado, enquanto que a inflação no setor de serviços continuou mais moderada. A leitura final do índice deve ser divulgada no próximo dia 13/10.

Bolsas mais no campo positivo. A maioria das Bolsas lá fora opera, ou já fechou, em alta, na esteira do anúncio do plano de corte de impostos de Trump que comentamos anteriormente. No Japão, o mercado está otimista com as chances do atual primeiro-ministro na eleição que será realizada em outubro e os mercados seguem em alta. Entre as Bolsas que não seguem essa tendência, destaque para a China, pressionada pela queda do minério por lá, e para o FTSE londrino, que cai na expectativa acerca da coletiva de membros da União Europeia sobre os progressos na negociação do Brexit.
 

 

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Magazine Luiza (MGLU3) fixa o preço por ação em R$ 65,00. A companhia, em fato relevante, comunicou ao mercado que foi fixado o preço de R$ 65,00 para a sua oferta pública de ações, conseguindo captar R$ 1,14 bilhão (resultado da oferta primária), sendo ofertadas 17,6 milhões de novas ações, sem o incremento dos 15% do lote adicional. As ações começarão a ser negociadas na B3 amanhã, dia 29. A destinação dos recursos da oferta primária será para melhorias em sua malha logística, desenvolvimento da plataforma digital, além da inauguração de lojas novas e aquisição de empresas de tecnologia.

Camil (CAML3) estreia hoje. Mais uma empresa estreia na B3 em 2017. Depois do ajuste no preço, sendo fixado em R$ 9,00, abaixo da faixa indicativa anterior que variava entre R$ 10,50 e R$ 13,00, a companhia conseguiu captar R$ 1,319 bilhão.

Oi (OIBR4) pede adiamento de assembleia e não vota o novo plano. Ontem, foi realizada a reunião do conselho de administração da operadora em que seria analisada a nova versão do plano de recuperação judicial da companhia, porém o assunto sequer entrou em pauta em razão do pedido feito à Justiça para que sua assembleia de credores seja adiada em quinze dias, de 9 de outubro para o dia 23. Segundo a empresa, esse adiamento ocorreu em função de "um recurso apresentado por credores e atendido em parte pela Justiça recentemente altera a estrutura da assembleia de credores, ao determinar votação em separado por empresa para deliberar sobre um plano único", o que, na visão da companhia, altera a dinâmica da votação. Dessa forma, a aprovação ou não do novo plano fica em stand by, aguardando a decisão da Justiça. Já as ações OIBR4 é que não devem ficar paradas em bolsa diante das inúmeras incertezas que cercam a companhia.

Antecipação da dívida da Bematech é concluída pela TOTVS (TOTS3). A empresa de hardware que foi adquirida em 2015 tinha debêntures emitidas com custos superiores aos da TOTVS. O valor final da dívida (principal mais os juros remuneratórios) ficou próximo a R$ 46,0 milhões e não acreditamos que esse montante implicará em grande impacto no caixa de quase R$ 200,0 milhões registrados nesse 2º Trim/17 pela companhia. Avaliamos de maneira positiva a iniciativa da TOTVS de melhorar sua estrutura de capital, reduzindo o custo da dívida, o que também poderá ser bem recebido pelo mercado.

DASA (DASA3) conclui importante aquisição. A incorporação de um dos ativos mais cobiçados do setor de medicina diagnóstica, a rede de laboratórios Salomão Zoppi, foi aprovada em assembleia de seus acionistas, sendo que a transação envolve somente a emissão de novas ações do grupo. Cabe destacar que a rede Salomão Zoppi é formada por 11 unidades de atendimento, todas localizadas no estado de São Paulo, e caracteriza-se por atender o público da classe média alta. Apesar da restrita liquidez em bolsa, os ativos DASA3 deverão reagir positivamente à conclusão dessa operação.

Engie Brasil (EGIE3) leve duas usinas. A companhia arrematou as usinas hidrelétricas Jaguara e Miranda, pelo total de R$ 3,53 bilhões e ágio de 13,6% e 22,4%, respectivamente. Os empreendimentos somam 832 MW de capacidade instalada, o que corresponde a um crescimento de cerca de 11,8% frente a sua capacidade atual. Em termos financeiros a aquisição não suscita preocupações, haja vista a baixa alavancagem da companhia (dívida líquida / EBITDA de 0,5x no 2T17). O negócio deve trazer influência positiva para os papéis da companhia no curto prazo.
 

AGENDA DE DIVIDENDOS
 

Bons negócios.


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