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Notícias

29/09/2017

Diário Matinal Coinvalores - 29 de setembro de 2017

 

Bom dia,

1PNAD segue surpreendendo. A taxa de desocupação atingiu 12,6% no trimestre móvel encerrado em agosto, redução de 0,2 p.p. frente ao trimestre findo em julho e 0,7 p.p. ante o trimestre anterior (encerrado em maio). Esse desempenho, assim como nas divulgações anteriores, se deve principalmente ao maior número de empregados sem carteira assinada, onde a alta trimestral foi de 2,7%, e de trabalhadores por conta própria (+2,1%). O rendimento médio permaneceu estável no período em análise. No mesmo período de 2016, a taxa de desocupação estava em 11,8%.

Confiança em alta. Tanto em serviços quanto na indústria, o resultado de setembro foi o melhor desde 2014, com o maior nível de demanda corroborando com a melhor percepção dos agentes quanto a situação atual e o componente tendência dos negócios nos próximos seis meses impulsionando o índice de expectativas, em ambos os casos. O crescimento foi de 0,6 ponto na indústria, que atingiu 92,8 pontos, e de 2,4 pontos em serviços, ficando em 85,6. Outra semelhança entre as divulgações, foi a deterioração no índice de utilização da capacidade instalada, que se encontra em patamares ainda bastante aquém do ideal (73,9% na indústria e 81,5% em serviços), sugerindo que há espaço para recuperação.

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Agenda robusta nos EUA, com inflação em destaque. A expectativa é que os preços dos gastos com consumo apresente leve aceleração em agosto, mas que ainda continue aquém da meta de 2% imposta pelo banco central norte-americano. De toda forma, após o último discurso de Yellen, onde reforçou que a fraqueza na inflação é "temporária", a percepção é que nem mesmo um crescimento contido dos preços será suficiente para barrar uma nova alta dos juros em dezembro. Ainda assim, dados de renda e gasto pessoal seguem no radar nesta manhã, bem como o discurso do representante do Fed de Filadélfia, Patrick Harker, que tem direito a voto neste ano. Ademais, teremos a divulgação do PMI de Chicago, cuja estimativa é de leve arrefecimento, e da confiança do consumidor, que deve permanecer estável, ambos referentes a setembro.

PIB mais fraco no Reino Unido. A economia do Reino Unido apresentou menor crescimento neste 2º trimestre, com elevação de 1,5% na comparação anual do PIB, ficando abaixo da expectativa do mercado que apontava para uma alta de 1,7%. E na comparação com o trimestre anterior, o PIB variou 0,3%. Depois da decisão do Brexit, os números da economia no Reino Unido, neste ano, estão mais fracos, com o menor crescimento para um primeiro semestre desde 2012.

Inflação se mantém em baixa na zona do euro. O índice de preços ao consumidor da zona do euro apresentou elevação de 1,5% na comparação anual de setembro, ficando em linha com o reportado em agosto, no entanto, levemente abaixo da projeção de mercado, que apontava para uma alta de 1,6%. Já o núcleo do CPI veio menor que o reportado anteriormente e que a expectativa de mercado, apresentando elevação de 1,1% na mesma base de comparação, ante ao aumento de 1,2% de agosto. Este resultado mostra que a inflação da zona do euro continua distante da meta do BCE que é de uma taxa perto dos 2%.

Desemprego na Alemanha aponta mínima histórica. A taxa de desemprego da maior economia da zona do euro recuou para 5,6%, mínima histórica de setembro, em agosto a taxa estava em 5,7%. O número total de desempregados alcançou 2,50 milhões de pessoas no fim de setembro, caindo 23 mil, em comparação com o mês anterior, ficando também abaixo das perspectivas de mercado que esperavam por uma queda de apenas 5 mil. Este resultado indica que a atividade Alemanha vem se expandindo, apoiada em grande parte pelo consumo interno.

Dia de pouca oscilação das bolsas mundiais. Os mercados asiáticos fecharam praticamente estáveis no pregão de hoje, ainda que se tenham importantes indicadores chineses na agenda e em reflexo da nova queda do minério de ferro por lá. No mesmo sentido, a sessão na Europa é de leve ganhos com os principais índices de ações reagindo aos dados recém-divulgados, especialmente a inflação na região, e que comentamos. Por aqui, o mercado deverá ser influenciado pelos acontecimentos políticos, bem como pela ampla agenda de indicadores que serão apresentados nos EUA.
 

 

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Wiz (WIZS3) deve ter pregão movimentado com acordo entre CNP e Caixa Seguridade. A Caixa informou ontem que entrou em acordo com a CNP para a formação de uma nova JV que vai explorar os segmentos de seguro de vida, prestamista e previdência privada nas agências do banco. O novo acordo deve valer a partir do ano que vem até 2041. O acordo atual da Caixa Seguridade com a CNP valeria até 2021. Porém, ainda ficam algumas dúvidas em relação ao novo acordo. Por exemplo, o segmento habitacional, não parece estar contemplado no novo acordo. E segundo fato relevante "a CNP se comprometeu a renunciar (por si e suas subsidiárias) aos direitos de exclusividade de titularidade da atual parceria entre as partes (i.e. CNP, Caixa Seguros Holding e suas subsidiárias) para distribuição de produtos de seguridade no Balcão CAIXA, a partir de 1º de janeiro de 2018". Como fica a distribuição dos segmentos não presentes no novo acordo, a partir do ano que vem, não ficou claro. A Wiz deve divulgar em breve um comunicado com mais detalhes do impacto desse novo acordo para a companhia.

São Carlos (SCAR3) estaria negociando imóvel com a Rio Bravo. Segundo o Estadão, a Rio Bravo vai iniciar a captação de um fundo imobiliário para financiar a aquisição do antigo Edifício SulAmérica, que abrigava a sede da seguradora. No final do ano passado, a São Carlos anunciou um contrato com a escola Avenues que deve começar a operar por aqui no meio do ano que vem, utilizando o imóvel. Ainda é apenas uma especulação, mas pode mexer com os papéis no curto prazo. Reforçamos nossa visão positiva para SCAR3.

Multiplus (MPLU3) e Latam definem as regras para os programas de fidelidade da companhia aérea. A Multiplus e o Latampass vão continuar coexistindo, mas, para evitar concorrência entre os dois programas da mesma empresa, a Multiplus vai atuar como coalizão exclusiva da aérea no Brasil, no Paraguai, na América do Norte e na Europa, enquanto o Latampass explora o restante da America Sul e Central. Além disso, a Multiplus passará a ter acesso integral aos voos da Latam Chile. Vemos o anúncio como positivo, apesar de esperarmos pouco efeito nos resultados da companhia no curto prazo.

Vale lembrar dos proventos da SLC (SLCE3). Mesmo já tendo anunciado esta distribuição extraordinária dos dividendos da SLC, em nosso diário do dia 19/09, este tema merece novamente a atenção. A companhia anunciou o pagamento de R$ 200 milhões em dividendos, sendo distribuído R$ 2,06984 por ação. As ações ficarão ex-dividendos no dia 02 de outubro (SEGUNDA-FEIRA) e o pagamento será no dia 10 do mesmo mês. Consideramos que mesmo com as recentes altas de seus ativos em Bolsa, o investidor ainda será beneficiado com o ganho por meio dos proventos que ainda é bastante relevante. O dividendo yield está em torno de 8,31%.

Tivit (TVIT3) oficializa desistência do IPO. O cancelamento da oferta de ações da companhia se deu em razão da baixa demanda dos investidores e, consequentemente, da redução no preço a ser pago no âmbito do IPO. Segundo matérias publicadas pela imprensa, a empresa de tecnologia da informação só encontrou demanda ao preço de R$ 35,00 por ação, bem abaixo do piso previsto no prospecto preliminar (R$ 43/ação). Neste contexto, como a oferta era unicamente secundária, os acionistas vendedores, sobretudo o fundo APX Brazil, não estariam dispostos a receber menos do que o indicado inicialmente por suas participações na Tivit.

Melhora na captação de alunos da Anima Educação (ANIM3). A instituição de ensino superior apresentou os números da captação de alunos no 2º Sem/17, a base total registrou 95,1 mil estudantes matriculados, apenas 2,1% maior em relação ao mesmo período de 2016. Porém, o ingresso de novos estudantes mostrou boa recuperação, com a matrícula de 13,5 mil novos alunos de graduação, salto de 34,8% em relação ao registrado um ano antes. No entanto, acreditamos que os ativos ANIM3 não deverão reagir tão positivamente hoje em bolsa. Isso porque a pequena evolução na base total de alunos se deu pela maior taxa de evasão entre os períodos, o que deverá chamar a atenção dos investidores.

Contax (CTAX3) emitirá debêntures conversíveis em ações da companhia. Em meio ao processo de reperfilamento do seu endividamento, o conselho de administração da Contax aprovou ontem a emissão de novos títulos de dívida que podem chegar até o montante de R$ 1,1 bilhão. A emissão será em quatro séries, sendo que (i) a primeira (não conversível) vencerá em 2027 e espera-se que os juros remuneratórios fiquem com a variação do CDI acrescida de sobretaxa entre 1,25% e 2,50% ao ano; (ii) a segunda que também não será conversível em ações terá prazo de vencimento em 2030 ao custo do CDI+2,50% a.a.; e (iii) a terceira e quarta série serão conversíveis em ações CTAX3, ao preço de referência de R$ 4,89, e terão vencimento em 2030 e 2035, respectivamente, além de remuneração esperada de CDI+2,50% por ano. Essa emissão está condicionada à aprovação do aumento de capital social em assembleia de acionistas a ser convocada pela companhia. A iniciativa já era aguardada pelo mercado, pois entre os termos negociados com seus credores estava em pauta a conversão da dívida em ações da Contax, porém, de todo modo, os papéis CTAX3 poderão ficar pressionados com a potencial e relevante diluição que os investidores sofrerão pela operação.
 

AGENDA DE DIVIDENDOS
 

Bons negócios.


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