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Notícias

02/10/2017

Diário Matinal Coinvalores - 2 de outubro de 2017

 

Bom dia,

1IPC-S vem maior que o esperado. O índice de preços ao consumidor semanal apresentou variação de -0,02%, ficando 0,05 p.p. acima da taxa registrada na última divulgação e também veio maior que a expectativa de mercado que apontava para uma queda de 0,08%. Com este resultado, o índice acumula alta de 2,31% no ano e 3,17% nos últimos 12 meses. Este resultado reflete a elevação de cinco das oito classes de despesas que compõem o indicador, com a maior contribuição do grupo alimentação.

O mês de setembro apresentou melhora no índice de confiança dos empresários. O índice de confiança empresarial apresentou alta de 1,3 ponto em setembro, ficando em 87,3 pontos, atingindo o maior nível desde dezembro de 2014. Esta melhora no indicador advém em grande parte, do aumento do índice de situação atual, que cresceu 1,2 ponto em relação ao mês anterior, alcançando 82,9 pontos, enquanto o índice de expectativas cresceu 1,0 ponto, ficando em 93,8 pontos. O desempenho mais forte da situação atual demonstra que a economia vem se recuperando e as tensões quanto aos problemas políticos vão se reduzindo. Sendo este o terceiro mês consecutivo em que a situação atual avançou mais que o índice de expectativa.

Projeção para inflação continua caindo no Focus. O boletim Focus trouxe nova queda na expectativa para o IPCA, agora em 2,95% para 2017 e 4,06% para 2018. O PIB também melhorou, aumentando para 0,70%, ante 0,68% em 2017 e 2,38% ante os 2,30% para 2018. Já a estimativa para a taxa Selic não se alterou, permanecendo em 7,00% para os dois anos.

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Dados na Zona do Euro vieram ligeiramente abaixo das expectativas. O primeiro indicador de hoje foi a taxa de desemprego referente à ago/17 que se manteve em 9,1%, ante previsão mediana de 9,0% para este mês. Ainda que a maior economia da região, a Alemanha, esteja com a taxa de desemprego (3,6%) bem abaixo da média dos demais membros, há importantes economias do bloco que se encontram em enorme dificuldade no mercado de trabalho, tais como Itália (11,2%), Espanha (17,1%) e Grécia (21,2%). Já o segundo dado econômico divulgado hoje foi o PMI industrial de setembro que ficou em 58,1 pontos, leve desaceleração em relação à leitura preliminar de setembro (58,2) e também à estimativa de mercado que esperava a confirmação deste patamar. Individualmente, o destaque positivo foi a Alemanha, que manteve o indicador em 60,6, e negativo foi a desaceleração na sondagem industrial do Reino Unido, para 56,3 ante 56,9 pontos registrados em agosto.
   
Indústria é destaque da agenda nos EUA. A expectativa é que o PMI industrial de setembro permaneça estável, enquanto que o ISM deve apresentar desaceleração frente à última leitura. Em sentido contrário, o índice de gastos com construção referente à agosto deve voltar ao campo positivo, após frustrar as estimativas com deflação de 0,6% em julho. Por fim, o discurso do representante do Fed de Dallas, Robert Kaplan, que vota neste ano, deve movimentar os mercados, bem como as especulações em torno do sucessor(a) de Janet Yellen.

PMIs chineses surpreendem em setembro. O PMI de serviços da China apresentou elevação no mês de setembro, ficando em 55,4 atingindo o maior nível desde maio de 2014. E o PMI industrial também continua subindo, ficando em 52,4 ante 51,7 em agosto. E também foi divulgado o índice PMI Caixin apurado pelo Markit que caiu a 51,0 em setembro, em comparação com os 51,6 de agosto, refletindo o recuou das novas encomendas de exportação. Além dos indicadores, outra notícia relevante nesse início de feriado na China foi o banco central chinês reduzir a taxa de compulsório de alguns bancos.

Bolsas em alta. O dia é de ganhos na Europa e no Japão, na esteira de notícias animadoras vindas da China (comentadas acima), cujos mercados permanecem fechados nessa semana. O referendo realizado na Catalunha, e não reconhecido pela Espanha, pressiona o mercado local, com o índice da Bolsa de Madrid abrindo a semana em queda, e o Euro, o que acaba ajudando a performance positiva das demais Bolsas da Europa. Por aqui, além os dados favoráveis da China, devem ajudar as exportadoras, mas as pesquisas de opinião de voto divulgadas no final de semana podem azedar o humor dos investidores, com a perspectiva de bastante incerteza no pleito do ano que vem.
 

 

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Santos Brasil (STBP3) nega negociação de ativos. Conforme destacamos nesta publicação matinal do último dia 20, o jornal Valor Econômico noticiou que a companhia colocou à venda seus terminais nas cidades de Imbituba-SC e Barcarena-PA, o que levou as ações STBP3 a se valorizarem em bolsa. Entretanto, a Santos Brasil esclareceu por meio de comunicado ao mercado que não há processo de venda em curso de seus ativos e que a companhia não recebeu qualquer oferta de compra para tais terminais. Acreditamos que diante desse esclarecimento da Santos Brasil, seus papéis podem se desvalorizar.

Raízen da Cosan (CSAN3) faz oferta para aquisição na Argentina. A joint venture, formada entre Cosan e a Shell, apresentou proposta vinculante para aquisição do negócio de refino, distribuição de combustíveis e lubrificantes detido pela Shell na Argentina. Não há nenhum detalhe sobre a proposta, pois sua realização ocorre em âmbito de concorrência. Nesse sentido, devido à falta de informações, a novidade, por ora, não deve trazer influência relevante para os papéis da Cosan no pregão de hoje.

Braskem (BRKM5) aprova compra polêmica. O conselho da companhia aprovou a aquisição de 63,66% do capital votante da Centrel, empresa responsável pelo tratamento dos efluentes e resíduos industriais, monitoramento ambiental e fornecimento de água para uso industrial das unidades da Braskem no Polo Petroquímico de Camaçari, por cerca de R$ 610 milhões. O negócio traz algumas incertezas, uma vez que esses 63,66% eram detidos pela Odebrecht (controladora da Braskem) e não está muito relacionado com o core business da companhia. Todavia, a transação já era esperada, portanto, deve ter impacto apenas marginalmente negativo sobre seus papéis no curto prazo.

Smiles (SMLE3) e Santander (SANB11) vão pagar JCP. A companhia de fidelidade vai pagar R$ 0,062 por ação aos acionistas posicionados ao final do dia 4 de outubro. Dia 5, os papéis já acordam ex. Yield da operação, no entanto, é de menos de 0,1%. Já o banco paga R$ 0,113 por unit. Nesse caso, papéis ficam ex no dia 9, próxima segunda, então o investidor tem até sexta-feira para comprar os ativos e ter direito ao provento. O yield da distribuição do Santander é de 0,4%. Todos os valores já são líquidos de impostos.

Acionistas da Suzano (SUZB5) aprovam migração para o novo mercado. Com a aprovação, tantos as PNAs (papel com liquidez) quanto as PNBs serão convertidas em ON. Como o único papel com liquidez em Bolsa da Suzano é a PNA, a operação não abre uma oportunidade de long short entre as ações da própria companhia. A notícia é positiva, mas a aprovação já era esperada, por isso, não esperamos impacto relevante em Bolsa.
 

AGENDA DE DIVIDENDOS
 

Bons negócios.


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