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Notícias

09/10/2017

Diário Matinal Coinvalores - 9 de outubro de 2017

 

Bom dia,

1Projeções para o PIB seguem melhorando. O boletim Focus trouxe algumas surpresas essa semana, com a projeção para o IPCA desse ano revertendo a trajetória negativa, saindo de 2,95% para 2,98%. Em 2018, a estimativa segue sendo revisada para baixo, saindo de 4,06% para 4,02%. A projeção para o PIB 2018 teve sua quinta alta seguida, chegando a 2,43%. PIB 2017 e SELIC para os dois anos permaneceram inalteradas.

IGP-DI apresenta elevação em setembro. O índice apresentou alta de 0,62% em setembro, contra os 0,24% registrado em agosto. A taxa acumulada em 2017, até setembro, é de -2,03% e em 12 meses o IGP-DI acumula variação de -1,04%. Esse avanço advém da aceleração do índice de preços ao produtor amplo, que registrou variação de 0,97%, em setembro, ante 0,26% em agosto. Já o índice de preços ao consumidor e o índice nacional de custo da construção registraram variação negativa ou menor que a reportada no mês anterior.

IPC apresenta elevação na primeira semana de outubro. O índice de preços ao consumidor apresentou elevação na primeira semana de outubro, com variação de 0,14%, alta de 0,16 p.p. frente a última divulgação. Com cinco das oito classes de despesas que compõem o índice apresentando crescimento, com a maior contribuição vinda do grupo habitação. Também registraram aumento os grupos de alimentação, comunicação, além de educação, leitura e recreação.

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Mais um indicador alemão pulveriza expectativa em agosto. O Bundesbank, banco central alemão, divulgou os dados da produção industrial de agosto com alta de 2,6% em relação a julho. Além de ser a maior alta em seis anos, o número veio muito acima da expectativa do mercado, que era de avanço de 0,9%. O número, apesar de bem positivo, pode ter impacto apenas marginal nos mercados hoje por duas razões. A produção industrial mensal é um dado bem volátil e difícil de prever, dessa forma, dados fora do esperado não são grandes surpresas, além disso, no final da semana passada, foram divulgados os dados referentes a agosto de pedidos para as indústrias alemãs, que também vieram muito acima do esperado, o que explica a aceleração além do esperado também na produção industrial.

PMIs desaceleram na China. As sondagens da atividade chinesa referente à set/17 mostraram forte arrefecimento, indicando que o ritmo de crescimento no segundo semestre deverá ser bastante inferior ao visto nos primeiros seis meses deste ano. O PMI de serviços recuou de 52,7 pontos em agosto para 50,6 pontos no mês passado, enquanto que o índice composto, que também inclui a atividade industrial, diminuiu para 51,4 pontos frente aos 52,4 registrados na leitura anterior. Embora os PMIs se mantenham no campo da expansão, esses resultados vieram abaixo das expectativas de mercado, que deverão ser revisadas para baixo.

Feriados enxugam liquidez nessa segunda. Os mercados permanecem fechados nos EUA e no Japão hoje, o que diminui bastante a liquidez em todos os mercados. Já na China, as bolsas apresentam forte valorização na volta do feriado local, "tirando o atraso" de uma semana para as demais Bolsas. Na Europa, os mercados operam próximos da estabilidade, com destaque para Madrid, novamente, mas dessa vez no campo positivo, na esteira de uma grande manifestação na Catalunha contra a separação da Espanha.
 

 

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ARSESP melhora revisão tarifária da Sabesp (SBSP3). A agência reguladora de saneamento de SP  deliberou o ajuste tarifário de 7,9% na Sabesp, acima dos 4,4% apontados na nota técnica preliminar. A base de remuneração regulatória inicial (2016) permaneceu em R$ 40,3 bilhões, enquanto o custo médio ponderado de capital teve ligeira melhora, de 8,01% para 8,11% agora. Boa parte das contribuições entregues ao longo da audiência pública ficou de ser analisadas no processo final do 2° Ciclo de Revisão Tarifária, previsto, inicialmente, para ocorrer até abril de 2018. Os papéis da companhia devem responder de forma positiva ao reajuste.

Copel (CPLE6) posterga entrada em operação de empreendimento eólico. A elétrica anunciou que a entrada em operação comercial do Complexo Eólico Cutia foi adiada para junho de 2018, a previsão inicial era outubro desse ano. O empreendimento totaliza 180,6 MW de capacidade instalada, a qual já está contratada no mercado de energia de reserva, ao preço de R$ 174,36 por MWh e início do suprimento previsto para esse mês. Todavia, vale destacar que a não entrega dessa energia não deixará a companhia exposta ao mercado de curto prazo, por outro lado, a receita prevista entre o início do contrato e até a entrada em operação comercial do complexo ficará retida. Esse atraso já era amplamente esperado, sobretudo após a segunda revisão de seu plano de investimentos. Portanto, a notícia deve trazer impacto apenas marginalmente negativo para suas ações no pregão de hoje.

Incerteza ainda persiste sobre recuperação da Oi (OIBR4). O noticiário em torno da operadora continua bastante intenso nas semanas que antecedem a assembleia de seus credores, marcada para o próximo dia 23. A empresa informou a renúncia do diretor de finanças e de relações com os investidores, Ricardo Malavazi Martins, que tratava das negociações do plano de recuperação judicial e do provável aumento de capital da empresa. Além disso, o presidente da Anatel, Juarez Quadros, novamente voltou a indicar uma possível intervenção regulatória na operadora, caso sua situação financeira não seja definida no curto prazo. Contudo, em entrevista ao jornal O Globo, o presidente da agência afirmou que a Anatel na assembleia de credores deverá seguir a recomendação da AGU e votar contra o novo plano, com o argumento de que as dívidas da operadora com o órgão regulador não podem ser tratadas como créditos privados pela empresa e serem negociadas dentro do plano da companhia. Avaliamos que até a aprovação (ou não) da recuperação judicial da Oi, os papéis OIBR4 deverão manter a alta volatilidade, já observada há bastante tempo, em bolsa, mas as notícias de hoje devem unicamente pressionar suas ações.
 

AGENDA DE DIVIDENDOS
 

Bons negócios.


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