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16/10/2017

Diário Matinal Coinvalores - 16 de outubro de 2017

 

Bom dia,

1IPC-S acelera. O índice que mede a variação de preços ao consumidor registrou alta de 0,28% na última semana, avanço expressivo frente aos 0,14% registrados na leitura anterior. Houve acréscimo nas taxas de variação de seis das oito classes de despesas que compõem o índice, com destaque para a reversão da deflação que vinha sendo registrada em alimentos, para uma alta nos preços de 0,20%. Na outra ponta, o grupo transportes foi o que teve maior desaceleração no período.

Mercado melhora projeções para o PIB. O grande destaque do Boletim Focus dessa semana foi a nova revisão positiva nas projeções para o PIB, cuja estimativa para esse ano ficou em 0,72%, frente aos 0,70% da última leitura e aos 0,60% registrados há quatro semanas. Para 2018 o otimismo fica ainda mais perceptível, com a mediana das projeções saindo dos 2,43% da semana passada para 2,50% agora. Nas demais variáveis como juros, inflação e câmbio, não houve atualizações significativas.

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Discurso hawkish de Yellen reforça ainda mais apostas de alta de juros em dezembro. A agenda americana está bem esvaziada nessa segunda-feira, com o índice Empire State de atividade no estado de Nova York devendo mostrar desaceleração. Porém, ontem, a chair do Fed Janet Yellen participou de uma conferência econômica e deve mexer com os mercados hoje. Ela disse que seu "best guess" é que a inflação nos EUA deve se acelerar em breve por conta da força do crescimento da economia e que as atuais leituras mais brandas não vão persistir. Hoje, o mercado atribui cerca de 75% de chance para uma alta de juros em dezembro, o que deve subir ainda mais.

Superávit comercial diminui na zona do euro. Hoje foram divulgados os números da balança comercial da zona do euro com bom avanço de 6,8% nas exportações na comparação com agosto de 2016, mas avanço ainda maior nas importações, que ficaram 8,6% maiores na mesma comparação. Resultado é um superávit comercial de € 16,1 bilhões, menor que o de julho desse ano e que o de agosto do ano passado. Já considerando todo o bloco, o resultado da balança comercial de agosto é um déficit de € 5,1 bilhões, pela entrada do Reino Unido na conta. A divulgação, no entanto, tem pouco impacto nos mercados acionários por lá e não será um fator decisivo também para a Bolsa paulista.

Dados da inflação chinesa vieram em linha com as expectativas. O CPI referente à set/17 subiu 1,6% na comparação anual, exatamente em cima da mediana das projeções, o que confirmou a desaceleração nos preços aguardada pelos mercados para o mês passado devido à deflação de 1,4% nos alimentos. Já o PPI teve alta anual de 6,9%, neste mesmo mês de referência, acelerando a variação dos preços ao produtor chinês, mas em linha com as estimativas. Dentro do esperado, esses dados deverão influenciar pouco os investidores que estão mais de olho no início do Congresso do Partido Comunista, a partir desta quarta-feira, que definirá as lideranças do país pelos próximos cinco anos, podendo abrir caminho para adoção de novas medidas econômicas no gigante asiático.

Bolsas Mundiais avançam. Os dados de inflação do gigante asiático, que comentamos acima, impulsionaram os índices da região mais cedo, com exceção de Shanghai, que recuou, pela expectativa com o Congresso do Partido Comunista, que começa nessa quarta-feira. Na Europa, o dia é de ligeiros ganhos, na esteira das commodities.
 

 

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Finalmente, Oi (OIBR4) entregou novo plano de recuperação judicial. A operadora protocolou na semana passada a nova versão do plano a ser votado na assembleia de credores na próxima segunda-feira, dia 23. A recuperação judicial do grupo de telefonia visa reestruturar as dívidas ao redor de R$ 64 bilhões e nesta nova proposta está prevista uma capitalização maior, de R$ 9 bilhões, para dar suporte ao caixa da companhia, bem como uma possibilidade superior aos credores para converter seus títulos de dívida em ações OIBR. Nesse sentido, a nova versão do documento já determinou que as ações que serão emitidas terão desconto de 30% sobre o preço de bolsa no ato da operação, como forma de dar vantagem não só aos credores, mas também aos acionistas que se interessarem em colocar recursos na companhia. Apesar da apresentação do novo plano tirar grande parte da pressão nos ativos da Oi, entendemos que a sua aprovação pela maioria dos credores ainda é bastante incerta. Desse modo, avaliamos que ao longo desta semana que antecede a assembleia, os papéis OIBR4 deverão manter a alta volatilidade.

Assaí continua sendo destaque do Grupo Pão de Açúcar (PCAR4). A receita líquida do Assaí cresceu 25,2% nesse terceiro trimestre, frente ao 3T16, com alta de quase 8% no conceito de vendas "mesmas lojas", compensando, em boa medida, os efeitos negativos advindos da deflação de alimentos  no período. Além disso, no segmento multivarejo houve continuidade nos ganhos de market share, devido às iniciativas comerciais implementadas na rede Pão de Açúcar e no Extra Hiper. No consolidado, houve alta anual de 8,1% na receita líquida e de 3,3% no conceito "mesmas lojas". Os papéis PCAR4 podem responder de forma positiva à divulgação.
 

AGENDA DE DIVIDENDOS
 

Bons negócios.


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