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Notícias

19/10/2017

Diário Matinal Coinvalores - 19 de outubro de 2017

 

Bom dia,

1Parecer favorável a Temer é aprovado na CCJ. A principal notícia do dia, que não tem indicadores muito relevantes por aqui, é a aprovação do parecer, na comissão de constituição e justiça da Câmara, favorável a rejeição da segunda denúncia contra o presidente. A votação foi um pouco mais apertada que a da primeira denúncia e que o esperado, mas, a princípio, nada que ameace a votação no plenário da casa. A análise no plenário deve ocorrer até meados da próxima semana. A expectativa é que, rejeitada a nova denúncia, as atenções do Congresso se voltem às questões referentes ao ajuste fiscal, ainda que a posição do governo para dar prosseguimento à agenda de reformas pareça mais fragilizada.

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Dia agitado na China. O órgão oficial chinês de estatísticas divulgou uma bateria de indicadores hoje, com destaque para o PIB do 3T17, que mostrou leve desaceleração, mas veio em linha com o esperado, o que não traz grande impacto para os mercados nessa quinta. A notícia vinda da China que movimenta especialmente as commodities e, por consequência, bolsas do mundo todo, é a queda de 3,7% na produção de aço de setembro, na esteira de medidas do governo que visam diminuir a poluição por lá. A expectativa é que a produção se mantenha em queda pelos próximos meses, o que pressiona principalmente o minério na sessão de hoje.

Agenda nos EUA está mais fraca hoje. Depois de alguns dias com inúmeros indicadores norte-americanos relevantes para os mercados, o que poderá movimentar as bolsas hoje é apenas a divulgação do número semanal de pedidos de auxílio desemprego, cujas estimativas apontam para 245 mil, leve avanço em relação ao registro da semana passada (243 mil). Um resultado oficial muito além disto pode afetar o humor dos investidores, mas dificilmente vai alterar a visão de que o mercado de trabalho segue em consistente recuperação por lá. No mais, o calendário macroeconômico de hoje pouco influirá sobre as bolsas dos EUA que serão movimentadas, sobretudo, pela forte temporada de balanços corporativos.

Bolsas recuam nesta quinta-feira. Boa parte dos índices asiáticos registram perdas nesta manhã, após a produção de aço mostrar arrefecimento em setembro na China, conforme comentamos acima. Na Europa, a tendência não é diferente, com a tensão entre Espanha e Catalunha aumentando a aversão ao risco e pressionando as Bolsas da região.
 

 

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Último dia para aproveitar dividendo de CCR (CCRO3). A companhia vai pagar R$ 0,439 por ação para os acionistas posicionados ao fim do pregão de hoje. Amanhã os papéis já acordam ex-dividendos. Yield da operação, com o fechamento de ontem, é de 2,32%. Pagamento em 31 de outubro.

Smiles (SMLE3) vai virar SMLS3. A partir de 23 de outubro, os acionistas da Smiles não mais terão ações SMLE3. Com a incorporação da empresa pela antiga Webjet para se apropriar de benefícios fiscais, a companhia passa a ser negociada pelo código SMLS3. Na prática, nada muda, só a perspectiva de dividendos ainda mais polpudos para os próximos períodos.

Produção robusta e migração ao Novo Mercado no radar da Vale (VALE5). O desempenho operacional da mineradora seguiu sólido no terceiro trimestre. A produção consolidada de minério de ferro foi 3,6% maior do que a registrada no trimestre anterior, devido ao aumento de produção no Sistema Norte e o ramp up do S11D, onde há maior eficiência operacional, e a redução na produção do Sistema Sul e Sudeste, dado a estratégia atual de maximizar as margens. Dessa forma, o teor médio de ferro apresentou ligeira melhora, saindo dos 63,8% do 2T para 64,1% agora. Não obstante, houve retomada na produção de níquel e crescimento na fabricação de cobre e ouro. Outra notícia envolvendo a Vale hoje é a possibilidade de a companhia migrar para o Novo Mercado da B3 ainda esse ano, conforme indicado pelo presidente Fabio Schvartsman, após mais de 51% dos preferencialistas aprovarem a conversão das ações. Os acionistas que votaram contra terão até o dia 19/11 para solicitar o direito de retirada, pelo valor patrimonial, equivalente a R$ 24,26 por ação, ou terão suas ações convertidas pela razão de 0,9342 ON para cada 1 PN. Ambas as novidades devem favorecer o desempenho de seus papéis no curto prazo.

JSL (JSLG3) dá mais uma indicação para a abertura de capital de subsidiária. Após a reorganização societária feita em 2016 que culminou no IPO da Movida (MOVI3) em fevereiro deste ano e o comunicado divulgado ao final do mês passado de que o grupo logístico está avaliando a possibilidade de uma oferta pública inicial de ações de sua empresa que concentra as atividades de locação e comercialização de caminhões e máquinas (JSL Pesados), operação de extrema relevância para a companhia, foi celebrado ontem um contrato de opção de compra com a empresa Borgato Caminhões S.A. que poderá ser executado no contexto do IPO da subsidiária. A opção de compra integral da Borgato envolve o pagamento de R$ 100 milhões a prazo e a entrega de 9% da participação acionária da JSL Pesados, sendo que esses termos estão sujeitos a ajustes. O grupo Borgato foi fundado em 1987 em Ribeirão Preto-SP e também atua no segmento de locação e comercialização de ativos pesados e voltados para o setor agrícola, além de possuir dezoito concessionárias espalhadas em quatro estados do país. Em 2016, seu faturamento líquido foi de R$ 186 milhões e o EBITDA de R$ 96 milhões, representando uma margem acima de 50% e bem superior à rentabilidade do grupo JSL. No nosso entendimento, tanto o contrato para adquirir a Borgato quanto o possível IPO da JSL Pesados poderão destravar significante valor para a JSL, o que deverá ser bem recebido pelo mercado no curto prazo.

Linx (LINX3) faz nova aquisição. A companhia anunciou a compra do Shopback que opera a plataforma cloud líder de mercado, com cerca de 85% do volume de tráfego mensal do e-commerce brasileiro e que teve um faturamento bruto nos últimos doze meses de R$ 15 milhões. A Linx pagará R$ 39,0 milhões à vista e poderá pagar outros R$ 17,6 milhões, aproximadamente, nos próximos três anos mediante ao atingimento de metas operacionais e financeiras da empresa adquirida. Entendemos que as ações LINX3 devem reagir positivamente no pregão de hoje, porém, consideramos o múltiplo da aquisição um pouco elevado (preço 2,6 vezes o faturamento anual), levemente acima das últimas transações do setor.
 

AGENDA DE DIVIDENDOS
 

Bons negócios.


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