Menu

Notícias

26/10/2017

Diário Matinal Coinvalores - 26 de outubro de 2017

 

Bom dia,

1Vitória de Temer, redução na SELIC e resultado fiscal deverão mexer com o mercado hoje. Apesar da sessão bastante tumultuada, a Câmara dos Deputados votou ontem a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer e, ao final, o governo saiu vitorioso. O placar favorável a Temer foi de 251 deputados, menor do que os 263 na primeira denúncia e das estimativas do Planalto entre 260 e 270 deputados para essa votação, mas absolutamente suficiente para garantir o não prosseguimento do processo. Desse modo, o resultado deverá reforçar a expectativa de que o governo ainda tenha alguma chance de fazer avançar a agenda de reformas, ainda que de forma mais enxuta das medidas originais. Já o Copom confirmou as previsões de mercado e reduziu a taxa básica de juros para 7,5% a.a., mas a principal novidade do comunicado da reunião desta quarta-feira foi a retirada da menção de que o ciclo de baixa será encerrado de forma gradual. Assim, novas reduções para 2018 entram no jogo, porém dependerão do comportamento da inflação, além da evolução do balanço de riscos, o que poderá levar a SELIC abaixo dos 7% estimados atualmente para o ano que vem todo. No mais, a agenda macroeconômica de hoje reserva indicadores da indústria e o resultado primário de setembro que ainda deverá apurar certa fragilidade fiscal, sobretudo por conta da entrada menor do que as expectativas dos recursos com a repatriação do exterior.

Sondagem da construção avança em outubro. O índice de confiança da construção avançou 0,5 ponto em outubro, atingindo 78,0 pontos, sendo a quinta alta consecutiva, chegando ao maior nível desde fevereiro de 2015 quando apresentou 80,8 pontos. Este resultado vem sendo puxado pelas expectativas, já que a situação presente manteve-se estável no mês.

INCC sobe em outubro. O custo da construção registrou, em outubro, taxa de variação de 0,19%, acima dos 0,14% reportados no mês anterior. Essa alta advém da elevação nos preços de materiais, equipamentos e serviços que registraram variação de 0,44%.

a

Reunião do BCE é destaque na Europa. A autoridade monetária europeia deve anunciar a retirada gradual de estímulos, com a redução do QE por lá. A taxa de juros, todavia, deve ser mantida inalterada na reunião de hoje. O cenário mais provável é o anúncio do corte do programa de recompra de títulos para €30 bilhões por mês a partir de janeiro e que o fim do programa se dê em setembro do ano que vem. Aumento de juros o mercado só espera para 2019. Ou seja, ao menos na Europa, 2018 será um ano de liquidez ainda abundante.

Agenda americana começa a ficar agitada. Após um início de semana sem grandes indicadores, a agenda nos EUA começa a ficar carregada um dia antes da divulgação do PIB do 3T17. Destaque hoje para a balança comercial de setembro, que deve mostrar um déficit um pouco maior que o de agosto, para desespero de Trump, e os dados de pedidos de desemprego. Além de outros indicadores de menor importância. Os mercados ainda seguem com atenção a novela que se tornou a indicação para a posição de chair do Fed, que deve sair nos próximos dias. De modo geral, os nomes mais cotados para assumir a posição de Yellen (que também pode ser reconduzida ao cargo) têm agradado ao mercado.

Confiança recua na Alemanha. O índice saiu dos 10,8 pontos em outubro para 10,7 em novembro, ficando ligeiramente aquém do esperado. Todavia, esse resultado pode ser visto como uma acomodação, após a série atingir o patamar mais elevado em quase 16 anos, não trazendo influência relevante para as projeções de crescimento econômico e, portanto, tendo pouquíssimo impacto sobre o mercado bursátil europeu.

Gradualismo esperado do BCE anima Bolsas. A decisão de hoje do banco central europeu é o principal destaque do dia lá fora e com a expectativa do anúncio da retirada bem gradual de estímulo monetário por lá, as Bolsas respondem de forma positiva. Destaque para a Bolsa de Madrid, após notícias que o governo regional catalão pode convocar eleições ainda para esse ano, ao invés de endurecer a posição contra Madrid após o referendo separatista.
 

 

a
Santander (SANB11) eleva a barra para os bancos nesse 3T17. O banco foi o primeiro a divulgar o resultado nesse trimestre com números muito sólidos, acima do esperado, mostrando a continuidade da boa evolução vista nesse ano. A margem financeira do banco evoluiu 8,4% com o crescimento bem distribuído entre diversas modalidades de crédito, com destaque para os segmentos PF. O índice de inadimplência do banco ficou estável na comparação com o trimestre anterior. Além disso, a Getnet novamente é um dos destaques da divulgação com crescimento de 33% na receita na comparação anual. O Santander chegou a 11,6% de market share nesse trimestre, ainda bem abaixo dos dois principais players. Vale destacar a evolução no ROE do banco, que nesse trimestre atingiu 17,1%, cada vez mais próximo dos principais pares. O ganho foi de 1,3 p.p. em apenas três meses. Consideramos que os papéis vão responder positivamente à divulgação.

Decisão do governo sobre aeroporto da Pampulha afeta CCR (CCRO3). Ontem, o governo autorizou a volta de voos nacionais de longa distância ao aeroporto, que até então só estava recebendo voos regionais e executivos. A decisão vai afetar diretamente o aeroporto de Confins, hoje sob comando da CCR, que está mais distante da capital mineira que a Pampulha. Entendemos que no médio/longo prazo essa medida deve ser compensada de alguma forma, porém, os papéis da CCR tendem a ficar pressionados no pregão de hoje.

Vale (VALE5) reporta bons resultados. Em linha com nossas expectativas, a mineradora apresentou sólido desempenho neste trimestre, com o EBITDA crescendo 53,6% em três meses e o lucro líquido mais do que dobrando, ao atingir US$ 2,09 bilhões. Dentre os destaques, houve elevação no preço de venda do minério de ferro, em US$ 15,9 /t, onde US$ 4,1/t decorre da alta no prêmio por qualidade.  Cabe ressaltar também o fluxo de caixa livre positivo, que aliado ao menor volume de investimentos propiciou a redução de seu endividamento, com o índice dívida líquida/ EBITDA dos últimos doze meses caindo para 1,3 vezes, frente aos 1,5x do trimestre anterior e 3,0x no 3T16. Reiteramos nossa visão positiva para Vale, que deve entregar resultados cada vez mais robustos, em linha com o ramp up do S11D e menor necessidade de CAPEX. Entretanto, suas ações podem entrar num movimento de realização de lucros no curtíssimo prazo, haja vista que os números, ainda que fortes, ficaram ligeiramente aquém das projeções de mercado.

Via Varejo (VVAR11) apresenta bom desempenho. A companhia apresentou ótimo desempenho neste 3T17, com crescimento nas vendas físicas e online. As margens também vieram melhores, dado o maior controle de custos e despesas. Com isso, a geração de caixa veio forte e a companhia conseguiu reverter o prejuízo, reportando lucro neste 3T17. Acreditamos que suas ações possam responder positivamente em decorrência do bom desempenho de seu resultado.

Lojas Marisa (AMAR3) tem aumento de receita, mas continua reportando prejuízo. A companhia reportou melhora em suas vendas, com crescimento de 17,8% em suas vendas físicas e elevação de 16,9% nas vendas mesmas lojas, ante uma queda de 18,5% no 3T16. Já a receita de produtos financeiros veio menor em 0,2%. Além disso, a companhia reportou inadimplência maior neste 3T17 em relação ao 3T16. Mesmo com melhora em suas vendas e recuperação no EBITDA, a Marisa não conseguiu reverter o prejuízo no período em análise. Não esperamos que suas ações performem positivamente no pregão de hoje, haja vista que seus concorrentes estão apresentando melhores resultados.

Ambev (ABEV3) reporta melhora em seu resultado. A companhia apresentou melhora em seu resultado neste 3T17, com crescimento de 8,4% em sua receita líquida consolidada, refletindo a elevação em quase todos os mercados, salvo o Canadá que continua impactando negativamente. O EBITDA e a margem EBITDA também vieram melhores por conta de um maior controle de despesas. E o seu resultado final ficou 1,2% maior em relação ao 3T16, um leve crescimento, mesmo sendo impactado negativamente pela apreciação do real e por maiores taxas de impostos. Como o resultado da empresa veio bem dentro do esperado, não vemos a divulgação tendo um impacto muito relevante nos papéis.
 
Expressivo desempenho da Locamerica (LCAM3) com a incorporação da Auto Ricci. No primeiro balanço após a fusão da companhia com a locadora de frotas Auto Ricci, seus números apuraram forte crescimento. Em termos pró-forma, a receita líquida cresceu 9%, o EBITDA recorrente teve alta de 18%, com ganho de 5,9 p.p. na sua margem e o lucro líquido saltou de R$ 5,7 milhões para R$ 20,1 milhões entre o 3º Trim/16 e o mesmo trimestre de 2017. O desempenho foi positivo, porém os papéis da companhia já vinham refletindo a expectativa de bons números, o que deve reduzir o ímpeto de alta das ações LCAM3 no pregão de hoje.

OdontoPrev (ODPV3) reporta resultado dentro do esperado. A companhia de planos odontológicos apresentou seu desempenho no 3º Trim/17 que teve a reversão de provisões relativas ao INSS da Bradesco Dental, desta forma, nossa análise se dará sobre o balanço ajustado desse trimestre. A receita líquida avançou 4,4% sobre o 3º Trim/16, mesmo com o pequeno avanço de 0,8% no total de beneficiários da empresa que foi compensado pelo bom crescimento do ticket médio (+4,7%) entre os períodos. Outro ponto positivo do resultado foi o expressivo recuo anual de 5,0 p.p. no índice de sinistralidade, o que contribuiu na elevação da margem EBITDA em 3,9 p.p. e no crescimento de 47,7% no lucro líquido. Adicionalmente ao balanço trimestral, a OdontoPrev anunciou o pagamento de dividendos no montante de R$ 53,5 milhões, equivalente a R$ 0,10 por ação, aproximadamente, e a um dividend yield de 0,6% diante da cotação de fechamento de ontem. Os acionistas posicionados em 30/out/17 terão direito aos proventos, sendo que as ações ODPV3 ficarão ex-dividendos a partir da próxima terça-feira e o pagamento será feito em 06/dez/17.

Bom resultado da Klabin (KLBN11). A produtora de papel e celulose divulgou números dentro do esperado nesse trimestre, com destaque para a contínua elevação das vendas de celulose da unidade Puma, que finalizou o processo de ramp up e já está operando em sua plena capacidade. Além disso, no mercado interno já vemos uma recuperação mais forte na expedição de caixas de papelão. Outro destaque relevante desse trimestre é a redução do endividamento da Klabin, muito ligada ao projeto Puma, com a dívida líquida / EBITDA atingindo 4,4x, contra 4,9x há três meses. Com números bons, mas dentro do esperado, esperamos impacto apenas marginalmente positivo para os papéis.
 

AGENDA DE DIVIDENDOS
 


 

AGENDA DE RESULTADOS
 

Bons negócios.


« Voltar