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27/10/2017

Diário Matinal Coinvalores - 27 de outubro de 2017

 

Bom dia,

1Mais uma alta na confiança do comércio. Hoje cedo a FGV divulgou a sondagem do comércio referente ao mês de outubro onde o índice de confiança subiu 3,3 pontos, ao atingir 92,5 pontos neste mês. Houve melhora tanto das expectativas quanto das avaliações sobre a situação atual, sendo que a alta se estendeu a 10 dos 13 segmentos pesquisados. A sondagem sugere que o setor segue em recuperação lenta, sob a influência da inflação baixa e do ciclo de redução na taxa básica de juros, contribuindo para o panorama do consumo doméstico. Cabe ressaltar que além desse indicador já apresentado, hoje ainda conheceremos a sondagem da indústria da construção em set/17 e a decisão da ANEEL sobre a bandeira tarifária que entrará em vigor no próximo mês.

Resultado fiscal veio pior do que o esperado. Em setembro, o déficit do governo central em R$ 22,7 bilhões foi maior do que a mediana das projeções que indicava o resultado negativo em R$ 21 bilhões. Assim, no acumulado no ano o déficit primário atingiu R$ 108,5 bilhões e R$ 169 bilhões em doze meses, retratando a fragilidade fiscal do governo e reforçando a necessidade do andamento das medidas no Congresso Nacional que ajudarão as contas públicas mais adiante.

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EUA apresenta importantes indicadores. A começar com a primeira leitura do PIB referente ao 3° trimestre, que será divulgado às 10h30 e a perspectiva é de desaceleração, ficando em 2,6% no trimestre, após ter apresentado elevação de 3,1% na medição anualizada do 2° trimestre. E logo na sequência sairá o dado de consumo pessoal e a confiança do consumidor, ambos com projeções de mercado abaixo do reportado no trimestre anterior. Além de ser divulgado o deflator do PIB, cuja previsão é de elevação, saindo de 1% para 1,8% neste 3º trimestre.

Enfim, BCE anuncia a redução no QE. Ao fim da reunião de ontem, o presidente da autoridade monetária da Zona do Euro, Mário Drahgi, anunciou que a partir de 2018 o volume mensal de compras será reduzido pela metade, dos € 60 bilhões atuais para € 30 bilhões, em linha com as previsões de mercado. O que surpreendeu foi a decisão de prorrogar o programa de compras até, pelo menos, setembro do ano que vem, os agentes de mercado não esperavam a abertura deixada por Draghi para o QE europeu ir além disso. Em relação aos juros, o presidente afirmou que as taxas ficarão nos níveis atuais por um período prolongado e além do fim do programa de compras, bem como reforçou que para a inflação convergir à meta anual de 2%, a continuidade da política monetária expansionista se faz necessária.

Bolsas registram valorização. Na esteira da decisão do BCE, que comentamos acima, e na evolução do pacote de incentivo fiscal de Trump as bolsas asiáticas fecharam no campo positivo nesta sexta-feira. O dia também é de ganhos na Europa. Já nos EUA os investidores seguem atentos às especulações em torno do próximo comandante do FED e a divulgação do PIB, o que também deve influenciar o mercado bursátil por aqui.
 

 

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Tráfego e resultado financeiro ajudam CCR (CCRO3) no trimestre. Os dois principais destaques da divulgação de resultados da CCR nesse trimestre foram a volta do crescimento do tráfego em suas estradas e a diminuição nas despesas financeiras devido a redução de juros e do seu endividamento. O tráfego consolidado em suas estradas cresceu 4,1% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, mesmo com queda de 4,6% na MSVia, única estrada a mostrar retração na passagem de veículos. A tarifa média de pedágio evoluiu 3,2% no período de doze meses, abaixo dos trimestres anteriores por conta dos reajustes menores observados nesse ano, decorrentes da menor inflação no período. Como comentamos, o outro destaque do trimestre foi o resultado financeiro. A rubrica de juros sobre empréstimos, financiamentos e debêntures caiu 47,6% em doze meses e o resultado financeiro líquido melhorou 57,4% no mesmo período. O CDI médio dos períodos foi um dos fatores dessa melhora, passou de 14,1% no 3T16 para 9,2% nesse trimestre. Além disso, a oferta de ações que a companhia realizou no começo do ano diminuiu seu endividamento e aumentou a geração de caixa, por conta das aquisições pontuais realizadas. Consideramos os números da CCR sólidos e mantemos a companhia como a top pick no setor, entendendo que ela é um dos principais meios, em Bolsa, para o investidor se beneficiar da retomada dos investimentos em infraestrutura no Brasil.

Suzano (SUZB5) segue pares e divulga bom resultado no 3T17. A produtora de papel e celulose trouxe receita líquida em linha com o esperado, evoluindo 19,4% em doze meses, com margens mais robustas, também como esperado, com EBITDA crescendo 54,5% na comparação anual, a despeito de uma pressão no trimestre por conta de paradas para manutenção. A geração de caixa continuou robusta, fazendo o nível de alavancagem da companhia, medido pela dívida líquida / EBITDA chegar a 2,3x, quando era de 2,7x há apenas três meses. Essa redução da alavancagem, a queda de juros por aqui e, principalmente, a variação cambial, fizeram o resultado financeiro da Suzano vir no campo positivo, resultando no lucro líquido de R$ 801 milhões. Com números que consideramos sólidos, mas dentro do esperado, não esperamos grande impacto da divulgação nos papéis.

Embraer (EMBR3) divulga resultado tímido e guidance ainda mais tímido para 2018. As receitas da companhia caíram 15,6% na comparação com o mesmo período do ano passado e o EBITDA ajustado caiu 21,2%. O ajuste no EBITDA é para desconsiderar o efeito do programa de demissão voluntária que impactou o 3T16 negativamente em R$ 384,4 milhões. Sobre o guidance, a expectativa da companhia é manter o nível de entregas na aviação executiva. Na aviação comercial, porém, a companhia vê 2018 como um período de transição, com a entrada em operação do primeiro jato comercial do modelo E2, a nova linha comercial da Embraer, por isso, as entregas em aviação comercial devem diminuir. O que deve pressionar ainda mais a receita da companhia, que já vem sendo pressionada nesse ano, com margens também mais comprimidas. Com menos entregas e os investimentos na nova família de jatos, 2018 deve ser mais um ano de consumo de caixa para a companhia. Esperamos reação mais negativa do mercado a divulgação.

Pão de Açúcar (PCAR4) reporta resultado dentro do esperado. Conforme esperado, a companhia reportou crescimento em sua receita líquida, no EBITDA e margens. Seu resultado final também veio levemente maior quando comparado com o mesmo período de 2016. Vale comentar que este bom desempenho nas vendas reflete, em grande parte, o forte aumento da bandeira Assaí. Acreditamos que suas ações possam ficar neutras no pregão de hoje dado o resultado do 3T17 vindo dentro do esperado.

Grendene (GRDN3) apresenta bom desempenho operacional. A companhia apresentou bom desempenho de vendas, com crescimento no lucro operacional e melhora de margens. Entretanto, devido a aumento de impostos, desta forma, seu resultado final do trimestre veio menor do que o reportado no 3T16. A melhoria na parte operacional tem sido possível dado o grande controle de custos e despesas que neste período proporcionaram elevação das margens bruta e operacional, com ganho de market share. Além disso, a companhia mantém sua métrica de crescimento para o ano. Neste período, a Grendene, mantendo a política de antecipação trimestral de dividendos, aprovou a distribuição de R$ 0,24435, por ação. Farão jus ao recebimento, os acionistas titulares de ações ao final do dia 06 de novembro, com o pagamento em 22/11. Acreditamos que suas ações possam ficar neutras no pregão de hoje dado o resultado do 3T17 vindo dentro do esperado.

Hering (HGTX3) apresenta crescimento nas vendas. A Hering vem apresentando números melhores este ano, depois de fraco desempenho em 2016, reportando elevação de 7,0% em sua receita líquida, aumento de 30,9% no EBITDA e melhorias de margens com alta de 5,9 p.p. na bruta e 3,1 p.p. na EBITDA nesse trimestre contra o mesmo trimestre do ano anterior. Além disso, o seu retorno sobre o investimento melhorou 1,3 p.p. se comparado ao 3T16. A nosso ver a companhia irá manter seu foco na redução de estoque, onde a distribuição está sendo mais controlada por loja, melhorando a sua negociação de preços. Ainda não vislumbrando grandes saltos de volumes de vendas, mas uma melhora paulatina em seus próximos resultados. Sendo assim, esperamos que suas ações tendem a performar positivamente. 

RD (RADL3) reporta números melhores que o esperado. A companhia reportou desempenho positivo neste 3T17, com crescimento de 16,8% no lucro líquido, alta de 17% na receita e elevação de 16,72% no EBITDA, se comparado ao 3T16. Além disso, a RD mantém uma baixa alavancagem podendo garantir o seu plano de abertura de lojas. Acreditamos que suas ações possam performar positivamente no pregão de hoje.

Bom desempenho da Estácio (ESTC3). Seguindo os últimos trimestres em que a instituição de ensino superior começou a diluir gastos operacionais, o resultado neste 3º Trim/17 apurou crescimento de 5,9% na receita líquida, de 10,5% no EBITDA e de 10,0% no lucro líquido frente aos números reportados no 3º Trim/16. Controle de custos docentes e cortes de gastos administrativos continuam a elevar a rentabilidade da companhia. Diante desse desempenho trimestral, acreditamos que as ações ESTC3 devem reagir positivamente no pregão de hoje.

Números do Fleury (FLRY3) vieram acima das estimativas. O desempenho no 3º Trim/17 do grupo de medicina diagnóstica nos surpreendeu positivamente ao registrar crescimento de 14,0% na receita líquida, de 17,9% no EBITDA e pelo lucro líquido ter saltado 37,2% em relação ao reportado no terceiro trimestre de 2016. Esses bons números vieram também com ganhos de rentabilidade em todas as principais linhas de sua DRE, com margem bruta e margem EBITDA maiores em 0,8 p.p. e margem líquida 2,4 p.p. superior à registrada no 3º Trim/16. Isso ocorre mesmo em meio ao forte processo de expansão orgânica do grupo, o que tem constantemente nos surpreendido. Publicamos recentemente o relatório de análise especial do Fleury onde abordamos esses e outros aspectos das boas perspectivas para a companhia, leia aqui.

Resultado pressionado da Engie Brasil (EGIE3). A produção do período recuou 20,1% frente o 3T16, tanto por conta das condições hídricas mais adversas quanto pela desmobilização e revisão em usinas termelétricas. Não obstante, houve forte alta nos custos com compra de energia para revenda, com a companhia ficando exposta ao mercado de curto prazo, onde o preço médio saltou dos 114,03 por MWh registrados doze meses atrás para R$ 436,20 agora. Dessa forma, a margem EBITDA sofreu queda de 7,4 p.p. no período, enquanto que a dívida líquida quase dobrou no trimestre, devido à aquisição das usinas Jaguara e Miranda. A companhia irá distribuir JCP no montante líquido de R$ 0,5527 por ação, o equivalente a um yield de cerca de 1,6%. Os papéis ficam ex-proventos a partir do próximo dia 10/11. Suas ações devem responder forma negativa ao resultado.

Usiminas (USIM5) tem desempenho mais fraco. Os números da companhia ficaram mais pressionados neste trimestre, ante o 2T17, com queda de 37% no EBITDA e de 12 p.p. na margem EBITDA. Parte dessa retração decorre da contabilização de um ganho líquido de R$ 201,1 milhões no resultado anterior, pelo acordo com a Porto Sudeste, mas parte decorre do desempenho operacional no segmento de siderurgia. O volume de vendas de aço no mercado doméstico avançou 4,9% e as  exportações caíram 9,8%, enquanto que a alta nas despesas operacionais pressionou a geração de caixa no período. Já em mineração, houve alta nas vendas e menor custo com ociosidade, porém o resultado seguiu pressionado. Essa divulgação, ligeiramente aquém do esperado, deve trazer influência marginalmente negativa para suas ações no curtíssimo prazo.

Outro fraco desempenho da Paranapanema (PMAM3). Sem novidades, a companhia trouxe números bem pressionados ante o 3T16, sobretudo em função da restrição no volume disponível para venda, dado a falta de capital de giro para a produção. Na comparação com o trimestre anterior há alguns sinais de melhora, fruto do processo de reestruturação, que incluiu capitalização e reperfilamento de 86% de sua dívida bruta. A  utilização média de sua capacidade instalada de cobre atingiu 62% no trimestre, acima dos 38% de três meses atrás. Todavia, a adesão ao programa de regularização tributária e outras provisões operacionais culminaram no EBITDA negativo de R$ 201,9 milhões no trimestre. Contudo, o resultado fraco já estava na conta, enquanto que os sinais, ainda que sutis, de retomada e a reestruturação financeira podem trazer dar algum fôlego para seus papéis no curto prazo.

Copasa (CSMG3) reporta sólido desempenho. O reajuste tarifário médio de 8,69% só foi aplicado de forma integral no final de agosto, limitando a alta na receita do período frente ao 3T16, onde o reajuste, aplicado em maio, beneficiou todo o trimestre. Além disso, houve nova retração no volume consumido por unidade, mas ainda assim, o faturamento cresceu no período, puxado pelas novas ligações de água e esgoto. A margem EBITDA ficou estável em 34,8%, enquanto que o lucro líquido foi favorecido pela menor despesa financeira. Em destaque positivo ficou a redução de sua alavancagem, com índice dívida líquida/ EBITDA saindo dos 2,5x registrados há doze meses para 1,7x agora. Seus papéis devem responder de forma marginalmente positiva à divulgação.

Restoque (LLIS3) tem intenção de fazer uma oferta pública. A companhia soltou um fato relevante na noite de ontem para informar que pretende fazer uma oferta de ações. A distribuição primária, segundo o comunicado, será parcialmente subscrita por Marcelo Faria de Lima e Márcio da Rocha Camargo que já manifestaram o interesse de subscrever e integralizar as ações em quantidade equivalente à totalidade de seus direitos de prioridade. Já na distribuição secundária, os vendedores serão os fundos da Warburg Pincus e do Advent International. No fato relevante a empresa não comentou sobre o valor da oferta, mas o mercado cogita que esta oferta possa girar algo em torno de R$ 800 milhões e parte dos recursos serão para melhorar sua estrutura de capital e aumentar a sua liquidez. Vale lembrar que na quarta-feira, a companhia reportou seu desempenho, conforme comentamos no diário de 25/11, com uma alavancagem de 2,3x, mostrando que somente ela e a Marisa em comparação com as outras empresas do setor tem uma alavancagem tão alta.
 

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Bons negócios.


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