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Notícias

30/10/2017

Diário Matinal Coinvalores - 30 de outubro de 2017

 

Bom dia,

1Focus e IGP-M em destaque na agenda doméstica. Por aqui, as divulgações dessa segunda se mostraram benéficas para o mercado de ações, com o Boletim Focus mostrando o mercado mais comprado em uma nova queda na Selic em 2018, estimando Selic média para o ano em 6,88%, ainda que a mediana de mercado para a Selic no fim do ano que vem ainda seja 7,00%. O IGP-M de outubro acaba corroborando esse cenário de Selic mais baixa, vindo com forte desaceleração, de 0,47% em setembro, para 0,20%, quando a expectativa era que ficasse em 0,31%. O preço das commodities ajudou nessa desaceleração, destaque para a queda do minério de ferro. Destaque também para o resultado primário de setembro, que será divulgado às 10h30 pelo Banco Central. No cenário político, semana começa sem grandes novidades. Mesmo a mais nova pesquisa do Ibope de olho em 2018 não trouxe grande alteração no panorama atual ainda de grande incerteza, o que acaba sendo uma notícia mais negativa. 

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Semana que pode ser decisiva para o futuro do Fed começa com PCE como destaque. O índice de preços que serve de base para a meta de inflação do FOMC deve mostrar aceleração na leitura de setembro, indo a 1,6%, porém, o núcleo do PCE, que acaba refletindo a tendência de médio / longo prazo do índice, deve seguir no mesmo ritmo do mês anterior, em 1,3%, bem abaixo da meta do comitê, de 2%. Como comentamos, a semana pode ser decisiva para o Fed na medida em que o presidente Trump pode anunciar o substituto de Janet Yellen como chair da instituição. Hoje, o favorito na corrida pela cadeira parece ser Jerome Powell, atual dirigente do Fed, que é republicano e agradaria a base no Congresso. Mas, vale lembrar que a própria Yellen já foi favorita a ser reconduzida ao cargo e hoje parece correr por fora e um assessor econômico próximo a Trump, Gary Cohn, já foi visto como barbada e hoje parece ser carta fora do baralho.

Aumenta a confiança econômica na Zona do Euro. Com a recuperação econômica mais notável, o desemprego diminuindo e a inflação caminhando para a trajetória esperada, o indicador de confiança na economia referente ao mês de outubro veio melhor que a expectativa mediana de mercado de 113,4, registrando 114,0 pontos. A maior confiança econômica dos países integrantes do bloco europeu foi bastante amparada nos setores ligados à indústria e ao consumo, enquanto no setor de serviços, os níveis de confiança ainda estão um pouco abaixo, mas melhorando paulatinamente. Além desse indicador, temos na agenda de hoje a inflação preliminar deste mês na Alemanha, na qual se espera leve arrefecimento, da alta de 1,8% em set/17 para +1,7% nessa leitura, em função principalmente da desaceleração nos preços dos alimentos.

Indicadores da atividade chinesa no radar. Embora as divulgações ocorram após o pregão de hoje, as sondagens poderão já movimentar o mercado de commodities e tendem a impactar as bolsas mundiais na sessão de amanhã. Sairão os PMIs da indústria e de serviços no mês de outubro que deverão apurar certa desaceleração, porém ainda ficarão no campo expansivo.

Bolsas sem direção única. Os índices europeus operam sem uma tendência definida neste início de semana, com a melhora na confiança, que comentamos acima, sendo sobreposta pelas expectativas quanto à divulgação da inflação e do PMI, amanhã, e para reunião do Banco da Inglaterra, na quinta-feira. Já na Ásia, o destaque ficou com a queda no mercado chinês, puxada pelas estimativas de arrefecimento nos PMIs de outubro, como comentado acima.
 

 

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Ecorodovias (ECOR3) vai pagar dividendo. A companhia anunciou R$ 0,233617112 por ação, por conta dos resultados até o 2T17, o que equivale a um yield de 1,8%, com o fechamento de sexta-feira. O investidor deve ficar atento, pois precisa comprar as ações da companhia até o feriado de quinta-feira, pois os papéis voltam da pausa nas negociações já ex-dividendos. Pagamento será já no dia 14 de novembro.

Hypermarcas (HYPE3) apresenta bom desempenho. A companhia reportou neste 3T17 crescimento de 17,7% na receita líquida, 14,3% no EBITDA e 19,3% no lucro líquido das operações continuadas. Já as margens vieram menores se comparado ao mesmo período de 2016. O bom aumento na receita reflete a melhorar das vendas de suas três divisões. Além disso, a companhia continua com bastante caixa para manter a sua estratégia de crescer organicamente, investindo em marketing. Esperamos impacto positivo da divulgação nos papéis da companhia.

Duratex (DTEX3) reporta bom resultado. A companhia reportou bom resultado, com crescimento de 5% na receita líquida, de 10% no EBITDA e um forte crescimento no lucro líquido. Este bom crescimento reflete a maior demanda em suas duas divisões, tanto na Deca quanto na de madeira. Os custos e as despesas também ficaram mais controlados no período em análise, além disso, a companhia vendeu uma área de terra ajudando para a elevação de seus números. Acreditamos que suas ações podem responder positivamente no pregão de hoje.

CSN (CSNA3) enfim divulga balanço de 2016. A siderúrgica divulgou neste final de semana os resultados do 4T16 e consolidado do último ano, onde somou prejuízo de R$ 853,0 milhões. O EBITDA ajustado do último trimestre ficou estável, frente ao trimestre anterior, mas saltou 25% no consolidado de 2016 frente a 2015, sobretudo em razão da alta no volume e preço de venda do minério de ferro. Em siderurgia, houve ligeira melhora em função do reajuste de preços, já que o volume vendido recuou 3% no ano, frente a 2015. Sua alavancagem continuou bastante elevada, com o índice dívida líquida/ EBITDA encerrando o ano em 6,3x. O resultado da siderúrgica não trouxe grandes novidades, e seguiu fraco, porém, a divulgação do balanço ao menos reduz o risco atrelado a deslistagem. Portanto, seus papéis podem responder de forma marginalmente positiva.
 

AGENDA DE DIVIDENDOS
 


 

AGENDA DE RESULTADOS
 

Bons negócios.


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