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31/10/2017

Diário Matinal Coinvalores - 31 de outubro de 2017

 

Bom dia,

1PNAD mostra recuo na descocupação para 12,4%. A taxa de desocupação no trimestre móvel de julho a setembro registrou queda de 0,6 pontos frente ao trimestre findo em junho e 0,2 pontos frente a agosto. Porém, essa ligeira melhora segue bastante concentrada em trabalhadores por conta própria, já que o número de empregos com carteira assinada ficou estagnado no período. O rendimento médio também ficou estável, tanto na comparação mensal quanto na anual.

Confiança em alta. Em outubro, tanto a confiança da indústria quanto do setor de serviços melhorou, com alta de 2,6 e 2,2 pontos, respectivamente. Na indústria, o avanço deriva principalmente da percepção mais otimista quanto à situação atual, pois as expectativas ainda contemplam um cenário de retomada gradual da atividade, sujeita às incertezas em âmbito político. Em serviços, o destaque positivo foi à disseminação do resultado, com evolução na grande maioria dos segmentos pesquisados e alta tanto no que tange a percepção atual quanto nas expectativas. Até o nível de utilização da capacidade instalada, que ainda patina na indústria (74,3%), mostrou importante reação em serviços, ao atingir 83%.

Copom não traz sinalizações para 2018. A ata não deve trazer influência significativa para o mercado bursátil hoje, pois o BC apenas reforçou as expectativas de uma redução moderada na trajetória de queda dos juros esse ano, mas não trouxe nenhum indício sobre a possibilidade de novos cortes em 2018. Assim, os investidores ficarão atentos a reunião no começo de dezembro, para calibrar as apostas em torno da taxa Selic no próximo ano. 

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PIB e desemprego na Zona do Euro vieram melhores do que as previsões. Em dia de agenda carregada de indicadores importantes, os dados divulgados hoje cedo superaram as expectativas e já favorecem o desempenho das bolsas da região. O PIB do terceiro trimestre cresceu 0,6% em relação ao 2º Trim/17 e 2,5% na comparação anual, acima das medianas das projeções de mercado que indicavam +0,5% e +2,3%, respectivamente. Da mesma forma, o recuo no desemprego do bloco econômico europeu foi melhor do que se aguardava, registrando a taxa de 8,9% em set/17, ante os 9,1% apurados em ago/17 e a estimativa mediana de 9,0% para essa leitura. O único dado econômico que ficou ligeiramente aquém das expectativas foi a inflação que desacelerou a alta para 1,4% em outubro, ante previsão de manutenção do ritmo visto em setembro de 1,5% na variação anual dos preços. O arrefecimento pode ser atribuído aos menores preços de energia e no setor de serviços, que tendem a ser apenas pontuais. De um modo geral, os indicadores europeus dão um tom positivo para os mercados bursáteis na sessão de hoje.

Atividade perde ímpeto na China. O PMI da indústria recuou dos 52,4 pontos registrados em setembro para 51,6 pontos agora. Ainda que acima da marca dos 50 pontos, o resultado ficou aquém das estimativas do mercado, principalmente pela entrada mais fraca de novas encomendas para exportação e regras ambientais mais rígidas limitando a produção de determinadas fábricas, como siderúrgicas. Em serviços, a desaceleração foi mais amena, de 55,4 para 54,3 pontos. De toda forma, esse arrefecimento certamente irá contribuir de forma negativa para o desempenho das commodities, pesando sobre os mercados emergentes.

Agenda macro norte-americana deverá ficar em segundo plano hoje. Ao longo do dia teremos a divulgação de indicadores econômicos com pouca relevância para os investidores no momento atual. Isso porque os mercados monitoram de perto o andamento do pacote tributário de Donald Trump que poderá ser modificado pelo congresso americano, reduzindo gradualmente a alíquota de impostos ao longo dos próximos cinco anos ao invés do corte imediato proposto pelo governo e que foi bem recebido pelos mercados. Além disso, as expectativas em torno do nome que comandará o Fed no próximo mandato iniciado em 2018 e que deverá ser anunciado por Trump até o fim desta semana também movimentam as bolsas.

Bolsas próximas da estabilidade lá fora. O dia é de pouca variação nas Bolsas lá fora, com os principais índices da Ásia fechando no campo negativo, por conta dos indicadores mais negativos divulgados na China, comentados acima, enquanto na Europa, as Bolsas operam em leve alta, repercutindo o PIB do bloco um pouco melhor que o esperado. Por aqui, após um pregão de forte queda, influenciado pelo cenário eleitoral ainda muito incerto, o Ibov pode ensaiar uma recuperação de olho na ata do Copom.
 

 

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Resultado sem surpresas do Itaú (ITUB4). O banco divulgou seus números referentes ao 3T17 com evolução no lucro líquido, que veio dentro do esperado, mesmo com a retração na margem financeira do banco, que é o resultado das operações de crédito do banco (antes da PDD). Um dos motivos para essa melhora no bottom line foi exatamente a PDD, que, com a inadimplência sob controle, caiu 13% na comparação com o 2T17 e 30% na comparação com o 3T16. Além disso, o resultado com seguros, previdência e capitalização continuou evoluindo, assim como as receitas de prestação de serviços. Mantemos nossa visão positiva para o banco, mas os resultados não devem ser um driver relevante para seus papéis no curto prazo.

Cenário segue desafiador para a Cielo (CIEL3). A companhia novamente viu seus números pressionados pelo panorama macro desfavorável, mas, principalmente, pelo cenário competitivo do setor, que só vem se acirrando nos últimos anos. O número de maquininhas em operação seguiu diminuindo, se retraindo 15% em um ano e 3% em apenas três meses, afetando as receitas com aluguel e diminuindo o potencial crescimento do volume de transações. A receita líquida da Cielo caiu 4,3% em doze meses e o EBITDA 6,1% no mesmo período. Mantemos nossa visão mais negativa para os papéis da companhia.

Resultados sem surpresas da Porto Seguros (PSSA3). O cenário para as seguradoras segue complicado, com a conjunção de atividade econômica ainda fraca e queda na taxa de juros. Com boa parte do lucro vindo do resultado financeiro, a queda nos juros machuca a rentabilidade das empresas do setor e com a Porto não foi diferente. O resultado das aplicações financeiras da companhia caíram na comparação com o 3T17.O resultado só foi maior por conta do IPO do IRB, que impactou o resultado positivamente em R$ 126 milhões. Operacionalmente, a evolução dos prêmios no segmento auto, principal da Porto, segue lenta, com crescimento maior da marca Azul, de ticket médio bem inferior ao da marca Porto Seguro, que apresentou retração entre os períodos. A marca Itaú Seguros, intermediária, também mostrou melhora. Em seguros patrimoniais, destaque aí para o residencial, a tendência seguiu negativa, com queda de 2,1% nos prêmios na comparação com o 3T16. Seguimos com visão mais pessimista para o setor de seguros pelos motivos que listamos anteriormente, continuidade do movimento de queda de juros e recuperação ainda lenta da atividade econômica doméstica.

Recuperação nos shoppings da Multiplan (MULT3) continua. A companhia viu sua receita apresentar boa evolução. Começamos a ver uma redução nos descontos para os lojistas e evolução no aluguel complementar, fruto da melhora das vendas. A taxa de ocupação nos shoppings ficou praticamente inalterada nos últimos trimestres. As vendas nas mesmas lojas, indicador muito utilizado no varejo, mostrou elevação de 7,3% nos shoppings da Multiplan. O resultado desse trimestre foi influenciado pelo efeito da valorização dos papéis da companhia no seu plano de stock options, com a marcação a mercado, aumentando as despesas, mesmo sem ter efeito caixa. Ajustando o resultado para desconsiderar esse efeito, as margens da Multiplan apresentaram evolução. Continuamos com uma visão positiva para o setor, que se beneficia diretamente da redução de juros e recuperação do varejo.

A M. Dias Branco (MDIA3) reportou fraco resultado. A companhia reportou fraco desempenho neste 3T17, com crescimento de apenas 1,6% na receita líquida e queda tanto no EBITDA quanto no lucro líquido, 5,9% e 7%, respectivamente. Mesmo que a companhia tenha apresentado elevação no volume vendido em quase todas suas divisões e elevado o market share de massas e biscoitos, isso não foi suficiente para sustentar um bom resultado. A estratégia de investimento em marketing e inovação vem elevando bastante as despesas que por consequência comprime as margens. No entanto, esta estratégia vem surtindo efeitos quando olhamos o ganho que a empresa vem apresentando na participação de mercado, como podemos ver no resultado dos nove meses. Mesmo assim acreditamos que suas ações possam responder negativamente no pregão de hoje.

MP do novo FIES tramitará com urgência no Congresso (ANIM3/ESTC3/KROT3/SEER3). Com validade até o dia 15 de novembro, a medida provisória que regulamenta o financiamento estudantil do governo federal entrará na pauta de votações do Congresso Nacional em meio ao calendário cheio de feriados do próximo mês. Entre as mudanças do novo FIES, anunciado na metade deste ano, está a permissão do uso de recursos dos fundos constitucionais do Norte, Nordeste e Centro-Oeste e do BNDES para realizar os financiamentos, elevando a garantia da continuidade do programa. Nesse sentido, se prevê um programa com cerca de 300 mil novas vagas anuais. Deste total, 100 mil serão bancadas com recursos do governo que não cobrará juros, apenas a variação da inflação entre o prazo de pagamento dos estudantes. As demais 200 mil vagas serão geridas pelos bancos que poderão definir prazo de pagamento e taxa de juros conforme as práticas de mercado. De todo modo, embora alguns pontos do novo FIES possam limitar o tamanho do programa, bem como encarecer os custos para as instituições, acreditamos que a aprovação do texto tende a eliminar as incertezas quanto a continuidade do financiamento público nos próximos anos e favorecer as ações das instituições de ensino superior listadas em bolsa.

Não recorrentes favorecem resultado da Transmissão Paulista (TRPL4). O início do recebimento da indenização dos ativos não amortizados (RBSE) na época da renovação das concessões impulsionou o resultado do período, elevando o EBITDA em R$ 326,1 milhões. Expurgando esse efeito a companhia ainda reportou números sólidos, com a reversão nas despesas de contingências e o controle sobre custos propiciando o ganho de quase 20 p.p. na margem EBITDA regulatória. Ademais, outras questões não recorrentes favoreceram o lucro líquido do trimestre, como o ajuste pela aquisição do controle da Ienne e a adesão ao programa especial de regularização tributária. Os resultados não devem influenciar de forma significativa o desempenho de suas ações.
 

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Bons negócios.


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