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Notícias

01/11/2017

Diário Matinal Coinvalores - 1º de novembro de 2017

 

Bom dia,

1IPC-S apresenta elevação na última semana de outubro. O índice apresentou variação de 0,33% em outubro, um aumento de 0,04 p.p. em relação à última divulgação. O avanço reflete a elevação de quatro das oito classes de despesas que compõem o índice, com a maior contribuição vinda do grupo Habitação que saltou de 0,40% para 0,70%. Com este resultado, o indicador acumula alta de 2,64% no ano e 3,15% nos últimos 12 meses.

O índice de confiança empresarial atingiu o maior nível desde 2014. O índice de confiança empresarial apresentou crescimento de 2,6 pontos em outubro, ficando em 90,3 pontos. Este resultado reflete tanto o avanço dos indicadores da situação atual, quanto à melhora do indicador de expectativa futura, com elevação de 2,6 pontos, para 86,1 pontos, e alta de 1,5 ponto, para 97,0, respectivamente. 

Produção industrial tem ligeiro avanço. A alta foi de 0,2% frente a agosto, na série com ajuste sazonal, e de 2,6% frente ao mesmo período de 2016. Apesar da reversão do dado negativo registrado na última leitura, o desempenho ficou aquém do esperado, com melhora em apenas 8 dos 24 ramos de atividade. Do lado negativo, pesou a queda na produção de bens semi e não duráveis, enquanto que, por outro lado, os bens duráveis foram destaque positivo no mês em análise.

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Fed no radar. A agenda americana reserva indicadores importantes nessa quarta-feira, com destaque para os dados da processadora de folhas de pagamentos ADP sobre a criação de empregos no setor privado, que devem se acelerar em outubro após uma barrigada em setembro, muito impactado pela temporada de furacões especialmente devastadora nesse ano. O Markit e o ISM divulgam dados da indústria relativos a outubro e, como toda quarta, teremos os dados do departamento de energia americana sobre os estoques de petróleo, sempre determinando a direção da commodity. Porém, os olhos do mercado seguem no Fed. Hoje o FOMC faz sua penúltima reunião do ano com expectativa de manutenção da taxa de juros e amanhã o presidente Trump deve anunciar sua escolha para a posição de chair da instituição. O nome mais cotado no momento é o do atual dirigente do Fed Jerome Powell, considerado um moderado, que manteria o gradualismo na subida de juros. Parece correr por fora o professor de Stanford John Taylor, considerado pelo mercado por ter uma visão mais hawkish, o que poderia pesar principalmente nos papéis dos emergentes, na expectativa de menor liquidez a partir do próximo ano. Fora alguma surpresa durante o pregão de hoje, o impacto no Ibov da decisão de Trump deve ocorrer na volta do feriado por aqui.

China mostra estabilidade na atividade em outubro. O PMI da indústria ficou estável em 51 em outubro em relação a setembro, segundo dados da Caixin. Este resultado também veio dentro do esperado pelo mercado.

PMI industrial do Reino Unido surpreende, mas foco é a reunião do BoE, amanhã. A Markit divulgou o PMI industrial britânico de outubro, que ficou em 56,3 pontos, ficando melhor que o reportado na última divulgação e também maior que as expectativas que aguardavam um índice em 55,9 pontos. Ainda assim, o FTSE não está entre as maiores altas da quarta-feira, por conta da iminente subida de juros por lá, na reunião de amanhã do Banco da Inglaterra.

Mercados em alta lá fora. O dia é de alta nas Bolsas lá fora, impulsionadas, entre outros fatores, pela pressão de Trump para que o Congresso acelere a tramitação da sua reforma tributária, refutando também a ideia de que o plano pode ser implementado gradualmente. As principais Bolsas da Ásia fecharam em alta, na esteira de resultados corporativos (a Sony subiu 11,44% no Japão). Na Europa, o dia também é de alta, mas um pouco mais comedida no caso da Bolsa de Londres, como comentado acima.
 

 

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Resultados sem surpresas do Bradesco (BBDC4). O banco da Cidade de Deus trouxe números bem em linha com o esperado, com desaceleração forte na concessão de crédito, resultando em queda na carteira de crédito nos segmentos PJ, de 2,3% em grandes empresas e 1,8% nas PMEs, na comparação com o trimestre imediatamente anterior, enquanto os créditos para PF, que sofreram menos nesse último repique de inadimplência, permaneceram estáveis. Falando em inadimplência, os contratos em atraso de mais de 90 dias caíram novamente nesse trimestre, chegando a 4,77%, vindo de 4,94% no 2T17 e de 5,4% no 3T16. Isso tem um impacto grande nas provisões do banco, que foram de R$ 4,9 bi há três meses para R$ 3,8 bi nesse trimestre, resultando na elevação do lucro líquido do banco, que foi a R$ 4,8 bi, mesmo com a retração nas operações de crédito. Vale ressaltar que esse é o resultado recorrente, desconsiderando principalmente o efeito do plano de demissão voluntária do banco. Incluindo os não-recorrentes, o lucro do Bradesco seria de R$ 2,8 bi. Não esperamos que o resultado seja um driver importante para o curto prazo, mas continuamos a ter o banco como nossa top pick no setor.

Magazine Luiza (MGLU3) continua reportando bom resultado. A companhia reportou mais um trimestre positivo com crescimento de 26% na receita líquida, 39% no EBITDA e 273% lucro líquido. O bom desempenho deste trimestre vem da elevação em todas as suas divisões, com alta de 19% nas vendas das lojas físicas, o segmento online aumentou 55% e os serviços financeiros cresceram 28% em relação ao 3t16. Mesmo com um mercado em recessão a Magazine Luiza conseguiu reportar excelentes resultados com melhoria em todas as suas contas, além de elevar suas margens. Outro ponto positivo é que a companhia está bastante capitalizada para continuar com seu plano de crescimento via conversão de lojas digitais, além de crescer no marketplace. Desta forma, acreditamos que suas ações irão performar positivamente no pregão de hoje.

Câmara aprova MP do novo FIES (ANIM3/ESTC3/KROT3/SEER3). Por 255 votos a 105, os deputados aprovaram ontem a medida provisória que reformula o financiamento estudantil do governo federal. Houve pequenas mudanças no texto original, sendo a principal delas a retirada do uso do FGTS para quitar o FIES e, em contrapartida, será criado um Refis para os estudantes inadimplentes até 31/abr/18 que permitirá parcelar a dívida com a União. O texto agora foi para o Senado Federal e terá que ser votado até o próximo dia 17 ou perderá a validade. De uma forma geral, a aprovação de ontem surpreendeu, uma vez que houve a concessão de ambas as partes (governo e oposição) para a rápida tramitação do novo FIES, o que tende a eliminar as incertezas quanto a continuidade do financiamento público nos próximos anos e favorecer as ações das instituições de ensino superior listadas em bolsa.

Hermes Pardini (PARD3) anuncia pequena aquisição. O instituto de medicina diagnóstica comunicou que assinou contrato para comprar integralmente a empresa Ecoar Medicina Diagnóstica, porém não informou os valores dessa transação no momento, o que deverá mitigar parcialmente seu efeito positivo para os papéis PARD3. A empresa Ecoar atua na região de Belo Horizonte-MG através de três unidades que, em 2016, registraram R$ 22,6 milhões de receita bruta. A compra não representa um acréscimo tão relevante na capacidade operacional do Grupo Hermes Pardini, mas mostra o apetite da companhia por fazer aquisições após o seu IPO feito neste ano.

Comercialização no mercado livre favorece desempenho da Energias do Brasil (ENBR3). O maior volume de energia comercializado, alta de quase 54% frente ao 3T16, aliado ao avanço de 39,2% na tarifa média impulsionou o resultado da área de comercialização, mais do que compensando a menor produção hídrica e térmica no período. Em distribuição, o destaque também ficou com as vendas ao mercado livre, pois o mercado cativo seguiu pressionado pela menor demanda das classes industrial e residencial. No que tange as perdas, não houve melhoras na EDP São Paulo frente ao trimestre anterior, enquanto que na EDP Espírito Santo a melhora foi modesta, ambos seguindo acima das metas impostas pela ANEEL. Apesar da maior dívida líquida, a alavancagem ficou em 1,9x o EBITDA, não trazendo grandes preocupações. Seus papéis podem reagir de forma marginalmente positiva a tal resultado.

Moody's rebaixa rating da Cemig (CMIG4). A agência de classificação de risco rebaixou o rating da companhia em escala global de B2 para B3, última nota antes da classe considerada como de alto risco de inadimplência. Essa deterioração reflete, segundo a Moody's, o "progresso limitado da Cemig na execução e formalização de seu plano de refinanciamento", frente a uma dívida de R$ 3,3 bilhões que vence em dezembro deste ano. Por outro lado, a agência também considerou a sólida posição da elétrica no mercado e seu robusto portfólio de ativos. Suas ações podem responder de forma negativa à novidade.
 

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Bons negócios.


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