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Notícias

06/11/2017

Diário Matinal Coinvalores - 6 de novembro de 2017

 

Bom dia,

1Desta vez o Boletim Focus não traz grandes surpresas. A única diferenca foi a queda na projeção para os IGPs e a alta para a taxa de câmbio, que ficou em R$ 3,20 para o final de 2017, ante a última divulgação que apontou para R$ 3,19, alta nada expressiva. Já Selic, IPCA e PIB permaneceram inalterados. Ainda por aqui, teramos mais algumas divulgações ao longo do dia, mas nada que provoque grande alarde no mercado.  

IPC acelera em outubro. O índice que mede a variação dos preços ao consumidor no município de São Paulo avançou dos 0,02% registrados no final de setembro para 0,32% agora, puxado pela alta nas classes alimentação e vestuário, que haviam apresentado deflação no mês anterior. Em contrapartida, no grupo habitação os preços caíram e arrefeceram em transportes.

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Atividade desacelera na Alemanha. Os PMIs do setor de serviços e composto desaceleraram em outubro, para 54,7 e 56,6 pontos respectivamente, ficando aquém tanto do resultado de setembro quanto das leituras preliminares. A criação de empregos, entrada de novos pedidos e demanda continuaram a denotar crescimento, enquanto, por outro lado, a inflação de custos limitou um desempenho mais robusto. De toda forma, esse resultado ainda corrobora perspectivas de um quarto trimestre ainda forte na maior economia da zona do euro.

Inflação e confiança em alta na Zona do Euro. O bloco europeu reportou boas notícias nesta manhã, com a confiança do investidor atingindo 34,0 pontos em novembro, após 29,7 registrados em outubro, e a inflação ao produtor registrando alta anual de 2,9%. Na confiança, cabe destacar a disseminação da melhora, que se deu tanto na percepção dos investidores institucionais quanto individuais, seja no que tange a situação atual ou as expectativas. Já a inflação do período foi puxada principalmente pela elevação nos preços de energia e bens intermediários. Ademais, os PMIs composto e de serviços, referente a outubro, também denotaram leve avanço frente às estimativas preliminares, ao alcançar 56 e 55 pontos, respectivamente.

Agenda econômica vazia nos EUA. Na ausência de indicadores econômicos nesta segunda-feira, a questão envolvendo os novos integrantes do Fed ganha força, pois a nomeação de Powell para a presidência do banco central norte-americano não foi suficiente para eliminar a possibilidade de um comitê mais hawkish, dado que ainda há três (de sete) posições em aberto. Dessa forma, o discurso do representante do Fed de Nova Iorque, William Dudley, às 15h10, segue no radar.

Bolsas sem direção. Os índices europeus iniciaram a semana sem tendência definida, repercutindo os dados econômicos da atividade, conforme texto acima. Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção definida, com leve alta em Shanghai e Tóquio e leve queda em Hong Kong. Já a bolsa brasileira, após uma semana mais curta, teremos várias divulgações de resultados de grandes empresas e o desenrolar no campo político, que segue mexendo com os ânimos dos investidores.
 

 

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Resultados sem surpresas da BB Seguridade (BBSE3). A BB Seguridade mostrou pequena evolução de 3,3% no lucro líquido contra o 3T16, com melhora no resultado operacional vinda do bom controle de custos e despesas, principalmente. Vale lembrar que esse avanço de 3,3% no lucro não considera o resultado do IPO do IRB. O resultado nos segmentos de automóveis, vida, habitacional, rural e capitalização vieram pressionados pelo cenário macro ainda bastante complicado, se contrapondo ao bom desempenho em previdência. Ainda assim, o retorno sobre o PL mostrou recuperação na comparação com o 2T17, ainda que abaixo do 3T16. Não consideramos que o resultado seja um driver importante para os papéis BBSE3 no curto prazo.

Mudanças no conselho da Oi (OIBR4) geram mais incertezas. Em meio ao feriado da semana passada, o conselho da operadora, sem que o tema estivesse na pauta da reunião, deu posse a dois membros do conselho de administração para se tornarem cumulativamente diretores estatutários da companhia, ambos os diretores são ligados ao maior acionista individual da empresa, Nelson Tanure. Essa mudança, na prática, faz com que Tanure não dependa mais do presidente, Marco Schroeder, e do diretor jurídico, Eurico Teles, para adotar medidas que quiser, relacionadas ao plano de recuperação judicial e ao acordo com os grupos de credores, uma vez que o estatuto da Oi dá poder para dois diretores estatutários juntos assinarem por decisões estratégicas da empresa. Segundo reportagem de hoje do jornal Valor Econômico, após esse movimento de bastidores, tanto Schroeder, quanto o presidente do conselho de administração, José Mauro Mettrau e dois conselheiros independentes indicados pelo BNDES poderão renunciar de seus cargos com o avanço de Tanure sobre a tele, além da possível saída de outros diretores da companhia. Desse modo, avaliamos que ao longo desta semana que haverá a assembleia, dia 10, para a votação do novo plano de recuperação judicial da Oi, seus papéis deverão manter a alta volatilidade.
 

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Bons negócios.


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