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Notícias

08/11/2017

Diário Matinal Coinvalores - 8 de novembro de 2017

 

Bom dia,

1Índices de inflação, no Brasil, vêm apresentando elevação. A começar com o índice geral de preços que apresentou variação positiva no mês de outubro. O IGP-DI apresentou elevação de 0,10%, em outubro se comparado ao mês de setembro. Os grandes propulsores para esta alta foram os índices IPC e o INCC, que variaram 0,33% e 0,31% acima do resultado do mês anterior, respectivamente. No entanto, no acumulado até outubro o indicador ainda continua com taxa negativa de 1,94%, e em 12 meses, o IGP-DI acumula variação de -1,07%. Já o IPC-S da primeira quadrissemana de novembro apresentou variação de 0,36%, ficando 0,03 p.p. acima da taxa registrada na última divulgação. Das oito classes que compõem o índice, quatro delas apresentaram acréscimo, com a maior contribuição vinda do grupo transportes, além dos grupos de habitação, alimentação e saúde e cuidados pessoais.

Mercado de trabalho apresenta melhora em outubro. O indicador antecedente de emprego subiu em outubro, sinalizando um mercado de trabalho mais favorável para os próximos meses, com crescimento de 2,3 pontos em outubro, atingindo 102,9 pontos. Este indicador reflete o sentimento de melhora perante os empresários que estão mais confiantes quanto às condições de negócios para os próximos seis meses e também pela expectativa dos consumidores quanto ao cenário mais favorável para o mercado de trabalho. Já o indicador coincidente de emprego, que capta a percepção das famílias sobre o mercado de trabalho, não vem melhorando, apresentando queda de 0,5 pontos, ficando em 97,1 pontos, em outubro, em relação à última divulgação.

A agenda de hoje ainda reserva outro indicador. Ainda hoje será divulgado o dado do fluxo cambial pelo Banco Central, às 12h30. Mas o mercado continua de olho no desenrolar do cenário político. O vai e vem da briga pelo poder, vem afetando o mercado que começa a questionar uma derrota do governo com a não aprovação da reforma da Previdência. Ontem, o mercado de ações caiu forte, começando a precificar um possível rebaixamento de rating, por conta da não aprovação da reforma da previdência.

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Na China, balança comercial e inflação. Saíram ontem os dados referentes ao mês de outubro do comércio exterior chinês, no qual as exportações evoluíram 6,9% anualmente e as importações subiram 17,2%, menores que as medianas que apontavam para altas de 7,0% e 17,5%, respectivamente. Este foi mais um dado oficial que reforça a tese de que o quarto trimestre será de desaceleração da atividade por lá. Na agenda de hoje temos a divulgação da inflação ao consumidor e ao produtor, ambas do mês passado, que deverão vir distintas, com o CPI acelerando por conta principalmente da variação dos preços do setor de energia, enquanto que o PPI tende a arrefecer diante da acomodação das cotações dos alimentos.

Agenda vazia nos EUA hoje. Após o relatório do mercado de trabalho divulgado ontem, onde o volume de abertura de novas vagas permaneceu estável em setembro em relação à agosto, hoje teremos apenas a apresentação dos estoque de petróleo que acabam sempre movimentando a cotação da commodity ao longo do dia.

Bolsas em leve queda nesta quarta-feira. O arrefecimento das exportações na China, que comentamos acima, foi o gatilho para realização de lucros nas bolsas asiáticas, que fecharam com leve recuo mais cedo. Na Europa, em dia de agenda vazia, os principais índices também oscilam no campo negativo, na esteira de resultados corporativos aquém do esperado e com investidores atentos aos desdobramentos da política expansionista de Donald Trump.
 

    

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Guararapes (GUAR3) reporta bom resultado. A companhia reportou bom desempenho neste 3º trimestre de 2017, com crescimento de 10,7% no faturamento, 29,6% no EBITDA e o resultado final ficou 183,2% maior se comparado com o mesmo período de 2016. As margens no período também vieram melhores com elevação de 3,5 p.p. na margem bruta e de 1,5 p.p. na margem EBITDA. As vendas mesmas lojas também ficaram maiores em relação ao 3t16, com ganho de 11%. Outro ponto que chamou a atenção foi à redução de sua alavancagem saindo de uma relação dívida líquida/EBITDA de 2x no 3t16 para 0,9x neste 3t17. Já do lado negativo a Midway financeira reportou números bem menores que os reportados no 3t16 e também vieram menores que o esperado, mesmo assim, não afetou o resultado consolidado da companhia. No entanto, mesmo apresentando números mais fortes em relação ao ano anterior, o mercado esperava resultado melhor, desta forma, acreditamos que suas ações podem não responder positivamente aos seus números.

Bom resultado da Tim (TIMP3) que distribuirá proventos. A operadora teve avanço satisfatório nesse trimestre, apesar da queda na sua base de clientes. A companhia tem conseguido fazer crescer sua base de pós-pagos em detrimento dos clientes pré-pagos, e isso tem trazido maior previsibilidade em sua receita e se traduzido em ganhos de margens. A Tim reportou margem EBITDA normalizada, desconsiderando a venda de torres de telecomunicação, de 37,4% o que representou um ganho de 4,0 p.p. sobre o 3º Trim/16 e de 2,1 p.p. em relação ao 2º Trim/17. A receita líquida teve alta anual de 4,7%, em linha com as previsões de mercado, enquanto o lucro líquido 51,6% maior na mesma base de comparação superou bastante as expectativas. Além do resultado, a Tim anunciou a distribuição de juros sobre o capital próprio no montante de R$ 190,0 milhões, equivalente à R$ 0,07 bruto por ação e a um yield de 0,6%, aos acionistas posicionados ao fim do próximo dia 14 e o pagamento será feito no dia 24 deste mês. Consideramos que o desempenho trimestral positivo e um pouco acima do esperado, dessa forma, o mercado deve reagir positivamente no pregão de hoje.

Consistente resultado da Ser Educacional (SEER3). No contexto atual de restrições no FIES e de ambiente macroeconômico ainda desfavorável, a companhia reportou bons números nesse terceiro trimestre do ano. Na comparação com o 3º Trim/16, a receita líquida cresceu 7,1%, enquanto que o EBITDA e o lucro normalizados aumentaram 3,5% e 10,6%, respectivamente. Os números vieram em linha com as estimativas, com isso, acreditamos que seus ativos não deverão reagir tão fortemente ao desempenho apresentado.

Ótimo desempenho da Qualicorp (QUAL3), porém aquém das expectativas. A administradora de planos de saúde teve um bom trimestre, mas abaixo daquilo que o mercado esperava, o que deverá influenciar negativamente suas ações no pregão de hoje. A receita líquida subiu 5,0%, o EBITDA ajustado cresceu 27,5% e o lucro líquido subiu 52,7%, todos em relação ao 3º Trim/16. As previsões apontavam para altas maiores no faturamento e na linha final da DRE, o que deverá pesar sob suas ações.

Fruto da reestruturação, performance da Tegma (TGMA3) foi boa. Com alta de 20,2% na receita líquida, o ponto positivo desse trimestre foram as reduções de gastos operacionais que levaram ao avanço de 64,9% no EBITDA ajustado e ao salto de 297,9% no lucro líquido, todos na comparação com o 3º Trim/16. Os resultados da companhia vieram superiores às expectativas, o que deve levar suas ações para o campo positivo.

Resultado sem surpresas e boa distribuição de proventos da Comgás (CGAS5). O volume de vendas de gás continuou sendo puxado pela adição de novos clientes na classe residencial, bem como pela gradual retomada na indústria, com destaque para automotiva e siderúrgica. Já a rubrica de custos foi impactada pela alta no preço do petróleo e de transporte, fato que aliado as maiores despesas relacionadas a contingências culminou na ligeira queda, de 1,4 pontos percentuais, na margem EBITDA normalizada do período. Cabe destacar que a companhia anunciou a distribuição de R$ 700 milhões em dividendos, sendo R$ 5,269 por ação ON e R$ 5,795 por ação PN, o equivalente ao yield de 10,9% e 11,9% respectivamente. Os papéis ficam ex-proventos na próxima segunda-feira (13/11) e o pagamento será realizado ainda esse mês, no dia 23. Suas ações devem responder de forma positiva às novidades.

Sanepar (SAPR4) reporta bons resultados. Apesar das despesas não recorrentes relacionadas aos programas de demissão e aposentadoria incentivada, a companhia registrou alta anual de quase 30% no EBITDA, com ganho de 3 pontos percentuais na margem. O reajuste tarifário de cerca de 8,53% aplicado a partir de junho aliado ao crescimento nas ligações de água e esgoto foram os principais propulsores do resultado, já que o volume faturado foi significativamente menor, dado a mudança na estrutura tarifária. Tal desempenho deve influenciar de forma positiva os ativos SAPR4 no curto prazo.

Números da Gerdau (GGBR4) ficam aquém do esperado. A despeito da redução nas despesas com vendas, gerais e administrativas, em reflexo das iniciativas de racionalização, e da alta de 5,4% no volume vendido de aço, frente ao 3T16, a companhia apresentou  ligeira queda de EBITDA e margem na comparação anual. A alta nos custos da matéria-prima aliada à desconsolidação dos resultados da Colômbia foram os principais responsáveis por tal desempenho. Como destaque positivo ficou a maior geração de fluxo de caixa livre no trimestre, que cresceu tanto frente ao 3T16 quanto na comparação com o trimestre imediatamente anterior. Seus papéis podem refletir tal divulgação de forma marginalmente negativa no pregão de hoje, ainda que as perspectivas de médio/ longo prazo sigam boas.

Resultado sem surpresas da BR Properties (BRPR3). A companhia viu a vacância se manter em um patamar elevado, bem acima do 3T16, por conta das aquisições realizadas no período, mas, já com alguns sinais de melhora em relação aos primeiros trimestres desse ano. Ainda assim, a receita líquida da BR Properties teve retração na comparação com o 3T16 devido à queda no valor de alguns contratos de aluguel, por conta do cenário ainda complicado no setor de atuação. Boas notícias do trimestre foram o bom controle de custos e despesas (mesmo que o custo com vacância siga elevado) e a melhora no resultado financeiro, fruto da retração da taxa básica de juros da economia. Esses dois fatores levaram a melhora no lucro líquido ajustado da companhia, o FFO, que saiu de R$ 13,3 milhões para R$ 22,3 milhões. Consideramos os resultados dentro do esperado, dessa forma, mantemos a nossa visão positiva para os papéis da companhia.

Resultado abaixo do esperado da Multiplus (MPLU3). A companhia viu o total de pontos acumulados cair tanto na comparação trimestral (-9,7%) quanto na anual (-4,3%), resultando em queda no faturamento de pontos da Multiplus, ainda que um pouco menor. O movimento é o oposto do que vimos ontem na divulgação do resultado da Smiles que teve forte crescimento no acumulo de pontos (milhas, no caso da Smiles). O lucro líquido, desconsiderando efeitos não recorrentes, atingiu R$ 112,1 milhões, vindo de R$ 134,1 mi no 3T16 e R$ 126 mi no 2T17. A boa notícia da divulgação é a distribuição robusta de proventos (dividendo + JCP), no valor total de R$ 0,946 já líquido por ação, yield de 2,6%. Papéis ficam ex no dia 13 de novembro, próxima segunda-feira. Pagamento em 5 de dezembro. A distribuição pode mitigar o efeito negativo dos números trimestrais nos papéis da companhia.

Forte resultado da MRV (MRVE3) no 3T17. A companhia seguiu crescendo top line e ainda entregou uma ótima recuperação de margens, com margem EBITDA de 21,9%, vindo de 14,7% no 3T16 e 16,9% no 2T17. Isso decorre do bom controle de custos e despesas, com o SG&A representando 17,8% da receita líquida contra 19,5% há apenas três meses. Outro destaque foi a geração de caixa no trimestre, que atingiu R$ 116 milhões, alta de 12,1% em três meses e de 185,1% em doze. Os distratos seguem trajetória cadente, com os esforços da companhia para chegar ao distrato zero no futuro. Chamado "Venda Garantida" já alcançou 12,93% das vendas do 3T17. Esperamos reação positiva do mercado aos bons números da incorporadora mineira.

Queda da Selic ajuda bottom line da Iguatemi (IGTA3). Uma das nossas recomendações no decorrer do ano para o investidor se beneficiar da redução de juros por aqui, a companhia viu o FFO saltar 18,5% frente ao 3T17, mesmo quando a receita líquida teve avanço de 5,3% e a margem EBITDA teve leve retração. As vendas nas mesmas lojas cresceram 5,9% denotando recuperação e a taxa de ocupação dos shoppings se manteve estável. A queda nas despesas financeiras foi de 29,6%, mais de R$ 23 milhões de diferença na comparação com doze meses atrás, o que mais que compensou a queda na receita financeira, pelo mesmo motivo. Consideramos os números dentro do esperado e mantemos nossa recomendação para os papéis.

Sonae (SSBR3) também se beneficia de queda de juros. Os números da companhia seguiram a mesma tendência da Iguatemi. Recuperação das vendas (vendas mesmas lojas avançaram 7,7%) e resultado financeiro impactando positivamente o FFO, que no caso da Sonae saltou 21,4%. Também esperamos que os números sejam bem recebidos, ainda que já esperados.

Lucro do BTG (BPAC11) tem boa recuperação. O forte desempenho das mesas do banco e a recuperação em investment banking puxaram a recuperação do lucro líquido ajustado do BTG na comparação com o trimestre imediatamente anterior. Vale destacar também a continuidade da recuperação no volume de ativos sob gestão do banco que tomaram um baque no final de 2015, com a prisão do então CEO do banco. Consideramos os números positivos.

Ganhos de margens são destaque na Gol (GOLL4). A cia aérea seguiu mostrando recuperação em seus números nesse 3T17, com destaque para as margens, EBIT de 9,7% no 3T16 para 11,9% e EBITDA de 9,1% para 12,0%. Os números do trimestre também foram bastante impactados por itens não recorrentes, como variação cambial e mesmo os números da Smiles, com o benefício fiscal relacionado à incorporação pela Webjet. Mas, de modo geral, o bom trabalho feito nos últimos anos visando melhor adequar a oferta da companhia à demanda, além da manutenção do preço dos combustíveis em um patamar razoável no decorrer do ano, tem dado bons frutos. Ainda vemos um perfil de risco elevado na companhia, por conta do endividamento ainda elevado, mesmo que cadente.
 

AGENDA DE DIVIDENDOS
 


 

AGENDA DE RESULTADOS
 

Bons negócios.


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