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Notícias

09/11/2017

Diário Matinal Coinvalores - 9 de novembro de 2017

 

Bom dia,

1Poucos indicadores hoje abrem mais espaço para agenda política guiar os mercados. Em dia vazio em termos macroeconômicos por aqui, as tratativas políticas em torno das medidas fiscais deverão balizar a bolsa paulista. A possibilidade do novo texto da Reforma da Previdência, que será bem menor do que a original feita pelo Planalto, sair até o fim desta semana certamente movimentará os mercados. Contudo, sua aprovação ainda é bastante incerta, seja pelo calendário legislativo apertado ou pela própria força da base aliada do governo que já condiciona a votação das medidas fiscais a uma imediata mudança ministerial.

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Agenda dos EUA segue amena. O número semanal de pedidos de auxílio desemprego e o volume de estoques no atacado, em setembro, são os dois únicos indicadores econômicos previstos para essa quinta-feira. Todavia, ambos não devem trazer novidades, pelo contrário, as estimativas apontam para certa estabilidade frente às últimas divulgações. Portanto, o noticiário político, mas especificamente as discussões em torno do pacote de incentivo fiscal de Trump, vão continuar balizando o humor dos investidores.

Boa surpresa com a inflação chinesa. O CPI de outubro acelerou a alta para 1,9% ante 1,6% em setembro e veio além da mediana das expectativas que apontava para 1,7%. Já a inflação ao produtor no mês passado manteve o avanço anual de 6,9% visto em setembro, enquanto que se esperava uma desaceleração para 6,6% nessa leitura. A variação de preços ainda resistente pode indicar uma dinâmica ainda aquecida, mas que deverá se arrefecer neste final de ano, apesar dessa surpresa em outubro.

Bolsas pressionadas na Europa. Em mais um dia de agenda vazia, a maior parte dos índices europeus oscilam no campo negativo, com os investidores atentos a retomada das negociações do Brexit, em Bruxelas, e aos discursos de integrantes do BCE. Em sentido contrário, as bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta manhã, na esteira de dados acima do esperado na China, que detalhamos acima.
 

    

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Números dentro do esperado do BB (BBAS3). O resultado do Banco do Brasil não fugiu muito das projeções nesse trimestre. Margem financeira em queda, por conta da retração na carteira de crédito do banco decorrente da maior seletividade na concessão de empréstimos. Por outro lado, SG&A e PDD também vieram menores, resultando em uma melhora no bottom line do banco principalmente na comparação anual. Rentabilidade do banco segue em um patamar muito inferior a média dos outros bancos, o que segue, em nossa visão, justificando o desconto dos seus papéis em relação aos pares. Não vemos os números como um fator determinante para o curto prazo de BBAS3 e continuamos considerando que há outras opções mais interessantes no setor. O banco ainda anunciou proventos de R$ 0,1897 já liquidos por ação, yield pequeno de 0,6%. Papéis ficam ex no dia 22 de novembro, pagamento dia 30 desse mês.

Resultados sem surpresas da São Carlos (SCAR3). Pequena compressão de receitas e EBITDA, em parte por conta da vacância ainda alta, em parte pela venda de empreendimentos. Vale ressaltar a manutenção de margens mesmo com a queda na receita, especialmente porque o aumento na vacância aumenta muito os custos da companhia, que tem feito um bom trabalho em segurar o SG&A nesse cenário. Já o FFO, espécie de lucro líquido ajustado do setor, apresentou melhora de 41,8% na comparação anual, com margem saltando de 13,1% para 19,1%, reforçando nossa visão do impacto da queda da taxa de juros nos papéis da companhia. Mantemos a companhia como a nossa top pick no setor.

CSU (CARD3) continua mostrando bons resultados. A companhia manteve a boa performance na divisão de cartões, com alta de 15,9% na receita líquida na comparação com o 3T16, por conta da expansão da base de cartões faturados. Na divisão de call center, a receita apresentou pouca variação, tanto na comparação trimestral quanto na anual, denotando um cenário ainda complicado. Ainda assim, a divisão reportou melhora no EBITDA na comparação com o trimestre imediatamente anterior, respondendo por uma fatia considerável na evolução no bottom line da CSU. Mantemos nossa visão positiva para os papéis da companhia.

Valid (VLID3) reporta números ainda tímidos, mas com sinais de recuperação. Principalmente na comparação com o trimestre imediatamente anterior, já começamos a ver alguma recuperação de margens, por conta dos esforços de redução de custos da companhia, que devem ser mais sentidos no decorrer do ano que vem. Já sobre suas linhas de negócios, Identificação segue apresentando os números mais saudáveis, Mobile (antes chamada de Telecom pela Valid) apresentou boa recuperação de margens no trimestre, apesar das receitas cadentes, Meios de Pagamentos segue com um panorama bem complicado, com queda de volume, e na Certificadora Digital o top line seguiu avançando, mas provisões para perdas trabalhistas trouxeram o EBITDA para o campo negativo. Não consideramos que o resultado deva ter um grande efeito sobre os papéis, mas ainda consideramos que, no atual patamar de preço, suas ações são uma boa opção para investidores com foco no longo prazo e que aceitem um nível de risco mais elevado. Companhia ainda vai pagar dividendos de R$ 0,20 por ação para os acionistas posicionados no final do pregão do dia 14 de novembro. Papéis voltam do feriado já ex e pagamento se dará no dia 24 desse mês. Yield é de 1,1%.

Mais um resultado pressionado da Mills (MILS3). A companhia até mostrou alguma evolução em seus números na comparação com o trimestre imediatamente anterior, mas essa melhora não está ligada a uma recuperação do seu setor de atuação. A evolução nos números advém do aumento no volume de vendas de seminovos e do fim do processo de reestruturação pelo qual a companhia passou para tentar se adequar a nova realidade do mercado, o que acabou gerando custos adicionais nos últimos trimestres. O bottom line da Mills seguiu no campo negativo, sem sinais consistentes de que isso deve mudar nos próximos trimestres. Mantemos nossa visão mais negativa para os papéis da companhia.

Azul (AZUL4) tem mais trimestre positivo. Destaque para o boa melhora no resultado operacional da companhia aérea que saltou de R$ 166,0 milhões há doze meses para R$ 249,3 milhões no trimestre em análise, com expressivos ganhos de margens, trazendo a margem operacional da companhia para dentro do guidance do ano. A redução da dívida líquida após o IPO também ajudou o resultado nesse trimestre, reduzindo sensivelmente as despesas financeiras. Esperamos impacto positivo da divulgação sobre os papéis da companhia.

Bom resultado da Wiz (WIZS3). A companhia continuou reportando crescimento forte no top line e no EBITDA, com destaque para a evolução nas operações da bancassurance, que são os seguros ligados de alguma forma a operação bancária da Caixa, por exemplo, quando você pega um financiamento imobiliário e precisa segurar a casa. Essas operações cresceram 31,0% na comparação com 12 meses. Já as operações de seguros tradicionais, como auto e saúde, apresentaram retração de 12,0%. O bottom line apresentou elevação, mas com queda na margem líquida, por conta da deterioração do resultado financeiro, por contra da aquisição da Finanseg, que diminuiu o saldo de caixa (menos receita financeira) e ainda gerou um custo adicional de R$ 2,9 milhões. Consideramos os números da Wiz saudáveis, mas os papéis devem seguir respondendo mais às notícias relacionadas aos controladores.

Eucatex (EUCA4) reporta bom desempenho. A companhia reportou bom desempenho neste 3T17, com crescimento de 3,1% em seu faturamento, 16,7% no EBITDA e 285,5% em seu resultado final. Este bom resultado reflete a melhora, mesmo que leve, do mercado interno, principalmente com a divisão de madeira. Além do bom desempenho a companhia vem reduzindo a sua alavancagem, chegando a uma relação dívida líquida/EBITDA de 1,6x ante 1,8x do mesmo período de 2016. Com isso, por conta da melhora em seu resultado, esperamos que suas ações possam performar positivamente no pregão de hoje.

SLC Agrícola (SLCE3) reporta excelente desempenho neste 3T17. Com crescimento de 76% em seu faturamento e 386% no EBITDA, a companhia terminou o trimestre com lucro, revertendo o prejuízo do ano anterior. Este bom resultado reflete a maior colheita na safra 2016/2017, com desempenho acima do esperado na colheita de algodão. Além do bom resultado operacional a companhia conseguiu reduzir a sua alavancagem, saindo de uma relação dívida líquida/ EBITDA de 2,6x para 1,7x. Com este bom resultado esperamos que suas ações possam responder positivamente no pregão de hoje.

Carrefour (CRFB3) vem com resultados dentro do esperado. A companhia reportou desempenho bem dentro do esperado com crescimento de 4% em sua receita líquida, 17% no EBITDA e 17,5% no resultado final, se comparado ao 3T16. Vale destacar que o Atacadão continua representando 70% de suas vendas totais. Considerando que o resultado não fugiu do esperado, suas ações não devem ter grandes ganhos no pregão de hoje.

Desempenho acima do esperado da CVC (CVCB3) que fez nova aquisição. Na análise comparativa pró-forma (em razão das aquisições da Rextur e Submarino Viagens), a receita líquida subiu 10,0%, enquanto que o EBITDA ajustado avançou 13,1% e o lucro líquido 21,1%. Essas variações vieram um pouco além do que o mercado aguardava, portanto, esperamos reação positiva dos ativos CVCB3 que também serão influenciados pela compra da Visual Turismo. A CVC irá adquirir integralmente a empresa por R$ 67,9 milhões, mas poderá pagar até R$ 17,0 milhões a mais em função do atingimento de metas estipuladas até 2020. A Visual tem mais de trinta anos de atuação na intermediação de serviços de lazer e, em 2016, registrou R$ 400 milhões em reservas confirmadas, agregando mais valor às operações da CVC.

Resultado regular da Alliar (AALR3) que abriu programa de recompra. A empresa de medicina diagnóstica apresentou números tímidos nesse terceiro trimestre do ano. Na comparação anual, a receita líquida subiu 14,0%, o EBITDA ajustado pelas recentes aquisições aumentou apenas 2,3% e o lucro líquido saiu de R$ 4,7 milhões para R$ 13,1 milhões, basicamente em função do melhor resultado financeiro. Ainda assim, não vemos o resultado como um catalisador de curto prazo para as ações AALR3 que poderão se movimentar pelo novo programa de recompra de ações. Serão adquiridas um milhão de ações da companhia, o que corresponde a 2,23% do total em circulação, no prazo do programa será até 31/mai/2019. De todo modo, a performance operacional ainda frágil deverá pesar mais sobre seus ativos do que o programa de recompra.

Bom trimestre da Rumo Logística (RAIL3), o que também favorece sua controladora Cosan Logística (RLOG3). A Rumo Logística registrou seu primeiro trimestre de lucro líquido desde a sua constituição controlada pelo Grupo Cosan. Houve avanço de 14,7% na receita líquida e de 24,6% no EBITDA, ambos em relação ao 3º Trim/16. E o resultado reverteu o prejuízo de R$ 58,8 milhões para lucro líquido de R$ 77,7 milhões, em razão da melhora no resultado financeiro no período. Diante da boa performance operacional, esperamos uma reação positiva no pregão de hoje, tanto de RAIL3 como de RLOG3.

Ciclo de expansão da Movida (MOVI3) ainda gera bom crescimento. A companhia de locação de veículos tem se beneficiado da retomada do setor, garantindo bons avanços das suas operações neste terceiro trimestre. A receita líquida saltou 40,1% versus o 3º Trim/16 e 14,4% frente ao trimestre imediatamente anterior, o mesmo foi visto no lucro líquido que cresceu 15,7% e 26,7%, nas mesmas bases comparativas. A geração de caixa medida pelo EBITDA também evoluiu consistentemente, 18,4% anualmente e 17,7% sobre o 2º Trim/17, sendo que a margem EBITDA aumentou 3 pontos percentuais em apenas três meses. A companhia revisou para cima seu plano de investimento em 2017, passando de R$ 500 milhões para R$ 650 milhões, montante esse que já estava dentro das expectativas diante do forte investimento na frota de veículos. Esperamos reação positiva para suas ações no pregão de hoje.

Fraco resultado da TOTVS (TOTS3). Os números reportados pela TOTVS no 3º Trim/17 vieram bem abaixo das expectativas de mercado e da própria companhia que retirou a projeção de EBITDA ajustado do guidance deste ano. Em relação ao 3º Trim/16, a receita líquida teve leve alta de 4,6%, enquanto que o EBITDA ajustado tombou 28,0% e o lucro líquido também ajustado despencou 52,0%. Com isso, avaliamos que as ações TOTS3 deverão ir para o campo negativo no curto prazo.

Corte de despesas favorece desempenho da Time For Fun (SHOW3). A companhia apresentou seu desempenho no 3º Trim/17, onde houve crescimento de 33% na receita líquida, de surpreendentes 89% no EBITDA e de 120% no lucro líquido, todos na comparação anual. Esse desempenho apresentado pela Time For Fun poderá trazer boa reação para os seus papéis hoje em bolsa.

Spreads e paradas não programadas afetam desempenho da Braskem (BRKM5). Uma confluência de fatores negativos pesou sobre os números da companhia neste trimestre, com destaque para a parada não programa de duas plantas nos EUA, em função da passagem do furacão Harvey, para a parada programada no Rio de Janeiro e pela queda nos spreads de petroquímicos básicos no mercado interno, dado a recente valorização do petróleo. Em contrapartida, a demanda doméstica seguiu denotando recuperação, enquanto que o consumo de polipropileno nos EUA e na Europa segue pujante. Os papéis BRKM5 devem responder de forma marginalmente negativa à divulgação.

Taesa (TAEE11) tem resultados pontualmente mais fracos. Os números da companhia foram afetados pela redução de 50% na Receita Anual Permitida de dois empreendimentos, conforme previsto no contrato de concessão. Não obstante, a rubrica de custos foi impactada, de forma não recorrente, pela rescisão contratual de três executivos, pelos custos atrelados a 4° emissão de debêntures e também pelas maiores despesas relacionadas a leis de incentivo fiscal. Dessa forma, o EBITDA regulatório da companhia recuou 8,4% frente ao 3T16, enquanto a margem caiu de 90,6% para 86,9% no mesmo período. Suas ações podem responder de forma marginalmente negativa ao resultado.

Ultrapar (UGPA3) volta a reportar números fortes. Houve melhora em quase todas as áreas de negócios da companhia, com destaque para Ipiranga, que se beneficiou com a retomada, ainda que bastante gradual, da demanda por combustíveis, e por efeitos pontuais sobre a rubrica de custos. A Ultragaz continuou denotando resiliência e colhendo bons frutos da estratégia de corte de custos e iniciativas comerciais voltadas para captura e fidelização de novos clientes, enquanto que a Oxiteno foi a exceção, a despeito do volume recorde de vendas, em razão de impactos pontuais nos custos  e problemas técnicos na repartida de uma planta. A divulgação deve proporcionar um impulso positivo para UGPA3 no curto prazo.

Aprovada privatização das distribuidoras da Eletrobras (ELET6). O conselho de programa de parcerias de investimentos aprovou a modelagem para privatização das seis distribuidoras da elétrica, sendo o valor da alienação do total das ações detidas pela Eletrobras, menos uma ação ordinária, de 50 mil por cada uma das seis distribuidoras. Um índice classificatório composto pelo maior deságio em relação ao adicional tarifário transitório e maior outorga oferecida à União deve indicar o vendedor. As ações da elétrica podem responder de forma positiva à novidade.  
 

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Bons negócios.


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