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Notícias

10/11/2017

Diário Matinal Coinvalores - 10 de novembro de 2017

 

Bom dia,

1IPCA acelera menos que o esperado. O índice oficial de inflação avançou 0,42% em outubro, bem acima dos 0,16% registrados em setembro, mas abaixo da média das estimativas do mercado. Esse desempenho reflete principalmente a aceleração dos preços nos grupos habitação e vestuário, bem como a menor deflação na classe de alimentos. No acumulado do ano o índice acumula alta de 2,21%, o que, certamente, irá reacender as discussões em torno da extensão do ciclo de afrouxamento monetário em 2018.

Já o IGP-M registra queda na primeira prévia de novembro e IPC fica praticamente estável. O índice registrou taxa negativa de 0,02% contra a alta de 0,32% no mesmo período do mês anterior. Os indicadores que mais contribuíram para esta redução foram o IPA, que caiu 0,09% ante os 0,42% e menor crescimento do IPC, que saiu de 0,17% para 0,03%, na mesma base de comparação. O INCC apresentou elevação de 0,29%. Já o IPC do município de São Paulo registrou alta de 0,31%, bem próxima dos 0,32% registrados na última leitura.

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Mudanças no pacote tributário de Trump movimentam os mercados. Hoje, nos EUA teremos a prévia de novembro da confiança do consumidor que deverá apurar elevação frente à última leitura, além do resultado fiscal referente ao mês passado de onde se espera um pequeno superávit. Entretanto, as atenções dos investidores certamente ficarão mais sob a tramitação legislativa do pacote tributário de Donald Trump. Ontem, a comissão da câmara norte-americana aprovou a proposta de reforma tributária com várias modificações que podem ser votadas no plenário da casa na próxima semana e têm boa chance de passar. Por outro lado, a proposta que está sendo elaborada pelo Senado americano difere em inúmeros pontos, tais como a quantidade de classes de incidência para o imposto de renda e o ano de vigência para a redução dos tributos sobre as empresas, uma vez que no texto dos senadores só seria implementado em 2019. Dessa forma, o impacto expansionista para a atividade vinda do pacote de Trump poderá ficar mais para frente, tanto pelas mudanças em questão quanto pelas dificuldades enfrentadas em sua tramitação legislativa, contrariando as expectativas iniciais de que as principais medidas já poderiam valer no ano que vem.

Bolsas seguem no vermelho. Chegando ao fim de uma semana vazia de indicadores econômicos, as Bolsas europeias seguem pressionadas, com as incertezas com relação ao pacote de fiscal de Trump suscitando cautela, como comentado acima. Na Ásia, o dia também o foi de desvalorização na maior parte dos índices, com exceção de Shangai, que subiu na esteira da valorização das commodities.
 

    

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Venda da segunda torre do EzTowers turbina trimestre fraco da Eztec (EZTC3). No segmento residencial, a incorporadora viu suas receitas caírem 41,8% na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, com margens mais apertadas, em linha com o esperado e com o que a companhia vem reportando nesse ano, por isso, não esperamos que os números tenham um efeito forte nos papéis da companhia. A diferença nesse trimestre foi a venda da torre B do projeto EzTowers, que catapultou os resultados da Eztec que fechou o trimestre com lucro líquido 471,9% maior que no mesmo período do ano passado. A grande expectativa é sobre a destinação do lucro do ano, sendo que no ano passado, o payout foi de cerca de 80%. Se esse patamar se mantiver, apenas com os lucros dos primeiros nove meses de 2017, a Eztec poderia fazer uma distribuição com yield de 7,5%, considerando o fechamento de ontem. Mantemos nossa visão positiva para a companhia, tendo em vista sua mais que sólida posição financeira, sendo a opção mais defensiva para se aproveitar a retomada do mercado imobiliário.

Gafisa (GFSA3) anuncia mais um prejuízo e aumento de capital. A companhia viu seus números seguirem muito pressionados nesse terceiro trimestre do ano, um pouco melhor que o segundo trimestre, mas ainda abaixo do mesmo período do ano passado, quando já havia reportado EBITDA negativo. O índice dívida líquida / PL da companhia atingiu 87,1% e a Gafisa anunciou um aumento de capital para melhorar sua estrutura financeira. A companhia vai levantar entre R$ 200 milhões (valor garantido por alguns investidores institucionais) e R$ 300 milhões. O valor por ação do aumento é de R$ 15,00 e ele ocorrerá por subscrição privada, ou seja, apenas os atuais acionistas receberão o direito de subscrever os novos papéis, direito que poderá ser negociado. Acreditamos que os papéis ficarão pressionados no pregão de hoje, por conta dos resultados e do aumento de capital.

Resultados ainda pressionados, mas geração de caixa é destaque na Cyrela (CYRE3). A companhia divulgou resultado sem grandes surpresas, com margens ainda comprimidas e bottom line ainda negativo, mesmo que o prejuízo tenha sido bem menor em relação ao 2T17. Por outro lado, se o cenário para o setor não permite uma melhora mais forte dos números, consideramos que a Cyrela vem fazendo bem a lição de casa, mantendo a alavancagem em um nível bem saudável, fruto da geração de caixa vista nesse ano. A geração de caixa foi destaque no trimestre, ficando em R$ 285 milhões, contra R$ 64 milhões há apenas três meses. Mesmo sem grandes números no trimestre, acreditamos que as notícias positivas comentadas acima podem estancar um pouco o desempenho negativo que o papel tem tido nos últimos meses.

Gol (GOLL4) revisa projeções para 2017. A cia aérea anunciou revisão do guidance para o ano, em sua maioria, as projeções convergiram para o teto do guidance, mas, algumas, como receita líquida e lucro por ação, o teto do guidance antigo é inferior ao novo piso do guidance. A companhia também divulgou a prévia operacional de outubro, com melhora na taxa de ocupação frente o mesmo mês do ano anterior. Acreditamos em reação positiva do mercado à divulgação.

Resultado sólido da Tenda (TEND3), mas sem novidades. A companhia reportou bom crescimento no top line, com recuperação de margens frente ao trimestre imediatamente anterior, denotando cenário melhor para o segmento de atuação, muito pautado no programa do governo Minha Casa Minha Vida. A companhia ainda destacou que acelerou os lançamentos, segundo a Tenda, o movimento visa resguardar a companhia "contra possíveis desafios operacionais relacionados à Caixa Econômica Federal e ao FGTS". Essa já é a grande preocupação do mercado no tocante a esse segmento e acreditamos que notícias relacionadas à capacidade de financiamento da Caixa deve seguir movimentando os papéis mais que o resultado operacional, dessa forma, não esperamos reação positiva do mercado, mesmo com números saudáveis.

Melhora de margens é destaque na Ecorodovias (ECOR3). A companhia viu o tráfego em suas estradas mostrar uma sensível melhora nesse terceiro trimestre do ano, com destaque para o segmento de veículos pesados, que saltaram 8,8% na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. Em leves, a evolução foi de 5,3%. Com alta de 8,6% na tarifa média de pedágio, a receita da companhia apresentou boa evolução, o que, aliada ao bom controle de custos e despesas, resultou no mencionado ganho de margens do título. Esperamos que os números sejam bem recebidos pelo mercado.

Geração e redução da dívida impulsionam lucro da Alupar (ALUP11). O desempenho da Alupar foi bastante resiliente neste trimestre, com a redução de 50% na Receita Anual Permitida de três empreendimentos sendo compensada pelo forte resultado na área de geração de energia, onde a estratégia de sazonalização, a entrada em operação da PCH Morro Azul e a operação integral do complexo eólico Energia dos Ventos propiciou o maior faturamento, bem como a expressiva redução no custo com compra de energia. Outro destaque foi à redução de seu endividamento que levou a redução nas despesas financeiras e, consequentemente, a alta de mais de 200% no lucro líquido do período, frente ao 3T16. A relação dívida líquida/ EBITDA também foi beneficiada por esse contexto, saindo dos 2,8x registrados doze meses atrás para 1,9x agora. Seus papéis devem responder de forma positiva ao resultado. Reiteramos a companhia como a top pick do setor de transmissão de energia.

Não recorrentes afetam desempenho da Iochpe Maxion (MYPK3). Em termos operacionais a companhia apresentou bom desempenho, com crescimento expressivo no faturamento de todas as regiões, com destaque para América do Sul  e Ásia. Todavia, uma série de fatores não recorrentes, como despesas relacionadas ao ajuste na estrutura dos escritórios internacionais, ajuste ao valor justo de uma opção outorgada aos demais acionistas da sua controlada AmstedMaxion Fundição e ajuste no valor justo do bônus de subscrição impactaram os números do trimestre, reduzindo o crescimento do EBITDA a 15,3% frente ao 3T16 e levando a reversão do lucro registrado doze meses atrás em prejuízo de R$ 28,7 milhões agora. Nesse contexto, tendo em vista que os números mais fracos decorreram de fatores pontuais, enquanto que houve sinais consistentes de melhora na demanda, suas ações podem reagir de forma marginalmente positiva.

Randon (RAPT4) reporta números fortes. O maior dinamismo na produção interna de automóveis aliado as inciativas adotadas pela companhia para ganho de participação de mercado, crescimento de suas operações no exterior e o contínuo controle sobre custos e despesas propiciou a expressiva alta no EBITDA do período, bem como o ganho de 8,8 pontos percentuais na margem e a reversão do prejuízo de doze meses atrás em lucro líquido de R$ 22,6 milhões. O segmento de autopeças foi destaque positivo, mas em veículos e implemente, onde a recuperação segue bastante lenta, os números são surpreendentes, com a Randon elevando seu market share para 43%, contra 26,4% registrados no 3T16. Tal desempenho deve dar novo fôlego para RAPT4 no curto prazo.

Resultado sem novidades da Equatorial (EQTL3). Houve gradual avanço no EBITDA do período, mas a margem recuou 1,1 p.p. em doze meses. O destaque positivo foi o crescimento das vendas no mercado livre, que compensou o dinamismo ainda fraco na classe cativa, bem como os efeitos da revisão tarifária da Cemar. Por outro lado, houve um repique no volume de perdas totais e não técnicas da Celpa, frente ao trimestre imediatamente anterior. O resultado não deve ser um catalisador para os papéis da companhia no curto prazo.

Novos ativos e sazonalização favorecem os números da CPFL Renováveis (CPRE3). A capacidade instalada em operação da companhia cresceu 9,3% frente ao 3T16, fato que propiciou a maior geração eólica no período, mitigando os efeitos da menor afluência hídrica sobre a geração das pequenas centrais hidrelétricas. Ademais, a estratégia de sazonalização de seus contratos também contribuiu para o maior faturamento e menor custo com compra de energia no período em análise. Assim, mesmo diante de fatores não recorrentes relacionados a baixa em contas à receber e no imobilizado, a companhia apresentou números sólidos, com margem EBITDA de 69,7% (1,5 p.p. acima do 3T16) e lucro líquido 89,2% maior em doze meses.

BRF (BRFS3) reportou melhoras em seu resultado deste 3º trimestre de 2017. Este melhor desempenho reflete a sua restruturação e principalmente a redução de custo com insumos e as menores despesas não recorrentes pelos ganhos relacionados pela inclusão do programa especial de regularização tributária. A companhia conseguiu apresentar leve crescimento em sua receita líquida, ficando 2,6% maior quando comparada ao mesmo período do ano anterior. Já o EBITDA se elevou em 21,3%, com lucro líquido saindo de R$ 18 milhões para R$138 milhões se comparado ao 3º trimestre de 2016. Acreditamos que suas ações possam responder positivamente no pregão de hoje pela melhora em seu resultado.

Minerva (BEEF3) apresenta bom resultado. A companhia apresentou bom desempenho neste 3º trimestre de 2017, com aumento de 34,9% em seu faturamento, 25,1% no EBITDA e 80,9% em seu resultado final, se comparado ao mesmo período do ano anterior. Este resultado reflete a maior demanda por carne no mercado interno, refletindo na reabertura de algumas plantas e pela abertura de importantes mercados externos para a exportação de carne da América do Sul, como Uruguai, Paraguai e Brasil, onde a companhia tem alguns frigoríficos. Desta forma, acreditamos que suas ações possam performar positivamente no pregão de hoje.

Desempenho dentro do esperado da Kroton (KROT3) que distribuirá dividendos. A instituição de ensino teve um bom desempenho nesse 3º Trim/17. No comparativo anual com os dados ajustados pela venda da Uniasselvi, a receita líquida cresceu 8,1%, o EBITDA aumentou 8,4% e lucro líquido subiu 17,0%. Adicionalmente ao resultado trimestral, a companhia distribuirá dividendos aos acionistas posicionados ao fim do pregão do próximo dia 16. Serão distribuídos R$ 171,4 milhões em proventos, equivalentes à R$ 0,10 por ação, aproximadamente, sendo que o pagamento será feito até o dia 27 deste mês e o dividend yield está próximo a 0,6% considerando a cotação de fechamento de ontem. Não esperamos forte reação dos ativos KROT3 em virtude do resultado em linha com as expectativas.

Trimestre consistente da Senior Solution (SNSL3). Ao consolidar as relevantes aquisições feitas e promover ajustes nas operações para elevar sua rentabilidade, a Senior apresentou um ótimo resultado em bases ajustadas por tais eventos. A receita líquida saltou 67,8% entre os terceiros trimestres de 2016 e 2017, o EBITDA ajustado mais do que dobrou (+161,2%), enquanto que o lucro líquido ajustado subiu 64,6%. Isso ocorreu, sobretudo, em virtude da incorporação da ATT/PS que ainda opera em patamar de rentabilidade inferior ao da Senior Solution. De toda forma, acreditamos que as ações SNSL3 deverão continuar o movimento de alta em razão de seu bom desempenho.

Bom resultado da JSL (JSLG3). O terceiro trimestre desse ano mostrou maior dinâmica nas operações do grupo logístico. Parte do resultado já era de conhecimento do mercado em função da publicação do balanço da sua subsidiária, a Movida (MOVI3), no último dia 8 e que destacamos em nosso diário de ontem. Além do forte crescimento no negócio de rent a car, a prestação de serviços logísticos e a venda de ativos cresceram levemente acima do que esperávamos, mas em linha com o guidance da companhia. Sobre o 3º Trim/16, a receita líquida avançou 12,7%, o EBITDA 9,6% e houve a reversão do prejuízo em pequeno lucro líquido de R$ 1,1 milhão neste trimestre. Dessa forma, avaliamos que os ativos JSLG3 podem ficar no campo positivo no pregão de hoje.

Performance satisfatória da Log-In (LOGN3). Em meio ao processo de reestruturação organizacional, a companhia tem se desfeito de ativos para melhorar sua estrutura de capital. Portanto, iremos analisar seus números recorrentes, ao invés de fazer a avaliação pelos dados consolidados neste período. Em relação ao 3º Trim/16, a receita líquida voltou a crescer (+9,4%) diante da recuperação de volume em alguns nichos de atuação da empresa. Com a forte redução de gastos operacionais, o EBITDA negativo no terceiro trimestre do ano passado foi revertido para R$ 18,6 milhões positivos, mas, ainda sim, a companhia reportou prejuízo líquido neste 3º Trim/17. Acreditamos que esse desempenho já estava na conta dos investidores, porém, os resultados mais nítidos da reestruturação da companhia poderão favorecer os ativos LOGN3 em bolsa.

Mais uma vez, assembleia da Oi (OIBR4) é adiada. O encontro dos credores da companhia em recuperação judicial estava agendado para hoje, mas o pedido de adiamento formulado por grandes credores da operadora foi acatado pela justiça que decidiu por adiar a assembleia, agora marcada para 7/dez. Essa é a terceira suspensão da reunião que originalmente estava agendada para setembro, mas foi suspensa a pedido do conselho de administração para a apresentação da nova versão do plano de recuperação judicial. Contudo, esse novo adiamento deixa claro a resistência dos credores da Oi em aceitar as condições do novo plano, mesmo com a possibilidade de conversão dos títulos de dívida em ações da empresa e também com a capitalização de mercado prevista em R$ 9 bilhões, sendo que as ações que serão emitidas terão desconto de 30% sobre o preço de bolsa no ato da operação. Desse modo, acreditamos que os papéis OIBR4 deverão reagir negativamente no curto prazo.
 

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Bons negócios.


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