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Notícias

13/11/2017

Diário Matinal Coinvalores - 13 de novembro de 2017

 

Bom dia,

1Boletim Focus é o que tem para hoje. Com uma agenda bem fraca, destaque somente para a divulgação do boletim semanal que não trouxe surpresas, vindo com leve alta na projeção para o IPCA tanto para este ano, que saiu de 3,08% para 3,09% quanto para 2018, que ficou em 4,04% ante os 4,02% da última divulgação. Já todos os outros principais indicadores (Selic, dólar e PIB) permaneceram inalterados. Dada a agenda esvaziada e o boletim não trazendo novidades o mercado financeiro irá repercutir o desenrolar da reforma da Previdência, com o possível desembarque do PSDB do governo abrindo espaço para um rearranjo ministerial que talvez dê algum fôlego para a reforma, mesmo em uma versão "light".

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Agenda tranquila nos EUA. Segunda com uma agenda bem tranquila, somente com o resultado fiscal mensal de outubro, os mercados lá fora também voltam as atenções para o desenrolar no campo político, nesse caso com a correria para emplacar as aprovações das reformas antes do recesso, que começa nesta sexta feira, com as comemorações de Ação de Graças na próxima semana.

Dia sem direção definida lá fora. O movimento do mercado de câmbio influencia bastante as Bolsas lá fora, com o Nikkei fechando em queda, com o fortalecimento do Iene. Por outro lado, notícias do enfraquecimento de Theresa May no cargo pressionam a libra nessa sessão, ajudando as ações da Bolsa de Londres, que opera em leve alta, na contramão dos demais mercados europeus. Na China, a valorização das commodities ajuda os mercados acionários.
 

 

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Resultado sem surpresa da JHSF (JHSF3). A companhia continuou reportando números pressionados na divisão de incorporação, o que machuca as margens consolidadas. No trimestre, novamente, distratos voltaram a levar as vendas líquidas do segmento para o campo negativo, após sinais de melhora no começo desse ano. Outro segmento que veio mais pressionado no trimestre foi o de hotéis e restaurantes, mas isso está mais ligado a base de comparação muito forte no 3T16, com a realização dos jogos olímpicos no Rio, que elevou muito o ticket médio e a ocupação na cidade. Já no segmento de shoppings centers, a companhia reportou números sólidos, com crescimento de 7% nas vendas nas mesmas lojas de seus shoppings. Por outro lado, a companhia teve que lançar mão de descontos, limitando o crescimento dos indicadores de aluguéis, que ficaram aquém do crescimento das vendas dos lojistas. Esses descontos tem ligação com a dinâmica recessiva que o varejo vem passando nos últimos anos. Essa recuperação de vendas deve abrir uma janela para revisão dessa política de descontos mais agressiva, melhorando os resultados da JHSF nos próximos trimestres. O endividamento da companhia ainda está em um patamar elevado (com uma parcela considerável vencendo nos próximos dois anos) o que, mesmo com os esforços já impetrados para melhorar sua alavancagem, ainda consideramos um desafio para a companhia. Além disso, há mais incertezas do que certezas relativas ao aeroporto executivo da companhia, o que também eleva o perfil de risco dos papéis. Consideramos que há opções mais seguras em Bolsa e com bom potencial de valorização.

Queda da inadimplência impulsiona números do Banrisul (BRSR6). O índice de atrasos acima de 90 dias passou de 5,4% há doze meses para 4,7% em junho e, finalmente, para 4,3% nesse trimestre, ajudando o banco a reportar forte crescimento no lucro, mesmo com ligeira queda em sua margem financeira, tanto na comparação anual quanto na trimestral. As despesas com PDD foram de R$ 530 milhões há doze meses e R$ 375 milhões agora, diferença maior que os R$ 115 milhões a mais no lucro líquido entre os trimestres. (R$ 220 mi contra R$ 105 mi). A queda na inadimplência é boa notícia, mas sem grandes novidades operacionais, consideramos que o efeito nos papéis da companhia deva ser apenas marginal.

Portobello (PTBL3) reporta melhora em seu resultado. A companhia apresentou melhora em seu desempenho neste 3T17, saindo do prejuízo líquido para lucro. O EBITDA também apresentou melhora com elevação de 13% se comparado ao 3T16. O faturamento veio bem em linha com o apresentado no mesmo período do ano anterior, mesmo com o cenário doméstico complicado, por conta de melhora no mix de produtos e aumento nas vendas no mercado externo. A melhora nas margens, EBITDA e resultado final reflete a boa gestão nos custos e despesas, além do aumento nas receitas financeiras, no caso do bottom line. Neste período a Portobello também reduziu sua alavancagem, saindo de uma relação dívida líquida/EBITDA de 3,6x no 3T16 para 2,4x. Esperamos que suas ações respondam positivamente no pregão de hoje. 

Bom desempenho da B3 (BVMF3), que distribuirá proventos. Os maiores volumes negociados nos mercados de ações, derivativos e no balcão, além da recuperação no financiamento de veículos trouxeram bons números para este 3º Trim/17 da companhia. Em relação ao 3º Trim/16, a receita líquida cresceu 20,3%, enquanto que o EBITDA ajustado se elevou em 10,6%, ambos em linha com as expectativas de mercado. Em razão da menor posição de caixa, o lucro líquido recorrente reduziu 26,8% em comparação com o reportado um ano antes. Adicionalmente aos resultados, a B3 aprovou a distribuição de juros sobre o capital próprio (JCP) no montante de R$ 168,1 milhões, equivalentes ao valor bruto de R$ 0,08 por ação, aproximadamente. Os acionistas posicionados ao fim do próximo dia 21 terão direito ao JCP, sendo que o pagamento será feito em 07/dez/2017. Acreditamos que os papéis BVMF3 deverão reagir positivamente hoje.

Mais um trimestre de redução de despesas da Somos Educação (SEDU3). A companhia que passa por inúmeras reestruturações, tanto operacionais quanto societárias, mostrou boa performance operacional. A receita líquida voltou a saltar (+20,5% sobre o 3º Trim/16) com crescimento no segmento de soluções educacionais e também boa expansão nas escolas de idiomas que estão atingindo sua maturação. Nesse mesmo sentido, as operações começam a trazer maior rentabilidade para a empresa, o EBITDA aumentou 51,1% anualmente, com ganho de 4 p.p. na margem EBITDA entre os períodos. Contudo, o resultado financeiro negativo fez a linha final da DRE registrar prejuízo, mas bem inferior aos trimestres anteriores. Diante do bom desempenho operacional, acreditamos que os ativos SEDU3 reagirão positivamente em bolsa.

Log-In (LOGN3) tem bom alívio no endividamento. Em meio ao processo de reestruturação organizacional, a companhia comunicou que chegou a entendimentos com seus credores para reestruturação de parte de sua dívida que totaliza R$ 490 milhões. Esse montante será repactuado, passando a vencer em 2023, ante 2021, e terá um prazo de carência do principal até junho de 2018. Os custos financeiros e garantias dos empréstimos permanecerão inalterados. Avaliamos de maneira bastante positiva esse anúncio que favorece a readequação da estrutura de capital da Log-In e, com isso, esperamos reação positiva dos seus ativos no pregão de hoje.

Restoque (LLIS3) aprova oferta pública. A companhia divulgou fato relevante confirmando a sua oferta pública de até 4,9 milhões de ações ordinárias. A  faixa de preço da oferta é de R$ 38,50 a R$ 42,50 por ação. Os investidores interessados terão do dia 16/11 a 23/11 para aderirem à subscrição, com a precificação saindo no dia 27/11 e a liquidação no dia 01/12.

Cosan (CSAN3) denota bom resultado. Houve expressiva melhora em todos os negócios da companhia, com destaque para Raízen Combustíveis e Raízen Energia. As vendas de combustíveis continuaram crescendo acima da média do mercado, o que aliado ao ganho com a dinâmica de preços impulsionou o EBITDA do segmento. Já a área de energia foi favorecida pela maior moagem no período, bem como pelo maior preço médio de venda de açúcar, enquanto que em lubrificantes, na Moove, a estratégia para conquistar novos clientes rendeu bons frutos, com o volume de vendas também crescendo bem acima da média do mercado. No consolidado, o EBITDA ajustado saltou quase 30% na comparação anual, e o lucro líquido mais de 50%, com ganho de aproximadamente 1,8 pontos percentuais na margem. Nesse sentido, a companhia revisou para cima o guidance de  2017, estimando um EBITDA entre R$ 4,9 e R$ 5,3 bilhões no  período. Seus papéis devem responder de forma positiva às novidades.

Forjas Taurus (FJTA4) segue com números fracos. O prejuízo de R$ 18,5 milhões neste trimestre, menor do que o registrado há três e doze meses atrás, decorre exclusivamente do resultado financeiro positivo no trimestre, já que em termos operacionais houve nova deterioração, com o EBITDA registrando saldo negativo de R$ 24,9 milhões. A menor demanda por armas e, consequentemente, ao ambiente promocional nos Estados Unidos e a realização de novas provisões para contingências cíveis e trabalhistas explicam, em boa medida, tal desempenho. Não obstante, a composição de sua dívida segue preocupante, com nova alta no montante que vence no curto prazo. Seguimos recomendando cautela na exposição aos ativos da Taurus, que devem ficar pressionados por tal resultado.

Números regulares da Magnesita (MAGG3), prejuízo persiste. Apesar da melhora em termos operacionais, impulsionada pela alta no volume de venda de refratários para indústria siderúrgica, principalmente no Brasil e América do Norte, o resultado final da Magnesita continuou negativo, tanto pelos impactos da das despesas relativas a variação cambial quanto por baixas contábeis que afetaram a rubrica de outras despesas/ receitas operacionais. Cabe destacar que no finalzinho de outubro, dia 27, a companhia concluiu a transação que integra suas operações a da RHI. Esse resultado não deve trazer influência relevante para o desempenho de suas ações, haja vista que os investidores devem seguir atentos a criação da RHI Magnesita e a OPA prevista para os ativos MAGG3.

Fraco resultado da Cesp (CESP6). Os números da elétrica ficaram bastante pressionados neste trimestre pela maior necessidade de compra de energia elétrica no mercado de curto prazo e pela maior provisão para riscos legais. Dessa forma, o EBITDA ajustado ficou negativo em R$ 65,5 milhões, enquanto que lucro líquido de R$ 80,6 milhões registrados no 3T16 foi revertido em prejuízo de R$ 185,8 milhões agora. Esse resultado deve manter suas ações pressionadas no curtíssimo prazo.

Proposta da Brookfield pela Renova (RNEW11) fica abaixo do esperado. A Renova anunciou que recebeu uma proposta vinculante para aporte primário de R$ 1,4 bilhão, ao preço de R$ 6,00 por unit, sujeito a um adicional futuro de até R$ 1,00 por unit, dependendo do preço final de venda do complexo eólico Alto Sertão II. Caso a proposta seja aprovada pelos controladores, será concedido um prazo de 60 dias, prorrogáveis por mais 30, para finalização dos documentos da transação. A proposta ficou aquém da cotação atual da companhia (R$ 7,63 no fechamento da última sexta-feira) e da expectativa do mercado, pois notícias recentes apontavam para uma proposta de R$ 9,00 por unit. Portanto, suas ações podem ser pressionadas, bem como a de suas controladoras Cemig (CMIG4) e Light (LIGT3).

Taesa (TAEE11) distribuirá proventos. Será distribuído dividendos e JCP no montante total líquido de R$ 0,2473 por unit, o equivalente a um yield de 1,21%. As ações ficarão ex-proventos nessa sexta-feira (17/11) e o pagamento deve ocorrer até o final desse mês.
 

AGENDA DE DIVIDENDOS
 


 

AGENDA DE RESULTADOS
 

Bons negócios.


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