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14/11/2017

Diário Matinal Coinvalores - 14 de novembro de 2017

 

Bom dia,

1Vendas do varejo surpreendem positivamente. Após dados fracos em agosto, em setembro, o comércio varejista mostrou boa recuperação crescendo 0,5% em um mês e 6,4% na comparação anual, contra projeção de 0,2% e 4,5%, respectivamente. Na comparação anual, destaque para a recuperação nos segmentos de móveis e eletrodomésticos e também de materiais de construção.
   
Mercado também fica de olho nas movimentações da política. Ontem, o ministro das cidades, o tucano Bruno Araújo, se antecipou ao movimento de saída do PSDB do governo e entregou o seu cargo ao presidente Temer. O mercado assiste o início dessa dança das cadeiras ministerial com atenção, na expectativa de que isso dê o impulso que falta ao projeto da reforma da Previdência, com maior apoio do chamado "Centrão".

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Números fortes na Alemanha. O PIB alemão do terceiro trimestre superou as expectativas com crescimento de 0,8% frente o 2T17 e de 2,3% contra o 3T16. As principais surpresas vieram da linha de investimentos em equipamentos industriais, acima do esperado, e das exportações fortes, que também ajudaram no trimestre. A inflação alemã também veio um pouco acima das expectativas, em 1,6% em outubro. O preço dos combustíveis e dos alimentos pressionou o índice. Esses números acima do esperado podem levantar as discussões sobre a política monetária expansionista atualmente adotada pelo BCE.

Falando em BCE. Enquanto escrevemos esse diário, está acontecendo uma conferência do BCE reunindo os presidentes dos bancos centrais europeu, americano, britânico e japonês. O mercado certamente ficará atento aos sinais emitidos pelas autoridades monetárias das principais economias do mundo (ex-China).

Indicadores do bloco em linha com esperado. O eurostat divulgou o PIB do 3T17 e a produção industrial de setembro, sem grandes surpresas. A atividade industrial desacelerou em relação a agosto, mas ainda veio 0,1 p.p. acima do esperado pelo mercado. Já o PIB ficou em 2,5% na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, bem em cima das projeções do mercado. Entre os principais países, Alemanha e Espanha cresceram acima da média do bloco, enquanto França e Itália ficaram abaixo do crescimento médio. Vale ressaltar que a metodologia utilizada aqui é diferente da utilizada no PIB alemão comentado mais acima, que ainda é uma prévia.

Terminando a parte europeia do Diário. No Reino Unido, o CPI ficou em 3,0%, um pouco abaixo do esperado, mas ainda no maior patamar desde 2012. Vale lembrar que as taxa de juros começaram a subir esse mês no Reino Unido, após mais de dez anos, e um dos pontos principais foi a inflação elevada.

Agenda americana amena. O principal indicador na agenda dos EUA é a inflação ao produtor de outubro, com expectativa de desaceleração frente ao mês anterior. Além disso, o mercado fica de olho em diversos discursos de presidentes regionais do Fed.

Como se esperava, indicadores na China desaceleram. Três importantes dados de atividade foram divulgados na noite de ontem, todos referentes ao mês de outubro que apurou arrefecimento em relação ao crescimento registrado em set/17, mas em linha com as expectativas de mercado. Sobre out/16, a produção industrial avançou 6,2%, os investimentos em ativos fixos aumentaram 7,3% e as vendas no varejo subiram 10,0%. O resultado oficial dentro do esperado tende a evitar maiores apreensões em relação à desaceleração da economia chinesa neste último trimestre de 2017.

Bolsas de lado lá fora. Com dados mais fracos na China, comentados logo acima, e indicadores mais fortes na Europa, especialmente na Alemanha, também com destaque acima, as Bolsas operam sem uma direção definida nessa terça. As Bolsas asiáticas fecharam em queda, na esteira dos índices chineses, mas as Bolsas europeias operam próximas da estabilidade, com o FTSE, de Londres, e o DAX, de Frankfurt, em leve alta. Por aqui, os dados do varejo que comentamos podem animar o mercado, mas que também fica de olho no cenário político por aqui e nas sinalizações das autoridades monetárias em conferência na Europa.
 

 

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Venda de torre corporativa ajuda trimestre tímido da Even (EVEN3). A companhia segue bastante impactada pelo cenário ainda muito complicado para o setor imobiliário, mas mostrou números mais positivos nesse trimestre, por conta da venda da torre corporativa do empreendimento Urbanity. Isso ajudou a geração de caixa, que fechou o trimestre em R$ 140 milhões. A segunda parcela do pagamento ocorreu em outubro e vai ajudar a geração de caixa do 4T17. Fora a venda da torre, não tivemos grandes surpresas no trimestre. As vendas seguem em um patamar historicamente baixo, com distratos ainda elevados. Um ponto de atenção é o estoque pronto, que está em R$ 708 milhões, mas serão entregues nesse ano mais R$ 335 milhões de VGV, o que pode levar o estoque pronto para perto de R$ 1 bi, dependendo das vendas desse final de ano. O resultado do trimestre não fugiu do esperado e não deve ter um impacto muito relevante nos papéis da companhia. Continuamos vendo as ações como uma boa opção para investidores que tenham um apetite para risco um pouco maior.

Resultado da Petrobras (PETR4) fica aquém das estimativas. Os  lucro líquido da estatal foi de R$ 266 milhões, sendo que as perdas com contingências judiciais e o programa de regularização de débitos ficais reduziram o resultado em mais de R$ 2,0 bilhões, somando os outros eventos não recorrentes o impacto negativo foi de cerca de R$ 3,3 bilhões no trimestre. Em termos operacionais, a queda no volume e menores margens em derivados no mercado internacional corroeu parte dos ganhos com a alta nas exportações de petróleo e derivados. A redução de sua alavancagem foi o destaque positivo do trimestre. A dívida líquida recuou 11%, para R$ 279,3 bilhões, em relação ao final de 2016, enquanto que a relação dívida líquida/ EBITDA ficou em 3,16 vezes, contra 3,54x na mesma base de comparação. Tal resultado pode trazer uma pressão pontual para suas ações, todavia, não altera as expectativas positivas para o desempenho da companhia no médio prazo.

Alpargatas (ALPA4) reporta fraco desempenho. A companhia reportou fraco desempenho neste 3T17, com queda de 3,2% no faturamento, redução de 14,9% no EBITDA e um resultado final menor em 15%, em relação ao 3T16. Este pior resultado reflete a queda no volume de sandálias, além das maiores despesas não recorrentes por conta da troca de controle. Desta forma, acreditamos que suas ações possam responder negativamente no pregão de hoje.

Marfrig (MRFG3) apresenta bom desempenho neste 3T17. A companhia reportou bom resultado com crescimento de 11,2% na receita líquida, aumento de 39,3% no EBITDA e também acabou melhorando seu resultado final, sempre na comparação com o 3T16. A companhia continua com prejuízo, mas o seu operacional melhorou bastante, refletindo o aumento na divisão de carnes, além da redução dos custos e despesas que acabaram proporcionando um maior EBITDA. Além disso, a Marfrig vem reduzindo sua alavancagem saindo de uma relação dívida Líquida/ EBITDA de 4,3x para 3,6x. Dado o bom resultado reportado neste 3T17 acreditamos que suas ações possam performar positivamente no pregão de hoje.

Positivo (POSI3) divulga fraco resultado. A companhia reportou fraco resultado neste 3T17 que mesmo com um aumento de 5,6% em seu faturamento, o seu EBITDA apresentou queda de 42,7%, com forte redução de margem, saindo de 10,2% no 3T16 para 5,5% neste período em análise e o lucro líquido veio menor em 15,5%, em relação ao mesmo período de 2016. Este pior resultado reflete a queda na venda de celulares e aos maiores custos com insumos importados. Além disso, a companhia aumentou sua alavancagem no período. Com isso, acreditamos que suas ações possam responder negativamente no pregão de hoje.

JBS (JBSS3) reporta fraco resultado neste 3T17. A companhia, diferente de suas concorrentes, reportou fraco desempenho neste trimestre em análise, com queda de 0,1% em seu faturamento, principalmente por conta das operações da JBS Brasil. O EBITDA teve melhora de 37,4%, refletindo o aumento das operações fora do Brasil, mas o seu resultado final ficou menor em 63,6% em relação ao 3T16, impactado pela sua adesão ao Programa Especial de Regularização Tributária (PERT). Acreditamos que suas ações possam responder negativamente no pregão de hoje, tanto por conta de seu resultado quanto pelos problemas que seus principais diretores continuam enfrentando na justiça. 

Hermes Pardini (PARD3) apresenta forte desempenho, faz mais uma aquisição e abre programa de recompra. Os números do grupo de medicina diagnóstica vieram acima das expectativas ao registrar expressivo crescimento de 23,7% na receita líquida e de 38,7% no EBITDA ajustado, enquanto que o lucro líquido subiu 15,5%, todos na comparação com o 3º Trim/16. Além do resultado, a companhia anunciou o contrato de incorporação do Laboratório de Análises Clínicas Humberto Abrão, porém não informou os valores dessa transação no momento, o que deverá mitigar parcialmente seu efeito positivo para os papéis PARD3. A empresa atua na região de Belo Horizonte-MG através de cinco unidades que, em 2016, registraram R$ 19,4 milhões de receita bruta. A compra não representa um acréscimo tão relevante na capacidade operacional do Grupo Hermes Pardini, mas mostra o apetite da companhia por fazer aquisições após o seu IPO feito neste ano. Por fim, a companhia abriu o primeiro programa de recompra de ações com intuito de adquirir até um milhão de ações PARD3 no prazo de dezoito meses, vencimento em 13/mai/19. Esse montante de ações equivale à 2,16% do total em circulação no mercado atualmente. Por conta destes três eventos, acreditamos que as ações do Grupo Hermes Pardini reagirão positivamente em bolsa no curto prazo.

Desempenho bom, mas abaixo das expectativas da Anima (ANIM3). A instituição de ensino reportou números ligeiramente aquém das previsões para esse terceiro trimestre de 2017. Sobre o 3º Trim/16, a receita líquida cresceu 9,3%, o EBITDA ajustado 13,2% e o lucro líquido 29,1%. Dessa maneira, entendemos que os investidores poderão reagir negativamente aos números um pouco abaixo das estimativas.

Operações da Prumo Logística (PRML3) mostram bons sinais de melhora. A controladora do Porto de Açú apresentou importantes avanços operacionais, com a receita líquida crescendo 60,6% em relação ao 3º Trim/16, onde a companhia reportou EBITDA negativo de R$ 8,6 milhões que agora foi revertido para R$ 100,2 milhões, nos números ajustados. A linha final ainda ficou no vermelho, porém o prejuízo diminuiu em função da melhora operacional. Os ativos PRML3 tendem a reagir positivamente, no entanto, o processo de fechamento de capital é, de fato, o que vem balizando a performance de suas ações em bolsa.

Trimestre fraco da Santos Brasil (STBP3). Dando sinais de que o pior ainda não passou, a companhia apresentou queda de 6,0% na receita líquida e o EBITDA recorrente caiu 44,7%. Embora o desempenho operacional tenha piorado, a posição financeira da companhia melhorou em doze meses, reduzindo as despesas financeiras e culminando na reversão do prejuízo de R$ 1,1 milhão para lucro líquido de R$ 1,0 milhão agora. De toda forma, os números vieram dentro do esperado, ou seja, não esperamos forte reação negativa dos papéis STBP3 hoje.

Números da Oi (OIBR4) vieram aquém das projeções. A operadora de telefonia apresentou desempenho operacional abaixo das expectativas de mercado. Na comparação com o 3º Trim/16, a receita líquida caiu 6,7% e o EBITDA de rotina 2,5%. Contudo, houve bastante redução no prejuízo líquido por conta do resultado financeiro positivo neste período. O resultado não deverá ter grande influência sobre as ações OIBR4, uma vez que as indefinições sobre a recuperação judicial da companhia é que seguem ditando o rumo de seus ativos no curto prazo.

Tupy (TUPY3) reporta bons resultados. A melhora observada tanto no mercado interno quanto nos EUA, sobretudo nos segmentos de veículos comerciais e off road, impulsionou os números da companhia no trimestre. A alta no volume vendido foi de 19,4% frente ao 3T16, o que aliado ao melhor mix de vendas mais do que compensou a apreciação do real ante o dólar no período e elevação nos custos com matéria prima e frete. Dessa forma, o EBITDA ajustado saltou 64% na comparação anual, com ganho de 3,9 pontos percentuais na margem. Esse desempenho deve dar mais fôlego para os papéis da companhia no curto prazo.

Light (LIGT3) reverte prejuízo e lucra R$ 59,5 milhões. A área de distribuição foi a principal responsável por tal resultado, apesar da queda de 4,4% no volume faturado total, em relação ao 3T16, com a revisão tarifária aplicada em março e a estratégia de ganho de eficiência operacional rendendo bons frutos. No segmento de geração, houve forte impacto da maior necessidade de compra de energia no mercado de curto prazo, o que culminou na redução de quase 90% no EBITDA ajustado da área. No consolidado, cabe destacar a redução de sua alavancagem, que ficou em 3,10 vezes o EBITDA dos últimos doze meses. Suas ações devem responder de forma positiva à divulgação.

CPFL Energia (CPFE3) também apresenta números mais fortes. No caso da CPFL o destaque ficou com os ganhos de sinergias com a RGE Sul, que levou a alta de 18,4% nas vendas na área de concessão. Sem a RGE, o crescimento seria de 3,2% ante o mesmo período de 2016. Não obstante, houve redução importante nas provisões e controle sobre custos e despesas administrativas. Soma-se a isso o bom desempenho apresentado pela CPFL Renováveis (CPRE3), como destacamos nesse diário há alguns dias, e a redução nas despesas financeiras e temos um lucro quase 50% maior em doze meses. Contudo, o balanço não deve trazer grande influência para os papéis da companhia, haja vista que é a OPA, que deve ser realizada no final do mês, que tem balizado o desempenho da CPFE3.

Prejuízo segue crescente na Renova (RNEW11). Dessa vez o resultado negativo foi de R$ 239,0 milhões, contra os R$ 86,3 milhões registrados no 3T16. O EBITDA também ficou no campo negativo, puxado pela forte alta no custo com energia para revenda e nas despesas com material, contingências, seguros e multas, além da realização de um novo impairment (no montante total de R$ 87,8 milhões). Seus papéis devem manter a trajetória negativa vista nos últimos dias.

Transmissão Paulista (TRPL4) distribuirá proventos. Os acionistas posicionados ao final da próxima sexta-feira (17/11) terão direito a distribuição de dividendos de R$ 2,2183 por ação, o que corresponde a um yield de 3,48%. Os papéis voltam do feriado do dia 20/11 já como ex-proventos. O pagamento irá ocorrer ainda esse mês, no dia 28.
 

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Bons negócios.


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