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Notícias

16/11/2017

Diário Matinal Coinvalores - 16 de novembro de 2017

 

Bom dia,

1IGP-10 recua em novembro. O índice geral de preços apresentou recuo de 0,25 p.p no mês de novembro, ficando em 0,24%, ante a variação de 0,49% de outubro. O maior propulsor desta queda foi o índice de preços ao produtor amplo que variou 0,21% ante 0,67% do mês anterior, já o IPC ficou maior em novembro, registrando taxa de 0,32% contra os 0,17% de outubro e o INCC saiu de uma taxa de 0,11% para 0,30%.

IPC-S recua na 2º quadrissemana de novembro. O índice de preços ao consumidor recuou 0,06 p.p. na 2º quadrissemana de novembro, ficando em 0,3%. Das oito classes de despesas que compõem o índice seis delas apresentaram decréscimo, com a maior contribuição partindo do grupo alimentação. Os outros grupos que também apresentaram variações menores foram o de vestuário; despesas diversas; saúde e cuidados pessoais e; educação, leitura e recreação.

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CPI na zona do euro apresenta alta em outubro. O índice de preços ao consumidor da zona do euro apresentou elevação de 0,1% em outubro ante setembro. Na comparação anual, saiu de 1,50% para 1,40%, vindo em linha com as projeções de mercado. O núcleo do CPI apresentou redução de 0,1% em outubro ante setembro, mas avançou 0,9% na comparação anual, também ficando em linha com o esperado pelo mercado.

Indústria, mercado de trabalho e discursos do Fed na agenda dos EUA. Hoje teremos indicadores do setor industrial norte-americano que deverão melhorar em out/17 em relação ao que foi registrado em set/17, com crescimento na produção e maior utilização da capacidade instalada. Além destes dados, os números semanais de seguro-desemprego deverão desacelerar na leitura que será apresentada hoje e sempre ficam no radar pela importância do mercado de trabalho na condução da política monetária do Fed. E, por falar no banco central dos EUA, a agenda também reserva os discursos dos representantes de Cleveland, Dallas e San Francisco, além da diretora do Fed, Lael Brainard, que deverão movimentar os mercados diante das incertezas quanto ao rumo da política monetária no próximo ano por lá.

Banco Central chinês decide aumentar a liquidez do sistema financeiro. A injeção de capital da instituição foi a maior em um dia desde janeiro desse ano e animou os mercados lá fora. Foram 310 bilhões de yuans, ou algo entre US$ 46 bi e US$ 47 bi.

Bolsas em alta. Na esteira das notícias vindas da China, comentadas acima, as principais Bolsas do mundo operam, ou já fecharam no caso das asiáticas, em alta nessa quinta. Destoa desse movimento a Bolsa de Londres, com o FTSE perto da estabilidade, com dados nada animadores do varejo britânico e as discussões do Brexit ainda no radar.
 

 

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BrMalls (BRML3) tem trimestre tímido, mas resultado financeiro melhora. Operacionalmente, a complicada conjuntura econômica doméstica continuou afetando a BrMalls, especialmente quando olhamos os leasing spreads, que é a diferença no valor do contrato de uma determinada área em relação ao contrato anterior. Esse número seguiu negativo e nem mesmo a retomada das vendas, que elevou levemente o aluguel percentual, foi capaz de compensar esse efeito. Por outro lado, o FFO ajustado, avançou 43,2% na comparação com o 3T16 por conta do resultado financeiro. A queda na alavancagem da companhia e a redução de juros por aqui foram os responsáveis por essa melhora. Não esperamos que o resultado tenha um efeito muito grande nos papéis da companhia.

Fibria (FIBR3) anuncia reajuste para dezembro. A produtora de celulose vai elevar o preço da commodity em 30 dólares a partir do dia 1º de dezembro nos principais mercados de atuação. A notícia é positiva e não era um reajuste dado como certo pelo mercado, o que pode ajudar a impulsionar os papéis da companhia no pregão de hoje.

Natura (NATU3) reporta bons resultados, incluindo a aquisição da The Body Shop. A companhia reportou bom desempenho neste 3T17, demonstrando que a aquisição da The Body Shop já vem mostrando resultado, mesmo com pouco tempo de incorporação. Os números vieram com melhora de 24,3% no faturamento, incluindo o faturamento da The Body Shop. O EBITDA pro forma ficou maior em 40,8%, já o lucro líquido veio menor neste trimestre em relação ao 3T16, em 16,6% por conta das despesas não recorrentes referente à aquisição. Com o bom desempenho reportado neste período acreditamos que suas ações irão responder positivamente no pregão de hoje.

Profarma (PFRM3) reporta fraco desempenho. A companhia reportou fraco desempenho neste 3T17, com pequeno aumento de 2,8% em seu faturamento, redução no EBITDA em 55,4% e em seu resultado final que elevou o prejuízo, saindo de R$ 9,5 milhões no 3T16 para R$ 35,3 milhões neste trimestre em análise. Esse pior desempenho reflete os impactos do menor resultado da Rede Rosário, assim como as despesas financeiras relativas aos investimentos no varejo, referentes à aquisição dos 50% remanescentes de Tamoio, e aquisição da Rede Rosário em dez/16 e aportes de capital de giro. Desta forma, esperamos que suas ações possam performar negativamente no pregão de hoje.

Vulcabras (VULC3) apresenta bom desempenho. A companhia reportou bom resultado neste 3t17, com aumento de 11,5% no faturamento, 49,9% no EBITDA e 232,8% em seu lucro líquido, em comparação com o mesmo período de 2016. Este bom desempenho reflete as maiores vendas de calçados esportivos alavancadas por uma maior capilaridade da distribuição no mercado interno, ao maior controle de custos e despesas e ao melhor resultado financeiro. Com este bom desempenho apresentado neste trimestre em análise, acreditamos que suas ações possam responder positivamente no pregão de hoje.

Contax (CTAX3) apresentou resultado bastante fraco. A operadora de call centers divulgou seus números do 3º Trim/17 que registraram tombo de 12,2% na receita líquida em relação ao faturamento do 3º Trim/16. Houve a reversão do EBITDA positivo em R$ 212,8 milhões no terceiro trimestre do ano passado para R$ 34,0 milhões negativos agora. E o forte impacto das elevadas despesas financeiras dobraram o prejuízo entre os períodos. Contudo, esse desempenho pouco deverá impactar nas negociações dos ativos CTAX3, uma vez que o processo de renegociação de suas dívidas seguirá como seu principal driver em bolsa.

OdontoPrev (ODPV3) volta a fazer aquisição. A companhia comprou integralmente a Odonto System, com sede em Fortaleza-CE, que possui aproximadamente 622 mil beneficiários de planos odontológicos e que em doze meses findos em jun/17 registrou R$ 97,6 milhões de receita líquida e R$ 17,7 milhões de EBITDA ajustado. O preço da aquisição será equivalente a nove vezes o EBITDA ajustado no exercício de 2017, além do pagamento variável em 2019 e 2020 que dependerão do atingimento de metas operacionais da empresa adquirida. Avaliamos a transação de maneira positiva para a OdontoPrev, sobretudo pelo múltiplo baixo, pois a companhia negocia em cerca de vinte vezes o seu EBITDA estimado para 2017. Esperamos que os ativos ODPV3 fiquem no campo positivo no curto prazo em bolsa.

Sabesp (SBSP3) reporta números resilientes. Houve sólido avanço no volume faturado do trimestre, de 5,0% em água e 4,6% em esgoto, ante o 3T16. Ademais, a companhia conseguiu reduzir alguns custos no período, com materiais, serviços e energia, o que propiciou a alta do EBITDA e o ganho anual de 5,5 pontos percentuais na margem ajustada, enquanto que o resultado financeiro, favorecido pela variação cambial e menor taxa de juros no período, impulsionou o lucro líquido, que aumentou 56,9% em doze meses. Suas ações devem responder de forma marginalmente positiva à divulgação.

Números fracos e situação financeira ainda preocupante na Cemig (CMIG4). Mesmo expurgando os efeitos não recorrentes, com destaque para a adesão ao plano de regularização de débitos tributários, o lucro líquido de R$ 433,5 milhões do 3T16 seria revertido em prejuízo. Além do consumo ainda claudicante, houve forte aumento nos custos com compra de energia, com gás para revenda, serviços e encargos do sistema. O resultado de equivalência patrimonial também pesou, dado o forte prejuízo apurado na Renova, em Santo Antônio e Belo Monte. Não obstante, sua situação financeira segue bastante delicada, sobretudo pelo cronograma bastante apertando, onde cerca de R$ 3,6 bilhões vencem ainda esse ano, e outros R$ 3,9 vencem em 2018, o que equivale a mais de 50% da dívida bruta total. A relação dívida líquida/ EBITDA saltou para mais de 6x. Seguimos recomendando cautela na exposição aos ativos CMIG4, que devem ficar pressionados por tal desempenho no curtíssimo prazo.

Bom desempenho da Metal Leve (LEVE3). A retomada da produção automotiva no país e a maior demanda por veículos leves na Europa e de comerciais na América do Norte favoreceram o desempenho da companhia, destravando a alavancagem operacional e, consequentemente, propiciando expressivo ganho de rentabilidade no trimestre. Além de ser disseminada em termos de mercado de atuação, o maior volume também atingiu tanto o segmentos de peças originais quanto o de peças para reposição, com as receitas aumentando 13,5% e 10,6%, respectivamente, contra o 3T16. A maior diluição dos custos fixos combinada com o menor volume de provisões e o rígido controle sobre as despesas levou a margem EBITDA para 22,2%, 6,3 p.p. acima do registrado há doze meses, enquanto que o lucro líquido quase dobrou no trimestre. Esse desempenho, acima das estimativas do mercado, deve impulsionar seus papéis, que, a nosso ver, seguem descontados.

Kepler Weber (KEPL3) volta a dar prejuízo. O faturamento da companhia apresentou importante reação frente ao 3T16, sobretudo em razão da melhora no mercado doméstico, em todos os segmentos de atuação. Todavia, as exportações mitigaram parcialmente essa melhora, devido ao ambiente mais competitivo lá fora. Aqui, apesar do maior volume vendido, a companhia também sofreu com a concorrência mais agressiva, o que aliado à alta nos preços do aço corroeu a rentabilidade do período, reduzindo a margem bruta em 3,5 p.p. em doze meses. Soma-se a isso fatores não recorrentes ligados a provisões para contingências jurídicas e cíveis e o EBITDA passou para o campo negativo, com o prejuízo chegando a R$ 3,8 milhões. Os ativos KEPL3 devem responder de forma negativa ao balanço.

Saraiva (SLED4) apresenta fraco desempenho. A companhia reportou fraco resultado neste 3T17, com queda de 0,1% no faturamento, vindo com EBITDA negativo e aumento de 155,5% em seu prejuízo na comparação com o mesmo período de 2016. Mesmo com crescimento nas vendas no canal online, a queda de 7,6% nas lojas físicas acabou puxando o faturamento para baixo. Além disso, os maiores custos e despesas prejudicaram o seu EBITDA. Com este fraco desempenho apresentado neste trimestre em análise, acreditamos que suas ações possam responder negativamente no pregão de hoje.
 

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Bons negócios.


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