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Notícias

22/11/2017

Diário Matinal Coinvalores - 22 de novembro de 2017

 

Bom dia,

1Agenda econômica fraca aumenta a relevância da Reforma da Previdência. Em dia com poucos indicadores domésticos, o mercado deverá voltar sua atenção para o anúncio da nova proposta de reforma da previdência, que deverá ser feito pelo presidente Michel Temer em cerimônia nesta noite. O novo texto, muito mais enxuto do que o original, contemplará a fixação da idade mínima, de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, as regras de transição e a equiparação entre os regimes dos trabalhadores do setor privado e do funcionalismo público. Entre a reforma aprovada na comissão da Câmara e esta nova proposta há uma redução na economia dos gastos previdenciários em dez anos de cerca de R$ 300 bilhões. Mesmo reduzida, a medida ainda vista como impopular, deverá enfrentar muita resistência no Congresso diante da proximidade das eleições. São necessários 308 deputados favoráveis para aprovar a PEC e o Planalto ainda parece bem longe desse número.

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Agenda movimentada nos EUA. Apesar da liquidez reduzida por conta do feriado de amanhã, haverá a divulgação de indicadores importantes nesta quarta-feira, com destaque para ata do FOMC, onde o mercado espera novas sinalizações a respeito da trajetória dos juros em 2018, pois para a perspectiva de uma nova alta em dezembro já consenso. Ademais, serão divulgados dados da confiança do consumidor em novembro, cuja estimativa é de melhora, enquanto que as encomendas de bens duráveis podem denotar certo arrefecimento em outubro e o número de pedidos de auxílio desemprego não deve trazer novidades. Dados sobre o estoque semanal de petróleo também são aguardados e, certamente, vão balizar o desempenho da commodity.

Ações avançam na Ásia e seguem sem direção na Europa. A quarta-feira foi de ganhos nos mercados asiáticos, que responderam positivamente à entrevista de Janet Yellen na NYU, ontem à noite. A atual chair do Fed comentou que uma subida muito forte dos juros pode manter a inflação abaixo da meta do banco central americano, o que apenas reforça a ideia de gradualismo, tendo em vista que o futuro chair do Fed, Jerome Powell, segue uma linha bem parecida à de Yellen. Na Europa, o impacto da entrevista de Yellen não é sentido na Alemanha, mais preocupada com a questão da coalizão de governo que Angela Merkel tem tido dificuldade em formar. O DAX de Frankfurt apresenta queda de 0,32% enquanto escrevemos esse diário. Londres e Madrid seguem a mesma tendência da Ásia, operando em alta.
 

 

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Profarma (PFRM3) pretende fazer um aumento de capital. A companhia enviou fato relevante comentando sobre o memorando de entendimentos entre ela e os acionistas BMK, BMK Participações e BPL Brazil Holding Company sobre a intenção de realizar um aumento privado de capital, podendo chegar a R$ 350 milhões, ao preço de R$ 7,00 por ação. Ontem às ações da Profarma fecharam a um preço de R$ 7,46. A BPL se comprometeu a subscrever R$ 200 milhões. Os recursos seriam utilizados para reduzir a sua alavancagem. Vale salientar que a companhia apresentou neste 3º trimestre fraco resultado, com pequeno aumento de 2,8% em seu faturamento, redução de 55,4% no EBITDA e o acabou elevando o prejuízo, saindo de R$ 9,5 milhões no 3T16 para R$ 35,3 milhões neste trimestre em análise. Além disso, a sua alavangem aumentou, saiu de 3,1x no 3T16 para 4,9x em 3T17. Não temos cobertura da empresa e não estamos com recomendação de compra, no entanto, acreditamos que esse possível aumento de capital, que ainda depende de aprovação do conselho de administração da Profarma e da AGE, possa melhorar a sua estrutura podendo assim melhorar seu desempenho futuro. A BPL ainda se comprometeu a injetar R$ 50 milhões em uma companhia em que é sócia da Profarma, chamada Cannes. Atualmente BPL e Profarma detém 50% de participação cada na Cannes.

JBS (JBSS3) tem mais uma notícia negativa. A Fitch rebaixou o rating da nota de crédito da JBS para BB-, além de colocar em observação negativa. Acreditamos que suas ações possam responder negativamente no pregão de hoje.

Justiça e Anatel retaliam as mudanças no conselho da Oi (OIBR4). Em meio aos desdobramentos do novo plano de recuperação judicial, o conselho da operadora deu posse a dois membros para se tornarem cumulativamente diretores estatutários, ambos os diretores são ligados ao maior acionista individual da empresa, Nelson Tanure. Essa mudança, na prática, garantiria ao empresário votos suficientes para modificar o novo plano apresentado aos credores, uma vez que o estatuto da Oi dá poder para dois diretores estatutários juntos assinarem por decisões estratégicas da empresa. Com isso, tanto o órgão regulador quanto o juiz da recuperação judicial da Oi, Fernando Viana, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, determinaram invalidar qualquer decisão tomada pelos novos diretores estatutários relacionados ao plano já negociado. A notícia pode trazer certo alívio para os papéis OIBR4, mas entendemos que até a assembleia, marcada para o próximo dia 7, seus ativos deverão manter a alta volatilidade.
 

AGENDA DE DIVIDENDOS
 

Bons negócios.


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