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Notícias

23/11/2017

Diário Matinal Coinvalores - 23 de novembro de 2017

 

Bom dia,

1IPC-S avançou na 3º semana de novembro. O índice de preços ao consumidor apresentou elevação, ficando em 0,32%, nesta 3º semana de novembro, crescimento de 0,02 p.p. em relação ao último resultado divulgado. Das oito classes que compõem o índice quatro delas apresentaram elevação em suas taxas de variação, com a maior contribuição partindo do grupo Educação, Leitura e Recreação. Os grupos que também registraram avanços foram os de transportes, vestuário e habitação.

IPCA-15 desacelera mais do que as previsões. O indicador prévio de novembro registrou avanço de 0,32%, ante a alta de 0,34% em outubro e a mediana das projeções em 0,38%. Como era esperado, o índice foi puxado pela alta nos preços de energia, porém as demais categorias de preços arrefeceram além do estimado para o período. De toda forma, no acumulado em doze meses, o IPCA-15 apura inflação de 2,77%, se aproximando dos 3% previstos na mediana do Boletim Focus para encerrar este ano.

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Dados econômicos de Alemanha e Reino Unido confirmam prévias. O PIB alemão avançou 0,8% no terceiro trimestre, acelerando contra os 0,6% do 2T17, impulsionado pelo comércio exterior e pelos investimentos em equipamentos industriais. Já o Reino Unido o crescimento foi de 0,4% na comparação com o trimestre imediatamente anterior, sustentado pelo consumo das famílias, que avançou 0,6% no período, já os investimentos desaceleraram para 0,2% e se mostraram a notícia negativa da divulgação. Como a divulgação apenas confirmou as prévias, o desempenho favorável das principais economias da Europa tem pouco efeito nos mercados acionários por lá.

Atividade na zona do euro apresenta crescimento em novembro. O PMI composto da zona do euro veio bem forte esse mês, ficando em 57,5 pontos, acima do número de outubro, que estava em 56. Este resultado é o melhor desde 2011, ficando também maior que as expectativas de mercado. Essa melhora do PMI composto reflete tanto a maior atividade da indústria quanto a de serviços. Na Alemanha, os PMIs também vieram bem fortes. Com o PMI composto alemão ficando em 57,6 pontos, acima do estimado pelo mercado e maior que o apresentado em outubro. Este crescimento reflete principalmente a performance da indústria que ficou em 62,5 pontos, acima da projeção de mercado.

Ata do Fed surpreendeu pelo tom mais dovish. Ontem, as sinalizações dadas pelo documento da última reunião do banco central dos EUA foram de encontro a uma normalização mais lenta na política monetária por lá. Alguns membros do comitê ressaltaram que a contínua fraqueza da inflação pode não ser um efeito transitório e gostariam de ver mais nitidamente os preços se acelerando antes do Fed promover as três subidas nos juros em 2018, como já indicaram ao mercado. Ainda que o feriado de hoje nos EUA reduza a liquidez global, a ata dovish do Fed tende a ser positiva para os mercados bursáteis no curto prazo.

Bolsas pressionadas lá fora. A principal notícia lá fora é a queda forte dos dois mercados chineses (Shanghai e Shenzhen). Investidores se mostraram cautelosos com a possibilidade de intervenção do governo nos mercados, o que elevou os bonds por lá e pressionou os mercados acionários. Esse efeito também foi sentido em menor intensidade nos demais mercados asiáticos, sendo que Tóquio não abriu hoje. Na Europa, os principais mercados operam próximos da estabilidade, sem grandes novidades nas divulgações dos PIBs, como comentado acima, mas com o noticiário político ainda no radar. No Reino Unido, a apresentação do orçamento já dando conta de um crescimento econômico menor nos próximos anos (abaixo da projeção do BoE) também ajuda a pressionar o FTSE. Na Alemanha, leve alta no DAX de Frankfurt com os aparentes avanços na negociação da chanceler Angela Merkel para formar uma coalizão de governos com os social-democratas e os dados de atividade, também comentados acima, sobrepujando a pressão vinda do oriente. Os mercados americanos permanecem fechados hoje, por conta do Thanksgiving, o que deve enxugar um pouco a liquidez por aqui.
 

 

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BRF (BRFS3) anuncia seu novo presidente. O presidente do conselho, Abílio Diniz, conseguiu emplacar sua escolha para presidente da BRF. O novo presidente da companhia é José Aurélio Drummond Junior, que já passou pelas empresas Whirpool, Eneva e Alcoa, e assumirá o cargo em dezembro. O grande desafio do novo presidente é dar um novo fôlego aos resultados da empresa, que vem apresentando números fracos. 

CADE estende prazo para analisar aquisição do grupo Ultra (UGPA3). O CADE estendeu por mais 90 dias o prazo para análise da aquisição da Liquigás pela Ultragaz, controlada da Ultrapar. Dessa forma, processo deve ser encerrado até 05/03/18.  Ainda há bastante dúvida a respeito dessa operação, haja vista a postura mais rígida do órgão nos últimos casos e a potencial concentração de mercado. Ademais, em julgamento no tribunal do CADE, ontem, foi celebrado um compromisso de cessação de prática, onde a Ultragaz e a Bahiana Distribuidora de Gás terão que pagar R$ 96 milhões, em 08 parcelas semestrais, por suposto cartel na comercialização de botijões de 13 KG na região nordeste do país. As notícias devem trazer influência marginalmente negativa para os papéis UGPA3.

Cemig (CMIG4) consegue postergar opção e venderá ações da Taesa (TAEE11). A elétrica firmou acordo com os demais acionistas da RME - Rio Minas Energia Participações para postergar parcialmente a data do exercício de opção de venda (outorgada pela própria Cemig aos acionistas), por doze meses. Agora, o vencimento será em 30/11/18. Já o vencimento da opção de venda, também outorgada pela Cemig, dos acionistas da Luce Empreendimentos e Participações, permanecerá no dia 30/11/17 e para cumprir tal compromisso a companhia irá vender 34 milhões de units da Taesa, em leilão marcado para amanhã (24/11).

Petrobras (PETR4) fecha venda para Eneva (ENEV3). A estatal alienou toda sua participação no Campo de Azulão, localizado no Amazonas, para Eneva, por US$ 54,5 milhões. A notícia está alinhada com o programa de parcerias e desinvestimentos da companhia e não deve trazer impacto relevante sobre o desempenho de suas ações hoje.

Novos ajustes no plano de recuperação judicial da Oi (OIBR4). Foram aprovados ontem pelo conselho de administração da operadora os ajustes na proposta que será apresentada aos seus credores no próximo dia 7. São duas principais alterações, a primeira é a elevação para até R$ 5,5 bilhões na subscrição pelos credores na capitalização de mercado que pretende levantar R$ 8 bilhões e a segunda modificação se deu no montante previsto, R$ 3 bilhões agora, para a emissão de debêntures conversíveis em ações da empresa. Estamos acompanhando de perto a situação da Oi, mas acreditamos que a tendência de volatilidade em seus papéis permanecerá em virtude das inúmeras incertezas que cercam a companhia.

Hering (HGTX3) anuncia distribuição de proventos. A companhia comunicou que irá distribuir JCP, correspondente a R$ 0,221 por ação, valor já liquido. As ações ficarão ex-JCP no dia 30 e o pagamento será efetuado em 13/12. O dividend yield é de 0,76%, considerando o fechamento de ontem.

Desdobramento de ações da Localiza (RENT3). Os acionistas aprovaram ontem em assembleia o split das ações RENT3 na razão de três para uma. Os papéis já serão negociados nesta condição no pregão de hoje. Como o intuito da companhia é de dar mais liquidez aos seus ativos em bolsa, entendemos que os investidores poderão reagir positivamente.
 

AGENDA DE DIVIDENDOS
 

Bons negócios.


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