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Notícias

07/12/2017

Diário Matinal Coinvalores - 07 de Dezembro de 2017

 

Bom dia,

1IGP acelera com alta nos combustíveis. O índice geral de preços - disponibilidade interna saiu da alta de 0,10% registrada em outubro para 0,80% em novembro. A elevação do preço dos combustíveis foi o principal propulsor desse desempenho, ao afetar tanto a produção quanto a classe de transportes, no índice de preços ao consumidor. Em sentido contrário, o destaque ficou com a volta da deflação no subgrupo alimentação. No acumulado do ano o índice acumula queda de 1,15% e em doze meses a variação é de -0,33%.

Mercado de trabalho sinaliza melhora. Segundo dados da FGV, o indicador antecedente de emprego atingiu o maior resultado desde o início da série histórica (2008), ao registrar 103,9 pontos em novembro, alta de 1,0 ponto frente ao mês anterior. Esse desempenho foi puxado principalmente pelo ímpeto de contratação nos próximos três meses e pela expectativa mais favorável no que tange a facilidade de se conseguir emprego nos seis meses seguintes. Todavia, o indicador coincidente de desemprego também subiu no período (+1,5 ponto), sinalizando que a despeito das percepções mais otimista com o futuro, a taxa de desemprego deve permanecer elevada nos próximos meses.

COPOM confirmou as previsões de mercado. A SELIC encerra 2017 em 7% ao ano, o que já era esperado, mas houve importantes sinalizações sobre os próximos passos do BC. Avalia-se que existe espaço para a continuidade da flexibilização monetária num ritmo moderado, isto é, realizando um corte de 0,25 ponto percentual em fev/18. No entanto, a avaliação de riscos do COPOM deixou claro que as incertezas na política fiscal, notadamente com a Reforma da Previdência, poderá alterar o cenário econômico, sobretudo a trajetória esperada para a inflação. Assim, o corte nos juros deve influenciar menos os ativos do que a possibilidade de revisão nas projeções diante do cenário mais duvidoso.

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Produção da Alemanha decepciona. A produção da indústria alemã recuou 1,4% entre outubro e setembro, levando em conta os ajustes sazonais. Esse desempenho decorre principalmente da menor dinâmica em bens de capital e bens de consumo, puxada pela retração na indústria civil. Em doze meses, houve alta de 2,7%, frustrando as estimativas do mercado.

PIB da Zona do Euro cresce no 3° trimestre. O PIB do bloco cresceu 0,6% em comparação com o trimestre imediatamente anterior e registrou alta de 2,6% em doze meses. Houve melhora tanto no consumo das famílias quanto na formação bruta de capital fixo, além de contribuição ligeiramente positiva do mercado externo. Portugal e Malta foram os destaques positivos, enquanto a Dinamarca foi o único país a registrar decréscimo da atividade.

Atenções voltadas para o congresso norte-americano. Além do andamento do pacote tributário, os investidores monitoram a votação do projeto de lei que prorroga o nível atual do teto de endividamento público, que expira amanhã, e poderá paralisar parte dos serviços federais dos EUA a partir do fim de semana. Em termos de indicadores, o destaque fica com os pedidos semanais de auxílio desemprego, um dos termômetros para medir a recuperação do mercado de trabalho americano.

Bolsas em leve recuperação. Na Ásia, as expectativas negativas em relação à balança comercial na China que será divulgada ainda nesta semana pesou apenas sobre Shanghai, pois os demais índices acionários da região fecharam no campo positivo. Enquanto que na Europa, as bolsas estão majoritariamente em alta leve diante dos dados econômicos apresentados hoje e que detalhamos acima.


  

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CADE aprova aquisição da JSL (JSLG3). O órgão antitruste não viu impedimento para operação em que a companhia fez uso de sua preferência de compra para adquirir 100% da Borgato Caminhões S.A. no pagamento que envolve R$ 100 milhões em dinheiro, além da entrega de 9% da participação acionária da JSL Pesados, sendo que esses termos estão sujeitos a ajustes. Vale relembrar que o grupo Borgato foi fundado, em 1987, em Ribeirão Preto-SP e também atua no segmento de locação e comercialização de ativos pesados e voltados para o setor agrícola, bem como possui dezoito concessionárias espalhadas em quatro estados do país. Em 2016, seu faturamento líquido foi de R$ 186 milhões e o EBITDA de R$ 96 milhões, representando uma margem acima de 50% e bem superior à rentabilidade do grupo JSL. No nosso entendimento, a autorização sem restrições do CADE permite que a transação destrave significante valor para a JSL, o que deverá ser bem recebido pelo mercado no curto prazo.

São Martinho (SMTO3) encera moagem da safra 17/18 e parceria com a Alphaville. A companhia processou 22,2 mil toneladas de cana, volume 15,2% superior ao da safra passada, com ganhos de produtividade de 7,3%, medida pelo indicador de açúcar total recuperável (ATR) por kg. Dessa forma, o ATR produzido pela São Martinho saltou 23,6% na comparação com a safra 16/17, com destaque para a grande elevação da produção de etanol. Notícia positiva que deve ajudar os papéis da companhia no curto prazo. Outra notícia do dia é o fim da parceria entre a São Martinho Terras Imobiliárias (subsidiária da empresa) e a Alphaville Urbanismo no tocante ao projeto Alphaville Limeira. Considerando não haver condições de mercado favoráveis para o desenvolvimento do projeto, as empresas optaram por distratar o contrato e a área volta para a São Martinho.

Eztec (EZTC3) quer lançar entre R$ 500 milhões e R$ 1 bilhão em 2018. A companhia divulgou seu guidance de lançamentos para o próximo ano que devem mostrar boa evolução na comparação com esse ano. Desconsiderando a torre B do projeto EzTowers, os lançamentos nos 9M17 somaram R$ 192 milhões e mais R$ 151 milhões foram lançados em novembro. Consideramos que o mercado deve responder positivamente a estimativa da companhia.
 

AGENDA DE DIVIDENDOS
 

Bons negócios.


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