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Notícias

08/12/2017

Diário Matinal Coinvalores - 8 de dezembro de 2017

 

Bom dia,

1IPC-S avança no início de dezembro. O índice registrou variação de 0,39%, 0,03 ponto percentual maior que a divulgação anterior. Quatro das oito classes de despesas que compõem o índice aceleraram nessa leitura, com destaque para o grupo educação, leitura e recreação. Dentre as que desaceleraram o destaque ficou com habitação, com arrefecimento nas tarifas de eletricidade.

IPCA acelera menos que o esperado. O índice oficial de inflação avançou 0,28% em novembro, bem abaixo da mediana das estimativas do mercado em 0,35%. Houve arrefecimento generalizado na variação dos preços em relação ao mês de outubro, exceto os grupos de Transportes e Despesas Pessoais. No acumulado do ano, o índice acumula alta de 2,5%, tornando bastante factível que a inflação oficial do país encerre 2017 abaixo dos 3%, piso da meta do Banco Central.

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Payroll é destaque nos EUA, após shutdown ser evitado (por enquanto). O grande destaque da agenda americana hoje fica para os dados do mercado de trabalho divulgados pelo departamento de estatísticas laborais do governo. O payroll deve trazer a criação de 210 mil vagas, desaceleração contra o mês anterior. A taxa de desemprego, no entanto, deve permanecer inalterada. Outro destaque lá fora, ainda ontem à noite, foi a resolução paliativa da questão do teto da dívida do governo americano, com o Congresso aprovando uma elevação temporária até o dia 22 de dezembro. Na prática, o acordo evita que uma série de serviços federais não essenciais, como parques, por exemplo, parem de funcionar a partir de amanhã ao meio dia, horário local. Ainda assim, a questão deve dominar o noticiário político no curto prazo, porque uma solução de longo prazo ainda parece um pouco distante.

Avanço no Brexit e indústria britânica resiliente. Saíram agora cedo os dados da produção industrial referente a outubro que ficou estável na comparação com set/17 e cresceu 3,6% sobre out/16, ambos os resultados acima da mediana de mercado. A economia do Reino Unido tem se mostrado resiliente aos prováveis impactos da saída do país do bloco europeu. Nesse sentido, hoje também avançaram as negociações entre a primeira-ministra, Theresa May, e os membros da União Europeia, após algumas concessões, tal como a promessa do Reino Unido de não levantar uma fronteira comercial entre a Zona do Euro e a Irlanda e Irlanda do Norte. Esses primeiros acertos trazem boas sinalizações para as etapas seguintes do Brexit que virão ao longo de 2018.

Mais uma vez, balança chinesa surpreende positivamente. Os números oficiais de novembro superaram, em muito, as previsões de mercado ao registrar US$ 40,2 bilhões de superávit comercial, ante a mediana em US$ 34,7 bilhões positivos para a balança. As exportações subiram 12,3% puxadas por produtos eletrônicos e de alta tecnologia, enquanto as compras de commodities ajudaram a elevar as importações em 17,7% na comparação anual. O resultado melhor que do esperado, influencia positivamente as principais commodities ligadas à demanda chinesa, notadamente o minério de ferro.

Dia positivo para as bolsas mundiais. Na Ásia, os mercados reagiram bem forte a balança comercial chinesa, que comentamos acima, bem como a revisão do PIB do Japão que registrou crescimento anualizado de 2,5% no terceiro trimestre, bem acima dos 1,4% do resultado preliminar. Na Europa, os principais índices acionários estão no campo positivo na esteira das notícias vindas dos EUA que já detalhamos neste diário. No mercado de commodities, petróleo e o minério de ferro também operam em alta o que tende a favorecer a abertura aqui na bolsa paulista que também segue guiada pelo noticiário político em torno da Reforma da Previdência.
 

 

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Bradesco (BBDC4) anuncia JCP. O banco vai pagar R$ 0,6412, valor já líquido de IR, para as ONs e R$ 0,7054, também líquidos de IR, para as PNs. É o que se pode chamar de presente de Natal, já que os acionistas têm até o dia 22 de dezembro para se posicionar nos papéis e aproveitar a distribuição, com as ações voltando do feriado do dia 25 já ex-JCP. Pagamento será em 8 de março do ano que vem. O yield da operação é de 2,1%, considerando o fechamento de ontem das PNs.

Gol (GOLL4) anuncia guidance para 2018. A cia aérea reforçou o guidance para 2017, com pouquíssimas alterações, como pequena elevação na receita líquida projetada e também no custo por assento (ex-combustível), mas em linhas gerais, os números seguem os mesmos, o que deve agradar o mercado. Para 2018, a companhia estima crescer pouco mais de 5% na receita, mas, mais importante, elevar as margens, com a margem EBITDA indo de 14% para 16% e a EBIT de 9% para 11%. O indicador dívida líquida / EBITDA deve continuar caindo e o lucro por ação deve passar de entre R$ 0,80 e R$ 0,90 para entre R$ 1,20 e R$ 1,40. Consideramos que as projeções da companhia serão bem recebidas, apesar do crescimento tímido esperado no top line.

JHSF (JHSF3) anuncia troca no comando. A companhia instituiu uma nova regra limitando a idade do CEO a 65 anos, o que levou a saída do atual CEO Eduardo Silveira Camara, que segue ligado a JHSF através do conselho de administração e atuando junto a controladora JHSF Par. Em seu lugar, entra o atual CFO Thiago Alonso de Oliveira, o que deve minimizar qualquer impacto que a troca possa ter nos papéis, pela noção de continuidade nos negócios.

Embraer (EMBR3) vende jato para cia aérea da Bielorússia. O pedido de um E195 se soma ao de duas aeronaves anunciado no Paris Air Show desse ano e ambos serão entregues em 2018. O impacto para o backlog da Embraer, no entanto, é pequeno, de USD 53,5 milhões, o que deve trazer impacto apenas marginal aos papéis da companhia.

Azul (AZUL4) divulga prévia operacional de novembro. A boa notícia foi a continuidade do crescimento tanto no mercado interno quanto nos voos internacionais, com ganhos na taxa de ocupação dos voos domésticos. Nos voos internacionais, apesar do crescimento de 36,8%, houve perda de 5,4 p.p. na taxa de ocupação. Por conta do crescimento observado, acreditamos que os dados serão bem recebidos pelo mercado.

Vale (VALE3) conclui venda de dois VLOCs. A mineradora vendeu dois navios VLOCs, com capacidade de 400 mil toneladas, pelo montante de US$ 178 milhões, valor que foi recebido ontem, mediante a entrega dos navios. Com isso foi finalizada a venda de todos os 19 navios que pertenciam a Vale, processo que está alinhado com sua estratégia de focar em ativos core e fortalecer sua situação financeira. A novidade aliada aos bons dados divulgados pela China, que comentamos acima, deve favorecer o desempenho de seus papéis no pregão de hoje.

Tietê (TIET11) distribuirá proventos. A companhia vai distribuir JCP no montante líquido de R$ 0,026775 por unit. Os papéis ficam ex- proventos a partir do próximo dia 12/12 e o pagamento deve ocorrer até 10/01/2018. O yield, porém, é baixo, de aproximadamente 0,2%.

JCP da Localiza (RENT3). A companhia distribuirá juros sobre o capital próprio no montante de R$ 42,7 milhões, aproximadamente R$ 0,06 bruto por ação e correspondente a um yield de 0,3%. Os acionistas posicionados ao fim do próximo dia 14 terão direito aos proventos, as ações ficam ex-JCP a partir da sexta-feira que vem (15/dez) e o pagamento será feito em 31/01/2018.

Eternit (ETER3) esclarece o fechamento da Sama. A companhia comunicou ao mercado que fechamento de sua controlada Sama é de caráter provisório, dada a decisão do STF pelo banimento do amianto em todo o Brasil, conforme comunicado em fato relevante no dia 5 deste mês. A Eternit aguarda os próximos passos judiciais a serem praticados pela entidade representativa do setor. No entanto, o fato é que no momento as operações paradas representam 22% de seu faturamento total (3T17 como referência). Outro ponto de questionamento pela empresa é a ação civil pública de Vitória da Conquista, onde o MPF dá um prazo de 15 dias, a contar do dia 6 deste mês, para a Eternit depositar em juízo o valor de R$ 500 milhões como forma de multa sobre danos morais coletivos. A companhia também irá recorrer desta sentença. Notícias negativas para a empresa, desta forma, acreditamos que suas ações continuarão performando negativamente no pregão de hoje.
 

AGENDA DE DIVIDENDOS
 

Bons negócios.


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