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Notícias

13/12/2017

Diário Matinal Coinvalores - 13 de dezembro de 2017

 

 

Bom dia,

1Vendas do varejo frustram expectativas. Após a leve recuperação em setembro, os dados de outubro vieram bem fracos. O comércio varejista caiu 0,9% em um mês, contra a mediana das projeções em alta de 1,0%. No conceito ampliado, que incluem as vendas de material de construção e veículos, a redução foi de 1,4%, ante previsão de 0,6%. A atividade nos segmentos de supermercados, vestuário e outros artigos pessoais se destacaram por reverter a dinâmica de retomada observada em setembro, mas os outros setores também contribuíram negativamente ao apurar arrefecimento nas vendas. O resultado tende a impactar as companhias listadas em bolsa que são ligadas ao consumo interno.

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Decisão do FOMC é destaque nos EUA. Na última reunião do ano, o comitê de política monetária do Federal Reserve deve anunciar novo aumento na taxa básica de juros da principal economia do mundo em 0,25 p.p.. Mas, mais importante que a decisão em si, é a sinalização dos membros do FOMC, em especial o próximo presidente do Fed, Jerome Powell, em relação a tocada da política monetária no próximo ano, que deve ter novos aumentos na taxa de juros e a continuidade da redução do balanço do banco central americano. Uma sinalização mais dovish pode animar os mercados amanhã. Além da decisão do FOMC, alguns indicadores do escritório de estatísticas laborais do Departamento do Trabalho, com destaque para o CPI, que deve mostrar aceleração em relação em novembro em relação ao mês anterior. A inflação é um dos pontos que o FOMC tem mais citado para justificar a parcimônia na subida de juros e, mesmo não sendo o índice mais observado pelo comitê, que se atenta mais ao núcleo do PCE, o CPI dá uma sinalização de como foi o comportamento dos preços em novembro.

Inflação alemã ficou em linha com o esperado. O índice de preços ao consumidor referente a novembro teve um crescimento anual de 1,8% e de 0,3% na comparação com outubro deste ano, números em cima da mediana das projeções de mercado, tanto para o número oficial quanto para o resultado no conceito harmonizado. Essa leitura reforça a tese de que a maior economia da Zona do Euro caminha firme para atingir a meta de inflação (2% ao ano) do BCE, contribuindo para a condução da política monetária que prevê menos estímulos no ano que vem.

Já desemprego britânico veio um pouco acima. Em contraponto ao CPI da Alemanha, a taxa de desemprego relativa ao mês de outubro no Reino Unido ficou estável em 4,3%, ante as expectativas de redução para 4,2%. Todavia, ainda que o desemprego não tenha seguido a trajetória de queda, o mercado de trabalho britânico se mostra bastante resiliente em meio às incertezas com a negociação do Brexit, sendo 4,3% uma das menores taxas de desemprego do bloco europeu.

Produção e emprego crescem na Zona do Euro. O número de pessoas empregadas no  terceiro trimestre subiu 1,7% frente ao mesmo período de 2016, alcançando o maior patamar registrado desde 2005. Já a produção industrial do bloco avançou 0,2% em outubro, contra setembro, e 3,7% na comparação anual, puxada pela maior dinâmica na fabricação de bens não duráveis e energia. Irlanda e Dinamarca foram os destaques positivos, enquanto que Portugal e Holanda pesaram no sentido contrário.

Bolsas da Ásia e da Europa seguem em direção opostas. Se recuperando das quedas de ontem, as Bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta manhã, impulsionadas pelo noticiário corporativo e pela alta no preço das commodities. Já os índices europeus registram ligeira queda, apesar dos dados econômicos positivos, como comentamos acima, com a agenda atribulada de reuniões de bancos centrais (Fed hoje, BCE e BoE amanhã) suscitando cautela.
 

 

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Oi (OIBR4) apresenta novo plano. A operadora protocolou na justiça o plano que será submetido à assembleia de credores na próxima terça-feira, dia 19. Além da nova versão, a companhia informou que já entrou em discussões de acordo para a reestruturação com os titulares de suas emissões externas para a subscrição integral no aumento de capital de R$ 4 bilhões previsto no plano judicial. As notícias devem deixar as ações OIBR4 no campo positivo, mas acreditamos que a tendência ainda é de volatilidade para seus papéis em virtude das inúmeras incertezas que cercam a companhia.

Contax (CTAX3) consegue aprovação de credores. Em meio às negociações para a reestruturação da sua dívida, a companhia conseguiu a postergação de trinta dias (de 15/dez/17 para 15/jan/18) do prazo de vencimento da remuneração das debêntures e também a aprovação da dispensa dos covenants financeiros para as demonstrações do 4º Trim/17, conforme votação nas assembleias de debenturistas ontem. Essa decisão poderá dar um fôlego para os ativos CTAX3 que passam por forte pressão em bolsa. No entanto, ainda consideramos bastante complicado o momento atual da Contax e seguimos cautelosos ao recomendar o posicionamento aos investidores.

Romi (ROMI3) e Weg (WEGE3) distribuirão JCP. A Romi vai distribuir o valor líquido de R$ 0,068 por ação, equivalente a um yield de 0,9%. Papéis ficarão ex-proventos amanhã (14/12) e o pagamento deve ocorrer em 16/01. Já a Weg distribuirá o montante líquido de R$ 0,0485 por ação, correspondente a um yield de 0,2%. As ações WEGE3 ficarão ex na próxima segunda-feira (18/12) e o pagamento ocorrerá em março de 2018, no dia 14.

Cosan (CSAN3) elege novo presidente e anuncia recompra de ações. O conselho de administração elegeu Marcos Marinho Lutz para o cargo de diretor- presidente da Cosan S.A., executivo que comanda a Cosan Limited desde 2015. Foi eleito também o vice-presidente de finanças, Marcelo Eduardo Martins, que já ocupou o mesmo cargo entre 2009 e 2015 e atualmente faz parte do conselho de administração da Cosan Limited. Ademais, a companhia abriu programa de recompra de até 13.563.000 ações, que correspondem por cerca de 3,33% da quantidade de ações, com prazo de um ano. As novidades devem trazer influência apenas marginalmente positiva par os papéis da CSAN3.

Oferta secundária da Sanepar (SAPR11) movimenta R$ 1,04 bi. As units da companhia foram vendidas a R$ 55,20, levantando um total de R$ 1,04 bilhão. A Copel (CPLE6) ficou com R$ 489,1 milhões e os outros R$ 550,9 milhões foram para o governo do Paraná. Como a demanda foi elevada, e o preço ficou acima do mínimo de R$ 50,00 por unit, os acionistas exerceram a opção de venda de uma parcela adicional de 15%, vendendo no total 18,85 milhões de units. A notícia não deve balizar o desempenho das ações da Sanepar hoje, mas deve trazer impacto marginalmente positivo para CPLE6.
 

AGENDA DE DIVIDENDOS
 

Bons negócios.

 


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