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14/12/2017

Diário Matinal Coinvalores - 14 de dezembro de 2017

 

Bom dia,

1Inflação acelera com alta do preço dos combustíveis. O IGP - 10 registrou alta de 0,90% em dezembro, contra o avanço de 0,24% em novembro. O índice de preços ao produtor foi bastante impactado por maiores custos com combustíveis, fato que foi parcialmente amenizado pela queda na tarifa de eletricidade, na inflação ao consumidor. Já o índice nacional de custo da construção apresentou a mesma taxa de variação do mês anterior, com nos custos com mão-de-obra sendo compensado pelo arrefecimento em materiais, equipamentos e serviços.

Votação da Previdência deve ficar para 2018. O plenário do Congresso Nacional aprovou ontem o Orçamento Federal com déficit primário de até R$ 159 bilhões para 2018, rito que comumente encerra as atividades legislativas. O relatório sobre a Reforma da Previdência deve ser lido hoje no plenário da Câmara dos Deputados, mas os próprios líderes do governo já sinalizaram que a tramitação da PEC ficará somente para a volta do recesso, dando mais tempo para o Planalto atingir os 308 deputados necessários para avançar a medida. O mercado tende a ficar bastante cético sobre a aprovação da PEC em fevereiro, sobretudo por conta da proximidade da corrida eleitoral. Assim, a confirmação do adiamento da reforma deve gerar reação negativa dos investidores.

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Decisões de bancos centrais seguem no radar. Ontem, foi dia de reunião do FOMC, que, como esperado, elevou a taxa de juros em 0,25 p.p., para a faixa entre 1,25% e 1,5%. Além disso, as projeções dos membros do comitê seguem sinalizando três elevações na taxa no ano que vem, também sem grandes novidades, em que pese a preocupação com a inflação abaixo da meta por lá, o que, caso persista no próximo ano, pode levar a uma revisão no ritmo de subida de juros. A projeção do PIB americano para o ano que vem foi revisada para cima, na esteira dos "tax cuts" do presidente Trump. Quem também elevou os juros ontem/hoje foi o banco central chinês, mas o ajuste ficou um pouco aquém do esperado pelo mercado, em uma sinalização de que o PBOC está tentando diminuir o risco de uma alavancagem excessiva das empresas locais, mas sem machucar tanto o crescimento da economia. Hoje, os holofotes se voltam para a Europa, com reuniões de autoridades monetárias do bloco e do Reino Unido. A expectativa é que o BCE mantenha a taxa em 0,0% e o mercado ficará atento à entrevista de Mario Draghi, após a decisão, esperando sinais sobre a tocada da política monetária do bloco no ano que vem. No UK, após a elevação de juros de novembro, a primeira em uma década, o BoE deve manter a taxa em 0,5%. O mercado espera sinalizações sobre as projeções que serão divulgadas na reunião de fevereiro, especialmente sobre inflação, que após um repique em 2017 (o que ajudou o BoE na decisão de elevação de juros na reunião passada), tende a começar a voltar para a meta no decorrer de 2018. A expectativa é que a taxa de juros no Reino Unido chegue a 1,0% nos próximos dois anos, com duas altas entre 2018 e 2019.

Agenda econômica também chama atenção nos EUA. No radar dos investidores, as sondagens preliminares de atividade em dezembro tendem a acelerar o ritmo de expansão registrado no mês passado. Além disso, os estoques empresariais em outubro e as vendas no varejo de novembro deverão confirmar as expectativas de retomada do consumo norte-americano com a redução no nível de estoque em razão da maior atividade comercial. Por fim, os dados semanais de auxílio-desemprego devem se manter abaixo dos 240 mil pedidos, seguindo a tendência de leve recuperação do mercado de trabalho por lá.
   
Dados chineses vieram um pouco aquém das previsões. A produção industrial e as vendas no varejo tiveram crescimento anual de 6,1% e 10,3%, respectivamente, em novembro. Porém, ambos os resultados oficiais ficaram 0,1 p.p. abaixo da mediana das projeções de mercado, trazendo impacto marginalmente negativo para os mercados da região asiática por reforçar a perspectiva de desaceleração mais nítida na China neste último trimestre do ano.

PMIs da Zona do Euro e da Alemanha em alta. Os dados divulgados pelo instituto Markit nesta manhã superaram as estimativas do mercado, com o PMI composto do bloco europeu atingindo 58,0 pontos na prévia de dezembro, contra os 57,5 registrados em novembro. Houve melhora tanto em serviços (56,5 pontos) quanto na indústria (62,0 pontos), puxado pela acréscimo no número de encomendas, que já se reflete em melhora no nível de criação de empregos. Na Alemanha, o avanço também foi disseminado, com alta de 1,5 ponto no PMI de serviços e de 0,8 ponto no industrial, que levaram o índice composto para o maior patamar em mais de seis anos, aos 58,7 pontos.

Bolsas recuam lá fora. Tanto na Ásia quanto na Europa os índices oscilam no campo negativo nesta manhã, com os dados positivos reportados pela Europa ficando em segundo plano e os dados aquém do esperado na China pressionando os mercados locais. De toda forma, a atenção lá fora segue voltada para a decisão dos bancos centrais, como comentamos acima. Por aqui, o imbróglio político e a cada vez mais distante Reforma da Previdência deve pesar sobre mercado bursátil.
 

 

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Petrobras (PETR4) capta R$ 5 bilhões com IPO da BR. A demanda pelas ações da BR Distribuidora superou em 2,5 vezes a quantidade ofertada, segundo apurou o Valor Econômico. Mas, ainda assim a oferta saiu no piso da faixa indicativa, que ia de R$ 15 a R$ 19. O valor total atribuído a empresa, portanto, foi de R$ 21,3 bilhões, o que equivale a um múltiplo de 7,1 vezes o seu EBITDA dos últimos doze meses, valor 38% menor do que o múltiplo de sua principal concorrente, a Ultrapar (UGPA3). As ações da BR estreiam na bolsa amanhã, sexta-feira, sob o código BRDT3. A novidade pode pressionar os papéis PETR4 no curtíssimo prazo, pois a expectativa era que a estatal arrecadasse mais do que os R$ 5,02 bilhões na operação.

JCP da CVC (CVCB3). A companhia distribuirá juros sobre o capital próprio no montante de R$ 40,9 milhões, aproximadamente R$ 0,238 já líquido de IR por ação e correspondente a um yield de 0,53%. Os acionistas posicionados ao fim da próxima segunda-feira, dia 18, terão direito aos proventos, as ações ficam ex-JCP a partir da terça-feira e o pagamento será feito no próximo dia 28.

Copel (CPLE6) e Taesa (TAEE11) distribuirão proventos. A Copel irá distribuir JCP no valor líquido de R$ 0,8660 para cada ação PNB, R$ 2,4569 por ação PNA e R$ 0,7873 por ação ON, o equivalente ao yield de cerca de 4% para PNB e ON e de 7% para PNA. Os papéis ficarão ex-proventos a partir do dia 02/01 e a data do pagamento será definida na assembleia marcada para abril. Já a Taesa irá distribuir o montante líquido de R$ 0,2702 por unit. O yield é de 1,3% e os papéis ficam ex a partir da próxima terça-feira, 19/12. O pagamento deve ocorrer ainda esse mês, no dia 28.

Cielo (CIEL3) vai pagar JCP. A companhia anunciou juros sobre o capital próprio de R$ 0,0996 (valor já líquido de IR) por ação. Papéis ficam ex no dia 28 desse mês, então o investidor deve estar posicionado ao final do pregão do dia 27 de dezembro. Pagamento se dará em 29 de março. O yield da operação, no entanto, é baixo, de 0,4%.
 

AGENDA DE DIVIDENDOS
 

Bons negócios.


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