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Notícias

15/12/2017

Diário Matinal Coinvalores - 15 de dezembro de 2017

 

Bom dia,

1Nova retração no setor de serviços. Dados do IBGE divulgados nesta manhã mostram que a atividade de serviços recuou 0,8% em outubro contra setembro, na série com ajuste sazonal. Houve queda em quatro das cinco categorias pesquisadas, com destaque para serviços prestados às famílias. Do lado positivo,  ficou o grupo de serviços de informação e comunicação, com alta marginal de 0,3%. No ano, o setor acumula retração de 3,4% frente a 2016.

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Dados do Fed no radar. Na agenda americana hoje se destacam os dados do Fed acerca da produção industrial de novembro, que devem mostrar desaceleração em relação ao crescimento de outubro, ainda que a utilização da capacidade instalada nos EUA deva mostrar sensível melhora. O Fed de NY divulga o índice Empire State de atividade industrial no estado, esse já de dezembro, que também deve mostrar alguma desaceleração.

BCE revisa crescimento econômico para cima. Em reunião sem grandes novidades, chamou atenção do mercado a revisão do crescimento do bloco no próximo ano, assim como ocorreu na reunião do Fed em relação ao crescimento da economia americana. A leitura de que as principais economias do mundo tem ganhado tração, ainda que com inflação abaixo da meta dos bancos centrais, levantou no mercado dúvidas quanto à velocidade da retirada dos estímulos monetários especialmente na Europa, ainda que o presidente do BCE, Mario Draghi, tenha tentado passar a mensagem que não haverá solavancos na tocada da política monetária. A agenda nessa sexta na Europa reserva apenas a balança comercial do bloco.

Bolsas seguem pressionadas. Na Europa, os índices seguem pressionados nesta sexta-feira, com os investidores receosos quanto aos próximos passos do BCE, como comentamos acima, assim como na Ásia, onde as Bolsas ainda repercutem a alta dos juros na China. O imbróglio envolvendo a aprovação do pacote de estímulo tributário de Trump também contribui com a elevada tensão aos mercados bursáteis.
 

 

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Ultrapar (UGPA3) investirá R$ 2,676 bi em 2018. Desse total, R$ 1,545 bilhão deve ser destinado aos postos Ipiranga, sendo cerca de 50% utilizado para ampliação da rede de revendedores, por meio da adição de postos e franquias, e os outros 50% na ampliação de sua infraestrutura logística. Na Oxiteno, serão investidos R$ 343 milhões, incluindo a finalização da planta produtiva em Pasadena, no Texas, que deve ser inaugurada ainda no primeiro semestre de 2018. Na Ultracargo serão investidos R$ 247 milhões, destinados à expansão dos terminais de Itaqui e Suape e a melhoria contínua da segurança e produtividade dos terminais. Na Ultragaz e na Extrafarma o plano de investimentos contempla tanto a abertura de novas lojas e expansão da rede de revendedores como investimentos em tecnologia e infraestrutura logística. Esses R$ 2,676 bilhões não incluem possíveis aquisições e representam um acréscimo de quase 23% frente ao que deve ser investido nesse ano. O montante não traz grandes preocupações no que tange a alavancagem da companhia. Portanto, seus papéis devem responder de forma marginalmente positiva a novidade.

Copasa (CSMG3) anuncia plano plurianual de negócios. O plano estratégico da companhia para 2018 a 2022 prevê a realização de R$ 3,45 bilhões no período, sendo R$ 650 milhões em 2018, R$ 550 milhões em 2019 e uma gradual aceleração nos próximos anos, até chegar aos R$ 800 milhões em 2022. De 2019 em diante os valores podem ser atualizados anualmente, a depender dos reajustes tarifários e da alavancagem da companhia. O foco principal de tais investimentos é  a conclusão de obras em andamento ou paralisadas, compromissos de concessão previstos em contrato e ainda não cumpridos e a universalização da prestação dos serviços nas áreas de suas concessões. Os valores do plano estão bem alinhados com nossas estimativas, portanto, reiteramos nossa visão positiva para as operações da Copasa.

Vale (VALE3) distribuirá R$ 2,182 bi em proventos. A mineradora vai distribuir JCP no montante líquido de R$ 0,3569 por ação, corresponde a um yield de quase 1%. Os papéis ficam ex-proventos na próxima sexta-feira, dia 22, e o pagamento deve ocorrer em 15 de março de 2018.

JCP do Hermes Pardini (PARD3). A companhia distribuirá juros sobre o capital próprio no montante de R$ 30,0 milhões, aproximadamente R$ 0,20 líquido por ação e correspondente a um yield de 0,7%. Os acionistas posicionados ao fim do próximo dia 19 terão direito aos proventos, as ações ficam ex-JCP a partir da quarta-feira (20/dez) e o pagamento será feito em até sessenta dias, ou seja, até meados de fev/18.

Proventos da Telefônica Brasil (VIVT3/VIVT4). O conselho de administração da companhia aprovou a distribuição de juros sobre o capital próprio (JCP) no montante bruto de R$ 1,5 bilhão, aproximadamente o valor líquido de R$ 0,70 por ação ordinária (VIVT3) e R$ 0,77 por ação preferencial (VIVT4) e correspondente a um yield de 1,7% na ON e 1,5% na PN. Os acionistas posicionados ao fim do pregão do próximo dia 26 terão direito aos proventos, as ações ficam ex-JCP a partir do dia 27 deste mês, mas o pagamento será definido pela diretoria da companhia até o final do exercício de 2018.

Leilão de transmissão é realizado hoje (TRPL4, ALUP11, TAEE11, EQTL3, EGIE3). A agência reguladora do setor elétrico, ANEEL, vai leiloar hoje 11 lotes de linhas de transmissão, que somam 4.919 km e 14 subestações. A Receita Anual Permitida máxima na soma de todos os lotes é de R$ 1,534 bilhão, enquanto o investimento total previsto é de R$ 8,7 bilhões. Leva o lote quem apresentar o maior deságio sobre a RAP e os empreendimentos devem entrar em operação entre setembro de 2021 e março de 2023. Como de costume, a concessão terá prazo de trinta anos e a receita será corrigida anualmente pelo IPCA. O certame está agendado para as 12h e certamente irá movimentar os papéis do setor ao longo do dia.
 

AGENDA DE DIVIDENDOS
 

Bons negócios.


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