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Notícias

18/12/2017

Diário Matinal Coinvalores - 18 de dezembro de 2017

 

Bom dia,

1IGP-M acelera mais uma vez. O índice registrou variação de 0,88% na segunda prévia de dezembro ante a última variação que foi de 0,37%. Houve elevação dos preços tanto no atacado quanto no varejo. Já o INCC, que mede os custos da construção, apresentou desaceleração, variando 0,27%, quando no mês anterior o índice ficou em 0,28%.

IPC-S recua na segunda semana de dezembro. O IPC-S apresentou variação de 0,34%, uma queda de 0,05 p.p. em relação à taxa registrada na última divulgação. Com três das oito classes de despesas que compõem o índice apresentando decréscimo em suas variações: habitação, transportes e comunicação.

Boletim Focus continua otimista. O boletim trouxe mais uma queda nas projeções para o IPCA tanto para este ano, quanto para 2018 e alta nas estimativas para o PIB também nos dois anos. O IPCA esperado para esse ano agora está em 2,83%, saindo de 2,88% no último boletim, e para 2018 está em 4,00% vindo de 4,02%. Já as projeções para o PIB se mantém em alta, em 2017 indo para 0,96% e para 2018, a previsão também segue mais otimista. A taxa de câmbio esperada também acabou se elevando em 2017, saindo de R$ 3,25 para R$ 3,29 e em 2018, ficou inalterada em R$ 3,30.

IBC-BR apresenta alta em outubro. O nível de atividade da economia registrou aumento no mês de outubro, ficando em 0,29% na comparação com setembro. Já no acumulado de janeiro até outubro, o indicador acumula alta de 0,85%, depois de uma forte recessão em 2016.

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Inflação ao consumidor acelera na zona do euro. O CPI da zona do euro de novembro subiu 1,5%, no comparativo anual. Na comparação mensal, o CPI teve alta de 0,10%, vindo em linha com as previsões de mercado. Já o núcleo da inflação, apresentou queda no comparativo mensal de 0,1%, mas acabou subindo 0,9% na comparação anual.

Com agenda fraca, noticiário político é destaque nos EUA. A agenda macro norte-americana está bem vazia nesta segunda-feira, contando apenas com a divulgação da confiança do construtor em dezembro, que deve ficar estável frente à última divulgação. Dessa forma, volta com força ao radar às discussões em torno do pacote tributário de Trump, que deve ser votado pelo congresso ainda essa semana, e o risco relacionado à paralisação dos serviços públicos, caso não for aprovado uma nova extensão temporária dos gastos do governo.

Dia positivo para os mercados. Com o minério de ferro ainda reagindo bem aos indicadores de demanda chinesa e o petróleo se ajustando para cima após a recente diminuição na oferta dos EUA, os mercados asiáticos tiveram um pregão bastante positivo, enquanto que os principais índices acionários europeus estão em alta firme. O otimismo nos mercados também se respalda no bom encaminhamento da votação do pacote tributário de Trump nesta semana, depois que dois senadores republicanos que, até então, estavam indecisos, declararam apoio ao projeto final. Esses eventos externos tendem a influir positivamente na abertura da bolsa paulista.
 

 

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JHSF (JHSF3) renegocia com credores. A companhia anunciou que fechou com os credores da 5ª emissão de debêntures da companhia (valor total de R$ 718 milhões) e com o BB, detentor de cédula de crédito bancário (CCB) no valor de R$ 289 milhões, alterações no prazo e na precificação dos títulos. Essas dívidas representam cerca de 75% do total da companhia. As alterações são a prorrogação da carência do principal das dívidas por 18 meses (a partir de agora), prorrogáveis por mais 6 meses, e a redução das taxas para CDI + 2,7%, redução de 0,7 p.p. no caso das debêntures e de 0,25 p.p. no caso da CCB. Além disso, no caso das debêntures, o pagamento de juros, antes semestral, passa a ser mensal. A companhia consegue alongar o perfil da dívida e reduzir seu custo, dessa forma, os papéis devem responder positivamente no pregão de hoje. Abaixo, a mudança no fluxo de pagamento das dívidas da companhia, descontando os recebíveis.
 


Ferbasa (FESA4) tem boa performance em novembro, mas anuncia queda nos preços para 2018. A receita líquida da companhia foi de R$ 123,1 milhões em novembro, alta de 74,1% em doze meses. No acumulado do quarto trimestre, outubro e novembro, o faturamento é 30,2% maior do que o registrado no mesmo período de 2016. Esse desempenho reflete principalmente ao aumento das vendas de minério de cromo no mercado externo e a antecipação nas compras de um cliente relevante. Por outro lado, a companhia também anunciou que o preço de referência do ferro cromo alto carbono para o 1° trim/2018 foi definido em US$ 118, que representa uma redução de 15,1% frente preço praticado no 4° trim/16. Os dados mensais perfazem boas perspectivas para o balanço do último trimestre, ainda assim, a notícia sobre a redução dos preços pode trazer influência negativa para seus papéis hoje.

Eletrobras (ELET6) deve investir R$ 19,8 bilhões até 2022. A elétrica anunciou seu plano de negócios para 2018 a 2022, onde prevê investir R$ 6,2 bilhões em 2018, montante que deve ser reduzido gradualmente até chegar a R$ 2,0 bilhões em 2022. Os recursos devem ser destinados principalmente para o segmento de geração, destino de R$ 9,9 bilhões no período, em segundo lugar fica a área de transmissão, com R$ 7,9 bilhões. Também há a previsão de um investimento residual nas distribuidoras em 2018, de R$ 260,8 milhões. O plano também conta com a meta da relação dívida líquida/ EBITDA caindo para menos de 3x até 2022 (frente aos 4,1x atuais) e com cinco pilares: governança e conformidade, disciplina financeira, excelência operacional, ação sustentável e valorização de pessoas. A novidade não deve trazer grande impacto para ELET6 no curto prazo, haja vista que é o processo de privatização que vem ditando o rumo de suas ações no curto prazo.

Destaques da reunião pública da JSL (JSLG3). Diante do ambiente econômico doméstico um pouco melhor em 2017, as operações da JSL mostraram bom avanço, mas ainda abaixo do seu potencial. Nesse sentido, os executivos da companhia vislumbram boas oportunidades para 2018 em virtude do contexto de maior expansão da atividade e dos juros básicos baixos, contribuindo tanto para os resultados das suas operações quanto para o custo da dívida da empresa. Cabe salientar também a revisão do guidance de investimentos líquidos, que foi elevado de R$ 600 milhões para R$ 800 milhões neste ano por conta da antecipação de compra de ativos. Além desses aspectos operacionais, ganhou relevância durante o evento a reorganização das subsidiárias do grupo logístico. Após a separação e estruturação do IPO da Movida, braço do rent a car da JSL, as outras atividades do grupo também foram reorganizadas, sendo que vale ressaltar a criação da empresa "Vamos" que concentra a operação com ativos pesados do grupo e que recentemente incorporou a Borgato Caminhões S.A. por R$ 100 milhões em dinheiro mais 9% das ações da Vamos. Saímos da reunião com a mesma visão sobre a JSL, pois se trata de um case interessante em bolsa e que certamente se beneficiará das melhores perspectivas econômicas para 2018, reforçando nossa recomendação de compra com preço alvo em R$ 13,30.
 

AGENDA DE DIVIDENDOS
 

Bons negócios.


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