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Notícias

20/12/2017

Diário Matinal Coinvalores - 20 de dezembro de 2017

 

Bom dia,

1IPC acelera na 2º quadrissemana de dezembro. O índice de preços ao consumidor de São Paulo subiu 0,46% na segunda quadrissemana de dezembro ante 0,39% na primeira leitura do mês. Dos grupos que compõem o indicador, os que mais contribuíram para esta aceleração foram habitação (de 0,55% para 0,64%), alimentação (de -0,57% para -0,26%) e saúde (de 0,13% para 0,17%).

Monitor do PIB sinaliza crescimento. O monitor do PIB da FGV trouxe crescimento de 1,8% no acumulado de agosto, setembro e outubro frente o mesmo trimestre do ano anterior. No acumulado em 12 meses, a economia avançou 0,4%, primeira variação positiva em 32 meses. Vale destacar que mais uma vez o consumo das famílias e a formação bruta de capital fixo foram os destaques da divulgação.

Agenda carregada no dia de hoje. Além dos indicadores já comentados acima, hoje teremos diversos indicadores a partir das 10h30. A começar com a divulgação do relatório mensal da dívida pública pelo Governo e fechando a agenda com os dados do Caged. Mas na abertura do mercado, estes indicadores não devem influenciar, gerando certa volatilidade somente ao longo do dia. O que poderá movimentar os ânimos no início do pregão é a repercussão quanto à decisão do BC em reduzir a alíquota do compulsório, o que pode ter um efeito líquido de até R$ 6,5 bilhões. Boa notícia para o mercado em geral, mas especialmente para os bancos.

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Senado aprova reforma nos EUA. Em mais um dia de agenda fraca, o noticiário político continua em destaque, sobretudo após o senado norte-americano aprovar, por 51 a 48 votos, a proposta que prevê um corte de impostos até US$ 1,5 trilhão em dez anos. A medida deve ser apreciada pela câmara, em uma segunda votação, na tarde de hoje e a expectativa é que seja sancionada por Donald Trump ainda essa semana, antes do Natal. Voltando aos indicadores, hoje teremos apenas a divulgação do número de vendas de moradias usadas em novembro, que deve denotar ligeira aceleração, e o estoque semanal de petróleo bruto.

Bolsas de lado em dia sem novidades. Com agenda de indicadores bem esvaziada e a aprovação do plano de "tax cuts" de Trump já largamente precificada, as Bolsas internacionais apresentam variações bem tímidas nessa quarta-feira. Destaque negativo para a Bolsa de Madrid, que opera em queda um pouco mais acentuada, às vésperas da eleição convocada pelo governo espanhol na Catalunha.
 

 

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JCP da Itaúsa (ITSA4). A companhia anunciou R$ 0,142851 (valor já líquido de IR) por ação na forma de JCP. Os acionistas têm até o dia 22 de dezembro para se posicionar nos papéis e aproveitar a distribuição que ocorrerá ainda esse ano, dia 28/12. O yield da operação é de 1,4%, com base no fechamento de ontem dos papéis da companhia.

Triunfo (TPIS3) vai pagar dividendo atrasado do ano passado. A companhia vai pagar, no dia 27 de dezembro, R$ 0,259 por ação, correspondente a um yield de 7,8% em relação ao fechamento de ontem. O dividendo diz respeito ao resultado de 2015 e deveria ter sido pago no ano passado, porém, com a situação financeira da companhia se deteriorando, a distribuição foi adiada para esse ano. A data ex, no entanto, não foi alterada e só terão direito aos proventos os acionistas posicionados ao final do dia 29 de abril do ano passado, 2016.

Gafisa (GFSA3) posterga vencimento de dívida. A companhia conseguiu adiar o vencimento de dívidas no valor de R$ 456 milhões para 2020 e 2021. Essa era uma das condições para alguns investidores injetarem ao menos R$ 200 milhões no aumento de capital que a companhia está realizando, que pode chegar a R$ 300 milhões. Notícia positiva para a companhia, mas a nossa visão de médio/longo prazo para o papel ainda é mais negativa.

Enfim, recuperação judicial da Oi (OIBR4) foi aprovada. Na madrugada desta quarta-feira, a maioria dos credores reunidos na assembleia votou pela aprovação dos termos do plano de recuperação judicial da operadora que se arrastou ao longo de um ano e meio, contando com a saída de executivos e conselheiros, além de quatro adiamentos da votação ao longo de todo esse tempo. Entre os termos aprovados, valem ser destacados: (i) a capitalização de, no mínimo, R$ 4 bilhões via oferta de novas ações; (ii) a conversão dos títulos detidos pelos bondholders que totalizam R$ 32,2 bilhões em ações da Oi até o limite de 75% do capital da operadora, após as demais etapas do processo; e (iii) a redução imediata do principal da dívida financeira em cerca de 50% por conta do acordo firmado que prevê prazos de carência a partir daqui, mas, em compensação, com juros bem mais altos. Acreditamos que os ativos da companhia tendem a reagir positivamente em bolsa no curto prazo, porém ainda avaliaremos o impacto que os termos aprovados terão para determinar o valor justo da empresa e, consequentemente, nossa recomendação aos investidores.

Energias do Brasil (ENBR3) adquire participação na CELESC (CLSC4). A Energias do Brasil fechou acordo com a Previ para adquirir 33,1% das ações ordinárias e 1,9% das ações preferenciais da Centrais Elétricas de Santa Catarina - CELESC, que representam 14,5% do capital social total da companhia, pelo valor de R$ 230 milhões. O preço da transação está sujeito à ajustes, inclusive mediante a distribuição de proventos, e a conclusão do negócio depende da aprovação de órgãos reguladores, como o CADE. A companhia também anunciou que após a conclusão do negócio pretende realizar uma Oferta Pública Voluntária para adquirir até 32% das ações preferenciais da Celesc, pelo preço de R$ 27,00 que representa um ágio de quase 15% frente a cotação da CLSC4 ontem. O rateio entre os acionistas será assegurado, caso a adesão supere o número máximo de objeto da OPA. Os papéis ENBR3 e CLSC4 devem reagir de forma positiva à novidade.

Faturamento da Randon (RAPT4) segue em alta. A receita líquida consolidada da companhia atingiu R$ 280,7 milhões em novembro, o que representa uma alta de 36,5% em doze meses. No acumulado entre outubro e novembro a alta é de 35,3%, frente a 2016, o que perfaz boas perspectivas quanto aos resultados do quarto trimestre. Entre janeiro e novembro o faturamento líquido da companhia é 9,5% maior ante o ano anterior. Suas ações devem responder de forma marginalmente positiva a divulgação.
 

AGENDA DE DIVIDENDOS
 

Bons negócios.


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