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Notícias

21/12/2017

Diário Matinal Coinvalores - 21 de dezembro de 2017

 

Bom dia,

1IPCA-15 fecha o ano em 2,94%. Em dezembro, o índice avançou 0,35%, leve aceleração frente aos 0,32% observados em novembro. No ano, os preços dos alimentos foram os principais responsáveis por manter o índice em um patamar bem reduzido, com queda de 2,15%. Por outro lado, gastos com habitação (puxados por energia elétrica), saúde e educação tiveram as maiores altas no ano, todos com elevação superior a 6%. 

Prévia da sondagem da indústria indica ligeira queda. A prévia da sondagem da indústria ficou praticamente estável no início do mês de dezembro, após ter apresentado cinco altas consecutivas, atingindo 98,2 pontos ante os 98,3 pontos. Este resultado do ICI em dezembro se deve pelo índice de expectativas que se manteve estável em 99,4 pontos, que mesmo sem alteração é o maior desde dezembro de 2013. O índice da situação atual também não se alterou tanto, apresentando leve queda de 0,2 ponto, ficando em 97,0 pontos. Já o NUCI apresentou alta de 0,3 p.p na mesma base de comparação, ficando em 74,5%.

Relatório de inflação traz revisões das projeções do PIB e da inflação. A estimativa do banco central para o PIB subiu, podendo a economia apresentar crescimento de 1% em 2017 ante os 0,7% da última divulgação. Já a projeção para inflação segue caindo, saindo dos 3,2% para 2,8% em 2017, ficando abaixo do piso da meta do governo. Para os outros anos, a expectativa é de IPCA em 4,2% para 2018 e 2019 e em 4,1% para 2020. As projeções para o dólar do BC ficaram em R$ 3,29 para este ano e R$ 3,30 para 2018 e para a Selic em 7% tanto em 2017 quanto 2018.

Retorno de R$ 5 bilhões para o orçamento deste ano. A revisão nas estimativas da equipe econômica do governo, em mais R$ 436 milhões para as receitas da União e em menos R$ 4,6 bilhões nas despesas federais, possibilitou a devolução de R$ 5 bilhões em verbas que estavam contingenciadas. Desses recursos, em torno de R$ 850 milhões serão destinados ao PAC, R$ 3,7 bilhões para o custeio e funcionamento dos órgãos federais, R$ 62,7 milhões para as atividades do Legislativo e Judiciário e R$ 396,5 milhões para emendas parlamentares. De toda forma, o resultado primário da União em 2017 deverá ser menor do que o déficit de R$ 159 bilhões previsto pelo orçamento, o que pode amenizar, em parte, as preocupações com as contas públicas do país, sobretudo pelas agências de rating, em meio às negociações para a reforma previdenciária.

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Dados dos EUA voltam ao radar. Nesta quinta-feira, a agenda norte-americana volta a ter destaque com a divulgação do PIB do terceiro trimestre e do índice de atividade nacional em novembro, que não devem trazer grandes variações frente à última leitura, assim como o número semanal de pedidos de auxílio desemprego. Já a sondagem industrial de Filadélfia e os indicadores antecedentes devem denotar ligeiro arrefecimento, em um movimento pontual, que não altera as estimativas positivas quanto ao crescimento econômico do país.

BoJ mantém taxas de juros. Hoje terminou a reunião do comitê de política monetária do banco central japonês e a decisão foi de manutenção dos juros negativos em 0,1% e a meta de longo prazo para a taxa em 0,0%. A decisão foi tomada por 8 votos a 1. O voto discordante foi de um dos membros do comitê preocupado com a inflação persistentemente baixa, que queria aumentar os estímulos. Dessa forma, aparentemente se afastam as possibilidades de uma mudança na tocada da política monetária japonesa em 2018 para um viés mais contracionista.

Bolsas pressionadas lá fora. Os índices europeus operam em baixa nesta manhã, em um movimento de realização de lucros, após o desfecho positivo da reforma tributária de Trump. Na Ásia, o índice Nikkei fechou em queda, ainda que amenizada do meio para o final do pregão pela reunião do BoJ, comentada acima. Shanghai e Hong Kong foram exceções, impulsionadas pelo comunicado de Pequim de que quer manter o crescimento econômico, além de aprofundar as reformas estruturais no próximo ano.
 

 

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Azul (AZUL4) acerta parceria com os Correios. O acordo ainda está em fase de memorando de entendimentos e prevê a criação de uma empresa privada de solução de logística integrada. A expectativa é que a nova empresa passe a operar já no primeiro semestre do próximo ano (março provavelmente) e deve ter foco no crescimento do e-commerce no Brasil. A operação já deve começar movimentando aproximadamente 100 mil toneladas de cargas por ano (somando as 70 mil toneladas transportadas pelos Correios mais 30 mil transportadas pela Azul). Notícia positiva para a companhia, que deterá 50,01% da JV, com 49,99% na mãos dos Correios.

Mais uma venda da BRMalls (BRML3). A companhia anunciou a venda da sua participação de 50% no Natal Shopping por R$166,3 milhões. Cap rate da operação de 8,7%, também atrativo, como já havia sido a última negociação da companhia, porém, mais uma vez, o tamanho da venda é pequeno em relação ao portfólio da companhia, por isso, o impacto do acordo nos papéis da empresa no pregão de hoje deve ser limitado. No ano, a companhia vendeu quatro shoppings, ou participações, por um total de R$ 454,5 milhões.

Santander (SANB11) anuncia parceria com a HDI Seguros. A Santander Auto será 50% do banco e 50% da HDI e vai oferecer seguro de automóveis de forma 100% digital. O Santander é líder no Brasil em financiamento de veículos e a HDI é a sexta maior seguradora no segmento. Ainda não há mais detalhes de como se dará essa oferta 100% digital pela nova companhia, mas consideramos a notícia positiva para o banco.

Bradesco (BBDC4) anuncia cronograma mensal de JCP em 2018. O valor dos juros mensais do banco foi mantido em R$0,01466 por ON e R$0,01612 por PN, valores já líquidos de IR. O cronograma se dá conforme a tabela abaixo. O JCP mensal é parte da distribuição de proventos do banco, que costuma fazer mais duas distribuições semestrais no ano, com yields maiores.
 


SLC (SLCE3) vende terras. A companhia anunciou ao mercado que assinou um contrato de venda de algumas propriedades rurais, no total de 11.604 hectares, pelo valor de R$ 176,6 milhões ou R$ 15,2 mil por hectare, no estado do Mato Grosso e Piauí. Destacando uma TIR (taxa interna de retorno anualizada) de 16%, depois de todos os desenvolvimentos feitos com a terra. As áreas vendidas continuarão a ser operadas pela SLC, com o pagamento de locação em linha com os preços de mercado. Notícia positiva para a companhia, já que fortalece seu caixa e ainda manterá sua produção, já que continuará operando as terras.

Comgás (CGAS5) distribuirá proventos. A companhia irá distribuir JCP no montante de R$ 1,08 por ação ordinária e R$ 1,19 por ação preferencial, o equivalente a um yield de aproximadamente 2%. Os papéis ficarão ex- proventos na próxima quarta-feira (27/12) e o pagamento ocorrerá no início do próximo ano, em 08 de janeiro.

Alupar (ALUP11) vende energia no A-6. A companhia vendeu 18,2 MW médios da PCH Verde 08 por R$ 218,89 por MWh. O fornecimento deve começar em 2023 e tem duração de 30 anos. O valor da venda é interessante, haja vista que no começo do ano a energia dessa mesma usina estava contratada por R$ 167,24. Seus papéis devem responder de forma positiva à novidade.

OdontoPrev (ODPV3) aprova recompra de ações. A companhia abriu um novo programa com intuito de adquirir até 4,6 milhões de ações no prazo de dezoito meses, vencimento em 21/jun/19. Esse montante de ações equivale à 1,8% do total em circulação no mercado atualmente. A notícia pode levar seus ativos para o campo positivo no pregão de hoje.
 

AGENDA DE DIVIDENDOS
 

Bons negócios.


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