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Notícias

22/12/2017

Diário Matinal Coinvalores - 22 de dezembro de 2017

 

Bom dia,

1Sondagem do consumidor apresenta queda em dezembro. O índice de confiança do consumidor recuou 0,4 ponto em dezembro, se comparado ao mês anterior, ficando em 86,4 pontos. Em relação ao mesmo período no ano anterior, o índice avançou 13,3 pontos. No mês de dezembro o que mais piorou foi a satisfação com a situação atual, que caiu 0,7 ponto, para 73,8 pontos, interrompendo a sequência de quatro altas consecutivas. E o índice de expectativas também apresentou variação negativa, reduzindo em 0,3 p.p. para 95,7 pontos. Esse levantamento mostrou que a situação financeira das famílias se mostra menos favorável em dezembro, em três das quatro faixas de renda pesquisadas.

Sondagem da construção avança em dezembro. O índice de confiança da construção avançou 2,0 pontos em dezembro, para 81,1 pontos, o maior nível desde janeiro de 2015. Este bom resultado reflete a melhora nas expectativas de curto prazo. O índice de expectativas apresentou forte elevação, subindo 3,2 pontos, para 92,6 pontos, sendo o maior nível desde março de 2014. E o índice da situação atual cresceu pelo sétimo mês seguido, ao variar 0,9 ponto, chegando em 70,1 pontos. O nível de utilização da capacidade também apresentou aumento, ainda que pequeno, subindo 0,2 p.p., atingindo 64,0%.

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PIB do Reino Unido revisado. O Escritório de Estatísticas Nacionais revisou para cima o PIB do 3T17, de 1,5% para 1,7%. Notícia positiva, que deixa o FTSE no azul, em dia de queda dos demais principais índices europeus. Vale destacar que as famílias britânicas ainda estão perdendo um pouco do poder de compra, frente à inflação mais elevada que em outras economias desenvolvidas. O desafio no futuro próximo é trazer o crescimento econômico para o patamar dos principais países da zona do euro.

PIB da França e Confiança do Consumidor da Alemanha. O PIB da França revisado para 0,6% neste terceiro trimestre do ano ante o segundo, ficando acima da leitura anterior e da previsão do mercado, que apontavam para uma alta de 0,5% em ambos os casos. Já a confiança do consumidor na Alemanha veio levemente acima do esperado, passando de 10,7 para 10,8 pontos.

Inflação norte-americana no radar. O principal índice de inflação acompanhado pelo Fed, PCE, deve ser divulgado hoje às 11h30. A expectativa é que no acumulado de doze meses a inflação atinja 1,8% em novembro, ante os 1,6% registrados em outubro. O núcleo, que exclui preços de alimentação e energia, por serem mais voláteis, deve avançar 1,5% na mesma base de comparação, bem aquém da meta de 2% do banco central americano. De toda forma, a divulgação certamente trará as discussões em torno da condução dos juros em 2018 de volta à tona. A agenda ainda conta com o número de vendas de novas moradias e dados da confiança do consumidor em dezembro, que devem acelerar frente à última leitura. Ontem à noite, o Congresso aprovou mais uma solução de curto prazo para a questão do orçamento americano, mas adiando as discussões mais polêmicas (especialmente envolvendo o Obamacare) para o fim de janeiro. A aprovação evita, ao menos momentaneamente, o chamado shutdown do governo federal.

Bolsas asiáticas reagiram bem aos EUA, enquanto na Europa prevalece a cautela. Em reflexo à aprovação do corte de impostos nos EUA e ao potencial crescimento mais forte do PIB norte-americano, os principais índices acionários da Ásia fecharam em alta nesta sexta-feira e o mesmo vale para o mercado de commodities, com as cotações do petróleo e do minério de ferro recuperando valor. Na contramão, as bolsas europeias que reagem nesta sessão à votação de ontem na Catalunha que garantiu a maioria no parlamento aos três partidos que defendem a independência da região. Destoa somente o mercado britânico pela revisão do PIB que detalhamos mais acima.
 

 

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Embraer (EMBR3) e Boeing negociam combinação de negócios. Ontem à tarde, o Wall Street Journal noticiou que a Boeing estaria negociando a aquisição da fabricante brasileira. Logo os papéis da Embraer passaram a operar em forte alta, com volume bem acima do usual. Pouco após a notícia, as companhias divulgaram um fato relevante em conjunto, confirmando que estão em tratativas em relação a uma potencial combinação de seus negócios, mas que não há qualquer garantia de sucesso nas negociações e tudo mais. Um primeiro ponto importante é a golden share que o governo brasileiro possui na companhia. Logo após a notícia do WSJ, a Reuters divulgou (citando uma fonte do alto escalão) que o governo brasileiro não iria permitir a compra do controle da companhia. Além disso, vale lembrar que a Embraer é uma empresa com controle difuso, ou seja, não há a figura de um controlador e, dessa forma, a compra do controle não passaria por uma negociação entre as empresas, mas sim por uma oferta pública para os acionistas da Embraer (que teria de ser aprovada pelo governo). Uma alternativa, essa sim negociada diretamente entre as empresas, seria uma JV em um determinado segmento, próximo ao modelo adotado entre a Airbus e a Bombardier, que anunciaram, há dois meses, um acordo envolvendo a linha C-Series, que competem com os E-Jets da Embraer, o que parece fazer mais sentido. A golden share dá ao governo brasilerio também poder de veto em questões envolvendo os programas militares da Embraer, mas aparentemente não há nada que impeça um possível negócio como o que comentamos, envolvendo os E-jets. Os papéis da companhia devem continuar respondendo ao noticiário envolvendo as negociações, o que acaba elevando o risco atrelado a eles, em que pese o potencial positivo de uma associação com a Boeing.
 


Multiplan (MULT3) vai pagar JCP. A companhia anunciou distribuição de R$ 0,2772 (valor já líquido) por ação. Papéis ficam ex dia 28, então o investidor tem até quarta, dia 27 para se posicionar nos papéis. Pagamento em 31 de maio do ano que vem. O yield da operação, no entanto, é pequeno, 0,3%.

Ambev (ABEV3) distribuirá dividendos. A companhia anunciou que irá distribuir dividendos de R$ 0,07 por ação. O referido pagamento será efetuado a partir de 22 de fevereiro de 2018, com base na posição acionária de 31 de janeiro de 2018.

Linx (LINX3) faz nova aquisição. A companhia anunciou a compra integral da Percycle que opera a plataforma líder de mercado em mídia online e que teve um faturamento bruto nos últimos doze meses de R$ 8 milhões. A Linx pagará R$ 13,0 milhões à vista e poderá pagar outros R$ 9,7 milhões, aproximadamente, nos próximos três anos mediante ao atingimento de metas operacionais e financeiras da empresa adquirida. Entendemos que as ações LINX3 devem reagir positivamente em bolsa no curto prazo, sobretudo por conta do múltiplo da aquisição ser um pouco menor do que as recentes transações do setor, preço à vista correspondente a 1,6 vez o faturamento anualizado versus o indicador geralmente acima de dois nas últimas aquisições.

JCP da TOTVS (TOTS3). A companhia distribuirá juros sobre o capital próprio no montante de R$ 17,4 milhões, aproximadamente R$ 0,09 líquido por ação e correspondente a um yield de 0,3%. Os acionistas posicionados ao fim da próxima quarta-feira, dia 27, terão direito aos proventos e as ações ficam ex-JCP a partir de quinta-feira, mas o pagamento será feito somente em 09/05/18.

Sanepar (SAPR4) anuncia plano de investimentos e proventos. A concessionária irá investir um total de R$ 5.685 milhões entre 2018 e 2022, sendo que no próximo ano o montante investido deverá alcançar R$ 1.180,6 milhões. Além disso, a companhia anunciou a distribuição de JCP no montante líquido de R$ 0,2777 por ação PN e de R$ 0,2524 por ação ON, o equivalente a um yield de 2,5% e 1,9% respectivamente. Papéis ficam ex no início do ano, em 02 de janeiro.

Copel (CPLE6) também divulga plano de investimentos. A companhia pretende investir R$ 2,9 bilhões em 2018, montante quase 25% superior ao programa de investimentos desse ano. O maior valor, R$ 888,5 milhões, será destinado a conclusão do Complexo Eólico Cutia, seguido por R$ 790 milhões destinados a ampliação e modernização da rede de distribuição de energia e por R$ 743,6 milhões alocados para conclusão de obras em curso em geração e transmissão. Essa divulgação pode trazer alguma preocupação a respeito de sua alavancagem, porém vislumbramos que a melhora dos resultados esperada para 2018 e o início do processo de desinvestimentos devem trazer alívio para sua situação financeira. Além disso, ressaltamos que, a nosso ver, seus papéis seguem demasiadamente descontados em bolsa.

Vale (VALE3) disponibilizará linha de crédito à Samarco. O crédito de curto prazo será de até US$ 48 milhões e visa apoiar suas operações ao longo do primeiro semestre de 2018 e cobrir as despesas relacionadas ao acordo preliminar com o Ministério Público Federal. A BHP Billiton, sócia da Vale na Samarco, com 50% de participação, também deve disponibilizar linhas de crédito, com termos e condições similares. Ademais, a Vale vislumbra que é provável que os acionistas sejam chamados para cumprir com as obrigações da Samarco, dado a previsão atualizada de seu fluxo de caixa, e, portanto, estima contribuir com R$ 432 milhões, também no primeiro semestre de 2018. Todavia, essa quantia será descontada da provisão de R$ 3,7 bilhões registrada em 2016, não trazendo impacto para os próximos resultados. A notícia pode trazer impacto marginalmente negativo para o desempenho de seus papéis.

Energias do Brasil (ENBR3) e Ferbasa (FESA4) distribuirão JCP. A elétrica vai distribuir o valor líquido de R$ 0,1019 aos acionistas posicionados em 26/11. O yield é de 0,8% e os papéis ficarão ex na próxima quarta-feira, dia 27. Já a Ferbasa irá pagar o montante líquido de R$ 0,2086, correspondente ao yield de 1,1%. Papéis ficam ex logo no início do ano, em 02 de janeiro.
 

AGENDA DE DIVIDENDOS
 

Bons negócios.


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