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Notícias

02/02/2018

Diário Matinal Coinvalores - 2 de fevereiro de 2018

 

Bom dia,

1IPC-FIPE desacelera em janeiro. O índice de preços ao consumidor apresentou desaceleração no mês de janeiro ficando em 0,46%, ante os 0,55% de dezembro, refletindo principalmente as quedas nos preços de habitação e vestuário. Já o maior impacto de alta veio dos grupos educação e alimentação. Resultado veio abaixo do esperado.

aPayrolls é o destaque da agenda dos EUA. Hoje as atenções estão voltas para a divulgação do payroll às 11h30. A expectativa de mercado roda em torno dos 180 mil vagas de empregos criadas em janeiro, vindo bem superior ao último levantamento. Teremos também a divulgação da taxa de desemprego e os números de ganhos salariais. Essas divulgações ajudarão a pautar as apostas quanto ao tamanho do ajuste da política monetária neste ano. Além dos dados sobre o mercado de trabalho, a agenda de hoje ainda reserva o discurso de John Williams do Fed de São Francisco, que vota esse ano.

Preços ao produtor europeu tem tímido avanço. O PPI de dezembro subiu apenas 0,2% em relação ao mês de nov/17 e registrou uma alta anual de 2,2%. Os números oficiais vieram em linha com as expectativas de mercado e foram puxados pela variação nos preços dos bens de capital e de energia.

Dia de realização para as bolsas mundiais. Os mercados asiáticos tiveram mais uma sessão de perdas leves, com exceção do índice de Shanghai que reagiu no final do pregão às expectativas dos resultados corporativos por lá. Na Zona do Euro, a sexta-feira também é de realização em função da agenda econômica praticamente vazia. Hoje, vale destacar no mercado de commodities a alta expressiva do minério de ferro. Aqui no Brasil, os eventos políticos continuam dando o tom para o rumo da bolsa que também reage à temporada de balanços das empresas.

 

aCielo (CIEL3) divulga resultado sem surpresas no 4T17. A companhia viu seu top line apresentar leve retração na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, seguindo a mesma dinâmica dos demais trimestres do ano. A concentração maior em grandes contas, fruto do cenário competitivo extremamente acirrado em clientes de menor porte, levou a uma redução no preço médio. Além disso, antes, a Cielo processava e liquidava todas as operações com cartões Elo, independente de quem capturasse essa transação, ou seja, mesmo que o cartão fosse passado na maquininha da concorrência, a Cielo ainda seria responsável por parte relevante do processo, o que mudou no ano passado. Agora os concorrentes podem fazer as três etapas do processo, o que também teve impacto nas receitas da empresa. Nos últimos anos, a Cielo fez um investimento pesado em sua estrutura tecnológica e a companhia acredita que começará a colher os frutos desses investimentos em 2018, a começar com a segunda geração da maquininha Cielo LIO. Nos próximos meses, teremos uma noção melhor de como essa nova geração de maquininhas tem sido aceita pelo mercado e também de como a Cielo tem se saído no segmento onde a competição tem se mostrado mais acirrada, especialmente por competidores como a PagSeguro e a GetNet que têm sido mais agressivas. A Cielo espera crescer entre 5% e 7% nesse ano no tocante a volume financeiro transacionado. A companhia anunciou que vai distribuir dividendos de R$ 0,39 por ação para os acionistas posicionados no final do pregão do dia 14 de março. Pagamento no dia 29 do mesmo mês e o yield, com o fechamento de ontem, é de 1,44%. Não esperamos reação forte do mercado aos números apresentados pela Cielo.

Ecorodovias (ECOR3) adquire MGO por R$ 600 milhões. A MGO tem a concessão de uma rodovia federal que começa em Goiás e termina na divisa dos estados de MG e SP e era controlada por um consórcio formado por nove construtoras. Fazendo uma conta aproximada, utilizando os dados da MGO dos três primeiros trimestres de 2017, o EV / EBITDA da aquisição fica próximo dos 6%, bem semelhante ao múltiplo que a própria Ecorodovias é negociada em Bolsa. A aquisição reforça o portfólio da companhia olhando para o longo prazo, já que a concessão vence no início de 2044. Vemos a compra com bons olhos e esperamos reação positiva do mercado.

BrProperties (BRPR3) anuncia devolução de área no Rio. A Petrobras devolveu 8,7 mil m² na torre oeste do empreendimento Ventura Corporate Towers e manifestou a intenção de desocupar 21,9 mil m² dos 44,9 mil m² que ocupa atualmente na torre leste do complexo. Esses 21,9 mil m² representam 3,7% do portfólio da BrProperties. A companhia informou ainda que a Petrobras deverá pagar uma multa pela devolução das áreas e reembolsar os descontos e períodos de carência que foram concedidos no contrato de locação. Ainda assim, os papéis da companhia devem seguir pressionados no pregão de hoje por conta da notícia negativa que eleva a vacância do portfólio da BRPR.

Conselho da Fibria (FIBR3) aprova dividendos de R$ 0,4659 por ação. Em reunião, ontem à noite, o conselho de administração da companhia propôs destinar R$ 257,7 milhões para pagamento de dividendos, 25% do lucro líquido de 2017. Ainda não há data ex, nem data de pagamento, que devem ser definidas na AGO, marcada para 27 de abril desse ano. Yield da operação, com o fechamento de ontem, é de 0,84%.

DASA (DASA3) conclui incorporação de laboratórios adquiridos. A companhia de medicina diagnóstica informou que ontem foram incorporadas integralmente três sociedades laboratoriais, são essas Vital Brasil, Oswaldo Cruz e Biomed. No entanto, a DASA não revelou, desde o anúncio das aquisições, as expectativas de sinergias operacionais e financeiras entre as empresas incorporadas e sua rede de atendimento. Dessa forma, entendemos que o provável efeito positivo da notícia para suas ações em bolsa deverá ser mitigado pela ausência de detalhes nas informações divulgadas até aqui.
 

AGENDA DE DIVIDENDOS
 


 

AGENDA DE RESULTADOS 


Bons negócios


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