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Notícias

07/02/2018

Diário Matinal Coinvalores - 7 de fevereiro de 2018

 

Bom dia,

1Agenda fraca de indicadores nesta manhã. Internamente, a agenda está bem fraca, com alguns indicadores saindo a partir do 12h30, mas os mercados estão acompanhando o desenrolar da reforma da Previdência que terá a apresentação do novo texto da proposta na Câmara dos Deputados às 10h. Outro fator que deve agitar os mercados é a decisão do Copom. As expectativas continuam sendo de um corte de 0,25 p.p. na taxa Selic, mas a dúvida que fica é se o ciclo de corte na taxa de juros já se encerra hoje, com isso a ata será muito aguardada.

aProdução industrial da Alemanha cai em dezembro. A produção industrial alemã apresentou redução de 0,6% em dezembro ante o mês de novembro, segundo dados da Destatis. No entanto, este resultado veio melhor que o espero pelo mercado que previa uma queda de 0,7%. Já na comparação com o mesmo período do ano anterior, a produção geral da indústria alemã cresceu 2,3% em dezembro.

Agenda amena nos EUA. Além dos dados semanais dos estoques de petróleo, que sempre movimentam a cotação da commodity, teremos os dados de crédito ao consumidor de dezembro. Mas os mercados ficam mais atentos aos discursos de presidentes regionais do Fed, dois deles com direito a voto esse ano (São Francisco e Nova York, que sempre vota), que ganham em importância com a reação do mercado essa semana à perspectiva de um aperto monetário mais agressivo nos EUA.

Bolsas se recuperando lá fora. Após pregões pressionados, as principais Bolsas europeias operam no azul, na esteira de um possível acordo na Alemanha para a formação de um governo de coalizão após meses de negociações. A alta, porém, foi maior no início da sessão, com os índices mais pressionados após os futuros da Bolsa de NY indicarem um pregão pressionado nos EUA. Na Ásia, a dinâmica foi parecida, com o início de pregão positivo, mas seguido de uma realização, que levou as ações chinesas para o campo negativo, enquanto a Bolsa de Tóquio fechou em leve alta.

 

aEcorodovias (ECOR3) vence leilão em MG. A companhia ofereceu R$ 2,06 bilhões pelo lote de rodovias no norte de Minas. Novamente, chamou a atenção a diferença entre o bid vencedor e o segundo colocado, que foi de R$ 1,2 bilhão. O ponto positivo dessa concessão é que o valor da outorga não será pago antecipadamente, mas mensalmente no decorrer do período do contrato (30 anos) com um ano de carência. O investimento no ativo, no entanto, é relevante, R$ 1,1 bilhão nos primeiros cinco anos de concessão. Vemos a rodovia como uma boa adição ao portfólio da Ecorodovias que nesse ano já ganhou o leilão do trecho norte do Rodoanel de SP e comprou a MGO, concessionária de rodovias que opera trechos em Goiás e Minas, até a divisa com SP.

Resultado sem surpresas da BrProperties (BRPR3). A companhia divulgou números ainda bastante impactados pelo cenário complicado para o seu setor de atuação, especialmente pela exposição da companhia ao mercado carioca de escritórios que enfrenta muito mais dificuldade que o paulista. A vacância da companhia chegou a 22,0%, considerando potencial de receita, e isso deve aumentar no ano de 2018, já que a Petrobras devolveu quase 9 mil m² em um empreendimento no Rio e manifestou a intenção de desocupar mais 22 mil m². Essas devoluções acarretam em multas que acabam protegendo a BrProperties, mas, ainda assim, a vacância segue sendo ponto de atenção. A receita líquida nesse trimestre ficou 1% menor que a do 4T16 por conta basicamente de renegociações de alguns contratos para baixo. Por outro lado, a companhia conseguiu fazer um bom trabalho em redução de despesas, com queda de 38% no SG&A. Outro ponto favorável no trimestre foi o impacto da queda da Selic no resultado financeiro da BrProperties, que, desconsiderando o impacto de variação cambial , melhorou 38% também. Esses fatores positivos  levaram a um avanço de 24% no FFO, lucro líquido ajustado do setor, mesmo com a queda na receita. Os resultados vieram bem dentro do esperado e não devem ter um impacto muito forte nos papéis da companhia. Para o curto / médio prazo, o mercado vai olhar muito para a vacância, como comentamos, e para a trajetória dos preços dos aluguéis.

CVM aceita registro de OPA da Prumo (PRML3). A controladora do Porto de Açu informou que o órgão regulador do mercado de capitais deu o aval para o prosseguimento da OPA unificada para a saída do Novo Mercado da B3 e o cancelamento do registro de companhia aberta. O edital da OPA registra que o valor por ação no âmbito da oferta será de R$ 11,50, representando um pequeno prêmio em relação à cotação de fechamento de ontem (R$ 11,15). Esse processo de fechamento de capital da Prumo já se arrasta há um bom tempo, sendo que seus acionistas em meados do ano passado se pronunciaram contra esse laudo de avaliação que determinou o preço em R$ 11,50/ação, argumentando que o valor econômico atual da companhia estaria entre R$ 12 e R$ 14 por ação. Todavia, acreditamos que os ativos PRML3 tendem a convergir no pregão de hoje para o preço estipulado na OPA.

Indústrias Romi (ROMI3) entrega bons resultados. A companhia reverteu o prejuízo registrado em 2016 para lucro líquido de R$ 37,9 milhões no último ano, com a estratégia adotada em prol do ganho de eficiência operacional e controle de custos propiciando a recuperação da rentabilidade. A margem EBITDA atingiu 14,9% no último trimestre e ficou em 12,1% no acumulado do ano, revertendo o sinal negativo de doze meses atrás. O maior volume de exportações, o mix dos produtos vendidos e a sólida carteira de pedidos de máquinas B+W também contribuíram para tal desempenho. A divulgação deve dar novo ímpeto aos papéis ROMI3 no curto prazo.

Sanepar (SAPR11) gera mais caixa e solicita reajuste tarifário. Apesar da nova estrutura tarifária ter culminado na queda do volume faturado de água e esgoto, o faturamento da companhia avançou mais de 10% no último trimestre, puxado pelo aumento de preços e pelo incremento no número de ligações. O EBITDA cresceu 48,3% frente ao 4T16, enquanto que o resultado final foi afetado pela alta nas despesas financeiras no período. A companhia encaminhou uma proposta de reajuste tarifário para a agência reguladora. Os detalhes do reajuste pleiteado ainda não foram divulgados, mas, de qualquer forma, a novidade deve favorecer o desempenho de suas ações hoje.

Paranapanema (PMAM3) divulgará resultados hoje, após o pregão. O resultado operacional da companhia deve apresentar melhora importante no último trimestre de 2017, sobretudo por conta da maior utilização de sua capacidade instalada e, consequentemente, maior diluição dos custos fixos. Todavia, em termos financeiros, o desempenho ainda deve ser bastante fraco, com provisões e custos ainda elevados. Portanto, o balanço do 4T17 não deve ser o gatilho para as ações da PMAM3, que devem reagir mais a médio/ longo prazo.

CVC (CVCB3) divulga balanço após o pregão. A operadora de turismo deverá apresentar bom crescimento no último trimestre de 2017, tanto pela evolução das suas operações quanto pelas aquisições realizadas, com destaque para o grupo Trend. Na comparação com o 4º Trim/16, estima-se que a receita líquida aumente ao redor dos 40%, já o EBITDA cresça em menor proporção (+12%) diante da integração das empresas e o lucro líquido fique 35% maior entre os períodos, todos os números de acordo com a mediana das projeções de mercado. De qualquer maneira, os ativos CVCB3 já poderão ficar no campo positivo na expectativa do bom resultado.
  
TOTVS (TOTS3) também apresenta seu desempenho hoje. O ambiente atravessado pela desenvolvedora de softwares ainda é bastante adverso, mas o comparativo do 4º Trim/17 com o 4º Trim/16 deverá apontar para uma melhora na rentabilidade em função do controle de despesas executado pela companhia ao longo do ano passado. Nesse contexto, o faturamento líquido deverá ter tímida alta de 3%, enquanto que para o EBITDA e o lucro líquido se espera um aumento em torno dos 60%. Embora o balanço possa denotar certa melhora operacional, consideramos que os papéis TOTS3 não deverão reagir antecipadamente em bolsa.
 

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