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Notícias

15/02/2018

Diário Matinal Coinvalores - 15 de fevereiro de 2018

 

Bom dia,

1Copom sinaliza fim do ciclo de queda de juros. Em sua ata, o comitê de política monetária comentou que a interrupção do processo de flexibilização monetária seria a medida mais adequada tendo em vista o cenário atual. O Copom ainda salientou que está atento à perspectiva de elevação de inflação nas principais economias do mundo, o que pode acelerar a normalização da política monetárias nesses países, mais um fator que pesa para o fim do ciclo de queda por aqui. O comitê, no entanto, deixou uma janela para uma nova queda de 0,25 p.p. "caso haja mudanças na evolução do cenário básico e do balanço de riscos".  Ou seja, caso tenhamos uma surpresa na semana que vem e a reforma da previdência seja aprovada no plenário da Câmara, podemos ter um novo corte de juros. Caso contrário, o ciclo de queda de juros deve terminar em 6,75%.

IGP-10 desacelera em fevereiro. O índice desacelerou em fevereiro, subindo apenas 0,23%, ante alta de 0,79% registrada em janeiro. Em 12 meses, o IGP-10 acumula queda de 0,42%. Os grandes responsáveis por essa desaceleração foram os preços no atacado que apresentaram leve alta, ficando em 0,09%, contra 1,06% no mês anterior. Já os preços ao consumidor subiram 0,57% em fevereiro (0,36% de janeiro) e o INCC, que mede os custos da construção, apresentou elevação de 0,32%, contra 0,08% no primeiro mês do ano.
aSuperávit comercial da zona do euro diminui em dezembro. As exportações dos países que adotam a moeda comum subiram apenas 1,0% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, enquanto as importações se elevaram em 2,5% na mesma comparação, resultando em um superávit de € 25,4 bilhões, contra € 27,6 doze meses antes. O dado traz pouca novidade e não deve ter impacto relevante nos mercados. 

Agenda robusta nos EUA. Em meio a uma série de indicadores macro que serão divulgados hoje, o destaque fica com a inflação ao produtor e a produção industrial, ambos referentes a janeiro. A expectativa é que o núcleo do PPI desacelere para 2,10%. Já para produção industrial espera-se certo arrefecimento, assim como na sondagem industrial da Filadélfia. Ademais, serão divulgados o índice de atividade industrial, a confiança do construtor e dados sobre o fluxo de capital e investimentos em títulos públicos.

Ano novo lunar fecha os pregões na China. Nessa quinta, começa a celebração do ano novo lunar, também chamado ano novo chinês, e as Bolsas do país permaneceram fechadas e assim ficarão até o dia 21. Nas demais, o dia é de alta na esteira da recuperação dos índices americanos no pregão de ontem, após o susto com o CPI. 

 

aGerdau (GGBR4) vende ativos de energia. A siderúrgica vendeu duas usinas hidrelétricas, Caçu e Barra dos Coqueiros, localizadas em Goiás, para a Kinross Brasil Mineração. As usinas, inauguradas em 2010, possuem capacidade instalada total de 155 MW e foram vendidas por R$ 835 milhões. A transação, sujeita a aprovação dos órgãos reguladores, está alinhada com a estratégia da companhia, de focar no segmento de aço e em ativos mais rentáveis. Os desinvestimentos já somam mais de R$ 6 bilhões nos últimos quatro anos. A novidade deve dar novo fôlego aos papéis da Gerdau.
   
Faturamento da Randon (RAPT4) deve ser forte em 2018. A companhia divulgou guidance para o ano, onde prevê uma receita líquida consolidada de aproximadamente R$ 3,6 bilhões, o que representa uma alta de quase 30% frente aos R$ 2,8 bilhões estimados para o último ano. O mercado externo também deve contribuir com tal resultado, com o faturamento atingindo cerca de US$ 300 milhões, ante os US$ 240 milhões esperados para 2017. Os investimentos devem saltar de R$ 100 para R$ 140 milhões. Suas ações devem responder de forma positiva à divulgação.

IMC (MEAL3) terá que decidir se aceita a fusão com a Sapore. A IMC recebeu uma proposta da Sapore para a união de seus negócios. Segundo a proposta, a Sapore seria incorporada pela IMC e o atual acionista da Sapore receberia 169,7 milhões de ações emitidas da empresa, enquanto os acionistas da IMC seguiriam com pouco menos de 167 milhões de ações. Assim, o atual dono da Sapora, Daniel Mendez, seria o controlador da IMC com participação de 50,47%. Os acionistas da IMC receberiam (antes da emissão de ações para o dono da Sapore) um dividendo especial de R$ 335 milhões ou R$ 2,13 por ação. De acordo com a proposta, a fusão das duas empresas geraria cerca de R$ 130 milhões em sinergias por ano. A proposta é válida por 15 dias, sendo assim a IMC tem até o dia 23 para decidir sobre a fusão. Entre os possíveis pontos de tensão entre os acionistas da IMC podem estar o modelo da operação e o fato do acionista da Sapore se tornar o acionista majoritário da IMC. Ou seja, a companhia estaria vendendo seu controle sem prêmio em relação ao valor de suas ações no mercado e sem pagamento em dinheiro pelo comprador.

Planos de saúde voltam a crescer no 4º Trim/17 (ODPV3/QUAL3). Segundo os dados preliminares da ANS, o número de beneficiários médico-hospitalares aumentou 0,2% entre set/17 e dez/17, representando 91,4 mil vínculos a mais no período que totalizou 47,3 milhões de usuários ao fim do ano passado. Já o avanço no segmento exclusivamente odontológico foi maior, de 1,8% entre o 3º Trim/17 e o 4º Trim/17, com 412,5 mil vínculos a mais e chegando ao total de 23,2 milhões de usuário exclusivamente odontológicos em 2017. Em nossa avaliação, os números vieram levemente acima das expectativas do mercado, pois a recuperação do mercado de trabalho ainda caminhou a passos lentos ao longo do ano passado, mas promete ser um driver importante em 2018. Acreditamos que as ações das empresas do setor poderão se beneficiar da notícia no curto prazo.
 

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