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Notícias

21/02/2018

Diário Matinal Coinvalores - 21 de fevereiro de 2018

 

Bom dia,

1Agenda amena por aqui. Sem grandes indicadores no radar, o mercado deve continuar a acompanhar o noticiário externo e o desenrolar do cenário político doméstico, com a intervenção federal na segurança do Rio, agora aprovada também pelo Senado, minando as (já escassas) chances de evolução da reforma da previdência no governo Temer que agora tenta emplacar seu conjunto de 15 medidas (não necessariamente novas) de ajuste fiscal.
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PMI composto desacelera na zona do euro e Alemanha. O índice composto para a zona euro desacelerou, saindo de 58,8 em janeiro para 57,5 em fevereiro. O índice também ficou abaixo das projeções de mercado que apontavam para uma desaceleração, mas para 58,4 pontos. Na Alemanha, o índice composto também ficou abaixo das projeções de mercado. Mesmo sendo o índice mais baixo em três meses para a zona do euro e em quatro meses na Alemanha, o indicador permanece acima dos 50 pontos mostrando que a economia continua em crescimento por lá.

Desemprego avança no Reino Unido. A taxa de desemprego do Reino Unido subiu para 4,4% em dezembro, registrando sua primeira alta em quase dois anos. Este número veio pior que o esperado pelo mercado que aguardava a manutenção da taxa. Neste período a quantidade de novos desempregados foi de 46 mil, totalizando 1,47 milhões de britânicos desempregados.

Ata do FOMC no centro das atenções nos EUA. Nessa quarta, o último item da agenda americana é também o mais importante. O mercado aguarda sinais mais claros sobre o número de elevações dos juros esse ano na ata do comitê de política monetária, sendo que já vem precificando uma alta adicional desde o começo do mês, quando um comunicado mais hawkish do comitê (referente à reunião cuja ata sai hoje) foi o gatilho de uma realização generalizada nos mercados. No começo do dia teremos o discurso do presidente do Fed da Filadélfia, que votava no ano passado, mas só volta ao comitê em 2020. Além disso, a Markit divulga as prévias dos PMIs de fevereiro e a associação nacional de corretores imobiliários solta os dados referentes a vendas de residências usadas, indicadores que ajudam a medir o fôlego da economia americana nesse começo de ano.

Ásia fecha no azul, mas PMI pesa na Europa. A desaceleração além do esperado na prévia do índice composto da zona do euro leva a uma realização nas ações europeias, em dia marcado pela expectativa em torno da ata do FOMC, que vai influenciar o final do pregão por aqui. Na Ásia, com as Bolsas na China ainda fechadas, o Nikkei teve leve alta, mesmo com o PMI japonês também mostrando desaceleração, impulsionado pela desvalorização da moeda local.
 

 

aResilência operacional assegura bom resultado à Telefônica Brasil (VIVT4). A companhia reportou mais um sólido desempenho trimestral, sendo que os principais números vieram maiores que as expectativas. Na comparação com o 4T16, em parâmetros recorrentes, houve avanço de 1,5% na receita líquida, de 7,3% no EBITDA e alta de 30,9% no lucro líquido. Com o resultado acima das estimativas, acreditamos que as ações VIVT4 terão um pregão no campo positivo. Adicionalmente ao balanço, a Telefônica informou que irá submeter à AGO do exercício de 2017 a distribuição complementar ao redor de R$ 2,2 bilhões em dividendos, o que corresponde a aproximadamente R$ 1,21 para as ações VIVT3 (yield de 2,7%) e R$ 1,33 para as VIVT4 (yield de 2,5%). Essa assembleia está agendada para 12/abr que será a data paraos acionistas posicionados terem direito aos proventos, com os papéis ficando ex no dia seguinte, mas a data de pagamento ainda será definida.

CVC (CVCB3) abre novo programa de recompra de ações. A companhia irá adquirir até quatro milhões de ações, cerca de 3% do total em circulaçãono mercado, em até um ano e meio (vencimento em 20/jul/19). As ações recompradas serão mantidas em tesouraria e poderão ser destinadas aos planos de incentivos da empresa. As ações CVCB3 tendem a reagir positivamente ao novo programa de recompra.

Conselho de administração da Prumo (PRML3) aprova OPA. Em reunião realizada ontem, a proposta de OPA unificada, para saída do Novo Mercado da B3 e posterior cancelamento de registro de companhia aberta, foi aprovada pelos conselheiros da Prumo Logística e segue agora para a votação na assembleia de acionistas a ser convocada. Cabe relembrar que a OPA fixa o valor de R$ 11,50 por ação, representando um pequeno prêmio em relação à cotação de fechamento de ontem (R$ 11,39). Esse processo de fechamento de capital da Prumo já se arrasta há um bom tempo, sendo que seus acionistas, em meados do ano passado, se pronunciaram contra esse laudo de avaliação que determinou o preço em R$11,50/ação, argumentando que o valor econômico atual da companhia estaria entre R$ 12 e R$ 14 por ação. Todavia, acreditamos que os ativos PRML3 tendem a convergir no pregão de hoje para o preço estipulado na OPA diante da aprovação do conselho de administração.

Calendário do PNLD prejudica resultado da Somos Educação (SEDU3). Fora da agenda prévia de divulgação dos balanços do 4º Trim/17, a companhia apresentou antes da abertura do pregão de hoje seu desempenho no derradeiro trimestre do ano passado que foi afetado pela postergação de parte da receita do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) 2018. Porém, esse faturamento que não entrou no quarto trimestre deverá ser registrado no 1º Trim/18 desse segmento e incrementar de forma relevante seus números. Indo ao resultado reportado, na comparação com o 4º Trim/16 em termos ajustados houve recuo de 4,4% na receita líquida, de 8,2% no EBITDA e de 42,6% no lucro líquido. Em nossa visão, a Somos Educação passou por inúmeras reestruturações, tanto operacionais quanto societárias, e mostrou boa performance operacional ao longo de 2017, mas esse resultado não deverá ser um driver de curto prazo para suas ações em bolsa.

Não recorrentes afetam resultado da Iochpe (MYPK3). O faturamento da companhia cresceu 16,5% no último trimestre do ano passado, frente ao 4T16, impulsionado principalmente pelas vendas na América do Sul. Os negócios na Europa e na Ásia também apresentaram significativa melhora. Todavia, despesas não recorrentes ligadas a questões operacionais e judiciais da reestruturação e a capitalização de sua joint venture mitigaram o crescimento do EBITDA e do lucro no período, frustrando as expectativas. Expurgando tais efeitos, o resultado teria até mesmo superado as estimativas, com EBITDA saltando 15,6% frente ao 4T16. A Iochpe também anunciou a distribuição de dividendos, no montante de R$ 0,2557 por ação, o que corresponde a um yield de cerca de 1,1%. Os papéis ficam ex na próxima segunda-feira (26) e o pagamento deve ocorrer em 15 de março. De toda forma, suas ações podem responder de forma marginalmente negativa à divulgação.

CVM discorda de laudo de avaliação da CPFL Renováveis (CPRE3). Em resposta ao pedido de OPA por alienação de controle, a CVM comunicou que não considera razoável algumas premissas adotadas pelo Banco Fator no laudo de avaliação da companhia, que atribui preço de R$ 12,20 por ação. A área técnica da entidade listou uma série de critérios, existentes na época da alienação do controle, e chegou a uma faixa de preço entre R$ 16,69 e R$ 20,48, determinando então que o preço que garantiria aos minoritários o tratamento igualitário é o menor dos valores obtidos, ou seja, R$16,69 (que representa um up side de quase 20% frente ao fechamento de ontem, em R$ 13,94). Portanto, a CVM determinou que seja reapresentada a documentação da OPA, refletindo tal entendimento, até o próximo dia 22/03. A State Grid, que assumiu ocontrole e protocolou o pedido de OPA, deve recorrer da decisão. Ainda assim, as ações CPRE3 devem responder de forma positiva à novidade.

Resultado da Ultrapar (UGPA3) ainda será modesto. A companhia deve apresentar números um pouco melhores no último trimestre, devido a paulatina recuperação na demanda e reajustes de preços, bem como pelos ganhos provenientes da estratégia adotada para ganho de eficiência nas demais áreas de negócios. Estimativas apontam para um ganho de cerca de 8% em termos de receita ede 7% no EBITDA, frente ao 4T16. No consolidado do ano o crescimento será mais modesto em todas as linhas da DRE. A divulgação não deve trazer impacto relevante para os papéis da companhia.
 

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